Arquivos para a categoria ‘economia’

Investimento precisa voltar

terça-feira - 7/julho/2009

O ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, alertou em entrevista ao Jornal da Manhã, que é preciso não esquecer que o Brasil está saindo  bem da crise por causa do consumo da população e do governo, mas a taxa de investimento caiu como mostram os números divulgados no primeiro trimestre.  Segundo Ricúpero,  a situação poderá ficar insustentável a longo prazo, porque não dá para segurar apenas com consumo sem a retomada do investimento. “Haverá um momento que o governo terá de aumentar impostos. É imprudente manter gastos altos enquanto a taxa de investimento está caindo”, disse Rubens Ricúpero. O Brasil poderia já ter saído da crise se o Banco Central tivesse reduzido os juros antes. Houve equívoco, excesso de prudência, criticou ele.

Foi uma derrota humilhante

terça-feira - 26/maio/2009

Foi uma derrota humilhante para o Brasil e para a ministra. A opinião é do embaixador Rubens Ricúpero, ex-ministro da Fazenda e integrante do Linha de Frente Jovem Pan, falando da derrota da ministra Ellen Gracie ao posto que disputava no Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comercio. Ela concorria à vaga  deixada no início do ano pelo brasileiro Luís Olavo Baptista, mas a OMC  prefeiriu indicar o mexicano Ricardo Ramirez. O embaixador Ricúpero, em entrevista ao Jornal da Manhã, disse que a ministra foi uma escolha errada do Brasil, porque não tem experiência na área do comércio internacional. Na OMC, eles se preocupam muito com o currículo, e Ellen Gracie não tinha incursão na área. “O governo imagina que os postos internacionais são preenchidos como na CPI da Petrobrás, quando se dá ao PMDB alguma diretoria mesmo que o indicado não entenda nada de petróleo. Não é a CPI da Petrobrás”, afirmou Ricúpero falando das recentes derrotas da política externa brasileira. Ouça a entrevista:

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1por cento é muito otimismo

sexta-feira - 22/maio/2009

O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, afirma que a previsão do governo que o PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 irá crescer 1 por cento em 2009 é muito otimista. Maílson foi entrevistado no Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan. Ele disse que os números do primeiro trimestre ainda irão trazer uma forte contração da economia brasileira da ordem de 2,5 por cento. “Achar que em três trimestres nós vamos recuperar esse terreno perdido, é muito otimismo. No mercado, a previsão mais otimista para o PIB em 2009 é ficar zero a zero”, afirmou o ex-ministro  a Denise Campos de Toledo. De qualquer forma, Maílson disse que a economia brasileira começou um processo de recuperação nesse segundo trimestre e isso vai continuar ao longo do segundo semestre, e provavelmente no final do ano estará crescendo numa velociade de 3 a 3,5 por cento. “Mas infelizmente o governo vai ter que revisar esse número mais a frente”, disse Maílson.

Câmara discute cadastro positivo

terça-feira - 12/maio/2009

A Câmara dos Deputados poderá votar nesta semana o Projeto de Lei 836/03, que regulamenta o cadastro positivo, banco de dados de proteção ao crédito. Segundo o deputado Maurício Rands (PT-PE), relator do projeto, o cadastro positivo só será aberto com autorização do consumidor e irá reduzir a taxa de juros do bom pagador. Atualmente, só funciona no Brasil, o cadastro negativo, quando alguma parcela deixa de ser paga, o comprador tem seu nome incluído em listas como no Serviço de Proteção ao Crédito - SPC. Maurício Rands foi entrevistado no Jornal da Manhã. ele afirmou qua ainda não se tem uma noção exata da redução da taxa de juros com a aprovação do cadastro positivo. O número que ele divulgou é o custo com a inadimplência que é 37,3 por cento. A Confederação Nacional das Instituições Financeiras não gostou do relatório de Maurício Rands. Segundo a CNF, de maneira geral, o substitutivo, onera a operação dos cadastros, porque burocratiza os procedimentos e  aumenta custos operacionais.

Troca no BB é lamentável

quinta-feira - 9/abril/2009

Demonstrando bastante irritação, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega  críticou a decisão do governo de substituir o presidente do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, porque ele não cumpriu as metas de reduzir o spread e aumentar a oferta de crédito. Foi nomeado presidente com a missão de baixar os juros, o vice Aldemir  Bendine, ligado ao PT. Falando a Denise Campos de Toledo e Joseval Peixoto no Jornal da Manhã da Jovem Pan, Maílson chegou a dizer que o presidente Lula e  Guido Mântega estão sugerindo a privatização do banco estatal, “porque não há salvação no longo prazo com sua permanência no governo, porque sempre vai aparecer o ministro de plantão, o presidente de plantão para mandar o Banco do Brasil fazer o que eles acham correto. Pode até ser de boa fé, mas é incompetente”,  afirmou o ex-ministro. Ele lembrou que começou sua carreira no Banco do Brasil, e participou do processo de reformulação do BB em 1986, quando o banco quebrou na época da inflação e operava sem os devidos cuidados, exatamente por práticas semelhantes a esta tomada agora. Maílson da Nóbrega tambem atacou o IPEA, que elaborou um estudo que analisou tecnicamente a questão do spread comparando o Brasil com a Inglaterra. “Eles compararam realidades distintas. Confundiram laranja com banana. Quem fez este tipo de comparação deveria devolver o diploma”, atacou Maílson.  Vamos ouvir:

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Cortesia com chapéu alheio

segunda-feira - 30/março/2009

O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que tambem é integrante do Linha de Frente da Jovem Pan, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã que tem muitas dúvidas quanto a eficácia da redução do IPI para

automóveis.  A redução vale até esta terça, dia 31, mas o governo já anunciou que vai prorrogar por mais 90 dias.  O principal problema para Everardo Maciel é que o governo está fazendo cortesia com “chapéu alheio”, porque a arrecadação do IPI tem que ser dividida com estados e municípios. Ele afirma que o melhor seria reduzir contribuições como o PIS e Confins, que teria o mesmo efeito para o preço final dos automóveis.  “As Prefeituras estão quebradas em todo o Brasil com  a crise, vai piorar ainda mais”, afirmou Maciel.  Ouça a entrevista:

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Saldo negativo preocupa muito

terça-feira - 3/fevereiro/2009

O saldo negativo da balança comercial em janeiro de US$ 518 milhões, preocupa muito, segundo o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricúpero.  Falando ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, ele atribuiu parte da culpa a política errada do Banco Central que valorizou o real com alta taxa de juros. “Nos últimos 18 meses, as importações estavam crescendo muito. A crise apenas precipitou”, afirmou Ricúpero. A preocupação do ex-ministro é que a Balança Comercial é apenas 1 elemento da balança de pagamentos, que tambem tem o envio de lucros de empresas e os gastos de brasileiros no exterior. Ouça a entrevista:

 

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Brasil está numa armadilha

quinta-feira - 22/janeiro/2009

O ex-presidente do Banco Central, Ibraim Eris,  aplaudiu a decisão do  corte de 1 ponto percentual na taxa Selic, mas chama atenção para armadilha que a economia brasileira está. Ibraim Eris alerta que as reuniões  do Copom acontecem agora a cada 45 dias, período que teremos que esperar  para mais uma surpresa como a desta quarta. Para reduzir o  spread bancário, Eris acredita que a Selic pode ser a solução, porque é natural que os bancos cobrem mais para diminuir seus riscos.

Brasil perdeu 654 mil empregos formais em dezembro

segunda-feira - 19/janeiro/2009

O Ministério do Trabalho divulgou os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram fechados 654.946 postos de trabalho no mês passado, o pior resultado desde 1999, início da série histórica do Caged. No ano passado, o governo esperava que fossem abertos 2,1 milhões de empregos com carteira assinada, mas as demissões  de novembro e dezembro acabaram prejudicando o resultado de 2008, quando foram criadas 1,452 milhão de nova vagas. O resultado divulgado nesta segunda, estava sendo esperado. Na semana passada, o número já esstava circulando no mercado, e o próprio presidente Lula admitiu que o Caged ficaria acima de 600 mil demissões.

Delfim quer redução de 1 ponto percentual nos juros

segunda-feira - 19/janeiro/2009

O ex-deputado Delfim Neto espera um ataque de lucidez do Banco Central para que a taxa de juros seja reduzida de 13,75 % para 12,75%. O Comitê de Política Monetária do BC se reúne nesta terça e quarta, quando irá divulgar a nova taxa Selic. Desta vez é unanimidade, ninguem no mercado aposta em outra coisa que não seja a redução dos juros.  A dúvida dos especialistas é o tamanho da redução.  Entrevistado no Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, Delfim pediu lucidez ao Banco Central para acabar  a disputa com a Fazenda.  “A redução de juros se transformou num símbolo. Está provado que o diagnóstico do Banco Central estava errado. A inflação em 2009 não vai chegar a 4,5 %, apesar de amarras da economia.”, afirmou Delfim. Confira a íntegra da entrevista:

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