A principal notÃcia nos jornais brasileiros nesta quinta (23) foi o bate-boca entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federal. Foi constrangedor. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e Joaquim Barbosa protagonizaram ontem, em plenário, uma das mais duras discussões entre dois ministros durante um julgamento na história da corte. Barbosa disse ao colega que ele está “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro” e que deveria saber que “não está falando com seus capangas de Mato Grosso”. A discussão durou 10 minutos. Devido ao clima de constrangimento, o ministro Carlos Ayres Britto chegou a pedir vista para encerrar a discussão, e Marco Aurélio Mello, por sua vez, requisitou o fim da sessão. No Jornal da Manhã da Jovem Pan, o ministro Marco Aurélio Mello, lamentou a situação reconhecendo que num colegiado,  as discussões são acaloradas, mas devem ficar no campo das idéias. Mello falou que, após o encerramento da sessão, oito ministros se reuniram por 3 horas,  e  divulgaram uma nota reafirmando a “confiança e o respeito” ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, e “lamentando” a discussão entre ele e Joaquim Barbosa. Pela gravidade do fato, a corte cancelou a sessão plenária de hoje. Segundo Marco Aurélio, um segmento de ministros defendia a divulgação de uma nota um pouco mais rigorosa, que resultaria numa censura ao ministro Joaquim Barbosa. Mas, se chegou a conclusão que a censura a um dos integrantes, é censura à própria corte. O clima tenso entre os ministros não vem de hoje. Barbosa já protagonizou outras discussões com os ministros Eros Grau e Marco Aurélio Mello. Em outro debate, com Mendes, Barbosa o acusou de pretender adotar o “jeitinho” para mudar resultado de julgamento. “O que está acontecendo é que o tribunal sofreu uma modificação substancial nesse últimos anos. 7 cadeiras foram renovadas, e evidentemente tem esses descompassos. Mas que fiquem no campo das idéias. O ministro Joaquim Barbosa deve observar que precisamos nos tratar com urbanidade”, afirmou Marco Aurélio Mello. Ouça a entrevista:
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