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Recordar Sarita Montiel em “La Violetera”

Sarita Montiel – cantora e atriz – foi uma estrela na virada dos anos 50 para os 60. Seus filmes atrairam filas nos cinemas brasileiros. As rádios de todo canto programavam suas canções. Foi tão popular por aqui que rodou, em 1965, um filme no Rio de Janeiro chamado “Samba”.

“La Violetera”
, de 1958, é o filme mais lembrado pelos espectadores daquela época. Passou no Brasil em 1961 e fez longa carreira pelos cinemas do interior do país. Essa produção espanhola é um melodrama com tudo que se espera no gênero.

A história se passa no finzinho do século XIX. Em 1899, Soledad (Sarita Montiel) é uma vendedora de violetas que ganha a vida à porta dos teatros. Para atrair compradores, cantarola canções. Raf Vallone (1916-2002), um ator italiano, faz um aristocrata que se encanta pela moça pobre.

Apaixonam-se, mas atraem a ira da família dele, cujo irmão faz de tudo para que o aristocrata cumpra seu compromisso de se casar com uma moça rica, a quem lhe foi prometida pelos laços sociais. Entre lágrimas e brigas, o irmão dele morre num duelo, o que encerra de vez o romance entre o moço da alta sociedade e a vendedora de violetas.

O tempo passa. Soledad acaba se tornando uma cantora famosa e se casa com seu empresário. Seu ex-amor entra para a diplomacia e é mandado pelo governo espanhol para um país distante. Onde? Na América do Sul. Separados pela distancia, pelo preconceito social, pela diferença de classes.

Claro, todo esse drama entremado por canções. Em 1912, Soledad, agora famosa, embarca para os Estados Unidos, onde vai cumprir uma turnê de espetáculos por várias cidades. A seu lado, o marido empresário. Viajam de navio. Qual? O Titanic !

Não vamos contar o desfecho do filme, pois “La Violetera” pode ser encontrado em DVD no Brasil. Quem se interessar por histórias assim – casal apaixonado separado pelas pedras da sociedade – terá um melodrama eficaz. E um convite para conhecer Sarita Montiel, que foi uma grande estrela em nossas telas.

Em tempo: Sarita está hoje com 82 anos de idade. Seu nome de batismo é bem espanhol: María Antonia Alejandra Vicenta Elpidia Isadora Abad Fernández. Começou no cinema aos 16 anos. Em 1950, radicou-se no México, onde se tornou famosa por sua beleza e interpretação. Quatro anos depois, estava em Hollywood, onde filmou “Vera Cruz”, do cineasta Robert Aldrich, um clássico do faroeste ao lado de Gary Cooper e Burt Lancaster. Nessa época, apaixonou-se pelo diretor do cinema, Anthony Mann, com quem se casou.

Ainda casada com Anthony Mann, voltou várias vezes para filmar na Espanha, onde nascera e começara a carreira no cinema. Foi então seu periodo mais produtivo. “La Violetera”, de 1958, foi o seu auge.

Divorciada em 1961 de Anthony Mann, ela voltaria se casar mais três vezes. Entre um casamento e outro, as revistas de cinema contavam de seus romances fugazes, entre os quais com o escritor Ernest Hemingway. Em seu terceiro casamento, adotou duas crianças (uma garota, hoje com 31 anos e um menino, hoje com 28 anos). Sarita Montiel continua cantando em programas de TV e está divorciada de seu quarto marido.

VEJA SARITA EM “LA VIOLETERA”:

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  • ieda

    adorei a Sarita montiel bons tempos que naô voltam mais