Por que o “ainda†se tornou tão importante?
quinta-feira - 29/outubro/2009Fiquei com saudades dos amigos e hoje fui malhar na minha “antiga” academia, aqui na Avenida Paulista, e algumas situações me chamaram a atenção.
Na verdade foram as indagações abaixo que me incomodaram:
“E aÃ, ainda está trabalhando?”
“Nossa quanto tempo, ainda está correndo?”
“Ainda pedala?”
“Ainda mora naquela casa?”
“Ainda está casada?”
Gente??? O que está acontecendo?
Por que as coisas têm que “ainda” estar acontecendo?
Eu freqüento academia há mais ou menos 16 anos.
Faço esporte desde que me conheço por gente.
Trabalho desde os 15.
Tudo bem que não estou mais casada e nem moro mais na mesma casa que no ano passado.
Mas, a questão não é essa.
É o fato de que essas indagações dão uma conotação de que o fim está próximo ou de que você está estagnado.
Ninguém pode gostar do mesmo emprego há 10 anos?
Não posso nascer e morrer na mesma casa?
Casar e “viver feliz para sempre?”
Correr e pedalar até os meus 120 poucos anos???
Por que esse “ainda”?
Bom, vou continuar desabafando enquanto eu “ainda” escrever neste blog.
Abraço!



Simone Manocchio, 31 anos, é jornalista e trabalha há 8 anos na Jovem Pan. É amante da corrida e de esportes que trazem ao corpo aquela sensação de bem estar, a tão falada endorfina