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Brasil pode aprender com outros países a usar melhor seus recursos hídricos; veja como

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Segundo as Nações Unidas, a demanda por água em todo o mundo deve aumentar 50 por cento até 2030. Isso significa que até países com recursos hídricos abundantes, como o Brasil, devem se preocupar com o futuro.

“A tendência realmente é aumentar o consumo e a tendência é que a água seja cada vez mais cara, porque cada vez mais tem que ir mais para longe para pegar água”, explica Rubem Porto, professor da Escola Politécnica da USP especialista em recursos hídricos, em entrevista à Jovem Pan.

O Brasil tem 12% da disponibilidade de água de todo o planeta. Mas 80% dos recursos estão na bacia amazônica, longe das maiores cidades do país. O desafio, então, é trazer esse potencial hídrico para as grandes capitais.

Esse problema da integração já foi combatido de diferentes formas ao redor do mundo. Na China, por exemplo, a aposta é num projeto bilionário de transposição de rios para a região norte, a mais árida do país.

Já a cidade de Perth, a mais seca da Austrália, obtém atualmente metade da sua água potável a partir da dessalinização do Oceano Índico.

Mas será que a solução tem sempre que ser cara? Para Rubem Porto, não necessariamente. O professor acredita que o conceito de caro e barato é relativo. “A gente pode achar, por exemplo, que uma cirurgia de ponte de Safena é muito cara, mas se você quiser salvar a vida de um indivíduo, talvez seja a única solução”, comparou.

No entanto, ele ressaltou que a luta é sempre para reduzir os custos: “não significa que a gente não procure soluções cada vez mais baratas, esse é o objetivo da engenharia”.

Propostas baratas também podem evitar a falta d’água. Recuperar os mananciais, como fez Nova York, e lutar contra o desperdício, como fez a Cidade do Cabo, são bons exemplos disso.