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De professor à personalidade da “Time”: a explosiva trajetória de Sérgio Moro

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Em 2014, ele foi eleito o Brasileiro do Ano pela revista IstoÉ e pelo jornal O Globo. Ainda esteve no ranking de personalidades elaborado pela Época. Em 2016, a Fortune o considerou o 13º maior líder mundial e a também norte-americana Time o incluiu em sua tradicional lista de 100 pessoas mais influentes do mundo. Em ambas, foi o único brasileiro presente. À extensa lista, somam-se um título da Confederação Maçônica e uma honraria máxima do Exército. Mas se engana se você pensa que a carreira de Sérgio Moro “explodiu” de uma hora para outra.

Nascido em 1972, o jovem se formou no curso de Direito em 1995 na Universidade Estadual de Maringá (UEM), sua cidade natal. No ano seguinte, começou a lecionar na Universidade Federal do Paraná (UFPR), tornou-se juiz e entrou para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Em 2000, recebeu o título de mestre pela UFPR e, dois anos depois, o de doutor na mesma instituição.

Especializado em crimes financeiros, Moro atuou então em alguns casos bastante midiáticos a nível nacional. Esteve no escândalo do Banestado, na Operação Farol da Colina e no julgamento do Mensalão (em que auxiliou a ministra Rosa Weber), por exemplo. E foi à frente da Operação Lava Jato, agora como juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, que ganhou notoriedade máxima e passou a ser conhecido como “o” Sérgio Moro.

Todo o reconhecimento, no entanto, não fez com que mudasse sua postura reservada. Casado com a advogada Rosângela Wolff de Quadros e pai de dois filhos, ele não usa redes sociais, não costuma ser visto pelas ruas e não é de dar entrevista. Em uma das poucas aparições, disse à Folha de S. Paulo no último mês de julho que a Lava Jato mostra que a “impunidade em crimes de corrupção no Brasil não é mais uma regra” e criticou a postura da classe política.

“Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusivamente de policiais, procuradores e juízes. No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção. Vejo no mundo político uma grande inércia”, declarou.

Sérgio Moro estará na quarta edição do fórum Mitos e Fatos, promovido pela Jovem Pan no próximo dia 15 de agosto. O evento discutirá o tema “Justiça” com diversos outros especialistas e contará ainda com a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia.