Notícias

Marcos Santos/USP Imagens

Ética e cidadania na web: é possível educar cidadãos digitais?

CompartilheShare on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedIn

No início dos anos 2000, de acordo com dados da União Internacional das Telecomunicações (UIT), cerca de 400 mil pessoas estavam ligadas à internet em todo o mundo. Depois de pouco mais de uma década, o número saltou para incríveis 3,2 bilhões.

As razões podem ser várias, mas todas estão claramente ligadas à facilitação no acesso. Basta olhar ao seu redor para ver: crianças das novas gerações nascem e crescem em contato intenso com a tecnologia, o que as transforma em adolescentes extremamente conhecedores. Dominam computadores, smartphones e tablets de última geração. Conhecem ferramentas e até mesmo métricas de todas as redes sociais. Ouvem músicas, assistem filmes, fazem amizades na rede. Mas será que esse conhecimento prático está atrelado à chamada “educação digital”?

A resposta é não. O indivíduo pode ter as técnicas, mas não conseguir diferenciar o que é verdadeiro e o que é falso na web. Não saber manter relacionamentos com amigos ou familiares por falta de bom senso. Não entender os limites no momento de expor de sua própria vida. Em resumo, não transportar para o mundo online conceitos já bastante complexos no mundo físico, como ética e cidadania.

Nesse cenário, as consequências podem ser graves. É aí que entra também a ideia de “segurança digital”, ligada à não-violação de confidencialidade de dados pessoais. Até porque, se não sabe lidar com os emaranhados do mundo virtual, o internauta não terá a capacidade de navegar, se informar, se comunicar, comprar ou trabalhar.

Mas, então, como fazer para educar os cidadãos digitais? Será que é possível? De que maneira? Esse será um dos temas discutidos no Fórum Mitos e Fatos: Transformação Digital, realizado pela Jovem Pan no Tivoli Mofarrej, em São Paulo, no dia 28 de julho.