(SÃO PAULO) Bom dia a todos! É realmente difÃcil entender neste momento quais as possibilidades dos times novos da Fórmula 1. Escreve-se muita coisa, fala-se de tudo, mas na verdade ninguém sabe ao certo o que acontecerá na vida de Campos, USGP, Virgin e Lotus. Há ainda a Sauber e a obscura Stefan GP.
Acabo de voltar de Madonna di Campiglio e os próprios jornalistas europeus encontram-se perdidos. Falar que sofrem de problemas financeiros parece óbvio, mas qual a complexidade do quadro? Quanto de dinheiro têm e quais os riscos que sofrem de não estarem no grid em 2010?
Vocês ouviram no fim de 2009 a entrevista que fiz com Adrian Campos. Quando questiono qual será a meta da Campos no GP do Bahrein (são vários os times novos, pensei que ele diria brigar para passar ao Q2), dia 14 de março, ele responde: “Estar no Bahrein é nossa meta”. Confesso que arregalei os olhos.
Notei naquele instante que a possibilidade de ficar pelo caminho existia sim. Nada está 100% garantido na vida das equipes novas. Mas o mais assustador é pensar que mesmo que obtenham êxito em suas empreitadas de “estar” na F-1 a performance dos carros será baixa. Se é tão difÃcil sobreviver, imaginem competir em nÃvel máximo de excelência!
Há muito tempo torço o nariz com a tal USGP. Ok, o discurso é bacana, a pose igualmente, porém não vi nada que me seduzisse até o momento. Parece tudo um grande teatro.
A Campos, mesmo com pouco dinheiro, realizou o planejamento adequado. Nas últimas semanas escreveram, sobretudo na Espanha de Adrian, tanto sobre problemas de grana que é melhor aguardar mesmo para falar se a Campos estará ou não no Bahrein.
Da Lotus não sei nem por onde começar. O tal dinheiro malaio existe, mas até onde? Quando nomearam Gascoyne para liderar o time comentava-se no paddock: “Lá vai o homem enganar mais uma vez”.
A Virgin me parece mais sólida financeiramente. Até porque é um grupo de sucesso em outros ramos de atividade. Quando Rubens Barrichello me contou como foi toda sua negociação com a Williams e eventuais propostas que recebeu ao longo do ano, disse que sentiu mais seriedade da Virgin em relação à s novas que o procuraram.
Peter Sauber sempre foi um homem sério. O fato de recuperar sua fábrica em Hinwill, na Suiça, faz com que tecnologia não lhe falte. Aparentemente a grana não é das mais altas, mas sua situação é completamente diferente dos “autênticos” times novos. Tomara faça um bom serviço.
Sobre a Stefan GP, pouco sei. Fiquei sabendo deles quando Nelsinho me informou que estava conversando com um pessoal da Sérvia. Quando perguntei quem eram, ele me respondeu: “os caras que compraram a Toyota”. Ainda me disse que Kamui Kobayashi estava praticamente certo com a equipe. Apesar da fábrica em Colônia, Alemanha, da Toyota ser uma das mais completas, não acredito muito na Stefan GP.
Enfim, acredito que teremos nos próximos dias muitas especulações sobre quem de fato correrá em 2010. Pelas novatas supracitadas, não ponho minha mão no fogo.