Papo com mestre e Bruno Senna
(SÃO PAULO) Para facilitar a vida de vocês, posto a entrevista de Bruno Senna ao Fórmula Jovem Pan de ontem. E mais duas conversas especiais com Claudio Carsughi sobre Kimi Raikkonen e BMW.
Bruno Senna:
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E os dois papos com Carsughi:
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Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).
5/julho/2009 at 22:19
Motta, li uma declaração do Button no UOL. Mas não acreditei muito no que li… ele disse que “é o melhor da história”(!). Acho que foi erro de transcrição/interpretação/tradução… sei lá! Mas não acrdito que ele tenha dito um absurdo desse! No máximo perguntaram pra ele quem era o melhor do ano e ele respondeu que era ele. O que é plausível.
Muito estranho!
6/julho/2009 at 9:40
Tesão, Felipe, aa muito tempo não é mais uma palavra feia… Alias, é uma palavra bastante prazerosa…
Muito boas as materias… Valeu.
6/julho/2009 at 10:02
Felipe: duvido que ele tenha dito isso. Mas sei lá…
6/julho/2009 at 11:23
Definitivamente um caso curioso esse do Button! Para os incautos: http://planetf1.com/story/0,18954,3213_5415480,00.html
Sobre o Raikkonen sinceramente não entendo como um piloto pode ter uma base tão grande de fãs e ainda ser o mais bem pago da F1, tendo apenas um par de boas temporadas na McLaren… Como bem disse o Felipe, ele está devendo – E MUITO – na Ferrari…
E sobre os dois outros assuntos do post, quem sabe não sobra uma vaguinha pro Senna na BMW, hein!!!
6/julho/2009 at 13:34
O Advogado do Diabo.
Em 2001 o Räikkönen iniciou a carreira na Fórmula 1 com apenas vinte e um anos. Na primeira prova do campeonato ficou em sexto lugar. Em 2002 foi para a McLaren, de onde saiu em 2006, com o seguinte currículo:
Em 2003 foi vice-campeão com 90, apenas a um ponto a menos que o Michael Schumacher.
Em 2005, novamente foi vice-campeão com cento e doze pontos e sete vitórias.
Em 2006, após um carro mal construído pela McLaren, Räikkönen não conseguiu nenhuma vitória e termina o ano em quinto lugar com sessenta cinco pontos.
Em 2007, foi campeão mundial de F1. A exemplo do Nigel Mansell, em 1989, Räikkönen foi o primeiro piloto a estrear com uma vitória pela Ferrari (GP Austrália).
Este título mundial ele conseguiu com seis vitórias, duas a mais do que Alonso e Hamilton da McLaren, que tiveram quatro vitórias cada um, e que Felipe Massa, que venceu três vezes.
A Ferrari tornou-se líder mundial de construtores da Fórmula 1.
Em 2008, segundo a própria Ferrari, o carro não atendia ao seu estilo de pilotar. Venceu somente duas corridas, fez 75 pontos, e ficou em 3° lugar, mas permitiu à Ferrari ser novamente campeã de construtores. Mas ele foi o recordista em voltas mais rápidas, o mais rápido da temporada, e entrou para a história da Fórmula 1 por conquistar tantas voltas rápidas em uma temporada.
Em 2009 estamos todos vendo. Mas, lembremos que o campeonato ainda não acabou. Lembremos também que ninguém falou em tirar o Massa da Ferrari quando ele estava atrás do finlandês. E isso não é crítica ao Massa. Mesmo não sendo seu torcedor, está escancarado para todo mundo que, mesmo com aquela m**da de carro, ele está fazendo tudo o que pode, de forma exemplar.
Escrevi tudo isso porque um bom advogado deve ter argumentos sólidos, descartando sistematicamente, na medida do possível, a subjetividade.
Com todo o respeito, de coração mesmo, discordo do Mestre Carsughi. O momento do Raikkonen não é bom. Isso é evidente. No entanto, uma análise apenas superficial da carreira do finlandês-voador mostra o quanto é errático afirmar que “o Raikkonen faz uma boa corrida e depois volta à normalidade”. Como amplamente exposto, a “normalidade” do Kimi Raikkonen é ser um piloto excepcional.
Quanto ao seu salário ser alto ou baixo, não sou capaz de avaliar. Por exemplo: o Hamilton é campeão e ganha (especula-se) 3 milhões por ano, ou seja, 8 vezes menos que o Raikkonen. Discrepância total. Mas o Alonso, bi-campeão, ganha 46 milhões, ou seja, 15 vezes mais que o Hamilton. Seria outra discrepância?
Comparar o salário do Raikkonen com o do Massa eu não vou, por motivos óbvios.
Abs.
6/julho/2009 at 13:58
Felipe e amigos,
Agora, sem a aura de Advogado do Diabo, minha subjetividade (sem números a me socorrer).
O Mestre Carsughi disse que não apostaria mais no Raikkonen. Em 2009? Eu também não, porque ele depende da performance da Ferrari para fazer um carro e esta, em 2009, não é digna de quem tem uma moeda para apostar. Ou será que o Mestre apostaria?
Já, com um carro competitivo, eu apostaria todas as minhas fichas no Raikkonen.
Alguém duvida que o Massa veio para 2009 com a maior gana de vencer o campeonato? Alguém duvida que o Massa seria um osso duríssimo de roer em 2009, ou mesmo que poderia ser até mesmo campeão se dependesse só dele? No entanto, coitado, correndo com um tijolo de rodas, por INCOMPETÊNCIA da Ferrari, talvez ele esteja se despedindo do sonho de ser um dia campeão. Uma pena, porque é um profissional seriíssimo e muito aguerrido.
Abs.
6/julho/2009 at 19:04
Também vou defender o Kimi, Felipe. Acho ele um piloto muito rápido, mas que sente, e muito, a falta de um carro competitivo. Tal e qual o Hamilton, mas com a vantagem de já ter corrido com equipamentos inferiores aos dos concorrentes. Com carros bem acertados, ele rende muito; com um carro ruim, o rendimento dele despenca.
Acho que ele ainda tem o que mostrar na F1 e teria lugar em qualquer outra equipe do grid atual.
Abraço a todos!
6/julho/2009 at 19:55
Felipe e amigos, pra mim a melhor temporada do Kimi foi em 2003 quando ficou um ponto atras do Schumacher.
Depois a curva descendente, mesmo sendo campeao, foi grande.
e na BMW o cavalo passou encilhado no ano passado, ali era o ano deles eu acho.
abraço.
8/julho/2009 at 10:07
“Eu também não, porque ele depende da performance da Ferrari para fazer um carro”
Anselmo, mas esta é a grande crítica que fazem ao Raikk… Ele faz seu trabalho, treina quando tem que treinar, “corre a corrida” e ‘c’est fini’. Não tem a cultura inerente aos brasileiros de ajudar no desenvolvimento do carro. Não obstante a isso, tb não tem conseguido superar o ‘average’ Massa. Aproveitando meu ‘comment’ cheio de estrangeirismos, diria que poucas vezes vi um piloto tão ‘overrated’ como o Raikkonen (minha opinião) e um outro tão ‘underrated’ como o Massa!