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Especiais: homenagem a Jim Clark

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Em Hockenheim, no dia 7 de abril de 1968, na disputa da extinta F-2, faleceu um dos maiores nomes do automobilismo: Jim Clark. O escocês tem dois títulos da F-1, que não ilustram a força deste piloto. Nos próximos posts teremos um especial sobre Clark, reportagem especial, estatísticas e muitas fotos.

Os números da fera

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Antes de mostrarmos algumas curiosidades e ifnormações interessantes sobre Jim Clark, acompanhem as estatísticas do escocês em comparação com as lendas Juan Manuel Fangio, Michael Schumacher, Alain Prost e Ayrton Senna. O argentino é imbatível em termos percentuais. E Clark só perde para ele. Acompanhem.

                                GPs         Vitórias                Poles                    Melhores Voltas

M.Schumacher     249            91 (36,5)           68 (27,3)                76 (30,5)

J.M. Fangio            51             24 (47,0)           28 (54,9)                23 (45,0)

A.Prost                  199            51 (25,6)            33 (16,5)               41 (20,6)

A.Senna                161             41 (25,4)            65 (40,3)               19 (11,8)

J.Clark                   72              25 (34,7)            33 (45,8)               28 (38,9)

Clark e Stewart – Batman e Robin

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Para tentar mostrar a vocês a grandiosidade de Jim Clark conversei com algumas pessoas. A conversa com Jackie Stewart, tricampeão do mundo, foi emocionante. Espero que gostem.

Imbatível em voltas rápidas. Poderoso na disputa de poles-position. Rei na chuva. Morto em acidente dramático. O personagem relatado poderia ser Ayrton Senna, brasileiro tricampeão do mundo na F-1. Trata-se, no entanto, de Jim Clark, piloto britânico que faleceu há 40 anos, em Hockenheim, na Alemanha, em prova da Fórmula 2. Um dos maiores nomes da história do automobilismo.

O escocês chegou a F-1 em 1960, contratado por Colin Chapman para correr pela Lotus (Senna guiou três anos na mesma equipe nos anos 80). Disputou corridas em nove temporadas, sempre pela Lotus, totalizando 72 Grandes Prêmios disputados. Os feitos de Clark são impressionantes, mas pela morte precoce é lembrado de forma semelhante a Ayrton.

“Ele era um demônio quando chovia. E extremamente eficaz para conseguir poles-positions. Senna era parecido com ele”, afirma Edward Gorman, jornalista inglês do The Times.

Os números obtidos por Jim Clark invejam a qualquer um (veja quadro ao lado). Percentualmente, só perde para o argentino Juan Manuel Fangio. Apesar de ter “só” dois títulos mundiais, derrota em várias estatísticas nomes como Michael Schumacher (7 títulos), Alain Prost (4) e Ayrton Senna (3).

O jornalista Heinz Prüller, presente nos circuitos de F-1 desde a década de 60, tem diversas memórias sobre a morte de Clark. E novamente, comparações com Ayrton são inevitáveis. “Clark tinha um estilo suave de pilotagem. Errava muito pouco. Como aconteceu com Senna, ninguém esperava que pudesse acontecer algo com ele. Pareciam pilotos intocáveis”, garante o austríaco.

Surgiram muitas versões para o acidente de Clark, assim como a batida do brasileiro, em 1994, no GP de San Marino. O escocês perdeu o controle da Lotus em condição molhada, sua especialidade, saiu da pista e chocou-se contra uma árvore.

“Disseram que um menino ou uma mulher cruzou a pista e ele tentou desviar. Bobagem. O mais provável é que tenha estourado o pneu”, diz Heinz Prüller.

Histórias para contar tem Jackie Stewart, escocês como Clark e tricampeão do mundo. Os dois dividiram apartamento, apelidado de Embaixada Escocesa em Londres, e criaram laços verdadeiros de amizade. Frequentavam restaurantes, cinema e até as férias curtiam juntos. Carinhosamente, eram chamados de Batman e Robin ou os gêmeos velozes da Escócia.

“Jimmy era tudo o que eu queria ser como piloto e homem”, afirma Stewart. Relembrar o passado vivido com o amigo ainda emociona o tricampeão: “Eu estava na Espanha no dia do acidente. Demorei a acreditar”. Quando sofreu o acidente fatal, Clark liderava o Mundial de F-1 após ter vencido a primeira etapa, na África do Sul.

Jackie Stewart estreou na F-1 em 1965, ano em que Clark ganhou o segundo título mundial. Como a primeira conquista, de forma avassaladora. Na sétima etapa, das dez previstas, já era o ganhador. Portanto, 70% da disputa. Esse recorde só foi quebrado em 2002 por Michael Schumacher, coroado na décima primeira das 17 corridas (64,7%).

Imediatamente, a dupla escocesa destacou-se. Em 65, foram três dobradinhas, algo notável para o país dos pilotos. Relembrar do episódio de Spa-Francorchamps, na Bélgica, quase leva Stewart as lágrimas. Chovia muito e, claro, Clark dominava. O compatriota seguia logo atrás, enquanto os demais competidores viravam retardatários. “Percebi que Clark estava de olho em mim. Eu era novato e ele se certificava de que eu não iria cometer erros estúpidos”, diz Stewart. E completa com olhos marejados: “No pódio, ele olhou para mim e perguntou: ‘você está bem?’. Era como se fosse seu irmão caçula”.

Jim Clark foi um dos melhores e sua morte só não teve repercussão semelhante à de Ayrton Senna pela menor cobertura jornalística da época. Uma das poucas diferenças entre ambos foi determinante na morte de Clark. Nos anos 60, os pilotos buscavam a aposentadoria cedo, evitando as mortes comuns no esporte. Mas Clark tinha uma obsessão. “Ele nunca venceu em Mônaco. Ganhou várias vezes em diversos lugares, mas nunca nas ruas de Monte Carlo. Enquanto não conseguisse iria continuar”, diz o austríaco Prüller. Ironicamente, Senna somou seis vitórias no Principado.

Considerado gênio, o escocês tinha seus defeitos. “Já disse ao Felipe (Massa) que ele lembra Clark. Quando cravava a pole e seguia na liderança, o bicampeão era imbatível. Se largasse no bolo se complicava mais. Assim como o jovem brasileiro”, finaliza Prüller.

A caminho do memorial

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Em Hockenheim, há um memorial para Jim Clark. Está localizado na curva 2 do circuito atual e não no exato local onde ele morreu após bater em uma árvore (inacreditável não?). Da sala de imprensa ao memorial caminhei 2 quilômetros floresta a dentro ao lado da pista. Em tempo: a Floresta no caso não é a Negra como tantos falam.

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Cadê a chapeuzinho vermelho?

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Vejam aí a tal Floresta. Se fosse o GP noturno de Cingapura em Hockenheim eu fugiria de medo. Assustadora não?

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Lembranças de um mito

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) Chegamos ao memorial. Imagens valem mais do que palavras.

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Acesso ao memorial

sábado - 26/julho/2008

(SÃO PAULO) O local é de difícil acesso. Tanto que os fãs não chegam sempre para homenagear Jim Clark.

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