Arquivos para a categoria ‘Na pele de Bill Murray’

O maior cruzamento do mundo

quarta-feira - 15/outubro/2008

(XANGAI) O mais agitado cruzamento do mundo fica no bairro de Shibuya, zona sudoeste de Tóquio. O dia em que fui não era dos mais felizes para ver a multidão, pois chovia bastante. Ainda assim, é possível ter idéia.

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Indiana Jones, né?

quarta-feira - 15/outubro/2008

(XANGAI) Imaginem como deve ser curioso assistir a este filme em japonês. Quase me arrisquei!

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A “eletrônica” Akihabara

quarta-feira - 15/outubro/2008

(XANGAI) O bairro de eletrônicos em Tóquio chama-se Akihabara. Tem tanta coisa que você se perde. A área de celular é demais. Porém, o que mais me encantou foi uma coisa com a cara do Japão. Um dinossauro dengoso que quando recebe carinho faz manha.

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Quem tem boca vai à…

sábado - 4/outubro/2008

(TÓQUIO) Existe um belo ditado que garante que com nossas bocas vamos longe. Chegamos até Roma, diziam os filósofos. Isso porque eles nunca devem ter pisado em Tóquio, capital do Japão. Aqui, quem tem boca quando muito pode xingar, tomar um refresco para tranquilizar-se ou abrir sorriso diante dos pepinos com os quais sofre.

Hoje, caminho pelas ruas da cidade. Preciso chegar à estação de metrô, onde diga-se de passagem, estou me virando mais do que bem. No entanto, não sei qual é a direção. Abordar um japonês é sempre complicado. Eles não vão te entender, tentarão te ajudar da melhor forma possível e ficarão desesperados por verem que você não entende lhufas do que dizem.

Por isso, cabe sempre fazer uma análise dos japoneses. Minimizar a chance de procurar um leigo no inglês. Estou na rua Kasuge. Mas onde fica a estação Kasuge? Sei que é por aqui, mas onde, raios? Começo a analisar os pedestres. Nenhum com cara de entendido no inglês. Até que surge um homem, estatura média, cabelos raspados, terno de executivo emergente. Enfim, um dominador de outros idiomas. Estava claro!

Abordo o homem e pergunto: “Where is the subway?”. O cidadão começa a gaguejar: “Uer, blur, vloes…” Em menos de 2 segundos, era evidente que tinha escolhido a pessoa errada. Mas agora vou até o fim. Depois de encorporar uma tuberculose, de tanto que tossiu e pigarreou, pronunciou “straightô and rightô”, com ar confiante. Agradeço com meu versátil Arigatô, que uso em todas as situações, até quando não deveria. Pois bem; reto e à direita. Em 1 minuto de caminha, eis que surge o metrô do meu guia.

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Desta vez, o pior é que não posso nem reclamar! O homem foi bem.

Bill vai às compras em Ginza

quinta-feira - 2/outubro/2008

(TÓQUIO) Um bairro particularmente interessante em Tóquio é Ginza. O local concentra as principais grifes do mundo e é muito agitado. Ainda pretendo ir com mais calma para entender o espírito do lugar, mas já pude dar uma passada. Muita gente bem vestida, astral legal e todo mundo com sacola nas mãos.

Há muitas mulheres bonitas. Aliás, li que foi feito um estudo e o rosto japonês é o melhor para maquiar-se. De fato, parecem bonecas. Carregam muita maquiagem, mas parece que faz parte de suas peles. Diferente, por exemplo, de algumas italianas, que às 6 da manhã usam tanto batom e afins que lembram travestis. Antes que os blogueiros peçam fotos das belas orientais já digo que estou fora. Imaginem eu fotografando mulheres nas ruas de Tóquio e aparece o irmãozinho caçula, um judoca ou lutador de sumô. Tô fora.

Tudo é muito caro. O custo de vida no Japão é alto, em Tóquio nem se fale. Em Ginza, mais ainda. Mas claro que não podia sair de mãos abanando e fiz minha extravagância. Comprei fio dental. Estava precisando.

Consegui depois de muito lutar. Entro no local e a batalha começa.

MULHER: Arigatô gozai mas, amsnioaf nkafid skfakjhd….

EU: Dental Floss, please.

MULHER: Uau, shabita, xalita, cosita, madresita…

EU: Dental Floss? D-E-N-T-A-L, F-L-O-S-S….

MULHER: (cruza os braços em forma de X e cerra os dentes) Schssssssssssssssssssss!!!!

EU: DENTAL FROSS? (nada); DENTAL FROSSO! (nada); DENTARO FROSSO! (nada); DENTAROOO, FROSSOOOO, CACETE (isso em português, claro!).

MULHER: Cacete, cacete! (sai correndo e volta com creme nas mãos).

EU: No, no, no… Dental Floss! (em português e fazendo gestos com polegares e indicadores unidos entre a boca) Aquele troço que se passa no vão dos dentes. Ou você deixa o sashimi aí? É peixe morto, atrai urubu, hein? Não brinque com fogo.

MULHER: (Cruza os braços) Schssssssssssssssssssss!

EU: Esquece querida, arigatô!

Na saída, vejo uma embalagem de fio dental! Obrigado meu Deus, o Senhor é grande!

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Londres? Ou Tóquio?

quarta-feira - 1/outubro/2008

(TÓQUIO) Os últimos dois dias foram de frio e muita neblina na capital do Japão. Estou no 28º andar do meu hotel. Quando acordei, abri janela para ver como estava o tempo (nessa altura himalaiana, sempre é frio). Fiquei bobo com a névoa. O prédio do outro lado da rua, igualmente alto, estava escondido. Tipo Monte Fuji.

Aproveito e informo que como serão muitas curiosidades em Tóquio, criei uma nova sessão. No canto direito da página, em ESPECIAIS, há a sessão NA PELE DE BILL MURRAY. Espero que gostem!

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Na pele de Bill Murray, parte II

quarta-feira - 1/outubro/2008

(TÓQUIO) Com a questão econômica mundial atual, e eu em Tóquio responsável por informações, tirei a quarta-feira para estudar. Situação do mercado japonês e asiático e também Tóquio como um todo. Não quero sair às ruas e me perder. Fiz um plano de guerra com as linhas de metrô da capital. São mais de 20.

Engraçado foi o momento em que tive que comprar alguns jornais para tentar compreender melhor a situação do mundo, com a visão japonesa. Fiz cara de conteúdo e peguei alguns periódicos, um japonês, inclusive. Tentei passar a impressão que entendia aquilo que estava escrito. Que leria em parque, talvez no banheiro, sabe-se lá.

Já no caixa, a atendente me olha assustada e levanta três dedos (indicador, médio e anular). Olhei e notei a confusão. Estava claro, tinha feito lambança. Meu conhecimento de japonês era tão grande que não conseguia perceber quando terminava o jornal. Selecionei três! Idiota. Pelo menos depois, com apenas um em mãos, pude ler e entender tudo sobre a questão atual. Tudo é cristalino como água. Compartilho com vocês. Boa leitura!

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Na pele de Bill Murray, parte I

terça-feira - 30/setembro/2008

(TÓQUIO) Bom dia a todos. Sei que já é noite por aí. Mas entro apenas para escrever que começo a viver a rotina de Encontros e Desencontros. Como a corrida em Cingapura foi noturna, não nos adaptamos ao fuso. Na noite desta terça-feira no Japão, estava morto. Como tive que trabalhar, dormi apenas à 1:30, madrugada de quarta-feira. Achei que só acordaria umas 10. Eis que, às 6:30, desperto mais ligado do que liquidificador do vizinho mala. Esquece. Adaptação será lenta. Vamos que vamos. Volto em breve com mais de Fórmula 1.