Arquivos para a categoria ‘GP Espanha’

Não como nem a pau!

quarta-feira - 20/maio/2009

(MÔNACO) Bom dia a todos! Estamos aqui em Monte Carlo e quem quiser acompanhar fotos interessantes basta clicar na parte direita da tela em Fora das Pistas – GP Mônaco. Em breve postarei mais detalhes do Principado.

Porém, conforme o prometido, fiquei de informar qual comida eu não encaro nem que a vaca tussa. Ok, dobradinha eu também passo, mas me refiro a alimento que pode estar em qualquer lugar, por isso tenho que ficar de olhos bem abertos.

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Sai pra lá azeitona feia!

O delicioso lado do GP da Espanha

terça-feira - 19/maio/2009

(MÔNACO) Bom dia a todos! Acabo de chegar em Mônaco. Enquanto me instalo por aqui, apresento detalhes que ficaram pelo caminho.

Costumo mostrar algumas curiosidades dos GPs da F-1. Em Barcelona, fiquei devendo expor o ponto forte da corrida da Espanha: a comida. Come-se muito bem na Catalunha. Pode-se combater a bruta fome com a entrada: pães tostados com tomate e alho (você mesmo prepara).

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Uma força do país é seu delicioso presunto.

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De prato principal serve-se de tudo. Carne, frango, peixe e frutos do mar. Costumo optar pelas duas últimas. O bacalhau, ou bacalao, foi a escolha da quarta-feira e domingo em Montmeló.

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Detalhe: este nem foi o top. Mas ainda assim estava delicioso. E não era caro. A conta deu 19 euros para cada. Em Mônaco, os valores serão bem diferentes.

Mas aproveito para lançar um desafio. Tenho ainda mais uma foto para postar. Da comida que menos gosto. Não chega a ser um prato principal. É um, digamos, acompanhamento. Qual seria este pobre ingrediente? A resposta sai nos próximos dias.

Vocês mandam perguntas

segunda-feira - 18/maio/2009

(SÃO PAULO) Hora de vocês mandarem suas perguntas aos pilotos brasileiros na Fórmula 1. Aproveito para postar, com atraso, as perguntas feitas em Barcelona. Perdoem-me! A de Felipe Massa ficou velha, mas pelo menos mostra que eu fiz.

Nagib questionou Nelsinho Piquet sobre algum ritual, oração, mania antes de largada ou treinos de classificação. Alexandre Mucci perguntou a Felipe Massa como funcionaria o trabalho dele e de Kimi Raikkonen em situação que o carro é praticamente novo, como em Barcelona. A pergunta selecionada para Rubens Barrichello era Eder, mas não foi possível fazê-la.

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Ensaio sobre o GP da Espanha

terça-feira - 12/maio/2009

(SÃO PAULO) Não é fácil escrever sobre o que aconteceu no Grande Prêmio da Espanha. Existem informações, indícios e muitas ideias divergentes. Por isso, sem pretender ser o dono da verdade, vou tentar municiá-los com algumas cenas vistas no paddock.

É importante frisar que o “território Rubens Barrichello†é bastante complicado. Há muito, perdeu-se qualquer senso racional sobre o assunto, seja para que lado for. Os que não o toleram, mesmo quando ele não comete nenhum erro dentro ou fora das pistas, massacram-no. Em contrapartida, seus amantes o defendem até quando não merece. O embate é 100% emotivo.

Por isso, todo cuidado é pouco. É preciso ser responsável quando se trata do assunto.

Confesso que quando a corrida acabou estava certo: tinham passado Barrichello para trás. Na transmissão da Jovem Pan enalteci inúmeras vezes que não entendia o porquê da mudança na estratégia de Jenson e Rubens, que parou uma volta depois, sequer aviso recebeu. Na entrevista, como vocês acompanharam, foi a única coisa que Rubinho pediu para que fosse diferente.

Na coletiva pós-corrida o clima estava amistoso. Até que Paulo Ianieri, da Gazzeta dello Sport, perguntou a Rubens se o episódio lembrava Austria 2002, quando abriu para Michael Schumacher. Rubinho disse que tem experiência com ordens de equipe e se isso acontecer não irá aceitar. “Torno público agora para que todos saibamâ€.

Jenson pediu a palavra porque o assunto o dizia respeito e declarou: “Nossa estratégia dizia que (estratégia) três paradas era mais rápidaâ€. De lá, segui para o cercadinho. A entrevista com Rubens foi boa e ele estava controlado. Evitava, com razão, polêmica. Tinha acabado de descer do carro e nessas horas é bom controlar-se mesmo.

Naquele instante Tatiana Cunha virou-se para a turma brasileira e comentou: “Precisamos ouvir Rossâ€. Os quatro (Livio, Ico, eu e Tati) seguimos para o motorhome da Brawn. Eu continuava com a impressão da manipulação do resultado. Por isso, virei-me e disse aos três para seguirem ao Brawn que tentaria ouvir Jenson. Fui e ouvi o piloto inglês conforme vocês escutaram no DFDP.

Corri para a o motorhome da Brawn. Lá estavam os integrantes do time esperando os pilotos para a foto oficial. Abordamos Brawn que nos evitou para ser fotografado com membros da escuderia. Quando saiu da posição de Gisele Bündchen, tentamos mais uma vez. Desta vez nos despachou dizendo que tinha a reunião com equipe.

Livio seguiu para apurar notícias pelo paddock. Eu, Ico e Tati permanecemos. Os minutos passavam e nada. Uma hora depois Brawn sai da sala e nos evita mais uma vez. Começamos a achar que ficaríamos de mãos abanando. Ico volta à sala de imprensa para trabalhar. Eu e Tatiana, então, comentamos: “a entrevista de Rubens no cercadinho foi no condicional. De qualquer forma esperaremos para ouví-lo. Ele falaráâ€.

Dito e feito. Acaba reunião e Rubinho nos atende. Fala de pendurar as chuteiras se perceber favorecimento a Button. Dois minutos após entrevista começar, Ico retorna e se junta ao grupo. Entrevista termina e nos despedimos de Rubens. Ao fundo, Ross Brawn. Abordamos pela enésima vez e eu digo: “Ross, duas perguntas…â€. E ele percebendo que não iríamos desistir após duas horas e meia de chá de cadeira, responde: “ok, mas apenas duasâ€. Tatiana e Ico as fazem. A espera, como vocês conferiram, valera a pena. (Brawn responde olhando nos olhos. E parece sempre verdadeiro. Dois jornalistas bem conceituados me disseram coisas opostas. Um que o inglês mente mesmo olhando nos seus olhos. O outro que era Todt o carrasco da Ferrari, não Brawn)

Saí de lá, joguei as matérias no computador e comecei a ouvir, e ouvir, e ouvir… Não chegava a conclusão alguma.

Foi então que peguei os tempos de volta de todos os pilotos. Analisei com Livio e chegamos a algumas conclusões. Que há cheiro de arroz queimado parece lógico. Inegável! Porém, os argumentos apresentados pela equipe são sólidos. E os discursos adotados por todos batem.

Primeiro: a estratégia de três paradas era a melhor na simulação da Brawn. Ninguém ficaria desde sexta contando lorota nas reuniões. Button e Barrichello descem dos carros e falam a mesma coisa.

Segundo: que Rubinho sairia na frente de Rosberg e Button não também era verdade. O brasileiro quase dividiu a curva com o alemão. Enquanto que o inglês, como aumentou sua autonomia, saiu dos pits com campo mais livre. A manobra, ao que parece, visava mais defendê-lo de Vettel e Massa, que estavam próximos e parariam depois, do que dar nó em Barrichello.

Terceiro: mesmo com a mudança, Rubinho poderia terminar a frente de Button se seu terceiro jogo de pneus funcionasse bem. Ok, vocês podem afirmar que destruíram propositadamente o composto do brasileiro. Mas nesse campo eu não entro. Porque aí é cair em paranóia, que até pode ser real, mas daria no mesmo suspeitar da moça que trabalha como empregada na minha casa enquanto eu viajo de levar meus pertences embora, mesmo que eu não tenha provas.

Mas, claro, há pontos mais do que esquisitos.

Primeiro: por que não avisar engenheiro de Barrichello antes da primeira parada do brasileiro (li comentário que questionava o fato da TV ter mostrado. Jock Clear, engenheiro de Barrichello, não come amendoim e fica vendo apenas imagens. Tem mil coisas na cabeça)? Se boicotaram Rubinho, esquema também “derrubou†Clear. Para mim isso foi o mais grave da prova.

Segundo: Quando Barrichello parou, tinha um número X, previsto pela transmissão, de voltas (18). Deu 12 voltas. Isso ficou em aberto.

Terceiro: Também pensei que com a estratégia de três paradas, Rubinho teria stint curtíssimo no fim com pneus duros. Nada. Parou próximo de Button. Sendo assim, a forma como a corrida foi trabalhada para o brasileiro dá impressão que foi para castrá-lo.

Quarto: histórico de Brawn com Barrichello é conhecido.

É senso comum na F-1 que o fim de semana foi de Rubinho. Ele trabalhou e acertou o carro e serviu de molde para que Button o copiasse. Eu não acreditava que ganharia. Mas fez largada maravilhosa. Com mais combustível, não via como perdesse.

Citei em minha matéria da Jovem Pan Dom Casmurro, de Machado de Assis. E é assim que encaro este caso. Li uma vez o romance do escritor brasileiro e já vi muito que foi feito sobre a obra. Inclusive, a recente minissérie da Globo. Cada dia acordo com um sentimento sobre a (in)fidelidade de Capitu para com Bentinho. Sobre este caso do GP da Espanha, penso a mesma coisa. Hoje, porém, creio que tenha sido a coincidência dita por Brawn.

Uma coisa é certa, Situação de Barrichello não é fácil. Precisa vencer em Mônaco e torcer para que Button não acabe a prova. E depois do que falou, se perceber mesmo má-fé de Brawn terá que pendurar as chuteiras. Até para mostrar que não está para brincadeira.

Há muitas notícias novas. Vou dormir e amanhã quero falar sobre isso. Está na hora de mudarmos de assunto. A área destinada aos comentários deste post é para troca de figurinhas.

Agora sim, aceleraremos

terça-feira - 12/maio/2009

(SÃO PAULO) Peço perdão a todos! Não era minha intenção escrever que estaria de volta em breve e demorar-me. Meu banho não foi tão longo, tampouco minha refeição. Mas houve mudança na ferramenta de alimentação do blog e não fui informado. Mais uma vez perdoem-me.

Desta forma, enquanto escrevo o post sobre Rubinho deixo a entrevista na íntegra de Felipe Massa após sua excelente performance em Barcelona. A Ferrari mais uma vez vacilou. Se entretenham com o Pequeno-Notável, enquanto escrevo sobre Capitão Rubens.

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Cheguei e vamos acelerar

terça-feira - 12/maio/2009

(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Cheguei em São Paulo e quero hoje escrever sobre o episódio do GP da Espanha, porque certamente tenho algumas coisas a acrescentar. Vou tomar banho e comer uma coisinha e já volto. Ok? Encontro marcado!

Ãudios de Barrichello

domingo - 10/maio/2009

(BARCELONA) Vou postar primeiro Rubens Barrichello para vocês. Depois teremos Brawn, Button e Massa. Tenho quatro áudios de Barrichello. O primeiro é no cercadinho, imediatamente após a corrida. Ele evitava polêmica pois não tinha conversado com ninguém.

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Depois de esperar por três horas na porta da Brawn, esperando a reunião da equipe acabar, registrei Rubinho mais uma vez. Meu gravador estava com a bateria fraca e tive que dividir em três partes. Na primeira, em que ele diz que se for para dar vitória para Button ele “pendura as chuteiras” estávamos eu e Tatiana Cunha, da Folha de São Paulo. Na sequência, Luis Fernando Ramos, da Bandeirantes, chegou e participou do papo.

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PS: Tenho muitas informações sobre episódio. Eu mesmo já mudei de opinião. Aguardem post de amanhã com informações.

POLÊMICA À VISTA

domingo - 10/maio/2009

(BARCELONA) O clima está quente. Muitos acreditam que a Brawn adotou estratégia que beneficiou Jenson Button. Rubens Barrichello teria a corrida nas mãos e sua prova foi manipulada pelos superiores. Não estou afirmando, é o que muitos pensam. Eu irei falar sobre isso, mas é tema que merece atenção absoluta.

Apenas reforço que as corridas de Rubens Barrichello e Felipe Massa foram muito boas. Quando pus no post abaixo que brasileiros tiveram dia lamentável, referia-me, respectivamente, a estratégia da Brawn e ao combustível da Ferrari.

Entrevistei alguns personagens importantes (BARRICHELLO, BUTTON, BRAWN, MASSA) e os áudios estão ótimos. Rubinho eu tenho o áudio antes e depois da reunião com equipe. Aguadem, estão imperdíveis!

Button vence e brasileiros têm dia lamentável

domingo - 10/maio/2009

(BARCELONA) Jenson Button venceu o GP da Espanha. Rubens Barrichello fazia boa prova e ficou pelo caminho na estratégia. Terminou em segundo. Mark Webber completou o pódio. Felipe Massa fazia corrida linda e Ferrari falhou ao colocar menos combustível. Ele teve que tirar o pé para terminar a prova. Foi o sexto. Uma piada. Precisamos ouvir explicações. Vou e já volto. Aguardem!