(BRUXELAS) Boa noite a todos. Hoje o dia foi todo de viagem. Saí de Valência, fui para Zurique e depois segui para Bruxelas, onde estou neste momento. Preciso dizer que vivi um momento legal. Há cinco anos, exatamente, eu estava aqui em Bruxelas. Estrearia como repórter de F-1 da Jovem Pan em Spa-Francorchamps. Fui jantar na Grand Place e as imagens de 2004 vieram na minha cabeça. Muito legal.
Mas vamos falar da prova ontem em Valência. A corrida, como esperado, teve poucas ultrapassagens. Porém, foi uma luta contra o relógio.
A atuação de Rubens Barrichello foi impecável. Um ritmo de corrida impressionante. O brasileiro largou bem e acompanhou Heikki Kovalainen. Quando teve pista livre simplesmente voou. Quando saiu na frente de Kova, e muito na frente, diga-se, disse ao vivo na Jovem Pan: “vai dar Rubinho”. O brasileiro ainda conseguiu manter a diferença para Lewis Hamilton na casa dos 4 segundos. A prova era dele. O erro nos boxes da McLaren só deu conforto ao brasileiro nas voltas finais. Mas ele sairia na frente de Lewis de qualquer jeito.
Rubinho precisava disso. E já merecia uma vitória há algum tempo. O brasileiro reduziu a diferença para Jenson Button em corrida que o inglês esteve bem apagado. Com melhor carro foi apenas o sétimo. As chances de título de Rubens continuam pequenas, mas o inglês ontem estava abatido. Foi uma enorme injeção nos ânimos de Barrichello (melhor que a vitória, foi a postura – falo disso depois). Tivemos uma bela história para contar, com a centésima vitória do Brasil na F-1, um mês depois do caos em Budapeste. Rubinho precisa contar com falta de sorte de Button, que pontuou em todas as etapas.
Hamilton mais uma vez foi bem. O segundo lugar foi excelente. Não cometeu falhas e perdeu porque Rubinho estava impossível com o carro que era mais rápido em Valência.
Kimi Raikkonen, conforme eu previa, se soltou com o time só pra ele. Fez uma prova consistente e somou o segundo pódio seguido. Deve carregar a Ferrari nas costas até Felipe Massa voltar ou até arrumarem alguém para o lugar de Luca Badoer.
Heikki Kovalainen não foi brilhante (afinal, ele não é mesmo) mas pelo menos não fez asneira. Andou bem e somou pontos importantes. Nico Rosberg, para mim o Oscar de coadjuvante do ano (isso é um elogio), fez mais uma prova sólida. Até ano passado sumia em ritmo de corrida. Virou outro em 2009. Com carro eficiente deve incomodar.
Fernando Alonso fez o que podia com a sua Renault. Ou talvez até um pouco mais. E Robert Kubica pegou um pontinho com a BMW decadente.
Algumas rápidas:
Romain Grosjean esteve longe de arrancar suspiros. Repito o que já disse: não teria tirado Nelsinho Piquet, apesar de achar que o brasileiro ficou devendo. A situação na Renault estava tão insustentável que foi melhor para Nelsinho sair e procurar coisa melhor. Já que fizeram a troca, que deixem Grosjean trabalhar um pouco.
A corrida de Badoer foi patética. Ok, não guiava faz tempo. Mas o que houve ali foi inexplicável. Creio que em Spa-Francorchamps ele andará melhor. Mas ainda assim ficou na história como um dos maiores micos da história. Lembrava aquele nadador na Olimpíada que não sabia nadar.
Quando chegar em Spa terei alguns problemas de internet. Ficamos em uma casa (procurem no arquivo do ano passado) que é demais, mas não conta com internet. Só na pista mesmo. Assim que der postarei mais. E fotos, claro. Aguardem!