GP do Japão apático
segunda-feira - 5/outubro/2009(TÓQUIO) Aproveito esta oportunidade para escrever sobre o GP do Japão. Confesso que esperava bem mais da prova. O circuito seletivo de Suzuka mostrou do que é capaz no sábado, com tantos acidentes no treino de classificação.
Na corrida, com long-runs e alto desgaste de pneus, eram muitas as alternativas. Em tese, apenas, já que pouco ocorreu na prática. Estava bem claro que a corrida estaria entre os três primeiros no grid: Vettel e Hamilton, em especial, com Trulli correndo por fora.
O que vimos foi uma Red Bull voadora, como fora em Silverstone e Nurburgring. Trulli realizou uma de suas melhores corridas na F1, com ritmo alucinante. Deixou Hamilton para trás no segundo pit-stop, uma tarefa digna de aplausos.
Depois de se dar mal com safety-car em Cingapura, Nico Rosberg teve muita sorte, e seu oitavo lugar transformou-se em quinto.
A Brawn GP decepcionou. A performance simplesmente não estava lá. O que estranho no ritmo de Barrichello foi um bom primeiro stint com outros dois bem ruins. O brasileiro, conforme vocês ouviram, acredita que escolha do time em realizar segundo trecho da prova longo com pneus duros foi um erro. E admitiu que seu acerto era ruim.
Button não fez uma corrida boa, mas seu ritmo foi melhor do que o de Rubinho. O carro comportou-se melhor e ele pôde administrar sua vantagem para o brasileiro. Com duas provas para o fim, Jenson só perde o campeonato se fizer lambança semelhante a de Hamilton em 2007. E o exemplo é muito recente para alguém esquecer.
Comentário final: como Kovalainen é atrapalhado! Gosto sempre de ouvir opiniões de pilotos sobre outros pilotos. E do finlandês não ouço um só comentário positivo. É um dos mais limitados do grid. E comenta-se que está na lista da Renault para formar dupla com Kubica. Só falta!



Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).