A saída da Toyota
(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Há algum tempo queria escrever sobre a Toyota e outras empresas que continuavam com a crise, e a falta de resultados, na cabeça.
Na dobradinha entre Cingapura e Japão se falou muito sobre isso. A Renault vivia a questão do escândalo que envolvia o resultado do ano anterior com o acidente de Nelsinho Piquet.
E na Toyota, só se falava sobre isso. Na coletiva da FIA de sexta-feira, em Suzuka, perguntaram algumas vezes para John Howett se ele acreditava que a Toyota sairia da F-1. Ele respondia: “Acredito que não”.
Acumulei um bom grupo de informações naqueles fins de semana. Até prometi falar sobre o assunto. Eis que, após viajar 46 horas de Suzuka até a Vila Clementino, minha noiva teve aquele problema que todos sabem. E o post da Toyota foi para o espaço.
Escrevo algumas coisas agora. Antes de mais nada, cobrir a crise, dificuldades financeiras na F-1, ou qualquer pindaíba que seja, é muito difícil. Todos omitem dados, inventam histórias, saem pela tangente.
Na dobradinha asiática, a questão Toyota estava muito em destaque. Quanto a Renault, especulavam que a quase declarada inocência no Conselho Mundial, serviria como garantia para que o time ficasse mais alguns anos (ainda há dúvidas sobre isso).
A montadora japonesa nunca obteve belos resultados e acumula perdas em quase todos os mercados mundiais. A soma geraria sua saída, apostavam alguns no paddock.
Lembro-me de no GP do Japão, ter pedido a um assessor de imprensa a possibilidade de almoçar na Toyota para quatro jornalistas brasileiros (nas provas fora da Europa é um salve-se quem puder para comer). Ouvi como resposta, em inglês falado bem baixinho, como se estivesse envergonhado: “Não vai dar amigo. Estamos em corte total de gastos. É ordem da direção”. Se isso acontecesse o ano todo, até vai. Mas a Toyota durante o ano estava administrando as coisas normalmente.
Outro assunto que me fazia acreditar na saída da empresa. A negociação da dupla de pilotos. Ouvi de alguns profissionais, que lá negociaram, que nunca as conversas pareceriam concretas. Era uma lenga-lenga sem fim definido.
Quando Timo Glock sofreu seu acidente, não poderia correr de jeito algum. Mas para Interlagos, a imprensa alemã garante que daria sim para o piloto participar. A escolha de Kamui Kobayashi, que hoje sabemos foi ótima, era uma espécie de canto dos cisnes da Toyota.
Sobre a saída da Bridgestone, confesso ter ficado surpreso. Não ouvi em paddock algum que esta história podia acontecer a curto prazo. E a lista de empresas com malas em preparação ainda conta com muitos nomes, como escrevi dias atrás.
E não pensem que a saída de empresas está apenas ligada à crise. Essa não cola! As montadoras que sofrem com resultados, como muitos sempre disseram, assim que perdessem o interesse deixariam o esporte. A hora da F-1 se reformular é mais do que agora. Ou senão, pode ficar tarde demais!


Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).
4/novembro/2009 at 12:20
Já passou da hora de se reformular, o Max propôs um teto orçamentário mas, como se controla os gastos de uma equipe? A situação é muito complexa
4/novembro/2009 at 12:23
É o risco que se corre deixar a Fórmula 1 na mão de grandes corporações, só em 2009: Toyota e BMW. Em 2010: Bridgestone, do jeito que está a Fórmula 1 corre para aquela velha máxima: O último que sair apaga a luz
4/novembro/2009 at 12:25
É o risco que se corre em deixar a Fórmula 1 na mão de grandes corporações, do jeito que está o último que sair apaga a luz
4/novembro/2009 at 12:25
Era só o que faltava, além de Toyota…se recusam voltar a categoria – Michelan, Goodyear e Pirelli (sobrou mais alguém?). Sobrou…Continental.
Felipe…aproveito para esclarecer uma dúvida: esses pneus utilizados durante a temporada são pagos pelas equipes ou são fornecidos gratuitamente em troca de mídia?
Logo agora que os caras arrumaram um japonezinho bom de braço…
Abrçs…
4/novembro/2009 at 12:33
Realmente é triste ver a Toyota, BMW e outras sairem da F1.
Não lembro onde li, mas ano passado um cara d aWolks disse que não tinha interesse na F1 porque não era financeiramente atrativo.
Esse ano a wolks disse que se diminuissem os gastos entrariam na F1.
A pergunta é:
Diminui os gastos pras montadoras continuarem na F1(o que é tarde demais), ou mantem os gastos pro show de Ferrari e McLaren continuar?
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Felipe, como que anda as chances de Lucas Di Grassi entrarem na F1?
No padock você por quem as pessoas mais irão torcer?
4/novembro/2009 at 12:41
Bom dia Felipe,
A pergunta que fica no ar é “E agora José?”
A saída das três montadoras (Honda, BMW e Toyota) só ratifica o que Max Mosley sempre disse, que as mesmas não tinham compromisso nenhum com o esporte e que sairiam, como de fato saíram, quando não fosse mais interessante sua permanência na F1.
Existe a possibilidade de algum dos Times estreantes assumir o espólio da Toyota, eles simplesmente fecham as portas e demitem todo mundo ou continuam com a estrutura só que não mais na F1?
P.S.: Que abacaxi Jean Todt erdou? Esta vendo a F1 perder duas montadoras de peso o sua fornecedora de pneus e, o que é pior, ninguém a altura para substituí-lo!!!!
4/novembro/2009 at 13:13
Esses velhinho aí não dão ponto sem nó tanto Ecclestone quanto Max Mosley sabiam exatamente como andavam as coisas, por isso o regulamento que foi apresentado antes da crise. Toda aquela luta contra a FIA se deu única e exclusivamente por conta do Briattori e os outros iam na idéia dele, talvez, por isso, a FIA se esforçou tanto em só banir o Flávio Briattori. Passado a tormenta as coisas voltaram ao normal e agora as saídas das montadoras, o que na minha opinião é ótimo, pois poderemos voltar a ter a escolha dos melhores pilotos e naum dos marketeiros!
4/novembro/2009 at 13:19
Honda , BMW e Toyota, as três entraram na F1 com apenas um objetivo: vitórias, vitórias e mais vitórias, entretanto, perceberam que haviam várias pedras no meio do caminho: Ferrari, Willians, Maclaren, Red Bull, como pode uma empresa do tamanho da Toyota não conseguir uma vitória em 8 anos de F1? com um dos maiores orçamentos da F1, foram economizar logo nos pilotos, sempre abaixo do nível dos considerados bons, nada verdade acho que não se trata de falta de compromisso com a F1, acho que qualquer empresário conciente que tomasse um prejuízo desses sairia fora, e que apaguem a luz.
4/novembro/2009 at 13:27
Jaguar, Honda, BMW, Toyota e possivelmente Renault e há quem diga que a Mercedes possa também seguir o mesmo rumo… Em suma, é possível que apenas o grupo FIAT (Ferrari) esteja representando a patota das montadoras num curto espaço de tempo, fato que fará a F1 retornar, quem sabe, o “status quo ante” da década de 80, começo da década de 90 onde imperavam os garagistas. É por essas e outras que admiro o Frank Williams que desde que perdeu o apoio da BMW tocou honestamente o barco e pode vir a surpreender em 2010 junto com o Barrichello.
4/novembro/2009 at 13:38
complementando meu post acima, prefiro muito mais as equipes do que montadoras.
Prefiro ver o show da ferrari, McLaren e etc.
4/novembro/2009 at 15:10
Já foi tarde, a ex-BMW arrumou um lugar.
4/novembro/2009 at 15:49
Felipe,
Saindo desse topico, vc sabe se o Barrichello vai levar o Jock Clear para a Williams ?
Me parece que eles trabalharam muito bem nesses anos e fiquei curioso em saber.
Abraco,
Fernando
4/novembro/2009 at 15:52
Bom, antes de tudo… VILA CLEMENTINO RULES!!! hahaha não sabia q vc é meu “vizinho”.
Tio Max estava certo na questão das montadoras, apesar de não saber lidar com a situação. Espero que o Jean Todt estimule os garageiros…
No fim, vamos ficar com McLaren, Ferrari, Williams e possivelmente um fornecedor único de chassis/motores no futuro… praticamente uma Formula Indy…
Até que a exuberância irracional ataque novamente.
4/novembro/2009 at 16:21
Felipe,
Posso até me arrepender depois. Se acontecer, me penitenciarei. Mas, no momento só tenho a dizer: VAI TARDE! Não só a Toyota, mas também a Renault e a BMW. Vida longa aos garagistas. Se não for possível, já valeu o que eles fizeram. A vida é assim – tudo início, meio e fim.
Abs.
4/novembro/2009 at 16:24
Teste.
4/novembro/2009 at 16:24
Daniel: chances de di Grassi são boas. No paddock o quê?
Nilson: pior é que Toyota não economizava não. Pagava caro a pilotos somente médios.
Fernando: não sei. Vou tentar descobrir.
Boa Black: é nóis…
4/novembro/2009 at 16:44
Não se esqueçam que a Mercedes é sócia da McLaren, portanto de garagista acho que só restam às fotos!! Aliás, hj a F1 de garagista não tem nada, todas as equipes são extremamente profissionais!!
Agora!! Concordo com os que acham que na F1 não ha lugar para equipes de montadoras, acredito que seria muito menos onerante para as mesmas se apenas dessem suporte e fornecessem motor, como foram os casos de sucesso da Willians com a Honda e a Renault e da McLaren também com a Honda, dentre outras!!
4/novembro/2009 at 17:06
Valeu Felipe,
Engracado saber que vc vive no “Principado da Vila Clementino ” tenho muitos amigos queridos que vivem por ahi e ‘as vezes me da saudades de comer unas coxinhas de creme da “Duomo ” e as bombas de chocolate… ( nem sei se sigue existindo)… que saudades que dah da galera.
Bom pelo menos o Rancho da Empada, 1900 estao por ahi nao ?
Grande abraco e se souber da noticia nao deixa de dizer nao.
Fernando
4/novembro/2009 at 17:59
Almocei na Duomo domingo. Sim, tudo o que você citou está intacto!
4/novembro/2009 at 18:03
Ao Fernando e ao Felipe Motta: Esse Jock Clear era o engenheiro da Brawn?, se for, não vai levar, ele já confirmou que o engenheiro vai ser o que foi do Rosberg.
4/novembro/2009 at 18:04
Desculpe, abs aos dois.
4/novembro/2009 at 18:09
Valeu Tiago !!!
Abraco,
Maravilha Felipe, aqui no Mexico as pizzas sao uma porcaria e tenho saudades da 1900. rs rs rs.
Saludos
4/novembro/2009 at 18:40
Bom, estou conhecendo agora o blog e parabenizo desde já o Felipe Motta pelo belíssimo trabalho. Informação profunda e crítica, com velocidade e credibilidade, muito bom mesmo!!! Siga com o trabalho, essencial para todos os que gostamos de Fórmula 1, e enfrente o que for preciso (inclusive a noiva enfurecida, hehehe).
Aproveito o ensejo para lamentar um único aspecto da saída da Toyota: seria uma pena o Kobayashi ficar sem carro, hein? Que corridas ele fez! Já há alguma especulação sobre o futuro dele? Estava torcendo para a Toyota ficar só pra vê-lo correr mais um pouco e para esquentar a briga da nova geração…
Abraços, e parabéns novamente
4/novembro/2009 at 19:13
Felipe…vc não respondeu minha pergunta, que estava colada a do Daniel (que vc respondeu). Algum problema!?
4/novembro/2009 at 19:54
Tudo bem que a midia é boa e atinge grande parte do mundo, mas os custos da F1 sao enormes. E não só pelo desenvolvimento tecnológico, mas o que se paga somente para poder estar lá é um absurdo. Ouvi dizer que a FOM (Ecclestone) fica com 50% de tudo que a F1 gera em grana. Se alguem puder confirmar ou desmentir isso…
E os caras ainda aumentaram o valor da superlicença.. Ta certo que pelos padrões da F1 nao mata ninguém, mas é um pouco ali, outro ali, mais outro acolá e o buraco fica enorme. Somando tudo, as empresas acabam nao vendo um retorno financeiro que compense o montante de gastos. Principalmente aquelas que nao despontam no campeonato, pois ainda tem menos visibilidade e ficam com fama de ruins e perdedoras.
F1 deixou de ser esporte a muuuuito tempo. Aquilo é um negócio e, como tal, se nao der lucro, as empresas saem fora.
4/novembro/2009 at 20:24
Felipe Motta…vou considerar que vc não viu, pois tenho certeza qto a sua educação.
4/novembro/2009 at 20:34
Fico na mesma opinião do Teo Jose…a Toyota gastou muito, não fez nada e ainda por cima tornou mais curta a passagem do Cristiano da Matta pela categoria. E concordo com ele também; o “Kiki” era melhor do que a equipe…
4/novembro/2009 at 21:23
Golino maleta, claro que não vi, rs. Não sei te responder precisamente. Preciso apurar melhor!
4/novembro/2009 at 22:14
Sou maleta sim, mas sou maleta Sansonite…rsrsrs
Coisa fina!!
4/novembro/2009 at 22:31
Kamui Kobayashi preparando sushis; pode ser esse o fim do bravo japonês. Que dó!!
4/novembro/2009 at 22:52
Sem Toyota, Renault, Goodyear, Pirelli, Firestone e Bridgestones, vamos de Flintstones.
Abs.
4/novembro/2009 at 23:21
Se Kobayashi fizer sushis da maneira que corre de F1 eu adoraria provar seus pratos!
4/novembro/2009 at 23:53
Beatle Ed,
Assino embaixo.
A proposito, a F1 é instituição falida como tal.
A inversão de valores extrapolou os limites. Um m.rda como Nakajima (apenas p/não polemizar) correndo e o Kobayashi de fora… putz.
Um complexo (aquilo não é circuito) de bilhões de dólares, que é um show de exuberância, um caleidoscópio gigante, como o da última corrida, com uma pista travada, uma corrida horrível, e equipes verdadeiras agonizando por falta de dinheiro. Pilotos de verdade sendo mandados para casa com o rabo entre as pernas e múmias com cadeiras cativas… Putz (de novo).
Aquela corrida modorrenta estava no script. Se tivesse sido boa, quem desviaria o olhar dos carros para o jogo de luzes?
Abs.
5/novembro/2009 at 11:59
Há muito que comento que a F1 nunca dependeu das montadoras e, jamais dependerá… Nem que precise novamente. que a Cosworth, volte ser a principal estrela.
Posso ser saudosista, mas, prefiro mil vezes um grid repleto de garagistas aficionados, do que essas montadoras interesseiras e, sem nenhum compromisso com o esporte em si, estando apenas interessadas em vender seus veículos. Nesse ponto, dou a minha mão aa palmatoria e, excluo a Ferrari deste meu comentário, pois, ela sempre foi fiel aa F1. Claro que sua marca ficou muito mais conhecida, por causa da F1, mas, ela (Ferrari), soube reconhecer e, nunca a abandonou.
Felipe, fico imensamente feliz de saber que és meu vizinho… Moro muito perto da Santa Luiza, claro que vc sabe do que falo. Vamos marcar de comer uns salgadinhos na Duomo.
Abraços.
5/novembro/2009 at 18:29
Olha só o saudosismo da Vila Clementino….rsrs
Bom, em relação as montadoras, concordo que o objetivo principal não é a F1, mas enfim, já tivemos a Renault campeã com Alonso e Schumacher…sei lá, não gostaria de vê-las fora!
Além disso, o caminho da F1 não me agrada: todo mundo com mesmo pneu (Continental?) , mesmo chassi (Dallara), mesmo motor (Cosworth)…daqui a pouco, a largada é em movimento e teremos circuitos ovais! rs Não gostaria de ver isso.
Minha opinião (e é só minha opinião…) é que qto mais variaveis, melhor fica. Varios tipos de pneus, motores, chassis…pra terminar, a FErrari não é montadora com equipe de F1, é um garagista de F1 que tem também uma montadora! rs
9/novembro/2009 at 12:44
Honda, BMW, Toyota e Bridgestone cairam fora. Renault está quase… Michelin, Pirelli e Goodyear nem querem saber de voltar. Tyrrell, Surtees, March, Brabham, Minardi, Lotus e outras se foram e sei lá mais quantas outras.
Brands Hatch, Donington Park, Silverstone, Nurburgring, Paul Ricard, Kyalami, Watkins Glen, Spa, Indianápolis e outros circuitos tradicionais se foram ou vão…
Será que estão todos em um imenso complô contra a F1???!??!!!???
Ou será que alguém está matando a galinha dos ovos de ouro, achando que os árabes vão pagar toda a conta? Sim, os árabes, porque os japoneses já se tocaram e estão caindo fora. Fornecer motores com um regulamento ‘congelado’ ??? Pagar U$ 48 milhões de caução para inscrever uma equipe, ou U$ 20 milhões/ano, com 7% ao ano por um contrato de 17 anos em um total de U$ 617 milhões para sediar um GP? Nem o Brasil tem uma inflação tão alta!!!!!
Por que será que Paul Ricard não sedia um GP há anos? Será coincidência que um dos donos seja um tal de Bernie sei-lá-o-quê?
E ainda chega um Max Sadomasô e diz que as equipes precisam gastar menos (pará poderem pagar as taxas, claro!!!). Me engana que eu gosto.
Do jeito que vai a coisa, logo vamos ter o seguinte:
“Grande show de Beyoncé !!!!! Abertura com GP de F1 e seus miquinhos amestrados. Não percam!!!!! promoção: Bernie Ex e Associados”