Raio-X de uma equipe conturbada
quarta-feira - 1/julho/2009(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Conforme foi acertado na última segunda-feira, hoje é dia para falarmos sobre a BMW. Coletei algumas informações importantes nos últimos GPs para falar sobre a equipe alemã.
Antes de mais nada o clima da BMW não é nada bom. Depois de mostrarem evolução em todos os anos, desde que compraram a Sauber, 2009 era tido como o ano dos alemães.
Abandonaram, ainda com o campeonato em andamento no ano passado, Robert Kubica enquanto lutava pelo tÃtulo. A cúpula da equipe acreditava, talvez com razão, que no fim das contas o carro branco não era do mesmo nÃvel de prateados e vermelhos de McLaren e Ferrari, respectivamente.
O fato desagradou o polonês. Muito eu diria. Mas tudo bem; em 2009 vamos arrebentar a boca do balão, pensavam. Foi então que o carro surgiu como uma piada. O KERS, seu principal trunfo, até abandonado já foi. E com isso acentua-se a crise.
Em primeiro lugar, financeira. A BMW é uma empresa que sente bons golpes da crise mundial. Em segundo lugar, interna. O astral não está bom. Acompanhem o porquê.
Podem ficar pasmos, mas Nick Heidfeld ganha quase o dobro que Robert Kubica. Aproximadamente 7 milhões um, enquanto o outro recebe seus 3,5. No lugar de Kubica você estaria feliz?
Tem mais: vocês sabiam que ano passado a BMW tentou, sim, quebrar o contrato do alemão? Até com Rubens Barrichello conversaram no momento em que o brasileiro parecia sem destino. Rubinho foi indicado por Kubica para auxiliá-lo no acerto do carro.
O caso de Heidfeld serve como exemplo para o que escrevemos ontem sobre Kimi Raikkonen. Não é fácil quebrar contrato de ninguém.
Há um componente extra neste assunto BMW. Kubica, dizem as pessoas com as quais conversei, vê sombra até no escuro. Sempre estão falando dele, tentando-o prejudicar. E isso só deixa o clima mais tenso. Brilhante na pistam, mas pouco hábil para conduzir assuntos extra-pista.
Tenho a impressão que em 2010 a equipe terá dupla de pilotos diferente. Kubica iria até para uma Renault cambaleante para se livrar da sombra de Heidfeld e do complexo de inferioridade na escuderia alemã. Claro, se ganhasse umas 8 lascas.
Parece incrÃvel, mas até mesmo nós jornalistas recebemos informações que chocam, vez por outra. Sobre a situação interna da BMW você diria o quê? Abaixo a Mario Theissen, sai pra lá Heidfeld e sem paranóia Kubica… Estou no aguardo!





Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).