Posts Etiquetados ‘Brawn’

Um pouco da venda da Brawn

segunda-feira - 16/novembro/2009

(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Sei que muitos já viram, mas tenho que escrever que a Mercedes comprou a Brawn GP. O anúncio foi feito hoje, em Frankfurt, Alemanha. Estou tentando falar com colegas alemães e ingleses para fazer uma reportagem mais completa, porém todos estão na mega-correria.

Trocando em miúdos o que se passou. A Mercedes comprou, com a Aabar, 75,1% da Brawn GP (45,1 dos alemães, 30 do fundo de investimento árabe). Já no próximo ano, a equipe se chamará Mercedes e terá a cor prateada em seus carros. Ross Brawn continua como chefe da equipe.

A McLaren, por sua vez, volta a ser definir como equipe independente. No entanto, até 2015 terá os motores da montadora alemã.

Rubens Barrichello confiante e apreensivo

sexta-feira - 25/setembro/2009

(CINGAPURA) Rubens Barrichello confia no ritmo da Brawn, mas ainda não tem posição sobre câmbio. Ouçam:

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Sobre minha pergunta da suposta “sonegação” de informações de Barrichello para Button escrevo mais depois.

A festa em Valência

terça-feira - 25/agosto/2009

(BRUGES) Como amanhã será difícil ter acesso a internet em Spa, e aproveitando que Ross Brawn já indica que deve manter dupla de equipe em 2010, posto as fotos da comemoração da vitória de Rubens Barrichello (o áudio eu já mostrei) com o time. Os abraços em Ross Brawn e Nick Fry e o grito com os integrantes da Brawn GP.

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Touro Indomável

quinta-feira - 14/maio/2009

(SÃO PAULO) Bom dia a todos! No momento em que todos afirmam que a Brawn já levantou o caneco, eu queria escrever sobre aquela que pode ainda incomodar: Red Bull.

Nos bastidores da F-1, trabalha-se com a hipótese da equipe austro-inglesa dar o pulo do gato nos próximos GPs. A equipe de engenharia, liderada pelo brilhante Adrian Newey, teria na manga muitas mudanças para apresentar nas próximas corridas.

Não está certo quando o time mostrará suas modificações: Mônaco ou Turquia. No Principado a diferença não terá o impacto real. Em Istambul, claramente teríamos uma mudança significativa. Ali teremos a noção exata se a equipe irá mesmo medir forças com a Brawn.

Domingo, após sair tarde do circuito da Catalunha, cheguei em meu hotel e quatro jornalistas muito bem informados estavam tomando cerveja no saguão. Dois alemães, um italiano e um português. Eu ainda tinha muito o que fazer, mas sabia que era importante ficar um pouco ali. Sempre surgem informações valiosas.

Pedi uma “loira” e ficamos a papear. Um jornalista que lá estava, alemão, afirmou que tinha contatos com algumas pessoas da F-1 que esperam o salto de qualidade da Red Bull. Quando o difusor duplo chegar eles serão imbatíveis, afirmam suas fontes.

Gerhard Berger, inclusive, aposta em Vettel como campeão. E convenhamos: a Red Bull, mesmo com pontos atrás, já está na briga. Nos últimos dois GPs, Vettel se meteu no bolo nas classificações com mais combustível. Deu uma azar tremendo de correr com carros de KERS a sua frente (Hamilton no Bahrein e Massa em Barcelona). Se corresse até hoje não os passaria. Somente com pane seca, não é mesmo?

Os números em simulações de computador mostram que o carro dará um salto para a frente. E que poderá sim dominar a Fórmula 1 da metade para o fim. Vettel é piloto excepcional e Webber tem guiado bem. Domingo passado fez sua melhor corrida na F-1. Não duvidem do potencial deste time neste ano. A Red Bull é uma realidade. E já anda mais rápido que os rivais na chuva e com pneus duros.

Nem de longe o mundial 2009 já tem dono. Muito ainda vai acontecer neste duelo.

Ensaio sobre o GP da Espanha

terça-feira - 12/maio/2009

(SÃO PAULO) Não é fácil escrever sobre o que aconteceu no Grande Prêmio da Espanha. Existem informações, indícios e muitas ideias divergentes. Por isso, sem pretender ser o dono da verdade, vou tentar municiá-los com algumas cenas vistas no paddock.

É importante frisar que o “território Rubens Barrichello†é bastante complicado. Há muito, perdeu-se qualquer senso racional sobre o assunto, seja para que lado for. Os que não o toleram, mesmo quando ele não comete nenhum erro dentro ou fora das pistas, massacram-no. Em contrapartida, seus amantes o defendem até quando não merece. O embate é 100% emotivo.

Por isso, todo cuidado é pouco. É preciso ser responsável quando se trata do assunto.

Confesso que quando a corrida acabou estava certo: tinham passado Barrichello para trás. Na transmissão da Jovem Pan enalteci inúmeras vezes que não entendia o porquê da mudança na estratégia de Jenson e Rubens, que parou uma volta depois, sequer aviso recebeu. Na entrevista, como vocês acompanharam, foi a única coisa que Rubinho pediu para que fosse diferente.

Na coletiva pós-corrida o clima estava amistoso. Até que Paulo Ianieri, da Gazzeta dello Sport, perguntou a Rubens se o episódio lembrava Austria 2002, quando abriu para Michael Schumacher. Rubinho disse que tem experiência com ordens de equipe e se isso acontecer não irá aceitar. “Torno público agora para que todos saibamâ€.

Jenson pediu a palavra porque o assunto o dizia respeito e declarou: “Nossa estratégia dizia que (estratégia) três paradas era mais rápidaâ€. De lá, segui para o cercadinho. A entrevista com Rubens foi boa e ele estava controlado. Evitava, com razão, polêmica. Tinha acabado de descer do carro e nessas horas é bom controlar-se mesmo.

Naquele instante Tatiana Cunha virou-se para a turma brasileira e comentou: “Precisamos ouvir Rossâ€. Os quatro (Livio, Ico, eu e Tati) seguimos para o motorhome da Brawn. Eu continuava com a impressão da manipulação do resultado. Por isso, virei-me e disse aos três para seguirem ao Brawn que tentaria ouvir Jenson. Fui e ouvi o piloto inglês conforme vocês escutaram no DFDP.

Corri para a o motorhome da Brawn. Lá estavam os integrantes do time esperando os pilotos para a foto oficial. Abordamos Brawn que nos evitou para ser fotografado com membros da escuderia. Quando saiu da posição de Gisele Bündchen, tentamos mais uma vez. Desta vez nos despachou dizendo que tinha a reunião com equipe.

Livio seguiu para apurar notícias pelo paddock. Eu, Ico e Tati permanecemos. Os minutos passavam e nada. Uma hora depois Brawn sai da sala e nos evita mais uma vez. Começamos a achar que ficaríamos de mãos abanando. Ico volta à sala de imprensa para trabalhar. Eu e Tatiana, então, comentamos: “a entrevista de Rubens no cercadinho foi no condicional. De qualquer forma esperaremos para ouví-lo. Ele falaráâ€.

Dito e feito. Acaba reunião e Rubinho nos atende. Fala de pendurar as chuteiras se perceber favorecimento a Button. Dois minutos após entrevista começar, Ico retorna e se junta ao grupo. Entrevista termina e nos despedimos de Rubens. Ao fundo, Ross Brawn. Abordamos pela enésima vez e eu digo: “Ross, duas perguntas…â€. E ele percebendo que não iríamos desistir após duas horas e meia de chá de cadeira, responde: “ok, mas apenas duasâ€. Tatiana e Ico as fazem. A espera, como vocês conferiram, valera a pena. (Brawn responde olhando nos olhos. E parece sempre verdadeiro. Dois jornalistas bem conceituados me disseram coisas opostas. Um que o inglês mente mesmo olhando nos seus olhos. O outro que era Todt o carrasco da Ferrari, não Brawn)

Saí de lá, joguei as matérias no computador e comecei a ouvir, e ouvir, e ouvir… Não chegava a conclusão alguma.

Foi então que peguei os tempos de volta de todos os pilotos. Analisei com Livio e chegamos a algumas conclusões. Que há cheiro de arroz queimado parece lógico. Inegável! Porém, os argumentos apresentados pela equipe são sólidos. E os discursos adotados por todos batem.

Primeiro: a estratégia de três paradas era a melhor na simulação da Brawn. Ninguém ficaria desde sexta contando lorota nas reuniões. Button e Barrichello descem dos carros e falam a mesma coisa.

Segundo: que Rubinho sairia na frente de Rosberg e Button não também era verdade. O brasileiro quase dividiu a curva com o alemão. Enquanto que o inglês, como aumentou sua autonomia, saiu dos pits com campo mais livre. A manobra, ao que parece, visava mais defendê-lo de Vettel e Massa, que estavam próximos e parariam depois, do que dar nó em Barrichello.

Terceiro: mesmo com a mudança, Rubinho poderia terminar a frente de Button se seu terceiro jogo de pneus funcionasse bem. Ok, vocês podem afirmar que destruíram propositadamente o composto do brasileiro. Mas nesse campo eu não entro. Porque aí é cair em paranóia, que até pode ser real, mas daria no mesmo suspeitar da moça que trabalha como empregada na minha casa enquanto eu viajo de levar meus pertences embora, mesmo que eu não tenha provas.

Mas, claro, há pontos mais do que esquisitos.

Primeiro: por que não avisar engenheiro de Barrichello antes da primeira parada do brasileiro (li comentário que questionava o fato da TV ter mostrado. Jock Clear, engenheiro de Barrichello, não come amendoim e fica vendo apenas imagens. Tem mil coisas na cabeça)? Se boicotaram Rubinho, esquema também “derrubou†Clear. Para mim isso foi o mais grave da prova.

Segundo: Quando Barrichello parou, tinha um número X, previsto pela transmissão, de voltas (18). Deu 12 voltas. Isso ficou em aberto.

Terceiro: Também pensei que com a estratégia de três paradas, Rubinho teria stint curtíssimo no fim com pneus duros. Nada. Parou próximo de Button. Sendo assim, a forma como a corrida foi trabalhada para o brasileiro dá impressão que foi para castrá-lo.

Quarto: histórico de Brawn com Barrichello é conhecido.

É senso comum na F-1 que o fim de semana foi de Rubinho. Ele trabalhou e acertou o carro e serviu de molde para que Button o copiasse. Eu não acreditava que ganharia. Mas fez largada maravilhosa. Com mais combustível, não via como perdesse.

Citei em minha matéria da Jovem Pan Dom Casmurro, de Machado de Assis. E é assim que encaro este caso. Li uma vez o romance do escritor brasileiro e já vi muito que foi feito sobre a obra. Inclusive, a recente minissérie da Globo. Cada dia acordo com um sentimento sobre a (in)fidelidade de Capitu para com Bentinho. Sobre este caso do GP da Espanha, penso a mesma coisa. Hoje, porém, creio que tenha sido a coincidência dita por Brawn.

Uma coisa é certa, Situação de Barrichello não é fácil. Precisa vencer em Mônaco e torcer para que Button não acabe a prova. E depois do que falou, se perceber mesmo má-fé de Brawn terá que pendurar as chuteiras. Até para mostrar que não está para brincadeira.

Há muitas notícias novas. Vou dormir e amanhã quero falar sobre isso. Está na hora de mudarmos de assunto. A área destinada aos comentários deste post é para troca de figurinhas.

Ãudios de Barrichello

domingo - 10/maio/2009

(BARCELONA) Vou postar primeiro Rubens Barrichello para vocês. Depois teremos Brawn, Button e Massa. Tenho quatro áudios de Barrichello. O primeiro é no cercadinho, imediatamente após a corrida. Ele evitava polêmica pois não tinha conversado com ninguém.

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Depois de esperar por três horas na porta da Brawn, esperando a reunião da equipe acabar, registrei Rubinho mais uma vez. Meu gravador estava com a bateria fraca e tive que dividir em três partes. Na primeira, em que ele diz que se for para dar vitória para Button ele “pendura as chuteiras” estávamos eu e Tatiana Cunha, da Folha de São Paulo. Na sequência, Luis Fernando Ramos, da Bandeirantes, chegou e participou do papo.

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PS: Tenho muitas informações sobre episódio. Eu mesmo já mudei de opinião. Aguardem post de amanhã com informações.

Vai ou racha!

terça-feira - 5/maio/2009

(SÃO PAULO) Senhores e senhoras, bom dia! Em instantes começarei a arrumar as malas. Por isso, aproveito para deixar um post aqui para vocês sobre o GP da Espanha. É inegável que o campeonato terá no próximo fim de semana uma situação interessante. Todas as equipes levarão pacotes, uns maiores outros menores, para melhorar seus carros.

E em Barcelona teremos uma visão boa do que pode acontecer. Saberemos o campeão? Certamente não. Porém, se quem está no topo ou no lixo mantiver sua posição ficará a ideia de como serão as brigas.

No topo hoje temos Brawn, Toyota e Red Bull. Os três times modificaram seus carros. Talvez os anglo-austríacos mais. Se avançar ainda mais do que já está, Sebastian Vettel é candidato ao título.

A Brawn também terá mudanças. Ross e seus comandados não inventarão a roda, porém não se trata apenas de um novo retrovisor. Vem coisa por aí. A Toyota tem mantido o sigilo sem quantificar sua evolução, mas trará na bagagem alguma coisa.

Vamos ao pelotão do meio (McLaren, Williams e Renault). Espero muito para ver o que a McLaren irá fazer. Se ganhar bons décimos pode sim brigar. Não está tão atrás e conta sempre com o talento de Lewis Hamilton. Olho na McLaren em Barcelona.

Williams e Renault são incógnitas. A primeira creio que a tendência é cair de performance, como aconteceu nos últimos anos. A segunda levou às pressas o novo difusor para China e Bahrein, que não funcionou como a salvação da pátria. Terá que contar com novos componentes se ainda quiser levar alguma coisa.

No fundo temos Force India, Toro Rosso, Ferrari e BMW. Quanto aos dois primeiros não sei o que esperar. De BMW estou reticente. Depois de aguardar o ano dos sonhos, como já destaquei, tenho dúvidas sobre a capacidade dos alemães em crescer durante o mesmo campeonato. Na Espanha já anunciaram que correrão sem o KERS.

A Ferrari, como a McLaren, tem minha atenção. Quero ver se os vermelhos terão um bom salto de qualidade. A distância para os ponteiros é grande e por mais que venha uma melhora importante recuperar não será fácil. Penso que eles até podem voltar a brigar pela ponta, ganhar algumas corridas. Virar no campeonato são outros 500.

De qualquer forma, ou os times que estão atrás crescem bem a partir de Barcelona ou o mundial acabou mesmo. Fato positivo é que até setembro não temos mais dobradinhas. Equipes terão intervalos para trabalhar nas fábricas, o que sempre gera um décimo aqui, outro ali.

Quem será o mais eficiente no trabalho de evoluir o carro?

Pesos para o GP do Bahrein

sábado - 25/abril/2009

(MANAMA) Senhores e senhoras! Sebastian Vettel tem boa chance de vencer. Incrível! Ele está pesado. E as Brawn leves. Confira a relação do peso no site da Autosport.

http://www.autosport.com/news/report.php/id/74832

Button declara: “cuidado com Barrichello”

segunda-feira - 20/abril/2009

(XANGAI) A entrevista de Jenson Button em que estive presente foi muito boa. Ele falou sobre vários assuntos. Vale prestar atenção quando Stella Bruno questiona qual era a visibilidade. Ela sempre faz perguntas em italiano e em inglês juntas. Ele responde, mesmo sem falar italiano, niente. Muito bom!

Depois, no fim, questiono se Rubens Barrichello está sob controle na disputa interna da Brawn. Ouçam o gentil Button.

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“Ele me derrotou na classificação. Ele é rápido. Sabemos que é rápido. Sempre foi. Não sei como era a situação na Ferrari com o Michael mas ele era rápido constantemente. Ele é um ótimo piloto e que também consegue acertar o carro do jeito que gosta. Ele será um competidor difícil. Só disputamos três corridas e tenho seis pontos de vantagem. Obviamente quero muito mais, porque ele irá engrossar. E é muito estranho, pq no momento ainda somos amigáveis trabalhando juntos. Não sei como será no futuro”.