Posts Etiquetados ‘Bruno’

Entrevista de Rubens Barrichello

segunda-feira - 24/novembro/2008

(SÃO PAULO) Neste domingo, no Fantástico, da TV Globo, Rubens Barrichello concedeu entrevista. Não foi dito nada novo, mas ainda assim, vale saber o que Rubinho pensa hoje. Por exemplo: o piloto veterano afirmou em Cingapura que Bruno Senna não está pronto para estrear na F-1. Acrescentou ainda que poderia passar pelo que Nelsinho Piquet viveu em 2008. Disse ainda não estar pronto para parar.

Barrichello repetiu um pouco de tudo, o que em si é interessante. Mostra que após dois meses, pensa a mesma coisa. Não voltou atrás em nada, seja isso bom ou ruim. Acompanhem o que disse o brasileiro.

[youtube]W8aOeeRw658[/youtube]

Áudio: Barrichello abre o coração (correção)

quinta-feira - 9/outubro/2008

***corrigida às 12h51 

(FUJI) Olá blogueiros e blogueiras. Postarei agora o melhor momento do dia. A entrevista de Rubens Barrichello foi forte nesta quinta-feira. Reparem como a voz do piloto está carregada de angustia e até rancor. Rubinho deixa claro que pode ser substituído por Bruno Senna, vice-campeão da GP2. O que vocês não podem reparar é no semblante do piloto. Barrichello estava abatido, tanto que perguntei a respeito. Ele garante que dormiu pouco esta noite.

Fui insistente com ele, e preciso dizer que foi graças a vocês. Ontem, foram muitos comentários sobre Rubinho. Percebi que interesse é grande! Ouçam com atenção!

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Durante a entrevista fiz a pergunta do internauta. Trata-se de Elvis Cedro. Parabéns, sua pergunta repercutiu muito, pois o brasileiro criticou Ross Brawn. Compre os jornais amanhã porque acredito que irá sair em vários lugares.

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Rubinho ainda falou no que afeta a crise financeira pela qual o mundo passa no que diz respeito à vida de um piloto. 

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Mais tarde, posto os outros áudios.

Vídeo: Bruno Senna na TV inglesa

terça-feira - 30/setembro/2008

(TÓQUIO) Vamos voltar a rotina de postar vídeos legais sobre velocidade. Dica de blogueiro Guilherme, com Bruno Senna no programa Fifth gear. O mais legal é vê-lo dirigir no lado direito, como os britânicos. O brasileiro, vocês viram aqui, mora em Londres.

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Visita ao lar de Bruno Senna, o vídeo

terça-feira - 23/setembro/2008

(FRANKFURT) Também registrei a visita à casa de Bruno Senna em vídeo para reportagem da Jovem Pan Online. Confiram!

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Visita ao lar de Bruno Senna

terça-feira - 23/setembro/2008

(FRANKFURT) Promessa é dívida. Disse que os levaria à casa de Bruno Senna, vice-campeão da GP2 em 2008, e está mais do que na hora. Minha ida à sua residência foi em julho, véspera do GP da Grã-Bretanha. Bruno mora há alguns anos em Londres e adora o lugar.

Na chegada a referência ao tio famoso, o tricampeão mundial Ayrton Senna.

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Ainda na entrada, é possível ver alguns dos troféus do jovem piloto que tenta vaga na F-1. O da esquerda é o da vitória em Mônaco, dia 23 de maio de 2008.

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Mas para conseguir essas vitórias, Bruno precisa trabalhar. Até mesmo em casa.

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Nesta máquina, Bruno Senna trabalha os músculos de braços e pescoço. O brasileiro nos mostrou como funciona a malhação.

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Depois do trabalho puxado, hora de relaxar. Que tal uma bela vista londrina, do bairro de Chelsea, pela frente.

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Em instantes, mostrarei a reportagem feita para a Jovem Pan Online de nossa visita. Até.

A UNIÃO FAZ A FORÇA

terça-feira - 23/setembro/2008

(FRANKFURT) Bom dia blogueiros e blogueiras! Meu vôo até Frankfurt foi tranquilo e minha conexão levará 12 horas. Por isso, estou em hotel para esperar. Gostaria de contar o que nos aguarda.

É basicamente desumano enviar um repórter de F-1 para a Ásia, solicitar que ele retorne ao Brasil em sete dias, para depois de mais sete voltar a Japão e China. Não dá! Desta forma, a Jovem Pan optou pela permanência no continente asiático durante todo o período. Um mês. É melhor, porém, não mais fácil.

Antes de mais nada, que fique claro, adoro algumas partes da cultura asiática, especialmente a japonesa. O respeito, a dedicação e a civilização do país. Além de olhar com extrema curiosidade para o primeiro GP noturno da história, em Cingapura. Minha experiência anterior na China foi regular. Tomara que neste ano mude.

Mas mesmo podendo enumerar várias qualidades, não é fácil ficar um mês na Ásia. A lógica é muito particular, não digo nem pior, nem melhor. Apenas diferente. E muito diferente.

Comunicação é complicada em qualquer parte. Quando se viaja a turismo é uma coisa. Um erro de comunicação implica vez ou outra em erro no monumento que se vai visitar, na comida que se prova e no quarto em que se hospeda. A trabalho, em condições extremas, a coisa é mais complexa. Imaginem se o problema em minha linha telefônica na Itália se repetir ou na China ou no Japão. Esqueça! Eu ficarei horas explicando, os voluntários horas tentando me entender, eu ficarei irado, eles, sem culpa de nada, desesperados. Caos!

Nossa viagem (quando conjugo no plural é porque encaro como se viajássemos juntos) começa em Cingapura. Chego lá quarta-feira à tarde e fico até terça-feira de madrugada. A expectativa é grande, mas há de imediato um problema. Como se traça uma estratégia para encarar o GP? Dormir antes ou depois? Adaptar-se ou não ao fuso? Tudo é novo e, além de mágico, de difícil operação.

Terça-feira seguiremos para o Japão. Antes ficaríamos na Tailândia, mas a situação política no país não está das mais convidativas. A partir deste dia encaramos o pior momento. Não é culpa do país (Japão) e sim de literalmente viver a solidão entre muitos. Quem nunca viu Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola? Será similar, só que sem a Scarlett Johansson. O roteiro ainda não está definido mas irei informá-los sempre com antecedência.

Depois do GP do Japão, em Fuji, permanecerei no país até quarta-feira. Como disse, minha experiência anterior na China não foi boa e, por isso, optei por chegar em cima da hora na penúltima etapa do Mundial. De lá retorno ao Brasil para a cobertura do GP em Interlagos. Depois, podem enterrar que só sobrará o pó!

Para ilustrar a luta para, apenas, comunicar-me, conto como foi a tentativa de reserva de meu quarto em Xangai. Liguei da redação da Jovem Pan, na manhã de quinta-feira, para o Blue Palace Hotel. Um bom hotel, registre-se. O telefone chama e atende uma mulher. Reproduzo como foi nossa conversa, já com a tecla SAP.

MOÇA: sjgjakhjçhmlanmçlmnmaç açgjaçk  açj jçja ja  jagweke~wkf.

EU: Oi, você fala inglês?

MOÇA: (sem qualquer hesitação) Sim.

EU: Eu gostaria de fazer uma reserva.

MOÇA: Hamburguer ou hot dog?

EU: O quê???

MOÇA: Hamburger ou hot dog?

EU: Eu quero um quarto minha senhora!!!

MOÇA: Qual é o seu quarto?

EU: Eu sei lá, não tenho, mas adoraria ter um.

(passados uns três minutos e ela me entende. Ela pede licença e fica uns cinco minutos ausente. Quando volta….)

MOÇA: Então, é de 15 de outubro até 20. Está confirmado. Fique tranquilo.

EU: Ok, mas eu preciso de confirmação via e-mail para tirar meu visto. Eles solicitaram.

MOÇA: O quê???

EU: Meu Deus (isso foi em português mesmo!)!!! E-mail, confirmação, por favor!

MOÇA: Claro, qual o seu e-mail?

EU: Vou soletrar. F, E….

MOÇA: Como?

EU: Começarei de novo. F, de França…

MOÇA: fdefrança@???

EU: Não, meu Deus do céu (português de novo)! Macacos me mordam (não era bem isso)! 

MOÇA: Um minuto, vou chamar meu colega.

Neste momento surge na linha o melhor inglês de um não inglês que já ouvi, depois, claro, do Nelsinho Piquet. Naquele instante fiquei aliviado, mas depois indignado. Por que aquela safada não chamou o cara de começo de conversa? Pior de tudo, chego no Consulado chinês e quando olham a minha reserva de hotel dizem: “isso aqui não precisamos, pode guardar”.

Pode parecer uma loucura, mas tudo que disse foi verdade e aconteceu. Utilizei o exemplo apenas para ilustrar que nada é simples. Nem reservar hotel. Em um mês e a trabalho, tudo se acumula. Isso sem falar em fuso, comida, clima….

Por isso, espero mesmo que seja um mês bom para todos nós. Parece piegas o que direi, mas minha companhia são vocês. Conto com a ajuda de todos, quase como um trabalho em equipe. Vamos nessa!

Ainda hoje tem especial Bruno Senna.

Especial no forno

sexta-feira - 19/setembro/2008

(SÃO PAULO) Atenção queridos e queridas internautas! Tive que voltar ao Consulado chinês e por isso minha manhã foi tensa.

Ainda hoje falarei sobre futuro de Rubens Barrichello e tentarei conversar com Lucas di Grassi sobre os testes em Jerez de la Frontera.

Mas tenho uma notícia bacana. Visitei Bruno Senna em sua residência em Londres. Na próxima segunda-feira deixarei um especial legal sobre o encontro. Vale a pena. Até já!

Bruno Senna é vice na GP2

domingo - 14/setembro/2008

(MONZA) Bruno Senna terminou com o segundo lugar na GP2. Tem boa chance de estrear na F-1 em 2009. Será que na “vencedora” Toro Rosso. Ué, por que não? Aguardemos.

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Conheça anjo da guarda de Bruno Senna

sábado - 13/setembro/2008

(MONZA) Conforme antecipei para vocês, apresentarei matéria sobre Bruno Senna. Na verdade, é outra Senna que será destacada.

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Enquanto ele engatinhava, ela já aprontava das suas. Ele começou a brincar de carrinho e ela saía com os amigos da escola. Ele, ainda um moleque, se ralava no quintal e ela, distante para ajudar, passeava com o namorado. Hoje, porém, tentam juntos dar o cheque-mate para chegar na Fórmula 1.

Bianca e Bruno Senna, 29 e 24 anos respectivamente, não se desgrudam. Ele, piloto da ISport, tenta conquistar neste fim de semana o título da GP2, a maior vitrine para a F-1. O feito seria uma vitória da dupla de irmãos, já que Bianca o acompanha desde 2005 como empresária do piloto.

Mas se hoje a união faz a força dos dois, houve um tempo em que a diferença de cinco anos na idade os distanciava. “Eles não brincavam muito porque os interesses não eram os mesmo. Ele uma criança e ela já adolescente”, afirma a mãe, Viviane Senna.

A diferença de idade dos dois se fez presente também no momento em que Bruno manifestou o desejo de voltar a guiar. Viviane, consultou o filho sobre o que ele gostaria de fazer da vida. O então estudante de Adminstração, afirmou que adoraria ser um profissional de sucesso para ganhar dinheiro e atuar como piloto, mesmo que de forma amadora. Surpresa, foi a vez da mãe consultar a primogênita, Bianca, que até então desconhecia a paixão do irmão por carros. Ouviu que deveria consentir com a escolha de Bruno. No entanto, não tinha idéia que iria se transformar no anjo da guarda de Bruno.

Nas primeiras tentativas de Bruno nas pistas, Bianca o acompanhava apenas como espectadora. Em 2005, quando o irmão decidiu mudar-se para Londres, tomou a decisão que transformou sua vida. “Falei que ia junto com ele. Terminei meu namoro, arrumei as malas e viajei”, conta Bianca. Partiria sem nenhum conhecimento, pois nem as corridas do tio, o tricampeão Ayrton Senna, despertavam o interesse da paulistana. “Só via a largada e chegada. De jeito algum ficaria duas horas vendo aquilo”.

Era, portanto, necessário aprimorar-se em questões fundamentais no automobilismo. Além de dominar o inglês, queria entender o lado técnico. Comprava revistas especializadas aos montes em cada visita à livraria. Certo dia, apanhou com conhecido um fichário repleto de informações específicas. “Não entendia nada daquilo. Quando Bruno notou o que eu tinha nas mãos, afirmou que nem ele compreendia o assunto. Era engenharia pura e avançada”.

O aprimoramento técnico e teórico que buscava era pouco perto do que viveria na prática. Se o caminho de Bruno era complicado, pois precisava trabalhar dobrado para compensar os anos parados e sem competir, o de Bianca era tão ou mais difícil. Não é do dia para a noite que se envolve nos bastidores do automobilismo. Ainda mais com um agravante. “Sou mulher e este é um ambiente masculino. Não é fácil abrir o espaço”, afirma Bianca, garantindo que até situações constrangedoras já precisou enfrentar. “Sou forte. Quem me subestimou vai se dar mal”, completa, sem dizer qual foi o episódio “traumático”, afinal, sempre é necessário estar com as portas abertas.

De cabeça erguida, seguiu em frente. “Enfiei a cara e fui a luta. Conheci pessoas e o Bruno me apresentou outras. Hoje entendo bem como funciona esse universo”. Com o destaque do sobrenome Senna não apenas nas pistas, a mãe Viviane não controla o entusiasmo para falar do orgulho que tem pelo sucesso da filha nos bastidores. “Ela é uma batalhadora, uma empreendedora, sempre objetiva e prática. Não tinha dúvida que daria certo”.

Mas é de Bruno que partem as declarações mais elogiosas à irmã. “Não estaria onde estou sem ela. Mesmo com outro manager. Ela me torra a paciência sempre, mas eu conheço a peça”, afirma, com bom humor e sorriso maroto no rosto, Bruno Senna.

Além do trabalho como empresária do piloto, Bianca funciona como um muro que o protege de aborrecimentos, sejam quais forem. Recebe todas as informações referentes a Bruno e filtra o que deve ou não levar ao irmão. A postura ajuda o jovem a apenas se concentrar no trabalho dentro das pistas. “Quando acaba um treino ou de noite conversamos e eu o ponho a par de tudo. Às vezes, trabalhamos de pijamas e escovando os dentes”, diz Bianca.

Após a disputa da rodada dupla de Monza, na Itália, Bruno e Bianca podem estar mais próximos da F-1. Comemorarão com muita festa, e longas conversas antes de pegarem no sono.