Posts Etiquetados ‘chuva’

Na cola de Rubens

sexta-feira - 10/julho/2009

(NURBURGRING) Depois de andar, na última quarta-feira, com Lucas di Grassi, na velha Nurburgring, ontem apareceu uma surpresa. Estou eu numa boa, quando chega um torpedo de Rubens Barrichello. O convite era único: “Hj às 18 horas, vou levar gente para andar na pista… Se quiserem conhecer meu local de trabalho…”.

Na hora não acreditei. Nunca tinha andado em circuito algum, exceção a Interlagos, sendo guiado por um piloto profissional. Comentei com Tatiana Cunha, da Folha de São Paulo, Livio Oricchio, do Estado de São Paulo, e o Ico, da Bandeirantes.

Horário combinado e nós três estávamos lá (Livio não foi). E para nos brindar, chuva.

ring2

ring3

 Antes de nos levar, Rubinho dava voltas com outros convidados. Depois de três giros, começamos a “brincar”. Só cabiam dois por vez e Ico e Tatiana foram na minha frente.

ring4

Eu fui na sequência com fotógrafo inglês. A emoção é indescritível. E mais: estamos falando de Nurburgring, na chuva, com Rubinho, que já venceu aqui e é reconhecidamente um ótimo piloto n’água.

Foi muito bacana. Claro que não é fácil registrar, mas consegui fazer algumas fotos.

ring5

ring6

ring7

Poderia vir com aquele papinho que foi legal, divertido, uma boa experiência. Pois preciso dizer; foi bem mais do que isso. Foi algo mágico. Uma honra! Ter a sensação dos altos e baixos da pista… Exemplo: a primeira curva, onde Raikkonen abandonou em 2005, é um descida bem sensível.

Saímos do carro como crianças.

ring10

Tatiana com dores de cabeça, Ico radiante e eu uma criança. Liguei para a família contando a experiência. Bem legal. Valeu Rubens, essa vou contar aos netos.

ring8

Tatiana fez um filminho que em breve compartilharei com vocês.

São Pedro com músculos

sexta-feira - 3/abril/2009

(SEPANG) Aqui na Malásia quando chove sai de baixo. É água pra dedéu! As fotos podem não ilustrar muito bem porque é difícil registrar as gotas d’água. Mas fica claro que o céu não está para brincadeira quando resolve chorar.

Se chover na corrida desta forma, arrisco dizer que é impossível continuar com a prova.

malasia2

malasia3

Será que vai chover?

terça-feira - 24/março/2009

(CINGAPURA) Nesta parte da Ãsia, quando a chuva vem, vem mesmo! Fica bem claro se o guarda-chuva deve ser levado para uma caminhada. Ou você teria dúvidas?

australia8

Matéria dos Massas e São Pedro

sábado - 27/setembro/2008

(CINGAPURA) Sabia desta história e esperava o momento certo para contá-la. Acho que agora é mais do que oportuno, já que teremos quatro corridas decisivas com Felipe Massa lutando pelo título. E pode chover. Espero que gostem. Inicio com fotos do arquivo pessoal da família, tiradas pelo competente Luca Bassani, quando o piloto tinha de 9 a 12 anos.

massa.jpg

massa2.jpg

massa3.jpg

massa4.jpg

Antes aliado, São Pedro vira inimigo dos Massas

sábado - 27/setembro/2008

(CINGAPURA) O caminho de Felipe Massa para chegar à Fórmula 1 foi longo, mas não solitário. O piloto contou com o apoio de uma “máfia†de parentes. O suporte do pai, o carinho da mãe, a proteção da irmã mais velha e a admiração do irmão caçula. Porém, o hoje candidato ao título mais cobiçado do automobilismo, ainda recebia a proteção dos céus. De São Pedro, mais precisamente. “Na época de kart meu equipamento não era o melhor. Torcia para chover, pois a situação se equilibravaâ€, relembra o ferrarista, de 27 anos.

Curiosamente, após anos de carreira e 103 Grandes Prêmios disputados, o brasileiro carrega a imagem de mau piloto em pista molhada. Com quatro corridas para o fim do campeonato, todas com possibilidade de chuva, a família Massa, que antes rezava para que o santo responsável pelas mudanças climáticas entrasse em ação, quer vê-lo distante. Garantem, contudo, que não é por desconfiarem do piloto.

“Confio no talento do Felipe. Via o que ele era capaz quando meninoâ€, garante Luiz Antônio, pai do piloto. Principal incentivador do filho, Titônio, como é conhecido, acredita que Felipe não teria chegado tão longe se São Pedro não tivesse dado uma mãozinha. “Se ele fosse um mau piloto no molhado não teria feito o que fez em Mônacoâ€, completa. De fato, os números apresentados por Massa são melhores do que a reputação que carrega (veja abaixo).

História para contar sobre o começo de carreira do piloto no kart tem a mãe, Ana Elena Massa. A matriarca seguia rotina sagrada de conduzir Felipe toda a quinta-feira de Botucatu a São Paulo (230 quilômetros) para que ele guiasse em Interlagos. O local, que recebe a visita da chuva durante boa parte do ano, foi onde o ferrarista iniciou a ascensão da carreira. E também, onde mostrou a força na chuva. “Ele sempre andava bem quando chovia. Ele corria na pista e eu corria para o carro, para evitar a águaâ€, revela, com humor, Ana Elena. Atualmente, a mãe reza para que não chova, não por desconfiar do filho, tampouco pela performance da Ferrari. “Tenho medo mesmo. Quando mostra aquele spray de água sei que meu filho está cego no carro. Meu coração sai pela bocaâ€.

Os irmãos de Felipe uniram-se sempre à corrente de orações para São Pedro. Dudu, caçula, hoje com 22 anos, comparecia sempre às pistas onde Felipe competia. Por acompanhar o assunto, sabia que as chances do irmão cresciam quando a corrida era no asfalto molhado em função de equipamento menos potente que dispunha. Fernanda, hoje com 29, menos familiarizada com a lógica das provas automobilísticas, apresentava motivos distintos para torcer por água. “Eu observava que quando chovia ele sempre terminava entre os três primeiros. Era melhor torcer, mesmo sem saber qual a razão daquiloâ€, fala a primogênita.

Alheia à fase de paz entre Felipe e São Pedro, a esposa do piloto, Raffaela, não quer nem pensar em pista molhada na reta final do mundial. Nada que seja desconfiança do marido. “Mesmo em chuva, os carros andam rápido. Fico aflitaâ€, conta. Antes desligada dos assuntos automobilísticos, Raffaela ganhou conhecimento a partir do namoro, que virou casamento em dezembro passado, com Felipe. Sabe até argumentar o porquê do ritmo ruim em pista molhada. “Tanto Felipe quanto Raikkonen sofrem com aquecimento dos pneus. Não é apenas chove ou não chove. Quarta-feira, quando andamos pela pista, pus a mão no asfalto para ver se estava quente. Isso já melhora o cenárioâ€, garante a esposa do piloto.

Grato por tudo que fez por sua vida, Felipe Massa não consegue criticar São Pedro mesmo quando tudo leva a crer que o santo o atrapalha. Após análise ampla com a equipe de engenheiros da Ferrari, o vice-líder do mundial vê até lado positivo em situações de chuva. “Quando chove forte, temos problema. Quando garoa é bom para nós, tanto que fui mais rápido em Monza com pista úmidaâ€, confidencia. “Antes São Pedro ajudava em todas as situações. Agora só quando pega leveâ€, diverte-se Massa.

Números mostram Massa melhor do que parece

sábado - 27/setembro/2008

(CINGAPURA) A reputação de Felipe Massa na chuva está longe de ser positiva. Ainda que não tenha feito uma prova que o credencie como mestre no asfalto molhado, as performances que teve estão longe de serem sofríveis.

Antes de 2008, é verdade, não apresentou ritmo que lhe rendesse status. No período de Sauber (2002, 2004 e 2005) correu apenas uma vez com chuva, quando foi nono, em Silverstone. Em 2006, já na Ferrari, foi sétimo na Hungria. No ano seguinte, acumulou um segundo lugar, na Alemanha, e um sexto, no Japão.

No atual campeonato a situação mudou. Fez ótima prova em Mônaco. Abriu muita vantagem em relação ao segundo colocado, Robert Kubica, porém, um safety-car fez com que os segundos ganhos fossem “por água abaixoâ€. Terminou em terceiro.

Porém, em Silverstone, foi mal e rodou cinco vezes. “Sei que aquela corrida foi ruim. Mas o Kimi rodou três vezes, Alonso também. Ninguém se lembra dissoâ€, afirma Massa.

Considerando apenas as corridas com pista molhada neste ano, o brasileiro foi o segundo que mais pontos somou. Hamilton conseguiu 28, contra 19 do ferrarista. Incluindo o GP da França, quando caíram algumas gotas, o brasileiro estaria à frente por um ponto.

“Não tenho medo de guiar na chuva. Confio no meu trabalho. Mas para que os nossos pneus se aqueçam, precisamos da condição ideal. Asfalto abrasivo e, se não estiver seco, pouca chuvaâ€.

As últimas quatro etapas do campeonato (Cingapura, Japão, China e Brasil) ocorrem em locais com enorme possibilidade de precipitação. Para conquistar o título, Massa precisa mais uma vez de São Pedro. Só que agora, longe de seu caminho.

Considerações do GP da Itália

segunda-feira - 15/setembro/2008

(MONZA)  Corridas com chuva costumam ser confusas para análises imediatas. Dizer simplesmente fulano deu show, beltrano é um fracasso não auxilia em compreensão de nada. Tentei buscar informações que explicassem algumas questões para mim mesmo, e também para vocês.

Sebastian Vettel deu um verdadeiro show. Mostra a cada prova seu talento, especialmente em chuva. Quem não se lembra o que ele fez na dobradinha Japão e China, ano passado. O acerto da Toro Rosso não era 100% para chuva, como alegam alguns para justificar seu ritmo. Ele diz que optaram por uma configuração que levasse seu carro a ter muita velocidade de reta. De fato tinha, chegava a abrir 12 km/h em aceleração. Cabia a ele contornar as curvas habilmente. Ajudou também não ter spray na cara em nenhum momento. Sua visibilidade era total, o que faz imensa diferença. Felipe Massa em Mônaco abriu enorme vantagem. Lá, deu azar de safety car trazer os rivais novamente em seu encalço.

Passo agora para Lewis Hamilton. O inglês é brilhante. Em qualquer condição, diga-se de passagem. Para entender, no entanto, a facilidade com a qual ultrapassava os rivais, ouvi muita gente. Vocês ouviram aqui no Dentro e Fora das Pistas. O que escrevo é fato, não argumentos que diminuam o piloto. A McLaren em asfalto molhado é o melhor carro. Mesmo quando não chove e o asfalto está com temperatura inferior a 20 graus, os prateados dão banho. Lembrem-se de Hockenheim. Naquele momento achei que tinha acabado o campeonato. Não, trata-se apenas de condição muito particular. Quando acontecer isso, os rivais estarão em sérias dificuldades.

Além dessa informações importantes, é preciso entender que na Fórmula 1 atual mudou em relação ao passado. O esporte é diferente do futebol, por exemplo, que o regulamento é semelhante e mudam-se apenas esquemas táticos e preparação física. Antigamente, nas décadas de 80 e 90, pegando exemplos mais recentes, todos os carros podiam bolar seu acerto na hora da corrida, minutos antes.

Hoje, as corridas na chuva viraram imensas loterias. As equipes devem acertar os carros (todos, conforme Fernanda me perguntou, ninguém muda set-up, só combustível) no sábado. Ou seja, alguém que configura o carro para o seco e chove está na pior. E vice-versa. O carro de Hamilton era mais para a chuva, por isso voava baixo. Além, repito, espero que guardem minhas palavras acima, de sua brilhante capacidade em qualquer circunstância. Vale ver o que o companheiro, Heikki Kovalainen, fez com o mesmo acerto. Uma decepção. Confesso que esperava muito mais dele quando o vi disputar  GP2. Talvez cresça o ano que vem.

Peguemos Kimi Raikkonen. O finlandês faz temporada pífia. Alguns escreveram que ele acorda do nada e faz voltas mais rápidas. Em provas 100% no seco eu não teria argumento para derrubar essa tese. Mas, com asfalto molhado que se seca, ou seco em que caía uma chuva, as alternâncias de condições mudam o ritmo do piloto. Como explicar ele começar tão lento e fechar a prova como o mais rápido, enquanto Hamilton voava baixo e no fim foi ameaçado por Mark Webber, da Red Bull.

A corrida de Felipe Massa foi boa. O acerto da Ferrari tentava dar um ritmo bom tanto em chuva quanto em seco. A chamada solução de compromisso. A estratégia não permitiu a ele em nenhum momento um ritmo forte, pois andou encaixotado quase toda a corrida. Tanto Massa quanto Raikkonen citam a dificuldade de aquecer os pneus.

Uma outra razão para tentar entender o ritmo da McLaren nestas condições veio através de Nelsinho Piquet. Ouçam a entrevista dele, postada aqui. A CEO, ou centralina, de todos os carros foi desenvolvida pela McLaren. Muitos acreditam que o time consiga atenuar mais a ausência do controle de tração do que as rivais, que também correm atrás disso. Não seria uma trapaça, de forma alguma.

Queria falar sobre as manobras de Lewis Hamilton. Primeiro contra Timo Glock. O alemão foi altamente leal na chicane dando espaço ao inglês, que não fez o mesmo na reta. Naquelas condições de pista e em aceleração plena, aquilo é perigoso. Glock estaria em apuros em caso de batida. Não penso nem como aqueles que acharam que foi uma selvageria, tampouco com quem diz que foi normal, como Senna fazia. Houve os casos isolados com Prost, é verdade, e o tricampeão estava longe de ser santo, muito longe, mas existem disputas, lembro-me de uma com Mansell, que os dois ficaram lado a lado na reta e ninguém mudava trajetória (quando chegar ao Brasil posto). Acho apenas que falta aos outros pilotos fazerem o mesmo com ele. Hamilton está certo na medida em que joga o carro e ninguém responde. Glock deixou Monza dizendo que na próxima fará o mesmo. Tomara. Isso é automobilismo. E o inglês precisa aprender.

O incidente com Mark Webber pode parecer pior, na medida em que ele muda claramente a trajetória, mas tenho uma versão e acho que ela é boa. Vocês ouviram Massa ontem? Ele disse que se Hamilton fosse para cima dele seria um problema porque seu retrovisor estava tão sujo que não seria capaz de ver nada. Pois bem! Penso que aconteceu o mesmo com Hamilton. O inglês, na minha opinião, não viu o australiano. Também algo normal neste esporte.

Para mim a ultrapassagem de Massa sobre Rosberg foi normal. E não pense que uso dois pesos, duas medidas. O brasileiro passa sobre a zebra, tanto que seu carro se ergue. Se cortasse chicane, iria reto. Ao mesmo tempo que acho normal, a Ferrari para mim fez certíssimo em solicitar a devolução da posição. Correria risco de punição ainda em momento recente do problema de Spa.

Antes do GP da Itália a expectativa era que Hamilton dominaria no seco e mais ainda no molhado. Depois do treino de classificação, parecia que Massa terminaria muito na frente do inglês. Em determinada situação de prova, se voltasse a chover, Hamilton terminaria, no mínimo, em segundo. O brasileiro estaria em quinto, sexto, sétimo. No fim das contas, acho que saiu de bom tamanho para os dois. Mais ainda para Massa que tinha tudo para perder pontos para Hamilton e ainda ganhou um. E uma corrida não começa na largada, e sim na classificação. No paddock, classificaram o erro McLaren/Hamilton de estúpido no sábado. Se ele não fizesse aquilo, largaria como seu companheiro entre os três melhores. Errou feio no sábado e foi incrível no domingo. Massa fez excelente trabalho no sábado e foi normal no domingo. Um ponto a mais para ele no duelo, que promete.

Senhores e senhoras, hoje é dia de viagem. Após longas duas semanas (como foram intensas) voltarei ao Brasil. Tentarei ainda postar mais coisas aqui. Caso não consiga, assim que chegar em minha casa falamos mais. Tem muito assunto. Muito mesmo. Mercado de pilotos, Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelsinho Piquet, Raikkonen e Massa, Kovalainen, Kubica, Vettel, Cingapura, mais chuva por aí…. Esperem! Abraços

Chuva, lamaçal, horror, frio, o que é isso?

domingo - 14/setembro/2008

(MONZA) Choveu muito e o dia amanheceu feio. São 10:32 e neste momento só garoa na região, com 13 graus de temperatura. Mas a chegada foi terrível. O estacionamento de imprensa fica em um parque. Vivemos um verdadeiro rali. De carro foi difícil, mas e andar depois? Argh!

monza-11.jpg

Tempestade mais uma vez

sábado - 13/setembro/2008

(MONZA) Bom dia a todos! Está virando rotina na edição 2008 do GP da Itália - acordamos, abrimos a janela e chuva. Muita chuva! Uma tempestade, para dizer a verdade. O estacionamento de imprensa está um caos, lamaçal puro. Vou fechar a matéria do Bruno Senna e já volto. Treino de classificação pode ser disputado com pista molhada. Será emocionante.