Posts Etiquetados ‘Cingapura’

Planos para amanhã

terça-feira - 29/setembro/2009

(SUZUKA) Minha força de vontade e quantidade de trabalho me ajudaram a adaptar-me ao fuso. Deu certo! Queria escrever duas coisas hoje que ficarão para amanhã. A primeira é que tenho informações de bastidor sobre a corrida de Rubens Barrichello em Cingapura. Nada bombástico, só alguns episódios específicos. E a segunda é que estou hospedado em uma casa no Japão e tenho um caso curioso que envolve uma cachorrinha! Aguardem… Boa noite!

As grandes polêmicas da F-1

segunda-feira - 21/setembro/2009

(ZURIQUE) Ola pessoal, bom dia! Já estou na Suiça enquanto espero minha escala de 12 horas para seguir à Tailândia. Só depois parto para Cingapura. Eita viagem que não acaba.

Neste momento, em Paris, o Conselho Mundial está reunido sobre o escândalo de Cingapura/08. Conforme eu tinha prometido antes de viajar, gostaria de recordar momentos polêmicos da F-1. A batida proposital de Nelsinho na primeira corrida noturna na história da categoria fez com que uma longa discussão sobre “sacanagens” viesse à tona.

Evidentemente que julgamentos assim são bem pessoais. Aproveito para expor os meus.

JAPÃO, 1989:

Hoje acho que serei linchado, justamente por falar algo que é quase um sacrilégio no Brasil. Para mim a manobra de Alain Prost sobre Ayrton Senna não é tão deliberada quanto muitos apontam. Observando várias vezes, pode se perceber que o brasileiro, sempre ousado, tenta dar o bote no francês. Ou seja, fez a parte dele. Porém, Prost, que já começava a traçar sua curva, não abriu ao brasileiro. Também fez o que devia. Eles não vieram lado a lado durante toda a reta.

Penso que toda a discussão do episódio se deve ao fato de Senna ter voltado à prova, vencido e depois ter sido desclassificado. Esse é o ponto da discórdia. Mas de qualquer forma, vai lá o toque dos dois.

[youtube]_vgMC8CSi8M[/youtube]

JAPÃO, 1990:

No ano seguinte, as peças mudaram de posição. Era Senna quem estava em vantagem. Os jornalistas que estavam presentes em Suzuka garantem que o brasileiro antes mesmo da largada já anunciava a batida por vingança. Se pensarmos a velocidade em que ambos estavam na primeira curva, foi uma temeridade. Uma das piores manobras por colocar em risco a vida dos dois.

[youtube]kh1WxQmst2o[/youtube]

AUSTRÁLIA, 1994:

A disputa entre Michael Schumacher e Damon Hill foi polêmica quase que toda. Porém, o capítulo final na Austrália foi uma piada, de tão mal feita. Hoje, vira motivo de riso. Schummy fica caçando o inglês na pista toda. Uma vergonha! Reparem que quando o alemão bate olha para direita, como quem busca a confirmação da “tragédia”.

[youtube]dfby7GaMXmo[/youtube]

JEREZ DE LA FRONTERA, 1997:

Schumacher ataca de novo. E se dá mal! Ao tentar bater em Villeneuve, sai da corrida. O canadense não. E leva o título.

[youtube]V8eCCkZZZZM&feature=related[/youtube]

ÁUSTRIA, 2002:

A troca de posições em Zeltweg em 2002 é inesquecível. Foi algo realmente triste para o esporte. Para mim, todas as pancadas são piores. Isso não significa que a mudança nas posições de Schumacher e Rubens Barrichello não me agrida como a todo o mundo. Lamentável!

[youtube]EyHUygPQ38E[/youtube]

MÔNACO, 2006:

Já disse que o que houve em Cingapura é incomparável. Mas a luta pela pole-position em Monte Carlo, em 2006, foi uma piada. Mais uma péssima atuação do canastrão Schummy. Ninguém caiu nessa meu amigo!

[youtube]4JdTjXIlBTY[/youtube]

CINGAPURA, 2008:

O pior para mim. Chega ao trambique máximo. O acidente de Nelsinho além de colocar sua vida em risco, pôs o de todos os outros pilotos. Além dos espectadores. Isso que é inaceitável, como o de Senna em 1990. Para mim os dois acidentes mais perigosos.

[youtube]h6-qAzNDTPo[/youtube]

Quanta mutretagem!

Privacidade pra que?

terça-feira - 24/março/2009

(CINGAPURA) O meu quarto de hotel no aeroporto de Cingapura era bacana, mas tinha uma coisa que não saía de minha cabeça. Vejam:

australia7

Não sei se dá para se ter uma ideia, mas aquilo ao fundo, atrás do “jardim”, é o banheiro. Ou seja, alguma vítima de piriri de última hora terá de mostrar seu show particular para qualquer companheiro (a) de quarto. Ok, pode ser somente a esposa. Ainda assim, intimidade tem limite.

Em tempo: depois de pensar e quebrar a cabeça, descobri que tem um forma (cortina) capaz de proteger o sujeito de vistas atentas. Menos mal!

Ferrari resgata para Fuji o “pirulito”

terça-feira - 7/outubro/2008

(TÓQUIO) Depois da desastrosa performance em Cingapura, a Ferrari anunciou que vai retomar o sistema tradicional do ”pirulito” já no GP do Japão, neste domingo. O diretor-esportivo da equipe italiana, Stefano Domenicali, avalia que no momento a tranquilidade é necessária e, por isso, o resgate do sistema antigo.

Todas as equipes trabalham com o “pirulito”, aquela placa utilizada por um mecânico para informar a hora certa em que o trabalho nos pits terminou e que o piloto está liberado. A Ferrari, há algum tempo, usa um equipamento automático. Assim que o responsável pelo reabastecimento retira a mangueira do carro, a luz verde acende e o piloto vai embora.

Em Valência, na Espanha, os vermelhos tiveram problemas no carro de Kimi Raikkonen. No entanto, a falha foi do piloto, que deixou o box antes da hora. Com Felipe Massa, em Cingapura, o erro foi da equipe, mais precisamente de um mecânico. Na ocasião, por se tratar de pit-stop conturbado, com muitos carros simultaneamente (havia safety-car na pista), a escuderia optou pelo manual. Resultado: lambança das grossas.

Penso duas coisas da medida: a Ferrari acerta em retornar ao antigo sistema, mas fico com pulga atrás da orelha. Se a escuderia dá um passo para trás, ela não está tão certa se o sistema é ou não melhor do que o bom e velho “pirulito”. Reconhece, assim, o erro que cometeu com inovação.

Mais tarde volto com uns vídeos muitos legais. Um de Hamilton, outro de Alonso.

Vídeo: entrevista de Raikkonen

quinta-feira - 2/outubro/2008

(TÓQUIO) Recebi de Henry, que por sua vez acompanhou no Blog Octeto, uma entrevista de Kimi Raikkonen sobre o novo circuito em Abu Dhabi, Lewis Hamilton e o trabalho na Ferrari . O papo foi feito na semana pré-Cingapura. Acompanhem.

[youtube]-GiZ57kALGw[/youtube]

Paddock espetacular

terça-feira - 30/setembro/2008

(TÓQUIO) O paddock em Cingapura é bem realizado, lindo e funcional. Não há exageros, como por exemplo, na China. Instalações das equipes são eficientes e na sala de imprensa você encontra bom serviço. No país, encontra-se a maior roda-gigante do mundo, a Flyer, hospedada ao lado do paddock.

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A noite que vira dia

terça-feira - 30/setembro/2008

(TÓQUIO) Ficarei algumas horas fora de sintonia e gostaria de postar ainda um rescaldo de atrações do GP de Cingapura. Cobertura noturna é bem legal. Você volta à adolescência, época em que ia dormir lá pelas tantas e acordava de tarde. Porém, os horários de trabalho são bem complicados.

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Como podem ver ao lado direito, domingo (no caso, já segunda-feira) a sala de imprensa fecha até o último jornalista sair. Foram dois brasileiros: eu e Luis Fernando Ramos, do Diário Lance. Falamos tanto nos últimos dias da noite de Cingapura, que recebeu o GP, mas quem fica até tarde encara o sol para trabalhar. O sol não apenas tinha nascido, como dava os primeiros passos. E castigava!

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De qualquer forma, vale a pena fazer parte da história. Muito provavelmente, o GP de Cingapura abra as portas para as corridas noturnas na F-1. Daqui 50 anos, com meus netos, quero ver um GP noturno e lembrar da experiência de Cingapura, 2008. Fizemos juntos parte desta história.

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Inspeção rigorosa

segunda-feira - 29/setembro/2008

(CINGAPURA) Esquema de segurança em Cingapura é sério. Na entrada do paddock tem operação tipo aeroporto. Eita nóis….

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Considerações do GP de Cingapura

segunda-feira - 29/setembro/2008

(CINGAPURA) Havia muita expectativa para o primeiro Grande Prêmio noturno da história da F-1. Os motivos são evidentes. Porém, não vou neste momento falar sobre a atração, o espetáculo e a novidade. Deixemos isso para depois. Temos mesmo que falar da corrida.

A largada foi tradicional e Kimi Raikkonen não teve brecha para atacar Lewis Hamilton, que partiu muito bem. Felipe Massa abria boa vantagem e a vitória seria sua. Hamilton, por sua vez, também ganhou boa vantagem para Raikkonen. Foi quando, de repente, o finlandês começou a caçar o líder do mundial. Em poucas voltas, a diferença despencou. Na volta 14, o episódio que mudou a corrida. Nelsinho Piquet perde o controle de sua Renault e bate. Safety-car na pista.

Paro aqui para alguns comentários. Ouvi de algumas pessoas no blog que a Renault teria feito de propósito. Não posso acreditar em uma coisa dessas. Saibam que uma jornalista alemã estava indignada porque falava-se isso também na terra dela. E ela, como eu, discordava. A única coisa esquisita nesta história toda foi a estratégia utilizada no carro de Fernando Alonso. Raras são as oportunidades em que alguém do fundo do pelotão larga tão leve. Ainda mais em circuito travado. Porém, ele estava entre os mais rápidos o tempo todo. Se fosse trambicagem seria mais mal feita. A batida de Nelsinho foi forte. Se ele tivesse apenas tocado algum ponto eu até poderia concordar. Mas ninguém daria aquela cacetada de propósito.

Minha outra consideração é que a regra de safety-car não merece ser chamada de outra coisa a não ser idiota. Na Alemanha, foi Piquet. Ontem, Alonso. Até Stefano Domenicali, e vocês ouviram aqui, disse que a Renault é especialista nisso. Piloto bateu, safety-car foi para a pista, boxes abertos e tchau. Sem discussão. Não tenho dúvida que FIA irá mudar a regra.

Parto agora para o momento mais falado da prova. A parada de Felipe Massa. O que fizeram com ele é muito grave. Todos no paddock, afirmavam que o time faria dobradinha, porque ritmo de Kimi Raikkonen iria fazê-lo levar a melhor sobre Hamilton. Um erro humano, que foi flagrado pela câmera onboard de Felipe. Acompanhem o senhor barrigudo ao lado direito da tela apertando alguns botões.

[youtube]FEHt3kuihAw&feature=related[/youtube]

Aqui volto a questionar a regra do safety-car. Mesmo que Felipe Massa não tivesse arrancado a mangueira, teria sido punido por saída insegura. Eu questionei isso a ele e Felipe garantiu que sem o problema a coisa seria diferente. Pode até ser. Mas com o regulamento obrigando 10, 15 carros ao mesmo tempo nos boxes, é impossível o líder sair sem ninguém ao lado.

Outro problema desta regra esdrúxula é prejudicar aqueles carros que têm paradas programadas para as voltas em que o pit está fechado. Exemplo, Robert Kubica. Registrei com minha máquina o momento de seu stop and go.

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O resultado foi ótimo para Lewis Hamilton. O inglês “ganhou” dez pontos. Em situação normal, sairia de Cingapura com três pontos menos no mundial em relação a Felipe Massa. Saiu com sete mais. O inglês fez corrida cerebral, pragmática, pensou no campeonato. Belo trabalho.

Quem embalou de forma impressionante foi Sebastian Vettel. Não me refiro apenas após vencer o GP da Itália. O alemão da Toro Rosso, somou 21 pontos nas últimas quatro etapas. Talento nato. Além de bem gente boa.

Nico Rosberg, da Williams, foi muito bem. Sem ter a força de Hamilton, Kubica e Vettel, o alemão é inteligente e veloz. Precisa apenas um carrinho mais rápido. Beneficiou-se do safety-car, mas como Kubica, teria que cumprir punição. Como era o primeiro da fila na saída do carro-madrinha, teve pista livre para andar quase dois segundos mais rápido que alguns rivais. Quando cumpriu punição, voltou ainda entre os primeiros. Belo trabalho.

Justiça seja feita; seu companheiro de Williams, Kazuki Nakajima, andou bem e somou ponto. Até o aposentado David Coulthard conseguiu seus pontinhos.

Rubens Barrichello, da Honda, teve fim de semana ruim. Por pouco, sua sorte não mudou. O brasileiro estava lá no fundo. Quando Nelsinho Piquet bateu, seu astuto engenheiro o chamou para os boxes. Rubinho lucraria muito com isso. Porém, metros após o reabastecimento, Rubinho parou. E disparou: “Eu fiquei tão de saco cheio que eu saí e nem sei o que aconteceu. Motor morreu. Tenho uma idéia do que aconteceu mas deixa pra lá. Terminaria entre terceiro e sétimo.”

Sete pontos em três corridas não é pouco. Mas, depois da dor em Budapeste, quando o motor de Felipe estourou nas últimas três voltas, o brasileiro estava oito pontos atrás de Hamilton. Chegou em Cingapura com apenas um de desvantagem. Ou seja, em três corridas (Valência, Bélgica e Itália), tirou sete pontos. Difícil é, mas não impossível. Questão primordial do campeonato é que são dois pilotos extremamente capazes que duelam na pista. Ambos já mostraram inúmeros momentos impressionantes. Falharam, praticamente, a mesma quantidade. A diferença é que McLaren tem dado goleada na Ferrari. Faltam apenas três corridas. Ninguém pode mais vacilar.