Di Grassi em Interlagos?
quinta-feira - 8/outubro/2009(SÃO PAULO) Ufa! Primeira noite em casa e caí da cama às 6 da manhã. Sabem como é; o fuso mata! Ops, bom dia a todos.
Li que a Auto Motor und Sport escreve que Lucas di Grassi pode correr em Interlagos. Enviei um torpedo a ele, que me respondeu que existem chances, mas são pequenas.
Seria uma ótima oportunidade para o brasileiro. Porém, não será nada fácil. Tenho dito que a vida dos estreantes hoje em dia, sem testes, é complicadíssima. Sem experiência, pagam o preço na hora do vamos ver.
O ideal, claro, é começar uma temporada do zero, realizando todos os testes de inverno. Tanto que a Renault errou ao dispensar Nelsinho Piquet mesmo com a má performance do brasileiro. Era claro que tanto Romain Grosjean como Lucas di Grassi não conseguiriam andar melhor sem preparação apropriada.
O francês não tem feito nada, mas não consigo ironizar justamente pela fogueira em que se meteu. Flavio Briatore conseguiu queimar dois com apenas uma tacada. Se fosse um brasileiro pediríamos um voto de confiança pela falta de testes, assim como fazíamos no começo com Nelsinho por não conhecer as pistas asíaticas e da Austrália.
Mas como na F-1 não dá para escolher a melhor hora para correr, cabe a di Grassi, se realmente competir em Interlagos, dar o máximo para garantir lugar em 2010. Mas certamente não será nada fácil sua vida.
Na classificação em si ele não andará muito mais veloz do que Grosjean. A diferença maior será em ritmo de corrida. Pela inexperiência, o francês destrói pneus e freios em algumas poucas voltas. O brasileiro, apesar de nada rodado na F-1, é mais vivido que Grosjean, além de mais inteligente.
No começo de dezembro, haverá teste com jovens pilotos, que jamais competiram na F-1. Grosjean não pode mais. Alguersuari tampouco. Di Grassi, Bruno Senna e Nico Hulkenberg, por exemplo, estão na lista. A data será importante para mostrar potencial. E muitos times estarão de olho.



Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).