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Zonta comenta saída da Toyota

quinta-feira - 5/novembro/2009

(SÃO PAULO) Boa tarde a todos! Conversei hoje com Ricardo Zonta, ex-piloto de Fórmula 1, hoje na Stock Car e Grand-AM.

O paranaense trabalhou por muitos anos na Toyota, digamos, nos anos de ouro (refiro-me ao dinheiro que era consumido). Em 2005, a equipe somou alguns bons resultados.

Zonta começa nosso papo falando sobre a Stock e depois passa para o assunto Toyota. Para ele, não foi apenas a crise que tirou a empresa japonesa da categoria. Muito pelo contrário.

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A saída da Toyota

quarta-feira - 4/novembro/2009

(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Há algum tempo queria escrever sobre a Toyota e outras empresas que continuavam com a crise, e a falta de resultados, na cabeça.

Na dobradinha entre Cingapura e Japão se falou muito sobre isso. A Renault vivia a questão do escândalo que envolvia o resultado do ano anterior com o acidente de Nelsinho Piquet.

E na Toyota, só se falava sobre isso. Na coletiva da FIA de sexta-feira, em Suzuka, perguntaram algumas vezes para John Howett se ele acreditava que a Toyota sairia da F-1. Ele respondia: “Acredito que não”.

Acumulei um bom grupo de informações naqueles fins de semana. Até prometi falar sobre o assunto. Eis que, após viajar 46 horas de Suzuka até a Vila Clementino, minha noiva teve aquele problema que todos sabem. E o post da Toyota foi para o espaço.

Escrevo algumas coisas agora. Antes de mais nada, cobrir a crise, dificuldades financeiras na F-1, ou qualquer pindaíba que seja, é muito difícil. Todos omitem dados, inventam histórias, saem pela tangente.

Na dobradinha asiática, a questão Toyota estava muito em destaque. Quanto a Renault, especulavam que a quase declarada inocência no Conselho Mundial, serviria como garantia para que o time ficasse mais alguns anos (ainda há dúvidas sobre isso).

A montadora japonesa nunca obteve belos resultados e acumula perdas em quase todos os mercados mundiais. A soma geraria sua saída, apostavam alguns no paddock.

Lembro-me de no GP do Japão, ter pedido a um assessor de imprensa a possibilidade de almoçar na Toyota para quatro jornalistas brasileiros (nas provas fora da Europa é um salve-se quem puder para comer). Ouvi como resposta, em inglês falado bem baixinho, como se estivesse envergonhado: “Não vai dar amigo. Estamos em corte total de gastos. É ordem da direção”. Se isso acontecesse o ano todo, até vai. Mas a Toyota durante o ano estava administrando as coisas normalmente.

Outro assunto que me fazia acreditar na saída da empresa. A negociação da dupla de pilotos. Ouvi de alguns profissionais, que lá negociaram, que nunca as conversas pareceriam concretas. Era uma lenga-lenga sem fim definido.

Quando Timo Glock sofreu seu acidente, não poderia correr de jeito algum. Mas para Interlagos, a imprensa alemã garante que daria sim para o piloto participar. A escolha de Kamui Kobayashi, que hoje sabemos foi ótima, era uma espécie de canto dos cisnes da Toyota.

Sobre a saída da Bridgestone, confesso ter ficado surpreso. Não ouvi em paddock algum que esta história podia acontecer a curto prazo. E a lista de empresas com malas em preparação ainda conta com muitos nomes, como escrevi dias atrás.

E não pensem que a saída de empresas está apenas ligada à crise. Essa não cola! As montadoras que sofrem com resultados, como muitos sempre disseram, assim que perdessem o interesse deixariam o esporte. A hora da F-1 se reformular é mais do que agora. Ou senão, pode ficar tarde demais!

A espera do “parto”

sábado - 23/maio/2009

(MÔNACO) Como já informei, ontem esperamos por 3 horas na Ferrari por uma entrevista de Luca di Montezemolo. Eram aguardados outros dirigentes, de Renault e Toyota, por exemplo.

Na frente do motorhome italiano, até assessor de imprensa da equipe japonesa estava presente.

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Dentro do motorhome, esperávamos.

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Crescer no “escuro” não é fácil

segunda-feira - 18/maio/2009

(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Seguirei nas próximas horas para Mônaco. Porém, gostaria de escrever sobre uma coisa que passou batido. A Toyota em Barcelona não andou nada. Ok, acontece, você pode pensar. Agora o que chama a atenção é que a equipe japonesa fez um carro bem nascido e ocupava a terceira posição na relação de forças da temporada 2009.

Poucos repararam, mas naquela onda de evoluções em Barcelona a Toyota estava no bolo. Levou ao circuito da Catalunha updates e nas sessões livres de sexta-feira ficou claro que o carro andou para trás.

Tanto que anunciaram sábado de manhã que o time correria com modelo das primeiras etapas. Na temporada atual, sem testes, a evolução de um carro está restrita ao trabalho na fábrica e em simuladores. Segundo Rubens Barrichello há algum tempo o processo de evolução nas fábricas é mais importante que o de pista, que apenas avalia na prática as melhoras previstas em computador.

No caso recente da Toyota fica claro que desenvolver o projeto com base em números digitais não é simples. Mônaco não traz uma situação real em nenhum aspecto, mas a partir de Istambul teremos respostas se os japoneses voltam à briga pela ponta. Há quem aposte em queda livre, o que seria uma pena! Gostaria muito de ver o time realizar uma temporada inteira entre os seis primeiros.

Seria bom para presente e para o futuro da F-1, afinal, a crise da Toyota é muito séria. Refiro-me às ruas, e não apenas às pistas.

Vai ou racha!

terça-feira - 5/maio/2009

(SÃO PAULO) Senhores e senhoras, bom dia! Em instantes começarei a arrumar as malas. Por isso, aproveito para deixar um post aqui para vocês sobre o GP da Espanha. É inegável que o campeonato terá no próximo fim de semana uma situação interessante. Todas as equipes levarão pacotes, uns maiores outros menores, para melhorar seus carros.

E em Barcelona teremos uma visão boa do que pode acontecer. Saberemos o campeão? Certamente não. Porém, se quem está no topo ou no lixo mantiver sua posição ficará a ideia de como serão as brigas.

No topo hoje temos Brawn, Toyota e Red Bull. Os três times modificaram seus carros. Talvez os anglo-austríacos mais. Se avançar ainda mais do que já está, Sebastian Vettel é candidato ao título.

A Brawn também terá mudanças. Ross e seus comandados não inventarão a roda, porém não se trata apenas de um novo retrovisor. Vem coisa por aí. A Toyota tem mantido o sigilo sem quantificar sua evolução, mas trará na bagagem alguma coisa.

Vamos ao pelotão do meio (McLaren, Williams e Renault). Espero muito para ver o que a McLaren irá fazer. Se ganhar bons décimos pode sim brigar. Não está tão atrás e conta sempre com o talento de Lewis Hamilton. Olho na McLaren em Barcelona.

Williams e Renault são incógnitas. A primeira creio que a tendência é cair de performance, como aconteceu nos últimos anos. A segunda levou às pressas o novo difusor para China e Bahrein, que não funcionou como a salvação da pátria. Terá que contar com novos componentes se ainda quiser levar alguma coisa.

No fundo temos Force India, Toro Rosso, Ferrari e BMW. Quanto aos dois primeiros não sei o que esperar. De BMW estou reticente. Depois de aguardar o ano dos sonhos, como já destaquei, tenho dúvidas sobre a capacidade dos alemães em crescer durante o mesmo campeonato. Na Espanha já anunciaram que correrão sem o KERS.

A Ferrari, como a McLaren, tem minha atenção. Quero ver se os vermelhos terão um bom salto de qualidade. A distância para os ponteiros é grande e por mais que venha uma melhora importante recuperar não será fácil. Penso que eles até podem voltar a brigar pela ponta, ganhar algumas corridas. Virar no campeonato são outros 500.

De qualquer forma, ou os times que estão atrás crescem bem a partir de Barcelona ou o mundial acabou mesmo. Fato positivo é que até setembro não temos mais dobradinhas. Equipes terão intervalos para trabalhar nas fábricas, o que sempre gera um décimo aqui, outro ali.

Quem será o mais eficiente no trabalho de evoluir o carro?

O pós-desistência

segunda-feira - 8/dezembro/2008

(SÃO PAULO) Muitas notícias têm surgido depois do anúncio da saída da Honda da F-1. Queria apresentá-las com alguns comentários e depois abrir para vocês.

1) Honda colocou na fábrica de F-1 preço baixo para conseguir vendê-la. Apesar do momento não ser favorável, acredito que isso possa acontecer. Quem tiver interesse em conseguir alguma estrutura imediatamente teria um bom produto na cidade de Brackley, Inglaterra.

Fala-se em David Richards e até mesmo outros interessados. Nada, no entanto, que envolva uma montadora. Especula-se dinheiro árabe ou o próprio Richards. Acho que pode dar samba.

2) Falamos muito sobre Rubens Barrichello, Bruno Senna e Lucas di Grassi, mas o piloto que mais “dançou” nesta história foi Jenson Button. Verdade seja dita, o inglês ainda tem força na F-1. Rápido e ainda jovem, mas muito experiente, teria chance de retomar a carreira. Além de ser bom garoto propaganda. Se a Honda for comprada estará, certamente, entre os pilotos. Ainda assim, seu nome é visto forte na Toro Rosso.

3) Os brasileiros estão em momento difícil. Barrichello admitiu que sua situação é delicada. Na Toro Rosso não tem chance. Se a Honda for comprada é um nome, porém, não O nome. Aí reside sua esperança. Sua carreira está mais do nunca próxima do fim. Melancólico, aliás.

Bruno Senna foi outro que perdeu com a quebra da Honda. Derrota, que pode virar vitória. Ninguém sabe como a Honda estaria em termos de performance. Senna afirma que tem opções. Nunca fechou as portas na Toro Rosso, mas admitiu que a saída de Berger o enfraqueceu. A Force India transformou-se em opção mais do que razoável. A parceria com a McLaren não é para inglês ver. É séria. E Vijay Mallya é louco, mas sabe montar um negócio. Creio que Bruno conseguiria acumular experiência, com pressão menor, e ainda com chance de, se destacar-se, ascender ao time prateado. O problema para o jovem é, como ele mesmo disse, que a época de fim de ano os contratos já deveriam estar firmados. Se tiver problemas, acho que de 2010 não passa. Bruno chegará na F-1, penso eu.

Lucas di Grassi, que corria por fora, ficou sem muitas alternativas. Começa a abrir a lente de opções e já cogita DTM, Indy e Gp2. Faz bem. O importante é se fazer no automobilismo. Seja onde for.

4) Não penso que outros times desistirão da F-1. Não em 2009. Mas se a categoria não acordar, e logo, terá problemas. Precisa se reencontrar. A Toyota não deixaria a F-1 na sequência da Honda. Essa é a hora de ficar e ganhar na queda de braço com a rival japonesa. Acreditava que a Toro Rosso seria a mais ameaçada, mas a Red Bull garantiu que ninguém sai neste momento. É difícil saber como as coisas irão acontecer. Mas, repito, no achismo, penso que ninguém sai por hora.

E vocês? Sobre os quatro ítens pensam o quê?

Glock joga para a torcida em Fuji

sexta-feira - 10/outubro/2008

(FUJI) Pista em Fuji, casa da Toyota, nada de combustível no tanque, melhor tempo. Essa foi a sexta-feira de Timo Glock. Vejam os tempos.

fuji17.jpg

Mais um vídeo sobre Cingapura

segunda-feira - 22/setembro/2008

(SÃO PAULO) Recebo mais uma boa sugestão de Henry para postar no blog. Com a crescente ansiedade da batalha na escuridão de Cingapura, vale sempre recorrer aos vídeos das equipes. Este é o da Toyota.

[youtube]US7L29N5a_U[/youtube]

Aqui há mais informações sobre o vídeo.

http://www.toyota-f1.com/public/en/features/0809_nightmoves/index.html