Qual o limite de Rosberg?
segunda-feira - 23/novembro/2009(SÃO PAULO) A notícia do dia foi a contratação de Nico Rosberg pela Mercedes. O alemão é considerado por muitos um piloto de enorme talento. Sinceramente, acho que Nico tem muito a provar, mas é inegável que mostrou uma performance eficiente em carros pouco competitivos.
A Alemanha bota muita fé nele. Conversei com uma colega alemã que crê que ele não deve aos melhores da categoria. E sabemos que os quatro anos que tem de carreira são importantes. Apesar de jovem, carrega boa experiência.
O que apurei sobre ele eu já escrevi. Rosberg sairia da Williams de qualquer jeito. Porém, estava quase certo com a BMW. Seu mundo caiu quando a montadora saiu da F-1.
A opção mais óbvia era seguir à McLaren. Sabia, no entanto, que com Lewis Hamilton a parada seria mais do que dura; dentro e fora das pistas.
Quando os boatos de que a Brawn seria comprada pela Mercedes, o nome de Nico foi imediatamente relacionado. Porém, até onde fiquei sabendo, Rosberg competiria mesmo na McLaren. Só que isso ocorreria se a Mercedes ficasse de forma mais participativa no time de Woking mesmo após a compra da Brawn. Precisava de garantias nos bastidores. Todos nós sabemos que isso não ocorreu.
Tenho sérias dúvidas sobre o que esperar de Rosberg. Em 2009, o alemão fez provas muito competitivas. Porém, em Cingapura, por exemplo, falhou quando estaria no pódio. Coisa que todos nós estamos sujeitos, mas que os grandes passam por cima.
Sobre o companheiro muito já foi falado. No momento, o mais provável é o acordo com Nick Heidfeld. Mas na F-1, o mais provável pode dançar em minutos.
Bom ele já provou que é, mas seria um piloto acima da média? O que vocês acham???



Felipe Motta é repórter da rádio Jovem Pan desde 1999, cobriu seu primeiro GP do Brasil em 2002. Em 2004, assumiu a função de viajar em todas as corridas com a F-1. Já conheceu mais de 40 países, ao lado da velocidade dos carros e de outros eventos esportivos, como Copa do Mundo (2006) e Copa das Confederações (2009).