Beluzzo virou “Tigrão”

26/novembro/2009 por Fernando Sampaio

beluzzo-manchaLuiz Gonzaga Beluzzo tentou culpar Simon. Durou pouco. Em Porto Alegre, culpou a imprensa. Em entrevista ao Estado de São Paulo, declarou: “A imprensa agiu com o cinismo habitual. Conheço essa tigrada de muitos anos. Eram a favor da democracia e fizeram a ditadura”. Foi uma declaração tosca que demonstra sua visão torpe da História. Muitos jornalistas foram presos, torturados e mortos no regime militar. Não me surpreendi quando Luxemburgo disse que Beluzzo é um “ditador retrógrado”.

Nunca me enganei. O termo “tigrada” demonstra o estilo.

Beluzzo trabalhou com Sarney, responsável pela maior inflação da história do país. Trabalhou com Quércia, onde participou da privatização nada transparente do Banespa. No Palmeiras, sua administração está sendo um desastre financeiro.

Além disso, Beluzzo virou um incentivador da violência.

Após a derrota para o Fluminense, chamou Simon de ladrão e disse que “daria porrada no árbitro”. Convocou os torcedores à violência. Foi punido. Fico imaginando o constrangimento em demitir Obina e Maurício. Não era para bater “professor”?

Beluzzo tem ambições políticas. É um PMDB nato. Corteja Deus e o Diabo. É favorável a participação da Mancha na administração do clube. Dá apoio à palestra de torcedores com o elenco. Incentiva a  organização criminosa, extinta pela Justiça. Recentemente, participou da festa dos delinquentes, pegou o microfone e no estilo “tigrão” gritava: ” Vamu mata os bambi, vamu mata os bambi…”. Parecia Mussolini.

O “Professor” foi desmascarado.

Proponho Beluzzo presidente da Mancha e Marcos presidente do Palmeiras.

Seria uma bela troca.

O Palmeiras está bem melhor com Gilberto Cipullo.

Thierry Henry deveria servir de exemplo

24/novembro/2009 por Fernando Sampaio

thierryO atacante francês pisou na bola, mas a malandragem pode ter vindo para o bem. Justo contra a Irlanda, uma das quatro federações com direito à voto na Board. Quem diria. Espero que o lance sirva para tomarem algumas decisões irremediáveis. A arbitragem precisa de mudanças urgentes, com tecnolgia e mais árbitros.

Seria ótimo mais dois árbitros, um atrás de cada gol. Pelo menos nos melhores torneios, pois nem todos poderão pagar os custos. Normal. Na várzea, tem jogo até sem bandeira. É assim no tênis, vôlei, beisebol, etc… Nem todos os jogos têm todos os juízes de linha. No tênis juvenil, nem árbitro tem.

A tecnlogia é bem vinda, mas nunca em lances interpretativos.

Bola entrou ou não entrou? Ok. Coloca chip e direito de pedir imagem.
Falta, dentro ou fora da área? Ok, direito de pedir imagem.
Impedimento. Sim, mas como? Sai o gol, pede replay. E se parou antes?

No futebol americano, o árbitro joga a toalha no campo quando vê uma falta, mas a jogada não pára, segue normal. Depois, volta e vê. No futebol, ficaria confuso. É outra dinâmica. O jogo não pára tanto. Usar replay no gol impedido ok, mas e quando o bandeira levantar antes do gol? O árbitro deixa seguir? E se demorar? Fica confuso. Mas, aí é com a FIFA e a International Board. Não pode é ficar como está.

O pedido de replay deve ser limitado, senão fica chato. Teria que ser um pedido por tempo, para cada técnico. Pediu, acertou, continua pedindo. Pediu, errou, perdeu o direito. Assim, não pára sem ter certeza. Na dúvida, segue o jogo.

E finalmente, uma punição aos malandros, afinal enganar o árbitro, além de feio, é um péssimo exemplo. O árbitro sueco Martin Hansson pensou em abandonar sua carreira. Que vergonha. No futebol, o honesto acaba a carreira e o malandro continua ganhando uma fortuna. Eu hein. Malandragem, só quando é saudável, como a do Jóbson.

Estou otimista. Acho que esta mão do Thierry Henry pode ter sido a gota dágua.

Gol do Jóbson foi legal

23/novembro/2009 por Fernando Sampaio

Sátiro Sodré/Agif/Gazeta Press

jobsonAntes de mais nada, gostaria de reiterar que o Sandro Meira Ricci foi muito bem na partida. Escrevi no Blog, antes do “sorteio” que ele seria escalado para o jogo Botafogo x São Paulo. Arrisquei minha língua elogiando seu trabalho. Se ele tivesse errado, a crítica iria esquecer todo o seu bom campeonato. Se errasse a favor do São Paulo, seria esquema paulista. Se errasse a favor do Botafogo, seria esquema carioca. Esquema é no Tapetão, fora do campo. Dentro, os erros são humanos. Fora é mutreta.

Para aqueles que ainda têm dúvida em relação ao gol do Jóbson, segue a explicação técnica:

  • A regra de jogo diz que: “o fato de um jogador sair de campo por força da jogada e retornar a campo imediatamente, não constitui abandono de campo ou burla”. A volta ao campo é válida e esse tipo de lance não é tão incomum.
  • O que não pode é sair deliberadamente do campo para tentar prejudicar o adversário: ou seja, um zagueiro que sai pela linha de meta para deixar o atacante em impedimento. Aí, marca-se tiro livre indireto (onde a bola estava no momento em que o jogador retorna a campo) e aplica-se o cartão amarelo.
  • Quanto a impedimento ou não, vale lembrar: bola rebatida em companheiro ou adversário não tira impedimento. O Jóbson chuta, a bola bate no “emaranhado do zagueiro são paulino e centroavante botafoguense”, e retorna a ele próprio. Ele não recebeu a bola lançada de um companheiro (pois se pegou no botafoguense, foi involuntário). Se tivesse recebido de um são paulino delibradamente ou não, aí tanto faz!Na prática, o Jóbson “lançou a bola” para ele mesmo.O resvalão ali não tira ou coloca o impedimento.

O pênalti do Escudero

23/novembro/2009 por Fernando Sampaio

Foto Ricardo Matsukawa/Futura Pres

cor-x-nau-2O pênalti a favor do Náutico, contra o Corinthians, levantou dúvida. Afinal, onde a falta deve ser marcada?

A falta deve ser marcada no local de origem da infração. Se um atacante avança dentro da área (corpo, cabeça e um pé dentro da área) e outro pé ainda está fora, e o zagueiro o toca justamente neste pé que está fora, tem que marcar fora da área, ou seja, na origem, ou no local do ato.

Mas, no caso do Escudero, a falta é continuada. Se a falta é estendida, ou seja, prolongada, você tem que marcar onde o ato infracional se consome de fato. Se um atacante avança em direção a área, é puxado pela camisa fora da área, mas consegue entrar ainda puxado, entretanto o agarrão o desequilibra ali dentro, é pênalti. Neste caso, tem que se marcar onde ocorreu o ato infracional. A falta do Escudero tem que ser marcada onde ele efetivamente derruba o Ailton.

Isto foi orientado em 2002, e passou a se chamar “falta continuada” Naquela Copa, tivemos o lance do centroavante Luizão naquele polêmico Brasil X Turquia. Muitos, na oportunidade, disseram que o árbitro errou, mas só quem estava bem atualizado na regra sabia que ele acertou.

Resta saber se o empurrão no Ailton foi dentro ou fora…. Aí é com o tira-teima !!

Inter vence e vira favorito

23/novembro/2009 por Fernando Sampaio

Foto Vipcomm

galo-x-interAcho difícil Flamengo e São Paulo vencerem as duas últimas partidas. Já o Internacional enfrenta Sport em Recife e Santo André no Beira-Rio. A chance de somar seis pontos é enorme, mesmo considerando o equilíbrio do campeonato.

Para não ser ultrapassado pelo Inter, o São Paulo precisa garantir quatro pontos, com um empate e uma vitória. Já o Flamengo precisa vencer as duas. Teoricamente é difícil. Será que Corinthians e Grêmio entregariam para prejudicar São Paulo e Internacional? Não acredito. Por isso, sou mais Inter que Flamengo.

Depois da derrota no Olímpico, o Palmeiras comemorou os tropeços de São Paulo e Flamengo. O Verdão está entre o céu e o inferno. Se bater o Galo, entra na briga. Se perder e o Cruzeiro vencer o Coritiba, o Palmeiras cai para a sexta colocação. É uma situação complicada. O Palmeiras ainda tem o Botafogo, no Engenhão. Pedreira.

É difícil apontar um favorito, porque o São Paulo depende do STJD. Qual o time que o Ricardo Gomes irá treinar esta semana? O julgamento é quinta-feira. Caso os jogadores sejam liberados, o favoritismo seria: São Paulo, Inter e Flamengo. Caso a suspensão seja mantida, fico com Internacional campeão brasileiro.

Já imaginou Mário Sérgio campeão brasileiro? Seria uma clamorosa surpresa.

Jóbson brilha no Engenhão

22/novembro/2009 por Fernando Sampaio

Foto Ide Gomes/Futura Press

bota-x-spfcFoi um belo jogo. O São Paulo sentiu falta dos jogadores suspensos, principalmente dos titulares André Dias, Jean e Dagoberto. Sem os dois marcadores, Jóbson deitou e rolou. O atacante é muito rápido. Aos 15′, foi pra cima do Renato Silva, cortou e mandou no ângulo. Golaço.

O São Paulo saiu para o jogo. Aos 42′, Marlos bateu e Jefferson fez bela defesa. Aos, 45′, Miranda mandou na trave. Aos 49′, Washington empatou de cabeça. O empate foi merecido.

Após o intervalo, São Paulo voltou melhor. Aos 10′, Jorge Wagner virou o jogo. O Botafogo bobeou. Tomou gol na cobrança de lateral. Aos 13′, Jóbson fez bela jogada e cruzou para o gol de Renato. Jóbson estava adiantado, mas de onde veio a bola?

É lance difícil. Sandro Meira Ricci fez outra bela arbitragem.

Após o empate, o jogo ficou aberto. Aos 16′, Richarlyson foi expulso. Mesmo assim, o São Paulo criou oportunidades. Aos 29′, Hernanes mandou no travessão. Aos 30′, Marlos errou o alvo. Aos 38′, Juninho foi expulso. Neste momento, achei que o São Paulo iria garantir o empate. Mas, o time foi buscar a vitória e acabou tomando o gol no contra-ataque. Aos 43′, Jóbson matou o jogo.

Foi mais uma final emocionante no campeonato de pontos corridos.

Flamengo tropeça no Maracanã

22/novembro/2009 por Fernando Sampaio

Foto Maurício Val – Vipcomm

fla-x-goiasO Flamengo não aproveitou a vantagem de jogar depois do São Paulo. A CBF ajudou, mas não deu. Sinceramente, não fiquei surpreso. Não esperava tanto do Goiás, fora de casa. Minha dúvida era em relação ao Flamengo. Primeiro, o time prefere jogar no contra-ataque, aproveitando o passe perfeito de Petkovic e a velocidade de Zé Roberto. Segundo, toda vez que o Flamengo vive clima de oba-oba, tropeça no Maracanã. Apesar do empate em 0×0, foi um belo jogo. Vuaden continua em alta. Não tem frescura.

Apesar do tropeço, o Flamengo leva vantagem na próxima rodada. O Corinthians está de férias e foi obrigado a jogar em Campinas. É mais uma ajuda da CBF ao Flamengo. O São Paulo tem um jogo difícilimo em Goiânia. E ainda perdeu Miranda e Richarlyson. É difícil fazer uma análise, pois o futuro do campeonato está nas mãos do STJD. Se o São Paulo puder utilizar seus jogadores, vai brigar pelo título. Se for obrigado a jogar com os juvenis, como hoje, dá Flamengo.

O advogado Marcílio Krieger, especialista em direito desportivo, declarou à Folha de S. Paulo que o São Paulo poderia ter escalado Borges, Dagoberto e Jean contra o Botafogo. O efeito suspensivo é automático e independe do julgamento de um auditor do STJD.  A lei diz que o recurso tem que ser processado, não avaliado ou julgado. Quando o jogador é suspenso por mais de duas partidas, é só o clube recorrer que a pena tem que ser suspensa até um novo julgamento.

Pois é, no tapetão a lei não vale nada.  Eu avisei. O STJD decide sim.

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