Depois de promoção junto à Gisele Bündchen, Temer manobra e barganha com ruralistas.

Há pouco mais de um mês, o Presidente Michel Temer “tuitava” para a modelo Gisele Bündchen para dizer o que muitos ambientalistas queriam ouvir: ele iria vetar uma medida provisória que reduzia a área de proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará.

Agora, porém, o Presidente parece ter mudado de ideia. Ele mandou ao Congresso um projeto de Lei que faz exatamente o contrário: transfere para Área de Proteção Ambiental 354 mil hectares do Jamanxim.

Ouça aqui a matéria completa:

Há novidade na velha Rússia ?

Sede da Copa do Mundo em 2018, a Rússia voltou a chamar a atenção como protagonista no combate ao terror e também com seu Estado de repressão política.

O país viveu, durante os anos 1990,  sua década perdida com queda na qualidade de vida e perda do poder de consumo  como consequências da  perestróika.  Foi nesta época que o  povo russo acabou frustrado com a democracia e fazendo uma certa analogia entre ela e o fracasso.

Nos anos 2000, a Rússia ressurge. Com um líder centralizador, Vladimir Putin,  os russos voltam a sonhar com dias melhores, já que a economia passa a ser beneficiada com o preço das commodities.

Putin refaz a promessa da Rússia Grande. Primeiro, dentro do próprio território, depois, com políticas mais ousadas de interesses externos.

Só que, agora , jovens conectados ao mundo pelas redes sociais, vivendo em um país que enfrenta abalos econômicos começam a questionar a repressão e corrupção no kremlin.  Esse panorama sobre a Rússia você ouve aqui.

A juventude anti-Putin

Alexei Navalny,principal figura de oposição ao governo de Vladimir Putin preso por convocar protestos esta semana

A onda de protestos na Rússia levou mais de 500 pessoas à prisão e trouxe uma novidade à oposição do governo de Vladimir Putin: Jovens  que driblam a repressão midiática e descobrem um país bem diferente daquele vivido por seus pais. Alexei Navalny,principal figura de oposição ao governo de Vladimir Putin preso por convocar protestos esta semana

Denis Bilunov, jornalista russo e líder de partido de oposição, participa de manifestação contra Vladimir Putin

Processo por furto de salame gera ao Estado custos 300 vezes maior que o produto

R$ 18,11 . Este era o preço do salame que foi furtado de um atacado, na cidade de São José dos Campos. Mas a pena cumprida pelo autor do furto custou aos cofres públicos, 322 vezes mais do que isso.

É que para você ter uma ideia, um preso custa em média R$ 1.450,00 por mês ao Estado de São Paulo.

O autor do furto ficou quatro meses detido, custando, em valores atuais, R$ 5,8 mil para o Estado. Fora isso, há um custo em movimentar o aparato judicial.

A defensora pública, Livia Tinoco conta que inicialmente, o furto levou a uma condenação de três anos e seis meses de prisão.

Por isso, foi necessário recorrer, mas, em segunda instância. O tribunal de Justiça Paulista apenas reduziu a pena para dois anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto: “ele já estava vivendo há uns dias na rua e, com fome, entrou em um atacadão e acabou subtraindo esse salame”.

Então, uma terceira ação foi movida, desta vez, no Superior Tribunal de Justiça. Foi só aí, que a Defensoria conseguiu convencer a justiça sobre a seguinte matemática: “Pelo diagnóstico do Ministério da Justiça, na época, foi feito o estudo, o processo judicial fica em torno de R$ 1.848,00. E são todos os custos para o aparelho estatal”, explicou.

No caso do furto do salame foi aplicado o princípio da insignificância, lembrado pelo advogado constitucionalista Alberto Luís Rollo.

No entanto, o Alberto Rollo ponderou: há na condenação em primeira e segunda instância um entendimento que vai além do valor do furto: “quer dizer que aquele bem que está protegido tem um valor tão ínfimo, que não tem maior importância no direito, que não vale a pena punir a pessoa que foi condenada por um roubo ou furto. Entendo que a primeira e segunda instância fiquem preocupados. O problema não é o valor, mas o exemplo que fica”, disse.

Mas se você acha que o caso é uma exceção no poder judiciário, a defensora pública Livia Tinoco diz o contrário: “não é um ou outro, são centenas de processos. Não é um caso isolado. Para você ter uma ideia, eu tive um caso como este, que foi parar no STJ para avaliar um furto de dois amendoins que, juntos, somavam R$ 1,50”.

Enquanto isso,em maio de 2016, tramitavam no STJ 404.798 processos. No mesmo mês deste ano, o número diminui, mas, o volume ainda assunta: são 351.443 documentos aguardando decisão.

Lei de Migração x Estatuto do Estrangeiro

A lei de migração já foi aprovada no congresso mas ainda precisa ser sancionada na presidência. Essa semana, um grupo decidiu protestar contra o projeto e a manifestação acabou em confronto – com feridos e presos. Infelizmente, o episódio tirou o foco do que interessa ; o quê afinal vai mudar? Esqueçam a falácia de que somos um país acolhedor . O  está entre os piores lugares para os imigrantes. Esqueçam também outra mentira; a de que fomos “invadidos” por imigrantes: nossa população hoje tem apenas 1% de imigrantes – na Argentina por exemplo são 4%, EUA, 14%. Temos mais Brasileiros emigrando do que imigrantes aqui dentro. Então vamos ao que interessa: https://youtu.be/7luuMYC-fa4

Sobre religião, religiosidades e afins

Por algum motivo desconhecido, fui metralhada na noite passada por perguntas no twitter que envolviam minha espiritualidade/ religiosidade.

As primeiras e mais insistentes perguntas vieram de um ouvinte identificado

Primeira pergunta da avalanche de questionamentos sobre minha religiosidade

no twitter como @RodnerValente. A ele, prometi então tentar explicar como enxergo esta questão.

Primeira Pergunta:

Só pra saber: você é ateia?

Não. Não sou ateia.

Qual sua religião:

Não tenho religião. Religiões pressupõem homens como intermediários. Acredito na espiritualidade sem intermediários.

Você está tergiversando, acredita em Deus?

Deus, não sei. Vida após a morte?? Não faço ideia.  Paraíso, sérias dúvidas. Reencarnação… sei lá.

Vou melhorar. Quem são as pessoas que pensam como você. Não existe esse grupo? Vc é única no conceito?

Olha, não  acho que sou única no meu conceito, conheço outras pessoas que gostam de exercer sua espiritualidade, porém, não gostam de seguir uma doutrina, um dogma, uma prática . Pessoas que não se encaixam em conceitos, não se colocam na caixinha.

E, por isso mesmo, não somos “praticantes “ de algo.  O grande problema – do  MEU ponto de vista – de seguir algo é ter que me moldar a isso.  Não poder questionar, ter uma rotina de praticas religiosas, seguir cegamente uma crença.

No documentário “Espaço Além”, da Marina Abramovic, ela define a relação dela com a espiritualidade de uma forma que me identifiquei bastante; gosto de espiritualidade, mas, nunca simpatizei muito com religiões por causa desta existência dos intermediários.

Quando outros homens começam a querer  dizer como temos que nos conectar com algo que é genuinamente nosso, a mim parece haver aí algo de contraditório.

Fui batizada, fiz catequese, primeira comunhão, crisma. Estudei em escola de freiras e cheguei a cogitar a possibilidade de ingressar na Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria (irmãs que administravam minha escola). Felizmente, fui desaconselhada.

A espiritualidade, o contato com algo que transcende a racionalidade sempre foi algo forte para mim.  As práticas do catolicismo vieram, literalmente, por obrigação familiar. Integrei grupo de jovens, li a Bíblia, fiz parte da equipe de liturgia da Igreja do meu bairro, e tudo isso foi de extrema utilidade para formar minha convicção sobre nossa capacidade de acessarmos por nossa conta e risco esse lado transcendental do universo.

Na prática, isso significa que, se você me convidar para ir à missa, eu vou lhe acompanhar com respeito e alegria. Assim como costumo praticar minha meditação e fazer retiros budistas. Da mesma maneira, fico completamente reenergizada com um passe de umbanda ou o johrei . Particularmente,Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay. 

Porém, não me peça para matar uma galinha, me confessar, ou, fazer  2 mil prostrações diante da imagem de Buda Shakyamuni. Muito menos, peçam-me para fechar os olhos para a pedofilia dos sacerdotes, ou, para a exploração da fé.

Acredito que estamos todos de alguma forma conectados. Acredito que eu, você e o ouvinte bolsominion que me odeia fazemos parte do mesmo universo. Acredito que toda ação nossa tem uma consequência (portanto, não se trata de “castigo” divino quando ela chega). Acredito que devemos viver cada dia em busca de uma evolução nossa  e, com isso, podemos impactar o crescimento do outro.  Agora, se há céu, inferno, vida além da morte, deus, diabo… são questionamentos para os quais não tenho resposta. E o melhor: com a idade, descubro tais questionamentos são infinitamente menos importantes para mim do que esta pergunta que encontrei pichada em um muro na cidade de Colônia de Sacramento, no Uruguai: Haverá vida ANTES da morte?

haverá vida ANTES da morte?