A polêmica matança de golfinhos e baleias
19/outubro/2009 por Priscila Roque
Esse é um assunto difícil de tratar. É chocante, polêmico, doloroso. Estamos em meio a recente suspensão da época de caça aos golfinhos da cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu e, paralelamente a isso, recebemos um e-mail crítico sobre a caça de baleias e golfinhos nas Ilhas Feroe, na Dinamarca.
Nos dois locais, a imagem do mar tingido de vermelho, após tamanha crueldade, é chocante. Observar homens fortes, saudáveis e jovens sacrificando criaturas inteligentes e importantes para o ecossistema é revoltante. O mais complicado de aceitar é que essas pessoas não precisam da carne desses animais para sobreviver.
Taiji era uma das poucas cidades do Japão que tinham resistido a pressão da mídia e dos ativistas contra a caça de golfinhos. Por ser uma prática, talvez, milenar, a população manteve a matança para a alimentação e ainda, a pesca de animais vivos para oferecer a aquários (!!!). Segundo a National Geographic, após o lançamento documentário “The Cove” (conforme publicamos aqui), no mês passado, o local se rendeu e suspendeu, temporariamente, a atividade.
Já no arquipélago das Ilhas Feroe, a tradição de mantança às baleias percorre mais de 500 anos. Trata-se de um evento da população que evidencia um rito de passagem para os meninos do local. Com uma faca em punho, os jovens matam cerca de 950 baleias por ano. Após o sacrifício, a carne é distribuída entre os gratuitamente participantes. Mesmo servindo para alimentação, a caça cruel não é necessária. É um desrespeito ao mundo selvagem. No website oficial do evento, um trecho do texto explicativo na página inicial diz: “A conservação e gestão de todos os recursos vivos marinhos, incluindo os mamíferos marinhos é de vital importância”…
Para saber mais sobre o evento: http://www.whaling.fo/







