Limbo político em Honduras
27/novembro/2009 por Ulisses Neto
Ninguém sabe qual será o futuro de Honduras e se o resultado da eleição presidencial deste domingo será realmente validado.
O governo de facto no país conta com um apoio de peso, dos Estados Unidos, que já garantiram o reconhecimento do vencedor da disputa. Ao lado dos norte-americanos estão os aliados de sempre na região: Colômbia, Peru e Panamá, que concordam em não ver Manuel Zelaya de volta ao poder.
Mas, outro gigante do continente já deixou bem claro que não pretende reconhecer a validade da votação: o Brasil. E ao lado do governo Lula estão praticamente todos os países sulamericanos, entre eles Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador.
Ontem, o chanceler Celso Amorim disse que não haverá recuo na posição brasileira. Para ele, o que houve em Honduras foi um golpe de estado.
Sendo assim, não é possível reconhecer a eleição presidencial de domingo como parte de um processo democrático legítimo.
E com a manutenção de mais esse impasse, se as eleições valem ou não, o retorno de Manuel Zelaya à presidência vai ficando cada vez mais distante.
Ontem mesmo, a Suprema Corte do país decretou que a destituição de Zelaya é definitiva e que ele não deve ser reconduzido ao poder.
O que também não abalou o líder deposto. Também nesta quonta-feira, Zelaya afirmou que não pretende mais fazer nenhum acordo para voltar ao cargo.
Mas então, o que acontece a partir de agora com o país e com o presidente deposto? Impossível de prever neste momento…




















Ulisses Neto é Jornalista. Atualmente é repórter de Internacional na Rádio Jovem Pan e coordenador do Jornal Jovem Pan