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Bye-bye, Lou Dobbs!

quinta-feira - 12/novembro/2009

A rede de televisão norte-americana CNN pôs fim ontem a uma polêmica que já durava anos e que tinha crescido muito nos últimos meses.

O âncora, Lou Dobbs, um dos mais antigos apresentadores da casa, anunciou em seu programa que está deixando a emissora. Na verdade, ontem mesmo foi seu último dia de trabalho.

A decisão foi comunicada ao vivo por Dobbs em seu show. A fala foi sóbria, “sem cuspir no prato que comeu” nos últimos 30 anos e também deixando no ar a expectativa sobre seu futuro.

Lou Dobbs entrou na Cable News Network logo na inauguração do então inovador canal de notícias 24 horas.  À época, Dobbs falava sobre economia, área em que se manteve durante 19 anos. Após uma briga com a direção da emissora, o âncora se demitiu e retornou dois anos depois, em 2001, para comandar o “Lou Dobbs Tonight”. Foi aí que os problemas (de verdade) começaram…

Dobbs, que era o editor-chefe do programa, falava o que queria no ar. E o assunto preferido dele era o ataque aos imigrantes ilegais. O apresentador criticou muito o presidente Obama e seu plano de reforma nas leis de imigração e chegou até a dizer que o aumento dos casos de lepra no país eram culpa dos hispanofonos que cruzavam a fronteira sem um visto de entrada.

Falar isso na FoxNews ainda vá lá, mas na CNN… A rede é conhecida (e se orgulha disso) pela dita imparcialidade em suas coberturas. Só a notíca, sem comentário. Mas Lou Dobbs não queria nem saber e soltava a língua. Questionou, por exemplo, a validade da cidadania de Barack Obama (!). O resultado foi uma enxurrada de críticas ao âncora e à emissora que, teoricamente, permitia esse tipo de “conteúdo” em sua grade.

Agora, muitos comemoram a saída dele do ar, como por exemplo o site bastadobbs.com, criado por imigrantes. Só que dizem por aí que o âncora quer se dedicar a política. Estaria surgindo mais um Jean-Marie Le Pen americano?

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US$ 250 milhões para comandar NYC

terça-feira - 3/novembro/2009

bloomHojé é dia de eleições regionais em algumas partes dos EUA. Entre elas, a para prefeito de Nova York. Na disputa estão o atual chefe da cidade, o magnata Michael Bloomberg, e o democrata William Thompson.

Se os institutos de pesquisa não estiverem errados, o prefeito deve conseguir hoje sua reeleição com cerca de 10 pontos de vantagem. A segunda reeleição, diga-se de passagem, já que Bloomberg teve mais sucesso que Hugo Chávez em sua empreitada política e conseguiu aprovar a possibilidade de um novo mandato consecutivo.

E sabe quanto essa brincadeira vai custar? Bem, a gente nunca sabe ao certo o quanto um candidato gasta em sua campanha, mas pelas contas declaradas à Justiça, Michael Bloomberg desembolsou (com recursos próprios) cerca de US$ 100 milhões só nesse ano. Somando as outras duas vezes que ele concorreu à prefeitura de NYC, chegamos ao total de US$ 250 milhões! É muito altruísmo!

Tudo bem, Michael Bloomberg não é um político qualquer. Foi eleito pela revista Forbes como o maior magnata da cidade e o sexto homem mais rico do país, com uma riqueza estimada em US$ 16 bilhões.

Mas, mesmo para quem tem dinheiro, a cifra gasta na campanha é estratosférica. Só para comparar, o democrata que tenta derrubar Bloomberg e não é dono de nenhum conglomerado, gastou US$ 10 milhões nessa eleição.

Curiosamente, o tema principal da disputa foi a economia. Thompson encerrou a campanha seguindo pela linha da contraposição. Para ele, existem duas NYC: uma dos ricaços de Manhattan e Wall Street; outra dos trabalhadores que estão sendo “obrigados” a deixar a cidade pelos elevados custos locais.  É nesse voto que o democrata aposta para conseguir surpreender nas urnas.

O prefeito, por sua vez, seguiu a linha do “você pode”. Ontem à noite, Bloomberg passou por todas as regiões da cidade e visitou pequenos comerciantes para “dar dicas” de como se tornar um empresário de sucesso.

No final das contas, uma eleição em países “democráticos” quase sempre é vencida pelo candidato com mais recursos. A única diferença é quem Nova York tudo é grande. Tudo é colossal. Até a diferença de orçamentos…

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

quinta-feira - 3/setembro/2009

A chegada de Barack Obama ao poder trouxe muitas mudanças para a Casa Branca. E uma delas é o retorno das crianças nas salas do poder político norte-americano.

As filhas do presidente, Sasha e Malia, são as crianças mais novas a morar no número 1.600 da Avenida Pensilvânia desde os anos 1960. E nada como trazer os filhos ao escritório para humanizar um pouco um cargo que, apesar de tudo, pode parecer bem distante da realidade do povo. É o que a foto divulgada no Flickr da Casa Branca mostra:

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Na imagem divulgada em 26/08, o presidente aparece trabalhando enquanto sua filha de oito anos, Sasha, brinca de “esconde-esconde”. Apesar de parecer um momento inédito no governo dos EUA, uma foto semelhante já tinha sido divulgada há quase 50 anos. Àquela época, os jovens moradores eram os filhos do então presidente John F. Kennedy, Caroline e John-John. E a idéia de humanizar o líder, que certamente não se faz apenas com uma foto, também já estava presente…

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MUY AMIGOS

quarta-feira - 5/agosto/2009

porta-avioes“Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça”. Dessa forma, o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou a posição do governo brasileiro sobre o tratado que Colômbia negocia com os EUA para envio de tropas norte-americanas ao seu território.

Garcia se reuniu ontem em Brasília com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones. O integrante do governo Barack Obama mais ouviu do que explicou. No entanto, ele garantiu que as pretensões norte-americanas são apenas humanitárias e de combate ao tráfico de drogas.

Se o acordo de fato for firmado, a Colômbia poderá ceder até sete bases para os EUA em seu território: três aéreas, duas do exército e duas bases navais.

O problema é que essa mobilização militar se junta a uma outra que já está sendo realizada pelos norte-americanos: a ativação da chamada quarta frota naval.

Existem muitas especulações sobre o tema e a principal delas é que os EUA estão de olho no petróleo descoberto na camada do pré-sal. Devaneio ou auspício?

O repórter da rádio Jovem Pan Leandro Andrade ouviu três especialistas que falaram sobre o tema. Ouça as opiniões abaixo:

GENERAL DURVAL NERY / Pensador da Escola Superior de Guerra e estudioso de estratégias militares
- Há vínculo entre a ativação da quarta frota e o petróleo do pré-sal?

CORONEL GERALDO CAVAGNARI / Fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
- Existem ameaças de guerra no Atlântico Sul hoje?

JOANISVAL GONÇALVES / Fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
- Os EUA estão preocupados com o pré-sal ou com governos sulamericanos?

Oficialmente, o governo norte-americano diz que a Quarta Frota apenas tenta impedir o uso do mar pelos narcotraficantes. Essa força especial é composta por 22 navios: 4 cruzadores com mísseis, 4 destróieres com mísseis, 13 fragatas com mísseis e um navio hospital.

LIGUE JÁ!

quarta-feira - 1/abril/2009

Barack Obama está em Londres tratando da crise financeira. Mas, em casa, o pessoal dele continua a todo vapor. Há pouco, o escritório do presidente mandou um email para os eleitores com a seguitne mensagem: amanhã o congresso vai votar o orçamento apresentado pelo governo. É um grande teste não só para o presidente Barack Obama, mas para todo o nosso movimento. Por isso, ligue agora mesmo para o congresso e peça que seu representante apóie o orçamento…

Em outras palavras, force o sujeito que recebeu o seu voto a não sair da linha! O orçamento do presidente criou uma grande polêmica nos EUA porque pretende elevar o déficit nas contas públicas a um nível praticamente histórico. Nem mesmo os democratas estão todos a favor do plano e, por isso, a Casa Branca teme que o documento seja reprovado no congresso. O desenrolar dos fatos acontece nesta quinta-feira.

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ATÉ QUE VAI VALER A PENA

terça-feira - 31/março/2009

wagoner1Rick Wagoner vai deixar a presidência da General Motors com os bolsos cheios por uma indenização de no mínimo 20 milhões de dólares.

A informação foi confirmada ontem pelo porta-voz da quase falida montadora norte-americana  A quantia corresponde a aposentadoria de Wagoner e a outras remunerações diversas, acumuladas até 31 de dezembro de 2008.

Foram 32 anos de serviços na General Motors e o executivo ainda deverá aumentar um pouco seus 20 milhões com outros benefícios e gratificações.

A Casa Branca  não se pronunciou sobre o valor da indenização que será recebida pelo CEO que o governo ajudou a derrubar.

Mas, do jeito que andam as mobilizações contra o pagamento de bônus e afins, é bem provável que alguém tente bloquear o cheque milionário de Rick Wagoner…

QUEM VAI FALIR PRIMEIRO?

segunda-feira - 30/março/2009

rick_wagoner_and_gm_logo1228397604A situação de General Motors e Chrysler se complica a cada minuto e os sinais de que uma, ou até as duas, não vão sobreviver a crise estão ganhando força. A GM não teve escolha e foi obrigada a confirmar já na madrugada desta segunda-feira a saída de seu presidente executivo, Rick Wagoner.

A decisão foi imposta pela Casa Branca para garantir que os caixas da companhia vão continuar sendo abastecidos pelo governo. Wagoner emitiu comunicado no site da GM ressaltando que deixa a empresa, depois de quase nove anos, por de ter sofrido pressões de Washington.

O presidente Barack Obama vai anunciar hoje novas medidas para socorrer a indústria automobilística dos Estados Unidos. Mas, o socorro está condicionado a uma série de alterações na administração das montadoras e, por isso, a Casa Branca pressionou pela queda de Wagoner.

O governo já indicou que não está satisfeito com o plano de reestruturação apresentado por GM e Chrysler e quer mais empenho das duas empresas. Ontem, o presidente Obama disse em entrevista à rede de TV CBS que todos querem que as montadoras se recuperem; no entanto, isso exige sacrifícios.

Segundo a imprensa dos Estados Unidos, a Casa Branca vai garantir o caixa da
Chrysler somente pelos próximos 30 dias. Esse é o prazo que a terceira maior montadora norte-americana terá para fechar um acordo de fusão com a italiana FIAT, ou com algum outro comprador.

Já a General Motors terá prazo maior, de 60 dias, para apresentar um novo plano de recuperação. Caso contrário, o governo ameaça deixar as duas empresas à própria sorte, o que pode obrigar que elas recorram ao capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, que é uma espécie de pedido de concordata.

ABERTO PARA PERGUNTAS

quinta-feira - 26/março/2009

E já que a onda é se integrar cada vez mais com as ferramentas digitais (vide o post abaixo), o presidente Barack Obama aproveita para lançar outra novidade; hoje, às 11h30 EST (12h30 em Brasília), o chefe da Casa Branca vai responder as perguntas enviadas por internautas sobre economia, política externa, interna e afins. O debate será transmitido ao vivo pelo site da Casa Branca. Até agora, 70.708 pessoas enviaram 77.268 perguntas. E se você quiser integrar essa lista ainda dá tempo. É só acessar a página do Open for Questions. Abaixo, o próprio Obama explica qual é o objetivo do evento, em vídeo postado no YouTube, é claro…

Obs.: Para acessar a página de perguntas é preciso se cadastrar no site. Uma das informações exigidas é o Zip Code. Bem, como não temos Zip Code, a minha sugestão é usar o da Embaixada Brasileira em Washington, afinal somos nós que sustentamos esse endereço. O número é 20008-3634.

Eid-eh Shoma Mobarak

sexta-feira - 20/março/2009

O presidente Barack Obama, deu ontem mais um sinal extremamente relevante de que pretende mudar os rumos da política externa norte-americana.

Em um movimento totalmente fora do comum, o chefe da Casa Branca preparou uma mensagem gravada em vídeo para o povo iraniano celebrando a chegada do Nowruz, que é o ano novo do país comemorado a partir de hoje.

Na declaração, Obama saúda a nação, sua cultura e  grandes conquistas ao longo da história.

O presidente diz ainda que quer falar diretamente com os líderes iranianos, sem citar o nome do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Ressalta que por quase 30 anos as relações entre os Estados Unidos e o Irã foram conflituosas, mas que já é hora de assumir o espíritio de recomeço.

Obama destaca que seu governo agora está fundamentalmente comprometido com a diplomacia, comprometida em construir laços entre os norte-americanos, iranianos e a comunidade internacional.

O presidente declarou ainda que os iranianos devem fazer uma escolha. Que eles têm o direito de participar da comunidade internacional, mas também o dever de tomar decisões pacíficas que representem a grandeza de sua história.

O vídeo, com duração de três minutos e meio, foi divulgado na página da Casa Branca e nas agências de notícias do Irã. A mensagem tem legendas em Farsi e termina com uma declaração do presidente na língua do povo iraniano, saudando o ano novo do país.

CUIDADO COM A FRIGIDEIRA, GEITHNER

quinta-feira - 12/março/2009

timothy-geithnerO governo de Barack Obama ainda nem completou dois meses, mas um de seus principais integrantes já começou a ser fritado. E é claro, dada a atual conjuntura, o alvo dos ataques não poderia ser outro senão o secretário do Tesouro Timothy Geithner.

Uma pesquisa só com economistas realizada pelo jornal Wall Street Journal em parceria com a rede NBC mostra que a popularidade de Geithner anda em baixa. De acordo com o levantamento, o secretário recebeu na média de todos os entrevistados a nota 51, em uma escala que vai até 100.

A verdade é que os especialistas não engoliram até hoje um pronunciamento feito por Geithner no mês passado. Na ocasião, a fala do secretário do Tesouro foi anunciada como uma grande ocasião para apresentar o plano do governo contra a crise financeira. Só que Timothy Geithner entrou na onda do presidente Obama e fez um discurso com muita ideologia e pouca explicação técnica. Foi o suficiente para derrubar o mercado financeiro. Desde o pronunciamento do chefe do Tesouro, o índice Dow Jones já caiu cerca de 20%. Mas os economistas também não estão muito satisfeitos com o presidente Barack Obama e deram a ele nota 59. Por incrível que pareça, o único que passaria de ano, segundo a pesquisa, seria o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que recebeu nota 71.