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Obama na Fox News

quarta-feira - 18/novembro/2009

foxO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concedeu uma entrevista exclusiva para a rede de notícias Fox News.

Olhando assim, a notícia parece não ter importância alguma. Só que essa entrevista tem muita relevância, sim. Isso porque a Casa Branca e o canal de Rupert Murdoch estão em guerra declarada há semanas. O nível chegou até a baixar, e muito!

A troca de acusações entre os dois lados (que por sinal começou na campanha eleitoral um ano atrás) foi bem áspera e ninguém acredita que as rusgas recentes já foram superadas.

Basta assistir a chamada que a FoxNews colocou no ar. Ela diz mais ou menos o seguinte: O presidente na FoxNews. Só nós fazemos as perguntas difíceis… A entrevista que a América estava esperando…

Na verdade, essa entrevista era inesperada. Tanto que, quando foi anunciada pelo blog Drudge Report, ninguém acreditou. A Casa Branca, inclusive, chegou a desmentir a informação.

Mas ontem, o correspondente da FoxNews em Washington, Major Garret, confirmou a entrevista em sua página no Twitter.

@MajoratWH I will interview POTUS on camera Wed am here in Beijing. 4 other networks will too. 10 mins per. Many had asked. Can say now.

Eu vou entrevistar o POTUS (President of The United States) na manhã de quarta-feira em Pequim. 4 outros canais também vão. 10 minutos para cada; muitos perguntaram, agora posso dizer.

A FoxNews garante que a entrevista, que vai ao ar às 9 da noite em Brasília, será para valer, pegando firme. Só que em apenas dez minutos, acho difícil… Amanhã posto a entrevista aqui no blog!

Perguntar não ofende: e as bombas de Israel?

segunda-feira - 16/novembro/2009

Muito se fala sobre o programa nuclear do Irã. O ocidente questiona as reais intenções do presidente Mahmoud Ahmadinejad e seu projeto para enriquecer urânio, uma vez que as armas nucleares já mostraram, da pior forma, o que são capazes de fazer.

Outro programa que deixa os paladinos da liberdade e da democracia de cabelo em pé é o norte-coreano.  Tudo bem que Kim Jong-Il é um sujeito assustador por natureza. Com ou sem programa nuclear.

De qualquer forma, existe um outro programa nuclear que ninguém fala absolutamente nada: o israelense. É o que relata a reportagem abaixo realizada pela Al-Jazeera há cerca de um mês e indicada por um integrante da Rede de Pesquisas sobre Jornalismo Internacional.

“Caso Geisy” dá fama mundial à Uniban

terça-feira - 10/novembro/2009

E olha que não foram só os brasileiros que se surpreenderam com a notícia sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, da Uniban. O caso mais comentado no noticiário brasileiro dos últimos 10 dias foi parar nas manchetes de vários jornais mundo afora, como você já deve saber.

Mas, como se isso não bastasse, hoje o “caso Geisy” se transformou na notícia mais lida do dia do site da BBC. A emissora britânica deu chamada de primeira página para a história com direito até a fotinho da estudante em destaque.

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A matéria relata toda a confusão com a Universidade Bandeirante e a decisão da instituição de desistir da expulsão de Geisy após as críticas da opinião pública e até do governo. Pois é. Agora sim a Uniban está entre as universidades mais “conhecidas” do mundo…

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Quão verde você é, Al Gore?

quinta-feira - 5/novembro/2009

bbcToda vez que falamos em aquecimento global, um nome logo vem à cabeça: Al Gore. Assim que perdeu as eleições presidenciais para George W. Bush, Gore abraçou a causa ambiental e, em pouco tempo, se tornou um dos “ativistas” mais famosos do mundo.

Graças as suas palestras, declarações e, sobretudo, ao documentário premiado com o Oscar, Uma Verdade Inconveniente.

Só que tem muita gente que ainda desconfia do ex-quase-presidente norte-americano. E o motivo é simples: o sujeito fatura milhões e milhões de dólares com a sua “bandeira verde”. Você pode até dizer, “ah, mas ele está ganhando seu dinheiro honestamente”. Concordo, em partes.

A paranóia do aquecimento global é, sim, questionada por muitos especialistas. Exemplo:

Mas, tudo bem. Não quero discutir aqui se o homem é ou não responsável pelo aquecimento global. Tudo isso é só para falar sobre uma entrevista que Al Gore concedeu ao apresentador Jeremy Paxman, do programa Newsnight da BBC.

Paxman deixou Gore bem sem graça. O vídeo pode ser acessado clicando aqui. Abaixo, uma pequena (bem pequena mesmo) e livre tradução.

Primeira pergunta: Como o senhor mudou o seu comportamento (para contribuir na redução de emissão de poluentes)?
Resposta: Mudei janelas, lâmpadas, utilizo menos o carro, bláblábla…

Segunda pergunta: Mas o senhor passou por um constrangimento quando descobriram que sua conta de luz era de mais de 30 Mil dólares por ano. Como está isso agora?
Resposta: Risos sem graça… Bem, eu, eu, não uso mais gás, tenho usado energia renovável, blábláblá…

Terceira pergunta:
O senhor virou vegetariano?
Resposta: Risos sem graça… Não, eu reduzi as porções de carne por razões de saúde e bláblablá…

Quarta pergunta: O senhor defende a utilização de novas tecnologias para lidar com a emissão de poluentes. Mas, ao mesmo tempo, o senhor investe dinheiro nessas tecnologias. Ou seja, há um verdadeiro conflito de interesses…
Resposta: Bem, eu defendo essas políticas há mais de 30 anos. E meus maiores negócios nos últimos 9 anos não têm sido nessa área. Claro que eu invisto no que eu acredito. Se eu não o fizesse eu seria chamado de hipócrita; Por isso, sou orgulhoso dos meus investimentos e incentivo todos a fazerem o mesmo.

Ok. Mas mesmo assim é bom ficarmos de olhos bem abertos…

Blair: Eu sou o cara!

quinta-feira - 29/outubro/2009

Pois é. A iminente candidatura de Tony Blair para a presidência da União Europeia não sai das capas dos jornais internacionais. Hoje é a vez do The Times, de Londres.

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A manchete é bem direta: Eu sou o cara! Mas o interessante mesmo é o que está escrito embaixo: Blair vai assumir a presidência da UE se o emprego for grande o suficiente. Pois é, como diria o filósofo Jagger, Old Habits Die Hard.

Segundo o Times, alguns interlocutores do ex-primeiro-ministro britânico dizem que ele está preparado para a missão. O jornalão inglês afirma ainda que “Blair abriria mão de seus lucrativos interesses comerciais por um trabalho que o permitisse fazer a diferença na Europa (!)”.

Só que Alemana e França ainda não se convenceram desse altruísmo todo. Ontem, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel se reuniram em Paris   para discutir o tema. Os dois países querem encontrar a famosa “terceira via” para as candidaturas de Blair e Jean-Claude Junker, de Luxemburgo. Vamos aguardar…

Os americanos estão lendo menos; jornais

quarta-feira - 28/outubro/2009

Não é de hoje que os jornais em todo o mundo vem experimentando uma queda acentuada no número de leitores. Culpa da internet (será só isso mesmo?). Mas o último resultado no mercado norte-americano impressiona. De acordo com o Escritório de Auditagem e Circulação dos EUA, a circulação média diária de 379 jornais no país caiu 10,6% entre abril e setembro, na comparação com o mesmo período de 2008.

De acordo com texto do Knigh Center for Journalism (University of Texas at Austin), a circulação aos domingos de todos os 562 jornais pesquisados também teve forte retração, na casa dos 7,5%. Já entre os 25 maiores diários do país, somente um não teve resultado negativo. Foi o Wall Street Journal, que registrou aumento de circulação de 0,6%, superando o USA Today, o jornal de maior tiragem dos Estados Unidos.

O manda-chuva europeu

quarta-feira - 28/outubro/2009

bandeira_ueAinda falando sobre Tony Blair e a União Europeia…

O comentário feito pela Maria Antonieta no post abaixo (Será que dá?) questionando a importância do cargo de presidente da UE destacou um problema no texto anterior.

A dúvida dela faz sentido. E aqui vai a explicação! Na verdade, o cargo de presidente da União Europeia não existe hoje em dia. O que existe é o posto de presidente da Comissão Europeia, entidade independente que representa os interesses do bloco. Atualmente, a cadeira, que de fato tem sua representatividade bastante questionada, é ocupado pelo português José Manuel Durão Barroso.

Só que está em cena o novo Tratado de Lisboa, que é uma espécie de reforma dos tratados anteriores da UE. Ele ganhou força após a tentativa frustrada de aplicar uma constituição europeia e terá como principal função trazer uma personalidade jurídica à UE, para que acordos internacionais sejam assinados em nível comunitário (para saber mais detalhes acesse este artigo da Wikipédia).

E o Tratado de Lisboa (que já foi ratificado por 26 países-membros, faltando apenas a decisão da República Tcheca) prevê a criação do cargo de presidente da União Europeia. Como o novo acordo vai trazer mais força para as decisões tomadas pela UE nas negociações internacionais, uma vez que elas valerão para todos os integrantes, a vaga de “comandante” do bloco ganha um peso real.

Por isso Tony Blair está de olho na futura eleição, que será indireta entre os chefes de governo e de estado europeus. Só que ele não está sozinho nessa. Também buscam a presidência os premiês da Holanda, Jan-Peter Balkenende,  da Finlândia, Paavo Lipponen e de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

Juncker, aliás, não tem poupado críticas à candidatura de Blair. Diz (com alguma razão) que o Reino Unido nada faz para fomentar a integração dos países-membros. Lembrando que os britânicos não adotaram o Euro, nem fazem parte do acordo de livre circulação de pessoas, o Espaço Schengen.

“Não consigo distinguir três temas nos quais a Grã-Bretanha tenha provado uma verdadeira inspiração europeia nos últimos 10 anos”, dispara o premiê de Luxemburgo…

SERÁ QUE DÁ?

terça-feira - 27/outubro/2009

tony-blair11Você se lembra da disputa pela presidência do Senado brasileiro no começo deste ano? O senador peemedebista José Sarney dizia que não queria se candidatar, que não almejava o cargo. Mas, quando ficou evidente o apoio para o ex-presidente, ele se candidatou e levou com tranquilidade a disputa.

Podemos dizer que algo muito semelhante (dadas as devidas proporções) está acontecendo na briga pela presidência da União Europeia. O “Sarney” da vez é o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Todo mundo sabe que ele está com o olho grande para cima do cargo de comando do bloco de 27 países. Mesmo assim, Blair nega. E por que o antigo premiê faz isso? Bem, há quem diga que Blair está com (muito) medo de ser humilhado durante o processo de escolha do presidente da UE. Ele não quer correr o risco de ter seu nome vetado por algum colega, dizem os jornais europeus.

Só que essa falta de decisão de Blair pode lhe custar o cargo. Alguns integrantes do partido trabalhista britânico estão preocupados com essa postura e dizem que sem candidato não há campanha. Logo, não há votos, como aponta uma reportagem publicada no site do El País.

Pelo sim, pelo não, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já designou dois assessores para fazer lobby à favor da candidatura nas capitais dos países-membros e construir o apoio necessário para a indicação de Blair. A tarefa não será nada fácil já que os britânicos não são vistos como os mais atuantes no processo de integração do continente. Além disso, Blair também não tem uma imagem, digamos, das mais populares no bloco.

VAI PAGAR OU AJUDAR?

quinta-feira - 10/setembro/2009

O combate ao aquecimento global vai começar a pesar de vez no bolso dos cidadãos europeus. O governo britânico, por exemplo, já está de olho no encontro de Copenhague, que será realizado em dezembro e tem como principal objetivo firmar um novo tratado para substituir o protocolo de Kyoto.

Inevitavelmente, os países ricos terão que adotar medidas duras para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera e a idéia do Reino Unido é começar pelo setor da aviação. Segundo reportagem do jornal The Times, o governo deve aplicar já em 2010 uma taxa nas passagens aéreas de cerca de 10 pounds, ou 30 reais. A medida vai servir para reduzir um pouco o tráfego áreo, ainda de acordo com a administração de Tony Blair. Já o dinheiro arrecadado também será utilizado para comprar os chamados “créditos de carbono”.

times

Na França, o governo Sarkozy segue a mesma linha. O Palácio do Eliseu está anunciando que, também a partir de 2010, será implantado o “imposto do carbono”. O tributo será de 17 euros por tonelada e deve ser aplicado sobre o petróleo, gás e carvão.

figaro

Ou seja, no final das contas, o povo europeu terá que mudar seus hábitos e vai acabar contribuindo no combate ao aquecimento global e a emissão de gases poluentes de qualquer jeito. Seja por preocupação com o meio ambiente, seja por preocupação com a conta bancária…

RUMO AO TRI

quarta-feira - 2/setembro/2009

uribe2A tentativa de uma nova reeleição do presidente colombiano Álvaro Uribe está ficando cada vez mais perto de se concretizar. Ontem, foi concluída no Congresso a tramitação do projeto que altera a constituição do país e permite uma consulta popular sobre o terceiro mandato.

A Câmara dos Deputados aprovou a convocação do referendo sobre o tema com 85 votos a favor e apenas 5 contra. Foi uma sessão tensa que durou mais de 13 horas e acabou com a saída de parte da oposição quando a vitória dos aliados de Uribe já estava definida.

Cerca de uma centena de impedimentos teve que ser retirada para que o projeto que altera a constituição pudesse ser votado na Câmara. No final, o texto passou com a seguinte pergunta que será feita a população: Quem já foi eleito à Presidência da República por dois mandatos constitucionais, poderá ser eleito unicamente para outro mandato?

Mas para que a consulta seja realizada ainda é necessário aguardar uma decisão final da Suprema Corte que vai dizer se o Congresso não feriu a constituição com esse projeto.  Se tudo ocorrer como os uribistas esperam, a resposta do povo deverá ser dada no começo do ano que vem.

Álvaro Uribe assumiu o poder da Colômbia pela primeira vez em Agosto de 2002 para um mandato de Quatro Anos. Pouco depois, mobilizou sua base aliada e conseguiu alterar a constituição do país para se candidatar a reeleição.

Agora ele tenta realizar a mesma manobra para um terceiro mandato e, apesar das acusações de troca de favores com deputados e senadores e até de compra de votos, tem conseguido levar adiante seu projeto para se manter no governo.

Uribe desfruta de uma popularidade bastante grande e tudo leva a crer que ele conseguirá ficar mais quatro anos à frente da Casa de Nariño.