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Berlusconi, o ROCKSTAR do ano

terça-feira - 24/novembro/2009

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, foi eleito pela revista Rolling Stone o “rockstar do ano”. Estranho? Até que as justificativas são bem plausíveis. Segundo a agência EFE, a redação da revista elegeu Berlusconi como estrela do rock do ano porque “‘Il Cavaliere’ é capaz como ninguém de estar sob os holofotes e seu estilo de vida é digno das melhores estrelas do rock”.

O diretor da Rolling Stone Itália, Carlo Antonelli, em seu editorial, explica que o estilo de vida de Berlusconi supera inclusive a definição do que é rock&roll.  “Rod Stewart, Brian Jones e Keith Richards em seus tempos de ouro eram apenas novatos em comparação com Berlusconi”, acrescenta Antonelli.

Bem, pelo menos de festa Silvio Berlusconi entende. Não se lembra? Clique aqui.

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ELES NÃO ESQUECEM, AINDA BEM…

terça-feira - 20/outubro/2009

800px-pkierzkowski_070328_fgzcp_cdg2O acidente com o avião da Air France no litoral do Brasil ainda está trazendo muita dor de cabeça para a companhia aérea europeia.

A queda do A330-200 ocorreu em 1º de junho de 2009, quando 216 passageiros e 12 tripulantes morreram. Desde então, os funcionários da empresa reivindicam mudanças nos padrões de segurança. As investigações da tragédia não foram concluídas até agora, mas há indícios de que problemas nos sensores da aeronave tenham contribuído para o acidente.

Os sindicatos que representam pilotos e comissários têm entrado em choque constante com a companhia aérea exigindo novos procedimentos, mas dizem que ainda não foram atendidos.O resultado: ameaça de greve iminente.

Segundo o jornal Le Figaro, o clima está tão tenso que o próprio diretor-geral da Air France-KLM, Pierre-Henri Gourgeon, se reuniu com representantes dos funcionários para debater os procedimentos adotados e as lições tiradas do voo AF447.

Esse tipo de encontro não é comum e demonstraria as duras circunstâncias e dificuldades enfrentadas pela empresa, completa o Le Figaro.

MUY AMIGOS

quarta-feira - 5/agosto/2009

porta-avioes“Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça”. Dessa forma, o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou a posição do governo brasileiro sobre o tratado que Colômbia negocia com os EUA para envio de tropas norte-americanas ao seu território.

Garcia se reuniu ontem em Brasília com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, James Jones. O integrante do governo Barack Obama mais ouviu do que explicou. No entanto, ele garantiu que as pretensões norte-americanas são apenas humanitárias e de combate ao tráfico de drogas.

Se o acordo de fato for firmado, a Colômbia poderá ceder até sete bases para os EUA em seu território: três aéreas, duas do exército e duas bases navais.

O problema é que essa mobilização militar se junta a uma outra que já está sendo realizada pelos norte-americanos: a ativação da chamada quarta frota naval.

Existem muitas especulações sobre o tema e a principal delas é que os EUA estão de olho no petróleo descoberto na camada do pré-sal. Devaneio ou auspício?

O repórter da rádio Jovem Pan Leandro Andrade ouviu três especialistas que falaram sobre o tema. Ouça as opiniões abaixo:

GENERAL DURVAL NERY / Pensador da Escola Superior de Guerra e estudioso de estratégias militares
- Há vínculo entre a ativação da quarta frota e o petróleo do pré-sal?

CORONEL GERALDO CAVAGNARI / Fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
- Existem ameaças de guerra no Atlântico Sul hoje?

JOANISVAL GONÇALVES / Fundador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
- Os EUA estão preocupados com o pré-sal ou com governos sulamericanos?

Oficialmente, o governo norte-americano diz que a Quarta Frota apenas tenta impedir o uso do mar pelos narcotraficantes. Essa força especial é composta por 22 navios: 4 cruzadores com mísseis, 4 destróieres com mísseis, 13 fragatas com mísseis e um navio hospital.

SEM SOLUÇÃO

terça-feira - 28/julho/2009

hondurasO golpe de estado em Honduras já completou um mês e até agora não há perspectivas concretas sobre uma solução política para o país. O presidente deposto Manuel Zelaya continua exilado e o governo de fato segue isolado pelos governos americanos e da Europa.

O congresso hondurenho iniciou na segunda-feira a análise da proposta de anistia geral para os delitos políticos ocorridos antes e depois do golpe de 28 de junho. A medida pode ser considerada como um primeiro passo efetivo na tentativa de um acordo, mas as divergências ainda são bastante grandes.

A sessão extraordinária foi encerrada sem uma decisão, o que pode ocorrer nos próximos dias.

Enquanto isso, a Justiça do país iniciou os estudos sobre a viabilidade de se antecipar as eleições-gerais marcadas para o final de novembro. Essa medida, assim como a anistia política, constam do plano proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que era o negociador oficial dessa crise.

O problema é que o próprio Manuel Zelaya deu como encerrada a participação de Arias nas mediações e agora o congresso questiona a postura do líder deposto.Há também outra dúvida: Zelaya seria ou não beneficiado por essa anistia política?

A questão existe porque ele também é acusado de outros crimes, como desvio de verbas públicas para se favorecer na campanha do plebiscito que gerou todo esse imbróglio.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Estado reafirmou ontem seu apoio ao plano apresentado pelo presidente costariquenho. O porta-voz Ian Kelly lembrou que o governo norte-americano não vai impor nenhum prazo artificial para que uma solução seja alcançada.

Manuel Zelaya continua em território da Nicarágua, bem na fronteira com o seu país. No entanto, o presidente deposto não deu novos sinais de tentar ingressar na marra em solo hondurenho, que continua bastante protegido por militares.

CUIDADO COM OS EUA

sexta-feira - 24/julho/2009

Iguana Voladora 2008As relações entre Colômbia e Venezuela voltaram a ficar tensas nessa semana. E o motivo não poderia ser outro: o novo acordo militar entre Bogotá e Washington.

Os dois governos fecharam um tratado para a permanência de 800 militares e 600 empreiteiros norte-americanos na Colômbia, que cumprirão funções de treinamento e apoio técnico.

O entendimento foi anunciado em 16 de julho e será válido pelos próximos dez anos, com a possibilidade de ser estendido.

De acordo com as agências internacionais, os militares vão operar nas bases de Palanquero, no centro do país, Alberto Pouwels de Malambo, no norte da Colômbia, e Apiay, no departamento de Meta, a cerca de 150 quilômetros ao sul da capital.

Evidentemente, Chávez não gostou nada dessa movimentação próxima de suas fronteiras e esperneou bastante chegando a dizer que as relações com Bogotá serão revistas. Tantos as diplomáticas quanto as econômicas. Rafael Côrrea, presidente do Equador, também protestou, seguindo a linha bolivariana.

Entretanto, apesar das reclamações, o governo da Colômbia garantiu que não irá mudar uma vírgula do plano firmado com os EUA.   Sendo bem direto, o ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, pediu para que os vizinhos fiquem quietos e justificou dizendo que “nós aplicamos o princípio de não ingerência nos assuntos dos outros Estados e pedimos que os outros Estados se deem conta disso”.

Afirmou ainda que a Colômbia não “disse nada, por exemplo, quando a Venezuela rompeu relações com os Estados Unidos, nem quando as retomou. Tampouco opinamos sobre a presença russa nas águas venezuelanas”.

Tudo isso é verdade. Mas que essa mobilização dos EUA por aqui é alarmante, isso com certeza é. O comentarista da rádio Jovem Pan Carlos Chagas falou sobre o assunto no Jornal da Manhã. Ouça:

E o presidente Álvaro Uribe sabe muito bem que o movimento do governo dele pode criar muita impopularidade na região (além da Venezuela). Por isso, ele tenta acalmar seus colegas e diz que não há nada a temer, lembrando que uma corrida armamentista na América do Sul não é necessária (até porque poucos por aqui têm recursos para isso). Veja a capa do jornal El Tiempo, de Bogotá, desta sexta-feira.

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É CADA UMA…

quinta-feira - 11/junho/2009

Existem diversas formas de se comemorar uma vitória… Aliás, os argentinos do diário Olé são provavelmente os melhores do mundo no quesito “irreverência no futebol”. Mas, como há o dia da caça e o dia do caçador, hoje é a vez dos amigos equatorianos comemorarem sua vitória por 2 a 0 contra os “hermanos” pelas Eliminatórias da Copa 2010. E o pessoal de Quito pegou pesado…

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TRISTE FIM DA SOCIAL DEMOCRACIA

segunda-feira - 8/junho/2009

As eleições para o Parlamento Europeu terminaram ontem com vitória significativa dos partidos de direita e uma abstenção histórica da população. Encerradas as votações nos países-membros, o Partido Popular Europeu conquistou 264 cadeiras, mantendo a maioria na casa com sede em Bruxelas.

Já os socialistas ficaram com 183 vagas, os liberais com 84 e os verdes com 50 posições no parlamento. Os resultados finais deixam claro o péssimo momento vivido pelos partidos de centro-esquerda na Europa, sobretudo no Reino Unido, França e Alemanha.  Confira no gráfico abaixo da BBC:

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Afetados duramente pelo escândalo da gastança desenfreada no parlamento, os trabalhistas britânicos tiveram que amargar a segunda derrota consecutiva. O partido do primeiro-ministro Gordon Brown já tinha ido muito mal nas eleições locais na quinta-feira e terminou as européias em terceiro lugar.

Na França, a União por um Movimento Popular, de Nicholas Sarkozy, também impos uma dolorosa derrota ao Partido Socialista, que por pouco não ficou atrás do Partido Verde. O português José Manoel Durão Barroso, que preside a Comissão Européia e deve continuar no cargo, comemorou a vitória nas urnas dos partidos de centro-direita.

Barroso declarou que os resultados deixaram claro o apoio dos eleitores ao projeto que vem sendo desenvolvido para a União Européia. Mas na verdade o que aconteceu não foi bem isso… Claro mesmo ficou o descontentamento da população com a política nos países europeus.

O índice de participação popular foi o menor desde que as eleições diretas para o parlamento comum foram criadas há cerca de 30 anos.  Apenas 43% dos eleitores compareceram às urnas; Agora, os partidos de centro-esquerda tentam reencontrar o norte para evitar que a situação para a social democracia européia fique cada vez pior…

PRIMEIRA MORTE FORA DO MÉXICO

quarta-feira - 29/abril/2009

mexico

A Gripe Suína continua assustando o mundo. Hoje foi anunciada a primeira morte causada pela doença fora do México e um novo país entrou para a lista dos que confirmaram casos da nova Gripe: Alemanha. Ouça as últimas informações sobre a epidemia no México abaixo:

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AS ÚLTIMAS DA GRIPE SUÍNA!

terça-feira - 28/abril/2009

swine-flu-outbreak-in-mex-001O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou tranquilizar a população sobre o risco de uma epidemia de Gripe Suína no país. Obama discursou nesta segunda-feira em Washington e reconheceu que o governo está em alerta para conter a disseminação do vírus influenza. No entanto, o chefe da Casa Branca ressaltou que os norte-americanos não devem ficar alarmados. O presidente adiciou também que o governo está monitorando de perto os casos de Gripe Suína nos Estados Unidos.

Ele prometeu que boletins diários serão apresentados à população, para que todos os norte-americanos saibam quais medidas estão sendo tomadas. Os Estados Unidos registraram até agora 40 casos da doença, enquanto o vizinho Canadá tem 6 ocorrências. No entanto, nenhuma morte foi confirmada.

Também nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde disse que já não é mais possível tentar conter o vírus influenza apenas no México. No entanto, a OMS ressaltou que medidas como fechar fronteiras não são eficazes e que os países precisam atuar localmente para evitar a contaminação.

A entidade destacou que a prevenção é a melhor maneira de conter a doença no momento, já que ainda não existe forma de imunização. Segundo a OMS, uma vacina para a Gripe Suína pode levar até 6 meses para ser desenvolvida e muito mais tempo para ser produzida em larga escala.

Enquanto isso, hoje no Japão, o governo local decidiu radicalizar: está suspensa a emissão de vistos para mexicanos. Tóquio também solicitou aos seus cidadãos que não viagem para o México e recomendou aos japoneses que estão no país que estudem a possibilidade de retornar imediatamente.

O México, por sua vez, vive hoje o primeiro dia da suspensão total das aulas em seu território. Quase 34 Milhões de alunos e Dois Milhões de professores não poderão ir às escolas até o proximo dia seis de maio. Mas uma outra medida drástica estudada pelas autoridades locais acabou sendo descartada.

O governo discutiu ontem a possiblidade de decretar paralisação total na Cidade do México, a maior do país e que sofre com vários casos da doença. O problema é que uma medida como essa traria pânico e prejuízos incalculáveis e, por isso, as questões econômicas acabaram falando mais alto…

“PRA CIMA DE MOI”

quinta-feira - 16/abril/2009

latin-obama-404_686050cOs Estados Unidos querem trabalhar com os países da América Latina em pé de igualdade. A declaração foi feita pelo presidente Barack Obama em entrevista à rede de notícias CNN en Español nesta quarta-feira.

O chefe da Casa Branca embarca hoje para o México e na sequência segue para  Trinidad e Tobago, onde vai participar amanhã da Cúpula das Américas. Será a primeira vez em toda sua vida que Obama viajará para a região. E o presidente promete iniciar uma nova relação de seu país com os vizinhos.

O líder norte-americano garantiu que os tempos mudaram; Ressaltou seu bom relacionamento com o presidente Lula mas disse que todos os presidentes da região serão tratados da mesma forma. Para manter esse discurso, Barack Obama evitou criticar Evo Morales, Rafael Correa e até mesmo Hugo Chávez.

Questionado sobre as mudanças constitucionais promovidas por esses líderes para aumentar suas permanências no poder, Obama foi diplomático: disse que é importante que os Estados Unidos não digam aos outros países como estruturarem suas democracias, já que essa decisão deve ser tomada pelo povo.

O entrevistador da CNN en Español ainda tentou arrancar alguma crítica contra Chávez, mas o presidente se esquivou de novo e desconversou. Barack Obama também falou sobre o combate ao tráfico de drogas na região e explicou que pretende formar uma ação conjunta em todo o continente.

E você, acredita nessa conversa de igualdade entre americanos do norte e do sul?