E olha que não foram só os brasileiros que se surpreenderam com a notícia sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, da Uniban. O caso mais comentado no noticiário brasileiro dos últimos 10 dias foi parar nas manchetes de vários jornais mundo afora, como você já deve saber.
Mas, como se isso não bastasse, hoje o “caso Geisy” se transformou na notícia mais lida do dia do site da BBC. A emissora britânica deu chamada de primeira página para a história com direito até a fotinho da estudante em destaque.
A matéria relata toda a confusão com a Universidade Bandeirante e a decisão da instituição de desistir da expulsão de Geisy após as críticas da opinião pública e até do governo. Pois é. Agora sim a Uniban está entre as universidades mais “conhecidas” do mundo…
Toda vez que falamos em aquecimento global, um nome logo vem à cabeça: Al Gore. Assim que perdeu as eleições presidenciais para George W. Bush, Gore abraçou a causa ambiental e, em pouco tempo, se tornou um dos “ativistas” mais famosos do mundo.
Graças as suas palestras, declarações e, sobretudo, ao documentário premiado com o Oscar, Uma Verdade Inconveniente.
Só que tem muita gente que ainda desconfia do ex-quase-presidente norte-americano. E o motivo é simples: o sujeito fatura milhões e milhões de dólares com a sua “bandeira verde”. Você pode até dizer, “ah, mas ele está ganhando seu dinheiro honestamente”. Concordo, em partes.
A paranóia do aquecimento global é, sim, questionada por muitos especialistas. Exemplo:
Mas, tudo bem. Não quero discutir aqui se o homem é ou não responsável pelo aquecimento global. Tudo isso é só para falar sobre uma entrevista que Al Gore concedeu ao apresentador Jeremy Paxman, do programa Newsnight da BBC.
Paxman deixou Gore bem sem graça. O vídeo pode ser acessado clicando aqui. Abaixo, uma pequena (bem pequena mesmo) e livre tradução.
Primeira pergunta: Como o senhor mudou o seu comportamento (para contribuir na redução de emissão de poluentes)? Resposta: Mudei janelas, lâmpadas, utilizo menos o carro, bláblábla…
Segunda pergunta: Mas o senhor passou por um constrangimento quando descobriram que sua conta de luz era de mais de 30 Mil dólares por ano. Como está isso agora? Resposta:Risos sem graça… Bem, eu, eu, não uso mais gás, tenho usado energia renovável, blábláblá…
Terceira pergunta: O senhor virou vegetariano? Resposta:Risos sem graça… Não, eu reduzi as porções de carne por razões de saúde e bláblablá…
Quarta pergunta: O senhor defende a utilização de novas tecnologias para lidar com a emissão de poluentes. Mas, ao mesmo tempo, o senhor investe dinheiro nessas tecnologias. Ou seja, há um verdadeiro conflito de interesses… Resposta: Bem, eu defendo essas políticas há mais de 30 anos. E meus maiores negócios nos últimos 9 anos não têm sido nessa área. Claro que eu invisto no que eu acredito. Se eu não o fizesse eu seria chamado de hipócrita; Por isso, sou orgulhoso dos meus investimentos e incentivo todos a fazerem o mesmo.
Ok. Mas mesmo assim é bom ficarmos de olhos bem abertos…
A guerra da informação também está presente nos distúrbios iniciados no Irã desde a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad há cerca de dez dias.
O que de fato está acontecendo em Teerã? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida até mesmo pelos repórteres que estão no país. Existe uma série de relatos sobre as restrições impostas pelo governo local ao trabalho dos jornalistas estrangeiros que acompanham os protestos na capital.
Por outro lado, a administração Ahmadinejad acusa veículos como a britânica BBC e a estadunidense Voice of America de manipularem as informações. Hoje, o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano Hassan Qashqavi questionou os governos ocidentais e seus repórteres que atuam na região.
Disse que alguns países europeus e os Estados Unidos estão realizando um papel chave ao incitar protestos violentos no país contra o resultado das eleições. Afirmou ainda que a imprensa estrangeira inflou os relatos sobre as manifestações contra o governo depois das votações do último dia doze.
Hassan Qashqavi também acusou a BBC e a Voice of America de querem desintegrar o Irã, ressaltando antigos conflitos étnicos e raciais.
Também nesta segunda-feira, o Conselho dos Guardiães iraniano reconheceu ter encontrado irregularidades em 50 regiões eleitorais do país. No entanto, a entidade suprema do legislativo garantiu que isso não alterou os resultados da votação vencida pelo atual presidente.
A reunião do G-20 ainda nem começou e já tem líder ameaçando esvaziar o encontro. A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, disse hoje à BBC que o chefe dela, o presidente Nicholas Sarkozy, pode simplesmente não assinar a declaração final do encontro que será realizado em Londres na quinta-feira.
Lagarde foi direta: se as exigências francesas não estiverem no documento, Sarkozy não irá endossar.
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O que o pessoal do Palácio do Eliseu quer é que sejam criados mecanismos rígidos para regulamentação do sistema financeiro, algo que o britânico Gordon Brown e o norte-americano Barack Obama até aceitam, mas não no nível que Sarkozy deseja.
Por isso, os integrantes do governo de Paris insistem que “a França não aceita um falso sucesso cheio de declarações generosas sem consequências”.
Pelo jeito, a reunião dessa quinta-feira promete ser turbulenta…
A crise humanitária na Palestina virou crise política no Reino Unido. A BBC está sofrendo uma forte pressão nessa semana de parte da sociedade britânica, de políticos e até de lideranças internacionais. Tudo porque a emissora estatal britânica se recusou a divulgar um vídeo pedindo doações para os palestinos atingidos pelos bombardeios israelenses. A história começa com um vídeo produzido pelo Comitê de Desastres e Emergências (DEC na sigla em inglês), uma entidade que reúne 13 ONGs e instituições humanitárias européias. O DEC pediu para que as televisões britânicas divulgassem o vídeo de três minutos para ajudar na arrecadação de recursos para as vítimas palestinas.
Pois bem. As três grandes, BBC, ITV e Sky News, decidiram que não iriam divulgar o vídeo alegando que, se o fizessem, poderiam ser acusadas de tomar partido no conflito do Oriente Médio. Mas, na última hora, a ITV mudou de idéia e se juntou ao Channel 4 e a Five, que no final de semana passado começaram a exibir o vídeo.
Desde então, BBC e Sky passaram a ser questionadas por suas posturas. A Sky nem tanto, já que se trata de uma empresa privada de Rupert Murdoch e ninguém espera muito altruísmo da parte deles. Mas com a BBC a história é outra. A saraivada de críticas tem sido tão intensa que a emissora tem dado explicações quase que diariamente, mas sempre a favor de sua decisão.
Em um dos protestos contra a medida, cerca de Duas Mil pessoas se reuniram na porta da sede da BBC em Londres pedindo que o vídeo seja exibido. Sete terminaram presos. Ontem, o diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamed El Baradei, prêmio Nobel da Paz em 2005, cancelou uma entrevista que iria conceder à emissora britânica. El Baradei alegou que a BBC “viola as regras da decência humana básica” (!) ao recusar a exibição do vídeo pedindo doações aos palestinos.
Mas a British Broadcasting Corporation insiste: não vai mudar de idéia! Será mesmo?! Abaixo o polêmico vídeo, em inglês.