O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou tranquilizar a população sobre o risco de uma epidemia de Gripe Suína no país. Obama discursou nesta segunda-feira em Washington e reconheceu que o governo está em alerta para conter a disseminação do vírus influenza. No entanto, o chefe da Casa Branca ressaltou que os norte-americanos não devem ficar alarmados. O presidente adiciou também que o governo está monitorando de perto os casos de Gripe Suína nos Estados Unidos.
Ele prometeu que boletins diários serão apresentados à população, para que todos os norte-americanos saibam quais medidas estão sendo tomadas. Os Estados Unidos registraram até agora 40 casos da doença, enquanto o vizinho Canadá tem 6 ocorrências. No entanto, nenhuma morte foi confirmada.
Também nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde disse que já não é mais possível tentar conter o vírus influenza apenas no México. No entanto, a OMS ressaltou que medidas como fechar fronteiras não são eficazes e que os países precisam atuar localmente para evitar a contaminação.
A entidade destacou que a prevenção é a melhor maneira de conter a doença no momento, já que ainda não existe forma de imunização. Segundo a OMS, uma vacina para a Gripe Suína pode levar até 6 meses para ser desenvolvida e muito mais tempo para ser produzida em larga escala.
Enquanto isso, hoje no Japão, o governo local decidiu radicalizar: está suspensa a emissão de vistos para mexicanos. Tóquio também solicitou aos seus cidadãos que não viagem para o México e recomendou aos japoneses que estão no país que estudem a possibilidade de retornar imediatamente.
O México, por sua vez, vive hoje o primeiro dia da suspensão total das aulas em seu território. Quase 34 Milhões de alunos e Dois Milhões de professores não poderão ir às escolas até o proximo dia seis de maio. Mas uma outra medida drástica estudada pelas autoridades locais acabou sendo descartada.
O governo discutiu ontem a possiblidade de decretar paralisação total na Cidade do México, a maior do país e que sofre com vários casos da doença. O problema é que uma medida como essa traria pânico e prejuízos incalculáveis e, por isso, as questões econômicas acabaram falando mais alto…