SERÁ QUE DÁ?
terça-feira - 27/outubro/2009
Você se lembra da disputa pela presidência do Senado brasileiro no começo deste ano? O senador peemedebista José Sarney dizia que não queria se candidatar, que não almejava o cargo. Mas, quando ficou evidente o apoio para o ex-presidente, ele se candidatou e levou com tranquilidade a disputa.
Podemos dizer que algo muito semelhante (dadas as devidas proporções) está acontecendo na briga pela presidência da União Europeia. O “Sarney” da vez é o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Todo mundo sabe que ele está com o olho grande para cima do cargo de comando do bloco de 27 países. Mesmo assim, Blair nega. E por que o antigo premiê faz isso? Bem, há quem diga que Blair está com (muito) medo de ser humilhado durante o processo de escolha do presidente da UE. Ele não quer correr o risco de ter seu nome vetado por algum colega, dizem os jornais europeus.
Só que essa falta de decisão de Blair pode lhe custar o cargo. Alguns integrantes do partido trabalhista britânico estão preocupados com essa postura e dizem que sem candidato não há campanha. Logo, não há votos, como aponta uma reportagem publicada no site do El País.
Pelo sim, pelo não, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já designou dois assessores para fazer lobby à favor da candidatura nas capitais dos países-membros e construir o apoio necessário para a indicação de Blair. A tarefa não será nada fácil já que os britânicos não são vistos como os mais atuantes no processo de integração do continente. Além disso, Blair também não tem uma imagem, digamos, das mais populares no bloco.













Os ônibus de Londres terão em breve uma polêmica campanha publicitária em suas laterais. A mensagem dos chamados “busdoors” será a seguinte: “Provavelmente, Deus não existe. Por isso, pare de se preocupar e aproveite a sua vida”. A campanha ateísta foi lançada pela escritora Ariane Sherine, que reclama do tratamento preferencial dado à religião na sociedade britânica. Sherine ficou extremamente incomodada com a campanha publicitária de uma igreja nos ônibus de Londres. A escritora visitou o site anunciado nas ruas da capital britânica e leu que “os incrédulos vão passar a eternidade no inferno”. Depois disso, ela decidiu reagir. O plano de Ariane Sherine era levantar 5.500 libras (algo em torno dos 20 Mil reais) para colocar cartazes em 30 ônibus de Londres por quatro semanas. Para alcançar esse objetivo, ela lançou um site na internet e uma comunidade no Facebook. A resposta foi tão positiva que, hoje, apenas 48 horas depois do lançamento da campanha, já foram arrecadadas mais de 83 Mil libras (mais de 330 mil reais). Com tanto dinheiro, Sherine já pensa até em expandir a campanha para outras cidades da Inglaterra, como Manchester e Edinburgh. Moral da história: não são apenas os crentes que gostam de fazer doações para as suas religiões. Os descrentes também estão bastante propensos a abrir a carteira.
Ulisses Neto é Jornalista. Atualmente é repórter de Internacional na Rádio Jovem Pan e coordenador do Jornal Jovem Pan