Posts Etiquetados ‘União Européia’

Blair: Eu sou o cara!

quinta-feira - 29/outubro/2009

Pois é. A iminente candidatura de Tony Blair para a presidência da União Europeia não sai das capas dos jornais internacionais. Hoje é a vez do The Times, de Londres.

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A manchete é bem direta: Eu sou o cara! Mas o interessante mesmo é o que está escrito embaixo: Blair vai assumir a presidência da UE se o emprego for grande o suficiente. Pois é, como diria o filósofo Jagger, Old Habits Die Hard.

Segundo o Times, alguns interlocutores do ex-primeiro-ministro britânico dizem que ele está preparado para a missão. O jornalão inglês afirma ainda que “Blair abriria mão de seus lucrativos interesses comerciais por um trabalho que o permitisse fazer a diferença na Europa (!)”.

Só que Alemana e França ainda não se convenceram desse altruísmo todo. Ontem, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel se reuniram em Paris   para discutir o tema. Os dois países querem encontrar a famosa “terceira via” para as candidaturas de Blair e Jean-Claude Junker, de Luxemburgo. Vamos aguardar…

O manda-chuva europeu

quarta-feira - 28/outubro/2009

bandeira_ueAinda falando sobre Tony Blair e a União Europeia…

O comentário feito pela Maria Antonieta no post abaixo (Será que dá?) questionando a importância do cargo de presidente da UE destacou um problema no texto anterior.

A dúvida dela faz sentido. E aqui vai a explicação! Na verdade, o cargo de presidente da União Europeia não existe hoje em dia. O que existe é o posto de presidente da Comissão Europeia, entidade independente que representa os interesses do bloco. Atualmente, a cadeira, que de fato tem sua representatividade bastante questionada, é ocupado pelo português José Manuel Durão Barroso.

Só que está em cena o novo Tratado de Lisboa, que é uma espécie de reforma dos tratados anteriores da UE. Ele ganhou força após a tentativa frustrada de aplicar uma constituição europeia e terá como principal função trazer uma personalidade jurídica à UE, para que acordos internacionais sejam assinados em nível comunitário (para saber mais detalhes acesse este artigo da Wikipédia).

E o Tratado de Lisboa (que já foi ratificado por 26 países-membros, faltando apenas a decisão da República Tcheca) prevê a criação do cargo de presidente da União Europeia. Como o novo acordo vai trazer mais força para as decisões tomadas pela UE nas negociações internacionais, uma vez que elas valerão para todos os integrantes, a vaga de “comandante” do bloco ganha um peso real.

Por isso Tony Blair está de olho na futura eleição, que será indireta entre os chefes de governo e de estado europeus. Só que ele não está sozinho nessa. Também buscam a presidência os premiês da Holanda, Jan-Peter Balkenende,  da Finlândia, Paavo Lipponen e de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

Juncker, aliás, não tem poupado críticas à candidatura de Blair. Diz (com alguma razão) que o Reino Unido nada faz para fomentar a integração dos países-membros. Lembrando que os britânicos não adotaram o Euro, nem fazem parte do acordo de livre circulação de pessoas, o Espaço Schengen.

“Não consigo distinguir três temas nos quais a Grã-Bretanha tenha provado uma verdadeira inspiração europeia nos últimos 10 anos”, dispara o premiê de Luxemburgo…

SERÁ QUE DÁ?

terça-feira - 27/outubro/2009

tony-blair11Você se lembra da disputa pela presidência do Senado brasileiro no começo deste ano? O senador peemedebista José Sarney dizia que não queria se candidatar, que não almejava o cargo. Mas, quando ficou evidente o apoio para o ex-presidente, ele se candidatou e levou com tranquilidade a disputa.

Podemos dizer que algo muito semelhante (dadas as devidas proporções) está acontecendo na briga pela presidência da União Europeia. O “Sarney” da vez é o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Todo mundo sabe que ele está com o olho grande para cima do cargo de comando do bloco de 27 países. Mesmo assim, Blair nega. E por que o antigo premiê faz isso? Bem, há quem diga que Blair está com (muito) medo de ser humilhado durante o processo de escolha do presidente da UE. Ele não quer correr o risco de ter seu nome vetado por algum colega, dizem os jornais europeus.

Só que essa falta de decisão de Blair pode lhe custar o cargo. Alguns integrantes do partido trabalhista britânico estão preocupados com essa postura e dizem que sem candidato não há campanha. Logo, não há votos, como aponta uma reportagem publicada no site do El País.

Pelo sim, pelo não, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já designou dois assessores para fazer lobby à favor da candidatura nas capitais dos países-membros e construir o apoio necessário para a indicação de Blair. A tarefa não será nada fácil já que os britânicos não são vistos como os mais atuantes no processo de integração do continente. Além disso, Blair também não tem uma imagem, digamos, das mais populares no bloco.

TRISTE FIM DA SOCIAL DEMOCRACIA

segunda-feira - 8/junho/2009

As eleições para o Parlamento Europeu terminaram ontem com vitória significativa dos partidos de direita e uma abstenção histórica da população. Encerradas as votações nos países-membros, o Partido Popular Europeu conquistou 264 cadeiras, mantendo a maioria na casa com sede em Bruxelas.

Já os socialistas ficaram com 183 vagas, os liberais com 84 e os verdes com 50 posições no parlamento. Os resultados finais deixam claro o péssimo momento vivido pelos partidos de centro-esquerda na Europa, sobretudo no Reino Unido, França e Alemanha.  Confira no gráfico abaixo da BBC:

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Afetados duramente pelo escândalo da gastança desenfreada no parlamento, os trabalhistas britânicos tiveram que amargar a segunda derrota consecutiva. O partido do primeiro-ministro Gordon Brown já tinha ido muito mal nas eleições locais na quinta-feira e terminou as européias em terceiro lugar.

Na França, a União por um Movimento Popular, de Nicholas Sarkozy, também impos uma dolorosa derrota ao Partido Socialista, que por pouco não ficou atrás do Partido Verde. O português José Manoel Durão Barroso, que preside a Comissão Européia e deve continuar no cargo, comemorou a vitória nas urnas dos partidos de centro-direita.

Barroso declarou que os resultados deixaram claro o apoio dos eleitores ao projeto que vem sendo desenvolvido para a União Européia. Mas na verdade o que aconteceu não foi bem isso… Claro mesmo ficou o descontentamento da população com a política nos países europeus.

O índice de participação popular foi o menor desde que as eleições diretas para o parlamento comum foram criadas há cerca de 30 anos.  Apenas 43% dos eleitores compareceram às urnas; Agora, os partidos de centro-esquerda tentam reencontrar o norte para evitar que a situação para a social democracia européia fique cada vez pior…