Atriz inglesa falou sobre como chegou até a série, sobre feminismo e conta o que está fazendo após a morte de sua personagem na série de George R. R. Martin

Por Luciana Perussi Caczan

Dona de um carisma contagiante e de uma beleza única, a atriz Natalie Dormer foi um dos destaques da CCXP 2016, o maior evento geek e de cultura pop do Brasil, que começou ontem no São Paulo Expo. O Auditório Cinemark, onde aconteceu o Painel Game of Thrones da HBO, ficou literalmente pequeno para tantos fãs se acotovelando para conseguir uma espiadinha na atriz.

Muito à vontade com o carinho do público brasileiro da série, Natalie pisou no palco falando um português cheio de sotaque – e de charme: “Oi, tudo bem?”, disse a loira que arrancou gritos e aplausos da plateia.

Apenas mais uma fã

Natalie conta que se apaixonou pela série após assistir a primeira temporada:

“Eu assistia GOT como fã, assim como vocês. Assisti a primeira temporada e me apaixonei pela série, achei brilhante. O final [da primeira temporada] foi tão forte, tão ousado. Meu agente me ligou e me disse que estavam fazendo testes. Eu estava muito, muito nervosa, porque eu amava a série e deu certo!”

A atriz comentou que é um desafio participar de um processo de filmagem que inclui várias locações, além da necessidade crescente de adicionar efeitos especiais, porém fica tudo muito mais fácil quando se trabalha com uma equipe que se tornou uma família:

“Profissionais de efeitos, design de figurinos, roteiro, maquiagem, dublês, todos nos melhores momentos de suas carreiras operando como uma grande família”, afirmou e completou: “daqui 20, 30 anos quando olharmos para trás, veremos que é um momento especial para a tv. Os fãs internacionais são os responsáveis por fazerem de GOT um fenômeno, é uma comunidade global em um mundo de fantasia. Não importa o país que você esteja, todos podemos ter nossos corações unidos em Westeros.”

A vingança da Casa Tyrell

Ao comentar sobre o fim de sua personagem na série, Margaery disse que sabia que sua personagem não duraria para sempre:

Não achei que Margaery fosse durar até o fim, no meu coração, eu suspeitava que não duraria, mas eu não fazia ideia de como eu morreria! Eu já tive a cabeça cortada antes”, disse a atriz referindo-se ao seu papel de Ana Bolena na série The Tudors.

Apesar de afirmar que agora ela é apenas mais uma fã que não tem ideia de como serão os desdobramentos do final da sexta temporada de GOT, a atriz deixou claro que a Casa Tyrell não deixará a morte dos irmãos Margaery e Loras passar em branco:

“Acho que Olenna [a avó de Margaery, interpretada pela atriz Diana Rigg] tem planos. Vocês têm que se lembrar que a Casa Tyrell é a segunda mais rica de Westeros e acho que eles vão investir em Dani [Daenarys Targaryen].

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Quando questionada se ela, como fã, gostaria de ver alguém sofrer, a resposta da atriz provocou muitas palmas:

Cersei. Ah, ela vai ser dar mal. O que é dela está chegando, eu acho. Estou tão ansiosa, agora eu sou apenas uma fã novamente e vou assistir à próxima temporada ansiosa e sem a menor ideia do que vai acontecer. Vai ser ótimo!”, confidenciou Dormer.

“Um ser humano é um ser humano, independentemente de ter uma vagina ou um pênis” – Natalie Dormer

A atriz aproveitou para dar sua opinião sobre como os papéis para mulheres estão se tornando cada vez melhores, uma vez que tanto GOT como Jogos Vorazes, em que interpreta a rebelde Cressida, retratam mulheres fortes:

“Há evolução e coisas como GOT, Jogos Vorazes, o papel de Jennifer Lawrence (Katniss Everdeen), por exemplo. Você tem que entender que o show business percebeu que era preciso provar que histórias com mulheres eram tão boas como as com homens. Jogos Vorazes provou isso, Mad Max (Fury Road) e GOT, também. Queremos igualdade. Não queremos fazer tudo sozinhas, queremos homens e mulheres trabalhando juntos com igualdade. Os criadores de GOT são feministas, eles acreditam na igualdade.”

Donald Trump e Brexit

Natalie Dormer afirmou que vivemos em um momento político turbulento e que isso deixa as pessoas com medo. A atriz contou que ela e os amigos ficaram bastante apreensivos com o Brexit, porém acredita que é o momento de roteiristas, diretores e atores aproveitarem as telas para passarem mensagens que acabem com o sexismo e a xenofobia.

Debut como roteirista

Ao falar sobre seus projetos futuros, Natalie confidenciou que ela e o noivo, Anthony Byrne, acabaram de escrever um suspense psicológico chamado “In Darkness” e estão ansiosos para ver a reação do público.

Ao ser perguntada se prefere TV ou cinema, a atriz respondeu prontamente:

“Vou onde as histórias boas estão e, no momento, elas estão na TV”, embora completou que acabou de terminar um filme com Mel Gibson chamado “The Professor and The Madman”, que está em fase de pós-produção.

Natalie terminou dizendo que, como é uma atriz treinada em teatro, espera poder trabalhar na Broadway.

E o melhor game de 2016 é... Primeiro filme de terror brasileiro chega às telonas em março de 2017

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