A possibilidade de baixar séries e filmes nos smartphones mudou nossa dinâmica. Eu mesma nunca mais almocei desacompanhada. Tem sempre uma Annalise Keating ou uma Kimmy Schmidt para alegrar nessa que antes era uma hora solitária.

Pois a Netflix investigou os hábitos desses expectadores, e logo descobriu uma alta histórica de 25% na utilização de dispositivos móveis entre os assinantes do serviço. São maratonistas assumidos, que como eu não se importam de expor suas reações, ao assistir em público o conteúdo antes destinado ao conforto do lar. No mundo, 67 % dos entrevistados não ligam de passar vergonha ou até levar spoilers para assistirem suas séries em qualquer lugar. O Brasil está a cima da média de outros países quando falamos em assistir conteúdo em lugar público. Entre os preferidos, estão aviões (49%), no ônibus (45%), no trajeto diário (50%), em cafés (47%), em filas (39%), na academia (24%) e no carro (33%).

Países da América Latina que mais assistem Netflix em público:

México (89%)
Colômbia (84%)
Chile (82%)
Argentina (78%)
Brasil (77%)

Países que mais assistem Netflix em público:

México (89%)
Índia (88%)
Filipinas (86%)
Tailândia (86%)
Colômbia (84%)

Quando a emoção toma conta e começamos a chorar? Acontece com um em cada cinco dos entrevistados que trocaram o sofá pelos ambiente públicos. Cerca de 65% dos entrevistados admitiu já ter gargalhado no meio da galera. Claro que os latinos são mais coração que os europeus, e mexicanos, colombianos, chilenos e brasileiros foram diagnosticados como os sensíveis, os mais emotivos, entre os assinantes da Netflix. O que fazer nessa hora?

  • 38% dos entrevistados acreditam que o melhor a se fazer é simplesmente fingir que nada aconteceu e continuar a assistir.
  • 23% disseram que param de assistir ao filme ou à série nessa hora.
  • 21% ficam constrangidos a ponto de cobrir a tela.

Homens e mulheres tem diferença de comportamento. Elas justificam lágrimas ( 11%) , eles arrumam desculpas para aquilo (16%). Nenhuma novidade por aqui.

Outro dado curioso da pesquisa realizada em 22 países mostra que para muitos maratonistas, o acesso a séries ou filmes é mais importante do que água ou comida entre os itens essenciais para viagens em transporte coletivo. Fácil achar um pão de queijo por ai, o difícil é largar a maratona da segunda temporada de Stranger Things por falta de WiFi.

Olha a sua volta. Nos trens, ônibus ou metrôs você pode identificar um maratonista emocionado, alguém se rasgando de rir… E se você é essa pessoa “das séries”, talvez se identifique com essa constatação:

61% dos entrevistados no Brasil confessaram que dão aquela espiada no que o vizinho está assistindo.

Agora, quem liga pra essa invasão de privacidade? Pouca gente. Apenas 18% dos entrevistados se sentiram constrangidos por essa espionagem. E claro, a imensa maioria ( 77%)  ignorou o bisbilhoteiro e seguiu feliz assistindo sua maratona de escolha. Mesmo porque, ser enxerido tem lá suas consequências… No mundo, 11% dos praticantes já levaram spoilers quando davam aquela espiadinha na tela do alheio. E a maldição tem ocorrência maior no Brasil, onde 17% dos espiões já ficaram sabendo de alguma coisa que ainda desconheciam.

MOMENTO IMPORTANTE PARA DAR UM AVISO:

Mais de um quarto dos maratonistas (27%)  já foram interrompidos por estranhos. Eles querem iniciar um papinho, até mesmo sobre série e filme.

#ficaadica : NÃO SEJA ESSA PESSOA.

A pesquisa global da Netflix foi realizada pela SurveyMonkey, de 24 de agosto a 7 de setembro de 2017 e baseada em 37.056 respostas. A amostra representa a população adulta que assiste a filmes e séries em locais públicos por meio de serviços de streaming nos Estados Unidos, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Índia, Itália, Malásia, México, Holanda, Filipinas, Polônia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Taiwan, Tailândia e Turquia.

Catem o que disseram os ouvintes do Morning Show:

https://twitter.com/karina_olivera/status/930412470715461634

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