A advogada e modelo Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de integrar organização criminosa, tendo feito parte de uma célula jurídica da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ex-repórter do Super Pop aguardará o recurso da sentença em liberdade.

Já são cinco meses em prisão preventiva (penitenciária de Tupi Paulista) desde que Luana foi encontrada, foragida em uma casa da família em Ilha Bela, depois de denunciada na Operação Ethos, da Polícia Civil com o Ministério Público, que descobriu um departamento jurídico do PCC, chamado de Sintonia dos Gravatas ou Célula R. O que faziam? Prestavam serviços de advocacia e algumas tarefas ilícitas, como o clássico leva e traz de informações entre presos e outros membros da fação.

A sentença do juiz Gabriel Medeiros, da 1º Vara da Comarca de Presidente Venceslau, estabeleceu uma pena mais amena para a ex repórter. Outros seis réus, que responderam ao mesmo processo, pegaram entre oito e onze anos e meio de reclusão, em regime fechado.

“Entendemos que a pena da Luana foi satisfatória porque a participação dela na organização foi por um período bem menor que outros [réus]. Temos ações com maior importância do que a conduta dela. Ela trabalhou por pouco mais de um mês e nunca visitou presos”,  Promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Apoio ao Crime Organizado, do Ministério Público

Apenas entre os denunciados nessa operação, 35 réus denunciados já foram condenados, uma pessoa foi absolvida e outras 18 aguardam julgamento.

Provas conta Luana:

Mensagens de e-mail trocadas entre ela e duas gestoras da célula apontam que a advogada participou do núcleo por 45 dias, entre agosto a outubro de 2015. Identificada com o codinome doutora Carla e R35, recebeu contas de e-mail e números de telefones para falar com os líderes.

O que ela fez?

Vistoriou processos, foi cinco vezes ao fórum e alimentou planilhas. Pelo serviço, recebeu R$ 1.667,00 reais de honorários. Apesar da advogada afirmar que Luana não sabia que atuava em favor da organização criminosa, o juiz Gabriel Medeiros desacreditou a versão e decretou:

“Ficou demonstrado que a acusada Luana passou a integrar a organização criminosa, tendo contribuído para o seu crescimento. Além de conhecer pessoalmente a principal gestora da organização criminosa, as provas revelaram que a acusada tinha ciência dos protocolos de segurança, tanto que usava nome diverso do seu, era identificada por código (…) O sigilo e protocolos adotados pela ré não podem ser tidos como aqueles inerentes ao trabalho de advogado, sequer podem ser aceitos em qualquer trabalho lícito.”

Essa história tem um detalhe curioso: o salário inicial combinado era de cinco mil reais, mas a grana veio menor pois Luana se recusou em produzir uma peça jurídica, alegando dificuldade na sua elaboração. foi também esse o motivo do seu desligamento da célula de advogados.

Quem é Luana?

A ex repórter do Superpop é de uma família de classe média. Estudou direito na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e fez curso de teatro. O período em que integrou a célula R, coincide com o que ela trabalhou na RedeTV! Na mesma época, ainda conciliava um emprego na área jurídica de uma empresa de engenharia.

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