Pois o diretor espanhol, que preside o juri do 70° Festival de Cannes (17 a 28 de maio) deixou isso bem claro na coletiva de imprensa, e disparou contra a presença de dois filmes da Netflix (The Meyerowitz Stories e Okja) na mostra competitiva.  Os filmes, como bem sabem, não serão lançados em circuito comercial de cinema, o que forçou a direção do evento inclusive a reforçar a norma de que para os próximas edições, quem quiser participar tem a obrigação de ser distribuído em salas de cinemas da França.

Mas voltemos ao que disse Pedro Almodóvar:

“As plataformas digitais de exibição são uma nova forma de oferecer conteúdo, mas elas não podem suprimir as anteriores, como, por exemplo, o hábito de se ir ao cinema. As novas plataformas não devem mudar os hábitos dos espectadores. Eles devem respeitar as regras que existiam anteriormente e respeitar todos os formatos de exibição. Enquanto eu seguir vivo, vou defender a experiência que muitos jovens não tiveram que é a sensação de poder assistir um filme em tela grande. O espaço em que a gente vê um filme pela primeira vez não pode fazer parte de nossa mobília”.

Will Smith , que também faz parte do juri de Cannes, e que tem projetinho pra sair em dezembro na Netflix,  Bright, tem opinião diferente:

“Tenho filhos de 16, 18 e 24 anos em casa e a Netflix não tem impacto sobre a relação deles com o cinema. Eles descobriram na Netflix muitos filmes que não conheceriam de outras formas e que despertaram a atenção deles para um tipo de cinema sobre o qual eles podem pesquisar na internet. Mesmo assim, eles continuam indo a salas de exibição. São formas bem diferentes de entretenimento”

Os vencedores da Palma de Ouro serão conhecidos no dia 28.

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