As vozes que quebraram o silêncio e denunciaram casos de abuso e assédio sexual. Essa foi a personalidade do ano escolhida pala Time para estampar sua tradicional capa de final de ano. Na foto, algumas das mulheres que marcaram este movimento.

A atriz Ashley Judd, a ex-engenheira da Uber Susan Fowler, a lobista Adama Iwu, a cantora Taylor Swift e a agricultora Isabel Pascual se destacam, as no movimento também estão incluídos os nomes de homens que fizeram coro às denúncias.

São 74 as personalidades listadas pela revista, acusadas de assédio e abuso sexual no pós Harvey Weinstein. Uma longa e triste lista que mudou a forma de se enxergar a indústria do entretenimento: Kevin Spacey, Dustin Hoffman, Louis C.K., Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e tantos outros.

A Time destaca o movimento e força da hashtag #MeToo, Movimento criado por Tarana Burke, em 2006, e que ganhou os assuntos mais comentados do mundo com a divulgação da atriz Alyssa Milano, reunindo o relato de milhares de pessoas vítimas de assédio e abuso.

Ashley Judd foi das primeiras a vir a frente. Ela e Rose McGowan fizeram parte das primeiras denúncias publicadas pelo The New York Times.

Mas mesmo antes da onda de denúncias, Taylor Swift levantou a bandeira da luta contra o assédio no julgamento em que enfrentou David Mueller. O radialista a apalpou em 2013, perdeu seu emprego e achou por bem processar a artista em 2015, por difamação. Ele pedia indenização de 3 milhões de dólares. Taylor respondeu o processando por assédio sexual. Considerado culpado, Mueller foi obrigado a pagar a quantia simbólica de um dólar.

“A atriz que veio a público com a história da “coerção por barganha” do magnata do cinema Harvey Weinstein em uma suíte de um hotel em Beverly Hills duas décadas antes. A lavradora (Isabel Pascual) que ouviu essa história e decidiu contar a sua.A jovem engenheira (Susan Fowler) cujo post sobre a cultura machista na empresa mais ascendente do Vale do Silício (Uber) causou a demissão de seu fundador e outros 20 funcionários. A lobista da Califórnia (Iwu) cuja campanha encorajou mais de 140 mulheres na política a exigir que os governos ‘não tolerassem mais os executores e facilitadores’ da má conduta sexual. Um depoimento cru e desafiador de uma superestrela da música sobre o radialista que a assediou”

Na matéria, além das cinco mulheres, aparecem outros personagens como as atrizes Alyssa Milano, Rose McGowan e Selma Blair, a ativista Tarana Burke (#metoo), as jornalistas Wendy Walsh, Megyn Kelly Sandra Muller e Lindsey Reynolds, a empresária Lindsey Meyer, a camareira Juana Melara, a curadora de arte Amanda Schmitt, as sete mulheres que acusaram o Plaza Hotel, em Nova York, de não coibir o assédio e ainda  a assessora do Senado Sara Gelser, o o ator Terry Crews e o diretor Blaise Gogbe Lipman e a ex-lavadora de pratos Sandra Pezqueda, com direito ainda a duas professoras de faculdade e duas mulheres anônimas, funcionárias de um escritório e um hospital.

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