Passo aos meus 19 leitores um artigo que o escritor e crítico de arte elevergois (assim com “e” minúsculo) escreveu para seu blog pessoal e sua coluna no jornal francês “Le Monde”. elevergois - a quem agradeço a generosidade - entrou em contato comigo há algum tempo pedindo permissão para traduzir um texto meu, que autorizei. Depois passou-me um recado misturando português e espanhol, explicando que não conseguiu dar à tradução a sonoridade que o texto exigia. Pelo menos é assim que compreendi. O recado é o seguinte:
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ESSO ES MIM ARTICULO NA PRENSA FRANCESA - SITO REPUBLICA DAS LETRAS DA LE MONDE. NAO PUEDO TRADUCIR A MUSICA, OS SONIDOS E SEGRETOS DE MINHA UMILE PROSA PARA VOCE E SOLAMENTE PUEDO OFERECER MI ALMA POETICA NA LENGUA DE MOLIERE (DESCULPE) :
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O artigo assinado por elevergois é o seguinte:
LE BLOG DU POETE ALVARO ALVES DE FARIA
S’il y a des joies dans la vie qui ne dépendent pas de la littérature, il y en a quand même de belles et de rares qui ne dépendent que de la rencontre avec un poète, un poète vrai, un poète agissant, remuant le ciel de sa plume et de sa pensée avec ces accents auxquels on reconnaît sans se tromper un poète-né! Un magnifique poète, un être ivre de littérature, un navigateur infatigable de la beauté qui possède la douleur et la science des mots qu’une étincelle magique invente, et qui illumine l’intelligence de ses lecteurs parce qu’on sent que sa présence dans ce monde est une intense fatalité littéraire. Je voudrais dire aussi à mes trois ou quatre lecteurs que vous, homme courageux, homme qui a risqué sa peau et sa liberté dans des temps difficiles — en lisant chaque jour, dans des heures politiquement douloureuses, avec des haut-parleurs rebelles clamant votre poésie sur un viaduc de Sao Paolo, ce qui me paraît beau, noble et subtil comme un acte de Fabrice del Dongo — vous écrivez chaque jour sur un blog qui s’appelle “O blog do poeta Alvaro Alves”, et que vous le faites avec sérénité, avec amour, avec tendresse, avec un puissant talent qui quelquefois rugit comme la voix d’un lion — mais en poésie il est préférable d’être lion et de montrer ses griffes et toute la puissance que les lectures, la vie, les ans, ont accumulé en vous. Je suis allé à présent une quinzaine de fois depuis décembre lire “o blog do poeta” et je me suis émerveillé simplement de ça: qu’un poète écrive de la poésie en prose, ou même un poème, et tous les jours, arrachant du ciel un rayon d’étoile errante ou des larmes de vraie joie ou de vraie tristesse poétique, dans un dialogue continué où la magie ne diminue jamais. D’ici, de France, (je suis tenté de critiquer ces landes avec la méchanceté d’un liseur de Baudelaire, mais il faut peut-être rester serein dans les petites époques: nous ne les avons pas faites, et elles ne nous ont pas défait), je peux vous dire que vos textes me paraissent un peu un miracle, une source de joie bien inconnue et bien émouvante. Vous me donnez l’impression de voir, avec votre stature forte, un tableau semblable à ceux du Titien, où la vaillance des hommes éclate lumineusement comme un reflet sur une épée ou une dague, et parfois aussi, déchiffrant (pardonnez-moi) lentement Camoes et ses pairs, j’imagine que je suis devant un de ces héros d’un autre temps qu’un prince capricieux eût remercié en lui offrant un palais de marbre, un coffre rempli de belles pièces d’or, ou encore mille arpents de falaises du Portugal pour qu’il console ou trempe sa mélancolie dans la rumeur de l’océan.Heureux le Brésil s’il y vit des hommes pleins de talent et de générosité tels que vous, qui donnez sans compter, à tous ces lecteurs et lectrices aux noms de duchesses, une part de votre coeur et de votre inspiration quotidienne, en tendant à ceux que la poésie vraie inspire et réconforte, une main savante et secourable. Oui, trois fois bienheureux le Brésil (poussé sur la terre poétique du Portugal) d’où nous provient chaque jour cet admirable rayon de poésie, pour ne pas perdre lout à fait le nord dans ses brumes, et surtout pour réinventer jour après jour, mélodieusement, le Sud que vos mots réenchantent à l’infini. Merci! Merci! Merci
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croyez sincèrement que je regrette de ne pas avoir plus de mots magiques pour vous saluer, mais si ces quelques phrases donnent à quelque lettré curieux l’idée d’aller vous lire, une partie de ce que je ressens pour la poésie sera comblée, et pour moi, j’accomplirai ce que vous avez déjà accepté que je fasse, avec la générosité des vraies “grandes personnes” de la littérature - bien respecteusement à vous –elevergois.
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elevergois - (traductor letarario de italiano, profesor de la Allianca de Paris, Jornalista, critico de arte, e todo el tiempo que se puede perder para
o culto das coisas sublimes de este mundo: baudelaire, dante, (agora camoes) — dificilmente — e um grande abraço a tudos e muitas congatulaciones sinceras por O grande (nao “ex-poeta” para nada!) poeta na verdade da Poesia, la Universal Magia que tonifica nossos suenos para un mundo melhor e encantado!)
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Tentei fazer uma tradução sofrível do texto de elevergois, que também passo aos meus 19 leitores, pedindo desculpas pelas imperfeições na tentativa de “adaptá-lo para o Português como o compreendi:
BLOG DO POETA ALVARO ALVES DE FARIA
Se existem alegrias na vida que não dependem da literatura, ainda existem belas e raras que só depende do encontro com um poeta, um verdadeiro poeta, um poeta de se doar, que mexa n céu sua caneta e com seus pensamentos, que se pode reconhecer sem erro um poeta nato! Um poeta maravilhoso, um inebriado literário, um belo navegador incansável que tem a dor e a ciência de palavras mágicas que inventa a luz e ilumina a inteligência de seus leitores, porque ele sente que a sua presença no mundo é um destino intenso na literatura. Gostaria também de dizer aos meus três ou quatro leitores que o homem corajoso, que arriscou sua vida pela liberdade em tempos difíceis - a leitura de cada dia, em horas politicamente dolorosas, um rebelde que reivindicava com sua poesia num viaduto em São Paulo, um nobre e delicado como um ato de Fabrice del Dongo - que escreve a cada dia em um blog chamado “O Blog do Poeta Álvaro Alves”, com serenidade, amor, ternura, com um talento poderoso que, por vezes, na poesia a voz ruge como um leão, mas é melhor ser um leão e mostrar as suas garras e todos os valores de potência, a vida, anos que se tem acumulado. Passei a ler o blog do Poeta desde dezembro e estou simplesmente maravilhado ao ver um poeta escrever poesia em prosa, ou mesmo um poema, e cada dia mostrando um céu de estrelas errantes ou lágrimas de verdadeira alegria e tristeza poética, em um diálogo contínuo, no qual a magia nunca termina. A partir daqui, da França (estou tentado criticar os mouros com a maldade de um leitor de Baudelaire /…//?//…………./) posso dizer que seus textos parecem um pouco de um milagre, uma alegria bem conhecida e muito comovente. Ao ver sua estatura elevada, você me faz sentir um quadro semelhante aos de Ticiano, onde a bravura dos homens surge de forma brilhante como o reflexo de uma espada ou de um punhal, e às vezes, lentamente lembrando (perdoe-me) Camões e os seus pares /…/, eu imagino que sou um dos heróis da outra era, um príncipe caprichoso que agradeceu, oferecendo-lhe um palácio de mármore, uma arca cheia de moedas de ouro bonito, ou mil hectares das terras de Portugal, em que ele mergulha em seu consolo ou ao som melancólico do oceano. Heureux Brasil viu homens talentosos e generosos como você, que oferecem liberdade a todos os leitores/…/ e os nomes das duquesas, uma parte do seu coração e sua inspiração de todos os dias, tendendo para aqueles que realmente inspiram poesia e alívio, a mão sábia e útil. Sim, três vezes bendita Brasil (cultivada nas terras poéticas de Portugal) de onde nasce todos os dias esta maravilhosa série de poesia /…/ está em suas névoas do norte, especialmente para reinventar a cada dia, melodiosamente, South réenchantent suas palavras até o infinito. Obrigado! Obrigado! Obrigado!
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Eu acredito sinceramente e lamento não ter mais do que palavras mágicas para cumprimentá-lo, mas se estas frases lhe oferecerem /…/ a idéia do que você vai ler uma parte do que eu sinto por poesia já me sinto compreendido e, para mim, vou realizar o que você já aceitou que eu faça, com a generosidade do real “ser maior” da literatura - respeitosamente a você - elevergois.
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Texto final não traduzido:
elevergois - (traductor letarario de italiano, profesor de la Allianca de Paris, Jornalista, critico de arte, e todo el tiempo que se puede perder para
o culto das coisas sublimes de este mundo: baudelaire, dante, (agora camoes) — dificilmente — e um grande abraço a tudos e muitas congatulaciones sinceras por O grande (nao “ex-poeta” para nada!) poeta na verdade da Poesia, la Universal Magia que tonifica nossos suenos para un mundo melhor e encantado!)