Arquivos para julho, 2009

ASA FERIDA

quarta-feira - 29/julho/2009

asas

Minha asa esquerda está ferida. Ainda consigo voar com alguns anjos perdidos no universo, mas não sei se conseguirei ir muito longe. Buscava as distâncias quando minha asa esquerda se feriu. Talvez alguma pedra. Não sei. Talvez uma faca. Também não sei. Caiu-me a asa esquerda sem o movimento necessário para seguir minha viagem. No entanto, tento. Não é simples curar uma asa ferida, especialmente quando ela é invisível. Os anjos perdidos que voam comigo estão tristes. Todo o anjo é triste. Faz um tempo escuro atrás dos chapéus das pessoas. Atrás dos prédios, Atrás das montanhas. Faz um tempo escuro. Com minha asa ferida, tento ainda voar o possível. Mas é impossível voar, especialmente quando a asa esquerda se quebrou. Tento ainda adivinhar o amanhecer, como se olhasse para um espelho à minha procura. Isso é tudo.

A POESIA É NECESSÁRIA?

segunda-feira - 27/julho/2009

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Meu amigo Whisner Fraga é um escritor de absoluta qualidade, o que de melhor surgiu nestes últimos anos, diante desse quadro melancólico e mentiroso que se vê na literatura brasileira. Meu amigo entrou no blog num dia destes em que eu falei no tempo em que em acreditava na poesia. Whisner escreveu, no seu comentário: “…a poesia nunca foi importante e tampouco necessária.  E contudo é bela é perfeita”. Meu amigo Whisner Fraga tem razão. Eu sei que ele tem razão, até por ser o escritor que é. Mas tenho deixado claro nas coisas que tenho escrito e falado por aí, que me refiro aos rumos que a poesia tomou nas mãos de alguns facínoras, gente inconseqüente e gratuita, gente que não sabe de nada, mas que tem apoio de um “jornalismo cultural” desonesto e infame. Por isso deixei de ser poeta brasileiro. Muitos pensam que estou zombando ao dizer isso. Estou zombando, sim, especialmente zombando. Mas fui para Portugal para buscar a poesia que não encontro mais aqui. Basta dizer que de meus oito últimos livros de poesia, sete foram publicados em Portugal. Isto aqui, este pais mentiroso, de gente mentirosa, se transformou numa terra de ninguém e que, na área cultural, deixou de existir no que diz respeito à seriedade. Por exemplo, para citar apenas um exemplo - e nisso peço licença ao meu amigo Whisner Fraga – de citar o que escreveram sobre seu novo livro no suplemento “Rascunho”, de Curitiba. Um perfeito imbecil, mas daqueles  para ninguém botar defeito, assinou, digamos, uma “crítica” sórdida. Só podia sair de uma cabeça que não tem conhecimento de nada. Esse mesmo jornal, com o qual colaborei desde que iniciou, recusou uma resenha sobre “Os Melhores Poemas”  - seleção de Carlos Felipe Moisés, que também assina o ensaio - porque quem escreveu, o Ronaldo Cagiano, era meu amigo. Quer dizer: Para alguém escrever sobre seu livro tem de ser seu inimigo. Já outro “amigo”, da revista Agulha, que eu respeitava tanto, explicou-me que a Agulha deixaria de publicar resenha porque resenha é “um elogio gratuito”. Bem ele que me pediu para escrever tantos “elogios gratuitos” a seu respeito. Escrevi, sim, mas escrevi resenhas honestas. Sempre e sobretudo honestas. Só então me dei conta de que passei a vida inteira, inteirinha, escrevendo “elogios gratuitos” sobre autores brasileiros, a vida inteira escrevendo sobre livros, abrindo os suplementos literários que já editei na imprensa, para todos, democraticamente. Então o que se vê além dessa estupidez ? Nada, absolutamente nada. Ou melhor: a gente vê muita gente desonesta que age com absoluta desfaçatez, com falta de caráter. Nisso entra uma decepção que não cabe em mim. Por isso minha poesia ainda possível vive em Portugal. Claro, que existem bons poetas no Brasil, mas estão acuados pela mediocridade reinante. A poesia no Brasil deixou de ter serventia. Eu, por exemplo, tenho 19 leitores neste blog que, quase sempre, se mostra poético. Isso me basta. Quero distância dessa gente, o que, de repente, acham-se os donos da cena literária. A ordem é matar a poesia e promover o nada, o versinho ridículo sem consistência alguma. aquele poeminha idiota que nada diz, como aquela “crítica” do jornal Rascunho, do qual me afastei, para o livro de Whisner Fraga, de uma inconsequência vergonhosa, uma coisa gratuita que mostra bem a cara de país.

ET: Meu amigo Whisner Fraga não sabia que escreveria isso em defesa de seu livro. Fiz por iniciativa própria.

VIVER O QUE ME CABE

sexta-feira - 24/julho/2009

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De repente vejo-me na chuva, como numa cena perfeitamente poética, como se eu ainda acreditasse na poesia. Mas não acredito mais. De equívoco em equívoco vou juntando meus pedaços e tento me formar de novo, como se isso tivesse alguma importância. Nada tem importância, embora tudo seja importante. E ao caminhar na chuva, entre algumas pessoas ainda vivas, pensei em esquecer-me definitivamente, para que nada mais fosse necessário. Aliás, nada mais é necessário. No domingo, eu resolvi ler alguns poemas de Maiakovski, embora a poesia não me interesse mais. E li muitos poemas, numa edição de 1956. Há aquele poema chamado “Amor”, no qual Maiakovski escreveu: “Ressuscita-me/ quero viver até o fim/ o que me cabe”. Parei nesse verso. E fiquei pensando por alguns momentos em Maiakovski, que se deu um tiro no coração, ele que queria viver até o fim o que lhe cabia. Eu também quero viver o que me cabe. Mas eu não sei o que me cabe. No entanto, sei de todas as ausências e também de todos os sonhos do mundo, como sabia Fernando Pessoa, a passear ovelhas nas montanhas que guardava dentro de si. Guardo as imagens que me assustam e saio a andar nas calçadas. Tenho um encontro comigo. Quero saber o que desejo de mim.

A LUA

segunda-feira - 20/julho/2009

lua-cheia

Faz 40 anos que o homem pisou na Lua e disse aquela frase que ficou

famosa: “Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande salto

para a humanidade”. Para mim, a frase não significou nada. Até assisti

pela televisão, quando Neil Armstrong, que era o comandante da Apollo 11, pisou na Lua, deixando lá a marca de sua bota. Eu, por exemplo, sou

sempre jogado para o espaço. E muitos dizem que vivo no mundo da Lua.

Que eu preciso colocar os pés no chão. Essas coisas. Sobre o grande salto para a humanidade não sei, nunca soube. Como costumo viajar pelo universo, voando de um lugar a outro e visitando planetas distantes, essa frase nunca me interessou.  Foi só uma frase e de vez em quando ouço ou leio em algum lugar, sem o mínimo interesse. A tal frase está sendo muito lembrada agora. E quanto mais ela é lembrada, mais eu a esqueço. Acho que prefiro aquela Lua dos poetas românticos, das marchinhas antigas do carnaval. Faz 40 anos. A Lua continua lá em cima. Ainda. De vez em quando consigo vê-la, quando a natureza agredida de todos os lados me permite. De resto, pouco sei de experiências com foguetes. Os três astronautas ficaram na Lua exatamente 21 horas. Já eu vivo lá desde que nasci.

VAGABUNDO

sexta-feira - 17/julho/2009

palhacoNão é que eu seja maldoso em relação ao Brasil, não é isso. Mas aqui acontecem coisas tão absurdas que causam profunda indignação. Coisas que muitas vezes nem são noticiadas. Na verdade, a gente vive de indignações. Não bastam somente os escândalos promovidos pelos políticos brasileiros. Não bastam as manobras políticas praticadas vergonhasamente. Não basta esse comportamento fútil, que envolve até mesmo aqueles que decidem os destinos do país. Não basta tudo isso. Tem sempre uma coisa a mais, coisas que passam, às vezes, despercebidas. Mas eu faço questão de anotar. É o seguinte: O Ministério do Trabalho tem um site em que as pessoas que perderam o emprego buscam informações sobre o seguro-desemprego. Um trabalhador desempregado entrou no site para fazer sua consulta. Em certo momento, o site da empresa contratada pelo Ministério do Trabalho para fazer esse serviço pediu que o trabalhador digitasse a palavra “vagabundo”. Sem digitar a palavra, o pedido do seguro-desemprego não teria andamento. Então, para prosseguir na sua consulta, o trabalhador desempregado foi obrigado a digitar a palavra “vagabundo”. Agora o Ministério do Trabalho diz que está investigando qual é a empresa responsável por essa agressão. O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, se apressou em pedir desculpa, dizendo que nenhum cidadão pode ser tratado assim. Tá certo senhor ministro, que o senhor peça desculpa. Eu, particularmente, não aceito. Os meus 19 leitores sabem o que vai acontecer depois dessa violência contra uma pessoa desempregada que procura o seu direito e é obrigado a se submeter a essa humilhação ? Não vai acontecer absolutamente nada. Nada. Vai ficar tudo por isso mesmo e ponto final.

ESTRELA DO MAR

quarta-feira - 15/julho/2009

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Algum dos meus 19 leitores pode me responder esta pergunta:
A estrela do mar caiu do céu ?

VALENTES E MEDÍOCRES

terça-feira - 14/julho/2009

briga-nos-estadiosParece que ninguém assumiu nada em relação à ameaça de recebi.

Descontando algumas mensagens ofensivas e grosseiras, que dão bem a idéia do pensamento dessa gente, não aconteceu nada.

Um tal de Guilherme – deve ser nome falso – como de resto tudo é falso e farsa nessa gente que vive nas sombras, não houve nada que pudesse merecer alguma atenção.

O tal de Guilherme usou as palavrinhas ridículas que devem habitar o mundinho medíocre dele e escreveu umas asneiras, escreveu é modo de dizer, porque me pareceu semianalfabeto. Limitou-se a criticar o jornalista Flávio Prado e o ex-presidente do Corinthians, Wadi Helou, chamando os dois de reacionários.

Wadi Helou, por exemplo, foi citado no meu texto sem nenhum juízo de valor. Apenas como a pessoa que me levou para o juvenil do Corinthians, mais nada. Absolutamente mais nada. Podia ser qualquer outra pessoa.  Pois até ele foi criticado pelo idiota, que certamente não compreendeu isso. Vou repetir: o ex-presidente do Corinthians Wadi Helou foi citado nessa história única e exclusivamente porque foi a pessoa que me levou para treinar no Corinthians. Só isso. Mais nada.

Seguindo esse raciocínio imbecil, ele devia também chamar de reacionário do técnico do juvenil de então, o Rato, que me recebeu na “Fazendinha”.

Como eu terminei o texto de ontem, repito novamente: futebol está começando a dar nojo, por esses bandos e alguns dirigentes que não compreendem, inclusive, o papel social que têm de desempenhar, em vez de passar o tempo falando bobagem entre insultos e vaidades sem medida.

Vou continuar, sim, gozando a prioridade número 1 do presidente do Corinthians – que não sei o nome -  comunicada na noite de sua eleição, eloqüente e ao mesmo tempo pífio. Sua grande prioridade foi informada aos jornalistas presentes com a gravidade de um momento solene. Achei engraçado e continuo a achar engraçado até hoje. Na verdade, foi hilariante. Eu gosto de coisas hilariantes. Então vou continuar, sim, gozando essa situação. Vou dar ainda muitas gargalhadas. Até cansar. Até porque, num país que vive de asneiras, a gente tem de aproveitar as que mais se destacam para fazer o retrato mais fiel da imbecilidade.

E mais: quanto à ameaça que recebi, estou morrendo de medo.

O que me assusta mesmo, além da violência dos delinqüentes, é a mediocridade de certas pessoas que não sabem ver um palmo à frente do nariz. Não porque são cegas. Não. A questão é de absoluta ignorância mesmo.

ET: Para ilustrar o blog hoje, escolhi esta foto emocionante de um momento absolutamente exemplar do comportamento das tais torcidas organizadas assistindo, atentamente, a uma partida de futebol num estádio que, até há algum tempo, pertencia ao cidadãos de bem e que hoje estão distantes dos estádios porque temem a violência de bandos que fazem o que bem entendem e que, em alguns casos, contam com o apoio de dirigentes desprezíves.

AMEAÇA: A GAVIÕES DA FIEL ASSUME ?

segunda-feira - 13/julho/2009

bombadoAgora começo a entender melhor a posição do meu amigo jornalista Flávio Prado, comentarista esportivo da Jovem Pan, sobre as torcidas organizadas, de qualquer time, de qualquer um. Trata-se, mesmo, de um bando de delinqüentes. Um bando de marginais. E especialmente um bando de gente imbecil. Todos os sábados eu apresento no Programa do Flávio Prado “Jovem Pan no Mundo da Bola”, o “Livro da Semana”, escolhido por mim. Comento o livro, falo sobre seu autor e dou informações sobre a publicação. Mas antes de apresentar o Livro da Semana, faço um pequeno comentário irônico sobre os fatos ridículos do futebol. Tenho tido problemas com a inexpressividade e insignificância de alguns dirigentes, especialmente do presidente do Corinthians que, ao ser eleito presidente do clube da maior tradição do futebol deste país, falou sobre sua primeira prioridade absoluta para sua gestão. Ele disse assim: “Quero comunicar que nos próximos três anos, o Corinthians não jogará mais no estádio do Morumbi”. Como jornalista profissional que ainda sou, pensei: Mas é isso que esse cidadão, presidente de um dos clubes mais lindos do mundo, tem a dizer aos seus torcedores ? E comentei isso à minha maneira, dando muita risada, como faço na Jovem Pan Online com o presidente Lula, com ministros do Governo, com outras autoridades, sem sofrer qualquer tipo de represália. Faço isso representando meus próprios textos. Não o fiz sobre o presidente do Corinthians, que eu não sei o nome, porque o assunto é insignificante demais para ser apresentado na JP Online, onde só comento, à minha maneira – é preciso sempre ressaltar isso – os assuntos mais importantes do dia, envolvendo personalidades e, de maneira prioritária, as mazelas brasileiras. Quando eu comentei a prioridade do presidente eleito do Corinthians, num programa do Wanderley Nogueira, o meu e-mail particular - descoberto pelos marginais na Internet - quase explodiu, numa ação orquestrada. Tudo orquestrado obedecendo a um comando. Respondi a alguns idiotas, até que desisti. É duro lidar com a mediocridade. Agora no sábado, ao participar do programa do Flávio Prado, dei o meu recado irônico contra o presidente do São Paulo, o clube do qual sou torcedor, doutor Juvenal Juvêncio. Critiquei, também, a postura do doutor Marco Aurélio Cunha, do São Paulo, que costuma fazer gracinhas que só provocam e agravam mais as brigas entre esses delinqüentes. No final, disse exatamente o seguinte: “Pior que o Marco Aurélio, só o presidente do Corinthians, que eu não sei o nome”. E dei risada. A seguir, apresentei o Livro da Semana. Vocês não podem imaginar o que isso representou. Um idiota marginal delinqüente, falando - segundo ele - em nome da Gaviões da Fiel, me passou uma mensagem e me fez uma ameaça de morte. Quer dizer: não se pode falar da pessoa que, circunstancialmente, ocupa hoje o cargo de presidente do Corinthians e que, sinceramente, acho até que faz um bom trabalho. Acho mesmo. Mas também acho engraçadíssimo que, num regime de futebol principalmente profissional, em que tudo gira em torno do dinheiro, o primeiro dirigente de um clube tenha a prioridade que ele comunicou quando foi eleito. Eu ia muito assistir futebol, primeiro porque gosto, segundo porque o Morumbi fica perto da minha casa. Essa gente estúpida não sabe das coisas, até mesmo de minha ligação com o Corinthians, desde minha juventude, quando fui levado ao clube pelo então presidente Wadi Helou, para o juvenil, no qual jogavam, por exemplo, o Rivelino e seu irmão Abílio. O goleiro era o Alexandre. Fui levado para lá por ter muita fama no futebol da várzea da cidade, naquela época. O então presidente Wadi Helou me levou para lá, por meio do jornalista Antonio Gúzman, dos Diários Associados, que assinava a coluna mais lida na época, “20 Notícias”. Eu sempre fazia parte das seleções das regiões da capital, num torneio organizado pela A Gazeta Esportiva. Eu era titular da seleção da Zona Sul. O Wadi Helou mandou um olheiro me ver jogar. Me chamou e me enviou para o técnico Rato. Esses idiotas não sabem de coisa nenhuma. E pouco me interessa que saibam. Parei de jogar futebol por motivo de saúde, problema sério que se manifestou na época, que nem constava da literatura médica, doença que dura até hoje, sob controle. Na época era rara, praticamente desconhecida. Tive de parar. Explico isso, porque gosto de futebol. Costumava ir ao Morumbi. Por causa das brigas, passei a ir só em jogos de uma torcida só, no caso, só ia a jogos do São Paulo com times de fora. Aí começou entrar em cena a figura do guardador de carros. Fui parando o carro cada vez mais longe para não cruzar com esses assaltantes - há exceções - que exigem o dinheiro antes. Se você não paga, seu carro será danificado. Me afastei de vez quando as brigas violentas passaram a acontecer até mesmo com torcida única. Como cidadão, não dá para ir a um estádio. Até os dirigentes dos clubes se encarregam de inviabilizar os jogos, insultando-se uns aos outros. Bem, agora cheguei a isto: por fazer um pequeno comentário de algumas palavras sobre o excelentíssimo senhor presidente do Corinthians, fui ameaçado de morte por um delinqüente. O nome dele e o e-mail que usou já estão nas mãos da polícia. Ele terá uma bela surpresa, isto é, se o nome e o e-mail forem verdadeiros. Geralmente o delinqüente, o bandido, só age na sombra. Aí eu quero ver se de fato ele é valente como se mostrou na mensagem que me enviou. Vamos ver se ele fala aquilo na minha cara. Na ditadura, fui preso cinco vezes por questões políticas. Agora sou ameaçado de morte por delinqüentes que se dizem torcedores do Corinthians, falando, como adiantou, em nome da Gaviões da Fiel. É proibido falar qualquer palavra sobre o excelentíssimo senhor  presidente do Corinthians. Não pode. Pelo que entendi, eles estão de olho em mim, como disse o marginal. A Gaviões vai acabar comigo, ele escreveu. Também aconselhou-me a ficar esperto. Fora os xingos. Este é o país em que a gente vive. É muita mediocridade demais. Não dá para encarar esse lixo. Eu quero saber se a Gaviões da Fiel assume essa ameaça. Do excelentíssimo presidente do Corinthians não quero saber nada. Nem me interessa saber nada. Mas eu vou continuar achando engraçada a prioridade número 1 que ele comunicou assim que foi eleito presidente do Corinthians. E vou continuar comentando isso, sim.  Sei que fui ameaçado de morte e numa terra sem lei, como é o Brasil, a gente nunca sabe ao certo o que pode acontecer. E assim, sinto que mais uma coisa começa a se distanciar de mim: o futebol. Nem torcer se pode mais. Nem gostar. E pensar que tantas vezes escrevi crônicas para esse time dirigido hoje pelo excelentíssimo que, de acordo com alguns amigos corintianos que tenho no jornalismo, mudou muito. O que, sinceramente, a mim nada interessa, se mudou, se vai mudar. Nada me interessa desse cidadão. Agora, não pense o marginal que me escreveu que vou me calar. Sou um jornalista crítico. Acho ridículas determinadas atitudes que merecem comentários, sim, e nisso entram ironia, riso e até gargalhada, se for o caso. Faço isso com o presidente da República e com o cenário político deprimente do país, sem represália. Pelo que entendi, desta vez estou com os dias contados. Vamos ver. Na verdade verdadeira, futebol está começando a dar nojo.

PERGUNTA

sábado - 11/julho/2009

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Se a Bolívia - que não tem mar - tem Ministério da Marinha, por que é que o Brasil não pode ter o Ministério da Justiça, o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura ?

O MINISTRO DO NADA SAIU

sexta-feira - 10/julho/2009

ministroO ministro do Nada saiu do Governo como entrou: ninguém percebeu.
Foi dar aula nos Estados Unidos. É melhor dar aulas em universidade norte-americana do que ser ministro no Brasil. Aqui, dizem, eu não sei direito, ele era ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Mangabeira Unger não é mais ministro. Como eu sou um jornalista completamente mal informado, nem percebi. O que sei é que, antes de ser ministro, ele escreveu e falou várias vezes que o Governo-Lula era o mais corrupto de toda a história brasileira. Repetiu isso tantas vezes, inclusive insultando o presidente, que virou ministro. Estou pensando em xingar a mãe de alguém em Brasília. Talvez eu vire ministro de alguma coisa. Quem sabe de Cultura, já que a Pasta parece que está vaga. Também não sei direito. Para falar a verdade, também não quero saber. Na verdade verdadeira não querpoeta1o ser ministro de coisa nenhuma. O Mangabeira Unger era o ministro do Nada. Entrou e saiu do Governo sem ninguém notar.
Como eu estou cansado de escrever palavras poéticas, já que a poesia não existe mais, eu peço que meus 19 leitores assistam ao vídeo que eu gravei para a JP Online sobre o ministro que foi embora do Governo. Sempre criou caso com todo mundo. Foi um dos responsáveis pela queda da ministra Marina Silva, uma das maiores 50 personalidades do mundo, de acordo com pesquisa realizada em Londres. Nos últimos meses vinha batendo de frente com o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que também ninguém sabe ao certo quem é e o que de fato faz no Governo. Eu particularmente sei que gosta de rir. Mas eu não sei, infelizmente, do que ele ri. Eu fiz o vídeo sobre o ministro do Nada só para me dar uma satisfação. Às vezes eu penso que ainda sou um cidadão.

Clique aqui e assista ao vídeo na Jovem Pan Online