O dia poeta que passou
Quase meia-noite. Ainda é dia do poeta. Leio agora todas as manifestações de pessoas queridas, meus 19 leitores, que comentaram o texto. Fico comovido, sinceramente comovido. Por que eu seria merecedor de todas essas palavras ? Por que eu seria merecedor dos abraços que recebi aqui na Jovem Pan ? Gente amiga. Gente. E está tão difícil encontrar gente. Pessoas a gente encontra bastante, em todo lugar. Mas falo em gente. Os meus 19 leitores sabem que meu apelido é Poeta. Ninguém me chama pelo nome que me deu meu pai, o nome dele. Onde estará meu pai ?, pergunto-me nesta hora, quase meia-noite de um dia que termina, o dia do poeta. Alguém escreveu que o dia do poeta é todo dia. Todo dia é dia do povo, tem de ser do povo, sempre será do povo. O dia do povo. O dia que vai mudar. O dia que um dia será diferente. Um dia em que o dia nascerá com um sol amarelo, quase vermelho, para abraçar a todos. Haverá ainda um dia para a solidariedade. Para a generosidade. O dia do poeta está quase no fim. Resta-me agradecer aos meus 19 leitores que se encontram aqui todos os dias. Que se trocam afetividades. Só por isso já justifica a existência deste blog, no qual tenho toda a liberdade de escrever o que quiser. Na verdade, eu gostaria de escrever sobre a poesia, se ela ainda existisse. Gostaria de poder navegar meu pequeno barco de papel, mas que fosse manhã. Gostaria de me conhecer melhor para poder conversar comigo como amigo que nunca me fui. Gostaria de ainda ter um aceno, aquele que esqueci para sempre quando me despedi de mim.











21/outubro/2009 at 11:35 am
Álvaro.
Ainda bem que você não fala “sobre” poesia. Para isso já tem internet e curso demais.
O que me encanta é que você “faz” poesia. Vive a poesia.
Todas as suas tentativas de se compreender, de se perdoar, de se harmonizar com algo que nem tem certeza que existe, são o que?
“Que se há de fazer”, se tem dias que estamos mais para Allan Poe do que para …………. (desculpe a ignorância, mas queria completar com o nome de algum poeta “desangustiado”).
Quanto ao ‘aceno”, morri de inveja.
Pelo menos você é um dos poucos que sabe o momento em que se despediu de você mesmo!
“Quando dei por mim, já tinha ido”.
E hoje, será dia de quem?
21/outubro/2009 at 12:49 pm
O dia do poeta passou, é verdade, mas não passou o poeta,
esse poeta de tantos livros e poemas marcantes, da palavra certeira, esse poeta
que vive com os pés no chão que embora negue a própria poesia faz desse gesto
uma posição firme diante do mundo.
Mais uma vez poeta, parabéns por tudo que você faz.
21/outubro/2009 at 12:51 pm
Poeta, mais um texto que me comove.
Quando você vai parar de me comover ?
Guardo em mim tantos poemas seus que às vezes nem sei de mim.
21/outubro/2009 at 12:57 pm
Querido poeta Álvaro Alves de Faria, estamos à tua espera.
Mas escrevo para apenas lembrar uma frase que escreveu no seu blog há alguns
dias, para perguntar que poeta seria capaz de escrever assim,
esta frase que nunca mais esquecerei:
“ESTOU CHEGANDO COMO QUEM ESTÁ INDO EMBORA”.
21/outubro/2009 at 1:12 pm
Querido poeta, acompanho tudo que você faz há muitos anos.
Li com dor no coração tudo que escreveu sobre o dia do poeta.
uma dor que não sei explicar direito, mas isso não importa.
Quero agora comentar o vídeo que você gravou na Jovem Pan Online e dizer que
isso é mesmo uma vergonha, você não tem medo de tocar o deno nessa ferida,
essa vergonha.
O bolsa-ditadura existe mesmo, muitros dos que “lutaram” contra a ditadura
estão cobrando a conta agora, como se essa luta tivesse um preço.
Tinha sim um preço, a vida, como você bem diz.
Mas o preço de alguns é dinheiro mesmo.
Dinheiro, só dinheiro e a sua decepção é também a minha decepção.
Ziraldo, Jaguar, dá ânsia de vômito.
Quer dizer que tudo aquilo que se fala na época era para cobrar agora ?
Você fez muito bem em jogar no lixo os livros do Cony.
Esse então é uma decepção absoluta para mim, porque conheço muito sua literatura.
Nunca imaginei que um homem desse um dia cobraria da Nação a sua militância política,
cobraria em dinheiro, claro, dinheiro vivo, na conta bancária, além do salário vitalício que
poucos brasileiros têm.
É uma vergonha mesmo.
Você tem razão.
21/outubro/2009 at 3:35 pm
Meu amigo desde sempre e para sempre: Você ainda tem tempo para conversar consigo próprio, como amigo; tempo para escrever sobre a poesia que nunca haverá de morrer; tempo para sonhar com o dia que haverá de ser diferente; tempo para navegar, de verdade e na manhã, com seu barquinho de papel; tempo para relembrar os acenos que nunca deixaram de ser e, reiterando o dito no início: ACIMA DE TUDO, TEMPO PARA ACENAR PARA SI MESMO, COM UM ACENO DE AMOR, DE VERDADEIRO, PROFUNDO E VERO AMOR.
Beijo da Zuleika, da Zuka (como me chamam alguns companheiros aqui do blog).
21/outubro/2009 at 3:45 pm
” VERDADEIRO (… ) E VERO AMOR: DUPLAMENTE VERDADEIRO. O AMOR QUE EU, ZULEIKA, QUE TE CHAMO PELO NOME HERDADO DE TEU PAI, O BELO NOME ÁLVARO, E TAMBÉM TE CHAMO POETA, ALMEJO QUE VENHAS A TER, AINDA NESTA VIDA, POR TI MESMO.
DO FUNDO DO CORAÇÃO DA AMIGA
Zuleika.
21/outubro/2009 at 7:17 pm
Oi Alvaro, como td passa na vida, o dia do poeta passou. Mas isso não tem nada haver com vc (meu lindo) assim como
vc diz que: todos os dias é dia do povo, vc faz parte de um povo maravilhoso, sua poesia é feita todos os dias, horas e
minutos, acho que até dormindo vc faz lindos poemas, pd crêr.Fiquei um pouco pensativa qdo as s/amigas disseram que
Vc teve tempo de acenar e estou chegando como quem está indo embora. Aí me veio muito tempo atrás, muito mesmo
que vc foi embora sem acenar e sem avisar e eu senti algo estranho, só que não imaginava que aquilo poderia ser um final (final de linha, passagem sem volta) algo assim, mas deixa p/lá pois já foi embora o pensamento.Ontem tentei -
no seu blog do dia do poeta, comentar s/o dia das crs e dia do pofº mas acredito que isso só pode ser feito no mesmo
dia, pois tentei varias vezes e não consegui. Aí tentei mandar um e-mail p/vc e nada, sei lá deveria ser problema com
a Internet, e assim deixei pra lá, hoje já é a 2ª vez que estou enviando um comentário e acaba não indo, não sei pq?
Ah, antes q eu me esqueça, gosto daquela sua amiga Rosa Cardoso, sempre elogiando você, rapidinha e alegre, -
me dá a impressão q eu já a conheço. Engraçado né? Tb adoro seu nome, só que as vezes cruzo ou leio algo que tenha
o seu nome e não gosto. P/mim vc é o único Á l v a r o, bobagem tb. Sempre q vejo algo que sei q vc leu.comentou ou
ficou sabendo co o nome de HELENA acho que vc lembra de miim. Outra neura.Tenho MSN na hotmail e estou lá com
2 fotos uma sózinha e outra com o Júnior. Muita luz, paz e harmonia é o q eu lhe desejo.
21/outubro/2009 at 11:21 pm
POETA,entre tantas virtudes,ainda mais uma: a modéstia. perguntar se és
merecedor de tantas homenagens?claro que és! nada mais justo!voce
em toda sua vida semeou bons frutos e agora você os está colhendo. o
maior premio é o reconhecimento pela pessoa que voce é e por suas obras, porisso tantas homenagens.justissimas.POETA,concordo plenamente,todo dia é dia do povo,o problema é que nem todos pensam assim,principalmente nossos governantes. é necessário sempre lembra-los e isso voce faz como ninguém.o dia do poeta passou,mas não passou o dia do ÁLVARO,esse nunca passa,esse sempre é. sua módestia continua ao agradecer seus 19 leitores,só que se alguém tem que agradecer, esse alguém somos nós. voce nos mostra todos os dias, um pouco do muito que voce conhece.voce torna a nossa caminhada
muito mais suave.obrigado.
por mais de uma vez eu disse aqui, que meu livro de cabeceira é:
A MEMÓRIA DO PAI.acho-o simplesmente fantástico. “roubei” um
poema,o de n.25,que vem bem a calhar.
Cala-me a imagem
de quem parte para o nada
e deixa ao pé da porta
a ninguém por endereço
uma carta sem palavras.
só voce POETA! e ainda não se diz merecedor das homenagens?
um grande abraço, amigo.
21/outubro/2009 at 11:37 pm
BÔA NOITE, POETA.
BÔA NOITE, AMIGOS.
Sinceramente não sabia que “POETA” era apelido, como você escreve poesias é um POETA, lógico.
Estou pedindo sua autorização para deixar um recado para uma leitora.
SRA. HELENA LEWCZUK SEQUINE, eu não conheço a senhora, mas a senhora escreve “que parece que me conhece”
Eu convido a senhora á vir tomar um café comigo, seria uma satisfação. Não tenho nenhum problema em
conversar com quem não conheço.
Na mesma oportunidade, pessoalmente eu direi a senhora que a sua opinião quando cruza meu nome com o
que escrevo, é problema da senhora.
Pessoalmente também direi a senhora, que a senhora está confundindo ALHOS COM BUGALHOS.
Direi pessoalmente também, que sou só leitora do BLOG DO POETA, aonde fui muito bem recebida
Direi também pessoalmente a senhora que só faço parte dessa FAMÍLIA ESPIRITUAL, aonde todos são
bem vindos, quando são puros de coração e sentimentos.
Será uma satisfação conhece-la pessoalmente e poder tomar um café com a senhora.
Cordialmente
ROSA CARDOSO.
UM ABRAÇO POETA.
UM ABRAÇO AMIGOS
ROSA CARDOSO.
21/outubro/2009 at 11:48 pm
Pensei muito sobre essa data: Dia do Poeta. Nesse mundo da poesia, pude perceber que os poetas são feitos de outro barro. Uma mistura da fina porcelana capaz de se transformar em formosos vasos, de beleza inebriante, porém de extrema delicadeza. Tem-se de ter muito cuidado com eles, carinho mesmo. Assim, podem ser eternos, tanto que mesmo desaparecidos, milênios depois podem ser desenterrados e revelarem toda a poesia que guardam na memória. Esse mesmo barro, às vezes pode ser pedra, não daquelas que esmagam e destroem, mas daquelas que trazem em suas entranhas as formas mais perfeitas que ao se depararem com os verdadeiros poetas revelam-se tão exuberantes como a Pietá, David, o Beijo, o Pensador e ainda o Torso Arcaico de Apollo, de escultor desconhecido. Obras como O Martírio de São Bartolomeu e a Moça com Brinco de Pérola. Muitos poemas eternos são de poetas desconhecidos, mas eles existiram e é o que importa. Às vezes, esse barro guarda uma semente que germina e brota em flor, de pétalas de veludo, capazes de exalar perfumes inesquecíveis, que mesmo não tendo forma ou corpo, penetram na memória para sempre. Assim são os verdadeiros poetas e seus poemas: criador e criatura, tudo pura magia, não precisam de permissão para serem ou existirem. Eles são capazes até mesmo de se tornarem invisíveis! Os dias não contam nesse caso, o tempo dos poetas é todos, os que existiram antes de nós e os que hão de vir além de nós mortais que precisamos tanto da sua poesia para que nossa vida seja justificada. Querido Poeta: seu barro, sua poesia!
21/outubro/2009 at 11:56 pm
Querida Patrícia: Criaste uma escrita primorosa, poética, de uma poesia tecida, esculpida. Uma bela, belíssima escultura de palavras.
Beijo carinhoso
Zuleika/Zuka.
22/outubro/2009 at 12:01 am
POETA,escrevi um comentário neste espaço e ainda não havia lido os
comentários dos nossos colegas.surpreendi-me ao ler uma resposta dada
por nossa colega ROSA CARDOSO a respeito de um comentário da sra
HELENA LEWCZUK. ROSA, confesso que não entendi o que essa sra quis
dizer. se ela não soube se expressar é louvavel, pois como ela mesma
diz é neurótica,agora, se ela quis ser ofensiva, acho melhor ela procurar
outro espaço e outras pessoas.
sra HELENA,mais devagar, por favor.
22/outubro/2009 at 12:40 am
Rosa, tu que és flor, para além de teres nome de flor, quero apenas dizer-te, tão pertinho ainda do dia do poeta (ontem), que és a rosa querida e bela e perfumada deste blog-jardim. Rosa querida de todos nós.
Zuka. (lembras que foste tu quem fizeste o meu batismo com este “Zuka”, quando eu disse que um numerólogo me havia afirmado este diminutivo-apelido me dar sorte?)
22/outubro/2009 at 12:45 am
Querido Poeta
Que encanta, cativa e desperta
merecedor de todo carinho e respeito
Poeta que lê nos olhos do povo
a ânsia por fraternidade
paz , justiça e sonhos…
poeta que toca tão fundo
a minha alma.
Que possas navegar
em teu pequeno barco
de papel… a cada manhã.
22/outubro/2009 at 12:54 am
OBRIGADA ZUKA.
UM BEIJO.
ROSA.
22/outubro/2009 at 1:28 am
Querido Poeta
Eu diria que você é mais que um poeta, você é o Poeta e o Álvaro, anjo mensageiro de luz, que aponta as barbáries ao mesmo tempo que sonha com o dia da solidariedade, com o da generosidade, duas de suas maiores virtudes; aquele que diz não mais existir a poesia, fazendo-a a todo instante, a cada palavra, em todos os sentimentos.
Já disse essa frase aqui no blog mas vou repetí-la: se você não merece, quem há de merece-lo?
Estava lendo Alberto Caeiro um pouco antes de aqui chegar e encontrei agora um poema que diz bem da sua luta contra a cegueira do povo e o dourar a pílula dos governantes, essa sua garra que faz com que os dias restantes continuem sendo seus dias também.
NÃO BASTA ABRIR A JANELA
Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores; há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
22/outubro/2009 at 1:43 am
Como as pessoas que frequentam cotidianamente este blog são importantes! Isabel, palavra de honra, eu estava, exatamente neste instante, pensando em você. Pensei: “Ela está demorando muito para escrever hoje.” Que bom você chegou!
Zuleika/Zuka.
P.S. tenho uma necessidade, quase orgânica, de conversar com algumas pessoas do blog, como com você, Belinha, com a Bel Campos, com a Rosa, com o Augusto Roque, com a Patrícia… A Rosa diz que somos uma família espiritual. É mais ou menos o que sinto e ME É NECESSÁRIO SENTIR ASSIM. Estou, por razões que não me é lícito explicitar, UM BOCADO CARENTE DE FAMÍLIA.
Beijo a todos.
22/outubro/2009 at 2:32 am
ZULEIKA,obrigado. a reciproca é verdadeira.
abraços.
22/outubro/2009 at 2:50 am
Fico muito contente com isso, caro Augusto Roque. Aproveito para lhe agradecer, novamente, assim como, particularmente, a Rosa e a Bel Campos, pelo apoio em tempo - que se alonga há muito - difícil de minha vida que, você deve ter percebido, tem tudo a ver com o que eu disse no comentário anterior: CARÊNCIA DE FAMÍLIA. Sobre isso eu publiquei hoje um pequenino quase “poema” no Recanto das Letras chamado
AMIGOS, SERES SAGRADOS
Certos amigos
seres sagrados
seres fraternos
de fraternidade
poucas vezes vinda
de irmãos de sangue.
Perdoem-me a quem eu possa ter magoado com este escrito. Deus me perdoe se estiver sendo injusta. DEUS ABENÇOE E PROTEJA A TODOS QUE TÊM PLENA SOLIDARIEDADE DENTRO DA PRÓPRIA FAMÍLIA DE CARNE.
Zuleika/Zuka.
22/outubro/2009 at 11:08 am
Bom dia, Poeta!
Bom dia amigos!
Bom dia Zuka!
Que belo poema sobre amigos, seres sagrados…
Amigos também são família; na presença física ou não;
na sintonia do amor incondicional representam principalmente alento e força.
Forte abraço da Bel!
22/outubro/2009 at 12:16 pm
Querido Álvaro
Me permita deixar um recado: Zuka, “tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu…” lembra-se dessa canção? Pois é, o dia que estou assim tento me interiorizar o máximo possível, buscando em mim o motivo desse estado de espírito. Enquanto não me senti bem, não cheguei até vocês.
Mas agora me encontrei novamente, porque encontro nos livros um bálsamo para os momentos dissonantes que ocorrem com qualquer ser humano em busca de algo melhor em si e no mundo.
Obrigada pela lembrança, querida; você sabe que você, que o Poeta, que vocês estão no meu pensamento constantemente.
Um grande beijo a todos.
22/outubro/2009 at 1:52 pm
Abraço grande às duas Isabel.
Zuleika/Zuka.
23/outubro/2009 at 2:52 am
Caro poeta, sua sensibilidade traz mais alegria ao mundo, sua visão traz mais acalanto, deixe a visão do mar enaltecer teus conteudos mais uma vez… E Faça para minha alegria uma poesia para as mulheres, que são a razão do meu viver… Parabéns!!!