Poema da última 2ª feira
Quando meu irmão morreu,
numa segunda-feira escura,
senti que alguma coisa foi arrancada de mim,
mas ainda não sei o quê.
De certo um pedaço da infância,
que se guarda em algumas fotografias,
talvez uma palavra que não se disse,
um aceno que se perdeu.
Talvez uma blusa que se empresta num domingo,
mas não sei o que de mim foi arrancado
quando morreu meu irmão,
numa segunda-feira no meio da tarde.
Certamente os rumos que se seguiram,
que a vida sugere caminhos
no exato instante em que se renasce.
Vejo-o imóvel atrás de um arco-iris
e mais adiante há uma estrela que se cala.
No dia em que meu irmão morreu
não havia nenhum sonho a sonhar
nem nenhum desespero a sentir.
Não lhe fechei os olhos
como fiz ao meu pai em 1973.
Mas foi como se o fizesse,
bem no meio da tarde,
numa segunda-feira parada no tempo,
quando os gestos deixaram de existir
e a palavra foi pouca para se revelar.
Parou-lhe o coração num baque,
como se o mar o invadisse de repente
com tamanha dor que não se pode medir.
Estava só num quarto de sombras
e havia um punhal invisível
perto da cama,
sobre o tapete branco.
Havia também uma folha sem palavras,
porque nada havia por dizer.
Quando morreu meu irmão
numa segunda-feira imóvel,
alguma coisa se desprendeu
das imagens em sua volta,
como se voassem para longe e para sempre.
Alguma coisa de mim desapareceu,
talvez uma face que aos poucos se apaga,
talvez um par de sapatos
a subir por uma escada,
por certo
uma bicicleta percorrendo as nuvens,
talvez uma prece que eu tinha guardada,
mas eu não sei o que é.
Guardo de meu irmão
o gesto que lhe faltou,
aquele que escondeu a vida inteira,
sem que eu pudesse descobrir o seu destino.
Quanto por fim partiu
como se saísse pela fresta de uma janela,
pude observar que sua alma voava,
mas se debatia entre as paredes.
Depois anoiteceu e sendo noite
a fúria que se calava nas bocas
pulou como gafanhotos doentes
num campo de plantas raras.
Não saberei nunca explicar
as palavras de amor que nunca tive,
mas saberei dizê-las somente a mim,
quando der tudo por esquecido,
assim como se nunca tivesse havido
esse partir com asas quebradas
para dentro de si.
Assustam-me a fragilidade do corpo imóvel
e esse leve sorriso na boca nunca visto antes,
só agora
no escuro deste instante de horas paradas.
Vejo-o como um pequeno risco no rosto
entre as flores amarelas.
Assusta-me essa camisa xadrez
com que se veste meu irmão,
como se fosse sair para um passeio.
Esse terço posto entre seus dedos
reza uma oração que não ouço, mas sinto.
Não vejo seus pés
que não caminham mais,
já que o mundo se resumiu ao nada.
Anda por dentro de si
uma sombra inesperada
que lhe escapa dos sapatos
e sai a caminhar entre as pessoas.
Então está tudo terminado
como um vaso que se quebra,
um soluço que se guarda
do lado esquerdo do peito,
onde estão as raízes do dia
e os ventos que vêm de montanhas invisíveis.
É preciso, no entanto, calar a palavra
como se todas as sílabas deixassem de ser.
Não me despeço
porque há com ele um pedaço de mim,
talvez um gesto que se esqueceu
ou uma estrela que deixou de existir.
O céu é um guarda-chuva que se fecha
e o tempo pára nos olhos fechados.
Não há imagem,
apenas a face espessa do branco,
a tez que se transgride num corte vermelho
e sapara
o que é e o que deixa de ser.
Antes de se ir,
meu irmão tingiu ele mesmo os cabelos,
comprou uma camisa xadrez
e disse que ia dar uma volta.
Voltou à noite,
quando a noite não existia mais.
Ninguém soube por onde andou,
quais ruas percorreu,
se caminhou devagar,
se procurou algum sonho,
se foi a um baile,
ou se ele mesmo se deixou sonhar para sempre.
Saiu como saem as aves das árvores pelas manhãs,
assim com asas tímidas
como foram seus passos nas calçadas que não sei.
Voltou à noite
e dizia sentir frio.
Mas a noite não era mais uma noite,
e sim a boca de claridades,
dessas que cegam e apagam os olhos.
Trazia talvez duas luas no bolso
e um rosário de canções que não cantou.
Também trazia algumas flores,
duas cartas que não escreveu
e cinco ou seis palavras que não falou.
Mais tarde deixou-se amanhecer
com o sol
e voou com a alma na mão esquerda,
frágil como uma xícara,
leve como as árias
que essa música guardará para sempre.
Do livro “Os dias derradeiros”, ainda inédito.
Poema dedicado ao meu irmão Valter, escrito em 10 de março de 2008,
dia em que falaceu.












2/novembro/2009 at 2:43 pm
Tristemente belo este poema de tanta dor que fere a alma.
2/novembro/2009 at 2:45 pm
Poema de absoluta ternura, quando a ternura deixou de existir.
Este é um dia triste.
Um poema terno, imagino o que sentia o poeta ao escrevê-lo!
Um poema triste, mas verdadeiro.
Um carta de amor.
2/novembro/2009 at 2:54 pm
Poeta, uma verdadeira prece.
Assim é a poesia, assim se colhe a poesia, escreve a poesia.
Uma oração que faz chorar.
2/novembro/2009 at 3:09 pm
Estou devendo duas respostas e uma explicação a três de meus 19 leitores:
O leitor PAULO MARCONDES perguntou há alguns dias sobre as ilustrações do blog.
Quer saber quem escolhe as ilustrações, se eu ou se a Priscila.
R. Nós dois.
A leitora SORAIA quer saber onde encontrar o livro “A memória do pai”, sempre
lembrado pelo leitor AUGUSTO ROQUE.
R.Não é encontrado no Brasil, Soraia, não porque o Brasil deixou de existir. Não.
É que foi publicado somente em Portugal.
Mas no ano que vem, no dia 25 de abril, lançarei o livro “Alma Gentil: Raízes”, reunindo
os sete livros publicados em Portugal num único volume que já está sendo produzido
pela editora Escrituras.
Uma explicação:
ROSA CARDOSO, você fez bem em voltar. Não perguntei porque tinha deixado de
participar do blog porque achei que seria invadir uma decisão sua. Pareceria uma cobrança.
Mas não se afaste por causa da ofensa daquela “leitora” eventual.
Se eu levasse ofensa a sério já teria parado de fazer, por exemplo, os vídeos
da Jovem Pan Online. É ofensa de todos os lados, de gente sem educação mesmo.
Esqueça e volte a participar aqui todos os dias.
2/novembro/2009 at 3:15 pm
Poeta, que sentimento neste poema!
Que bom que ainda existem poetas e ainda exista poesia.
2/novembro/2009 at 3:51 pm
Triste…mas… profundamente tocante.Uma verdadeira oração.
2/novembro/2009 at 4:33 pm
Parece-me, a princípio ( talvez me engane) haver alguns versos de agora neste poema para teu irmão, poema escrito por ocasião de sua viagem, a viagem deste irmão, um dos teus grandes amores, poema mais do que nunca de uma pungência absoluta. Gostaria de ressaltar certos versos que, entre tantos outros, me tocaram, particularmente: (…) não saberei nunca explicar/as palavras de amor que nunca tive/ mas saberei dizê-las somente a mim,/(…) Que sejam as palavras de amor ditas apenas a ti mesmo, no interior da tua alma. Que estas palavras de amor sejam transfeitas em VERO AMOR DE TI POR TI MESMO. PARA QUE VIVAS EM TI, DESDE O MAIS FUNDO DE TI, PARA QUE TE RESSUSCITES DE TI MESMO.
2/novembro/2009 at 5:17 pm
PUNGENTE!
2/novembro/2009 at 5:18 pm
Um poema-prece para este dia.
As palavras ternas de uma poesia que dói, que revela um sentimento que dói.
Como já escreveram aqui hoje: um poema comovente.
2/novembro/2009 at 5:33 pm
Que lindo… querido Poeta!
Amor
Mistério
Saudade infinita…
Faltam -me palavras
e chora minha alma.
2/novembro/2009 at 5:55 pm
POETA,acabo de chegar do lugar da nossa última morada.lá tenho meu pai
e alguns familiares. cheguei sensivel e quando li esse lindo(triste)poema,
desabei a chorar. estou emocionado demais. triste,comovente, mas uma
realidade.voce consegue tocar o fundo de nossa alma.
admiro-o cada vez mais.
um grande abraço.
2/novembro/2009 at 8:59 pm
BÔA TARDE, POETA.
Uma explicação :
Nunca você seria invasivo me perguntando porque não estava mais no blog, você é nosso MENTOR ESPIRITUAL.
Não me ofendi com a leitora desavisada, até a convidei para vir tomar um café comigo, quem se ofendeu
foi o CARLOS(meu marido), graças ao SR. AUGUSTO ROQUE o CARLOS mudou de opinião.
AMO esse espaço, AMOA essa família espiritual. Acredite sofri muito por não poder participar desse blog, é muito
ruim estar longe da minha família espiritual, é muito ruim estar longe do nosso MENTOR ESPIRITUAL
Respeitei a opinião do CARLOS só isso. Enfim “AGUAS PASSADAS NÃO MOVEM O MOINHO”, voltei e não saio mais.
Eu te agradeço muito POETA por ter me deixado um recado, esse espaço é muito importante, é muito rico em
sabedoria, é muito rico em paz na alma.
UM SAUDOSO ABRAÇO POETA.
ROSA CARDOSO.
2/novembro/2009 at 9:22 pm
Prezado poeta Álvaro Alves de Faria: este poema no dia de finados tocou-me
profundamente, no mais profundo de mim.
Não é preciso dizer muito para explicar a sua densidade.
2/novembro/2009 at 9:23 pm
O poeta de Álvaro Alves de Faria levou-me ao soluço, tão comovente e belo,
tristemente belo, um poeta de sentimento que é comovedor.
2/novembro/2009 at 10:45 pm
BÔA TARDE , POETA
BÔA TARDE, AMIGOS
Os que amei ,aonde estão?Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados,como em sonho, entre visões,
na fuga, no ruir dos universos…
E eu mesmo, com os pés também imersos
na corrente e à mercê dos turbilhões,
só vejo espuma lívida, em cachões,
e entre ela, aqui e ali, vultos submersos…
Mas se paro um momento, se consigo
fechar os olhos, sinto-os a meu lado
de novo, esses que amei vivem comigo,
vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
juntos no antigo amor, no amor sagrado,
na comunhão ideal do eterno BEM.
POEMA DE ANTERO QUENTAL
Lamento a perda do seu irmão.
UM ABRAÇO POETA.
ROSA CARDOSO.
2/novembro/2009 at 11:07 pm
Querido Poeta Alvaro,
Muito comovente o poema em homenagem ao seu irmão ,proprio para o dia de hoje
So sei que senti uma grande emoção ao lê-lo sem palavras Poeta.
abraços afetuosos
Sandra
2/novembro/2009 at 11:31 pm
Querido Álvaro, querida Rosa, queridos amigos: Deu-me vontade de acrescentar também um poema, de Vinícius de Moraes, chamado POEMA DE NATAL. Ainda não é Natal, mas sinto que ele, poema cabe aqui, agora.
POEMA DE NATAL
Vinícius de Moraes
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação na poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem: da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
2/novembro/2009 at 11:54 pm
Rosa, escrevi algo especificamente para ti, em PAUSA PARA MEDITAÇÃO. Vá ler, querida, por favor.
Beijo
Zuka.
3/novembro/2009 at 1:08 am
Um poema que comove e faz chorar, de palavras meigas,
onde a dor se transforma no aceno do adeus.
3/novembro/2009 at 1:32 am
Bôa noite, ZUKA.
Não estou conseguindo encontrar “PAUSA PARA MEDITAÇÃO” no RECANTO.
Vou tentar de navo.
UM BEIJO.
ROSA CARDOSO.
3/novembro/2009 at 1:41 am
Rosa, querida:PAUSA PARA MEDITAÇÃO vem imediatamente antes de POEMA DA ÚLTIMA 2ªFEIRA, este aqui presente, que Álvaro escreveu para o seu bem-amado irmão.
Beijo
Zuka.
3/novembro/2009 at 2:53 am
OLÁ ZUKA.
Deixei um comentário para você no RECANTO, mas no texto “OS MORTOS” realmente não encontrei
PAUSA PARA MEDITAÇÃO.
UM BEIJO.
ROSA CARDOSO.
3/novembro/2009 at 3:02 am
Daqui a pouco vou ao Recanto ler o seu comentário, querida Rosa, pelo qual agradeço, de antemão. Só que OS MORTOS é um pequenino texto (de um parágrafo) infinitamente dolorido, nele não faço justiça plena aos vivos; apenas um momento de plena dor, de desesperança; depois passa, pelo menos melhora, É PRECISO. Eu o escrevi hoje de manhã.
Beijo
Zuka.
3/novembro/2009 at 10:42 pm
Poetinha,
Vc sempre me emociona e, se faz emocionar, é porque você se liga de uma forma tão profunda a todos nós que dói.
Obrigada por compartilhar seus sentimentos e, compartilhando seus sentimentos, torna-se único para nós!
4/novembro/2009 at 1:17 am
BÔA NOITE, ZUKA.
Tem um recado para você no “PAUSA PARA A MEDITAÇÃO”
As vezes parece que viajo na maionese. rsrsrsrsrsrrsrsrssrrsrsrrsr
UM BEIJO ZUKA
MUITO OBRIGADA.
ROSA CARDOSO.
4/novembro/2009 at 1:30 am
POETA,o(a)ALE tem razão.realmente,voce nos emociona.és único.
como voce não postou nada hoje(sei que o seu tempo é escasso) quero,
sempre com sua licença,transcrever uma parte de um poeta do seu livro:
LIVRO DE SOPHIA.quero dividir um pouco com nossos colegas de blog,pois
sei que,como o livro foi lançado em PORTUGAL,muitos talvez não o conheçam.
Procuro-me em Portugal
e vejo-te morta,Sophia
Vejo os livros que escreveste.
Falta-me um pedaço em todas as coisas neste dia.
Te vi uma vez a dizer poemas
com uma voz triste
e uma bluza escura,talvez cinza.
Os poemas então se calaram
e as palavras mostraram que não tinham razão de existir.
Explico porque:
as palavras enganam o poema e o poema finge que acredita,
o poema é inútil e a poesia invisível dos objetos desapareceu.
Ao te escrever este poema tentarei fugir da poesia,
que é matéria que não me interessa mais.
Sabes Sophia,que, sendo um poeta brasileiro,
tenho por ti a estima que merecem as mulheres que são deusas,
que,no entanto,não eras - eras somente poeta.
Morreste sem que te pudessem dizer mais algumas palavras,
como se isso fosse necessário.
Peço-te licença para chamar-te de tu,
a te viver nos livros brancos que deixas-te,
que já são memória de Portugal.
POETA,e pensar que voce fez esse livro em apenas um dia!
grande abraço.
4/novembro/2009 at 2:33 am
Minha querida Rosa: acho que não há nenhum problema em dizer isso, por isso vou dizer que estou um pouco preocupada; eu te mandei um email antes de você voltar para o blog e ontem vários em que eu te dizia do PAUSA PARA MEDITAÇÃO, no blog(num deles até enviei um poeminha que escrevi na hora para você). Pelo jeito, nenhum dos meus emails lhe chegaram. Não sei bem o que houve, mas tente me passar um seu, eu respondo de novo, tomara que chegue. De todo modo, vou recuperar o poeminha que lhe escrevi e, pedindo licença ao Álvaro, escrevo, o poeminha, aqui no blog: o poeminha mais singelo do mundo.
Beijo
Zuka.
4/novembro/2009 at 2:37 am
BÔA NOITE, SR. AUGUSTO ROQUE
BÔA NOITE, AMIGOS.
Muito obrigada por nos brindar com esse poema SR. AUGUSTO ROQUE, eu não conhecia.
Muito lindo e sempre bem vindo um lindo poema
UM ABRAÇO POETA
UM ABRAÇO SR. AUGUSTO ROQUE
UM ABRAÇO AMIGOS.
ROSA CARDOSO.
4/novembro/2009 at 2:54 am
BÔA NOITE, POETA.
Como foi para você gravar esse video de hoje? Como ficou seu coração?
De onde você tirou tanta fôrça para gravar esse video?
Não deve ter sido fácil, você deve ter sofrido muito para dizer o que disse.
Sua fisionomia estava transfigurada, extremamente austero, não foi fácil.
Você sofreu para gravar esse video, seu coração se despedaçou com certeza.
UM ABRAÇO POETA.
ROSA CARDOSO.
4/novembro/2009 at 3:05 am
“Minha alma pequenininha está triste…” Ah, Pintim!
4/novembro/2009 at 3:24 am
Cara ROSA CARDOSO: de fato, não é fácil.
Mas só me deixei levar pela indignação.
Não dá mais para entender um mundo assim.
É bom saber que você notou.
Que outras pessoas notem também.
4/novembro/2009 at 3:42 am
Claro que sim, Álvaro. Infelizmente, eu só consigo ouvir frases cortadas, entrecortadas, mas posso ver as expressões do seu rosto e imagino o que não posso ouvir com clareza. E, mesmo através dos fragmentos da sua fala, consigo perceber e concordar com a justeza da sua indignação.
Zuleika.
5/novembro/2009 at 10:10 pm
Álvaro, meu caro amigo, na época em que seu irmão estava muito doente, nós conversamos , acho que foi mais
ou menos em setembro e vc estava muito desesperado e já sem esperanças, principalmente qdo. veio a peneumonia,
e vc comentou da bactéria q veio rápido demais, aí vc foi levando, mas infelizmente ele não pode ser salvo. Ele deve
estar muito bem, lá com as estrelas, tenha calma, paciência e saiba que ele ficou aqui, exatamente o tempo que lhe
foi permitido, é muito difícil p/nós aceitarmos a passagem dum ente tão querido, mas nada podemos fazer com o que
já está determinado pelo nosso Pai Celestial. Fiquei muito emocionada com o poema que vc fes p/ele, profundo,
dolorido demais, e vc foi realmente muito forte com tal situação.Beijos no seu coração, muita luz e paz é o que eu
lhe desejo
Helena