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O Brasil que o Governo esconde

Gosto muito do programa que a Jovem Pan de São Paulo leva ao ar há 46 anos: “O Sermão da Paixão segundo a Jovem Pan”. São trinta horas sem interrupção ou comercial. Ouço vários momentos para saber o que de fato pensa a Igreja sobre o que acontece neste país. Sempre trabalho nas sextas-feiras santas e converso com muitos religiosos que vão entrar no ar. Já discuti muito com eles. Por exemplo: Não me conformo que a Igreja Católica negue o batismo a uma criança filha de mãe solteira. Isso não cabe na minha cabeça. Se é como diz o próprio catolicismo, essa criança, por não merecer batizada, vai direto para o inferno. Será que é isso que Deus deseja ? Faço essa pergunta aos sacerdotes e freiras que participam do programa. Respondem-me com explicações que não cabem na minha alucinação. Mas, na verdade, não é isso que quero comentar com meus 19 leitores. Quero falar sobre as denúncias feitas por religiosos que vivem especialmente nas áreas da floresta Amazônia. Disso o Governo não fala, nunca falará. E a Igreja sempre foi uma das bases de quem agora está no poder. Um governo constituído por gente que traiu a própria vida pelo poder, com raras exceções. O depoimento de Com Erwin Krauler, Arcebispo da Prelazia do Xingu, falou sobre a construção da Usina de Belo Monte. Uma palavra que deveria ser conhecida em todo o país, em todo mundo. Um depoimento pungente, comovedor. Dolorido, doloroso. A destruição do homem. O homem não significa nada. A vida não significa nada. Dom Erwin discorreu o que acontece na construção, envolvendo os trabalhadores que chegam de todos os cantos do Brasil, que passam seis meses sem ver a família e vivem em condições miseráveis, trabalhando dia e noite ininterruptamente. A morte dos índios expulsos de suas terras, as doenças. O desmatamento da floresta, sem que nada aconteça para ninguém. A floresta sendo consumida por criminosos. E o Governo sabe o nome e endereço desses criminosos. Destruição em tudo, sem respeito a nada, absolutamente nada. Sempre os mesmos, e não acontece nada para ninguém. O crime. Gente chegando de todo o lugar em busca de trabalho e de comida, numa destruição total de comunidades num cenário de absoluta desumanidade, uma barbárie medieval. Será que a presidente Dilma Rousseff dá atenção a isso? No seu passado, tenho certeza de que dava. Lembro-me da palavra de D. Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, ao dizer que todos se preocupam com os templos feitos de pedra, mas ninguém se preocupa com o maior de todos os templos, que é o homem, destruído em ações como a de Pinheirinho, em São José dos Campos, em que mais de seis mil de homens, mulheres, crianças e animais foram expulsos do lugar onde viviam há anos. Tirados de lá como se fossem lixo. Como o que aconteceu na cracolândia que, de repente, se transformou numa questão policial e não social. As chamadas autoridades entendem que tudo se resolve assim na força. Lembro-me das palavras do padre Júlio Lancelotti sobre os moradores de rua e o trabalho da Igreja junto a essa comunidade que morre nos becos da cidade sem saída, diante dos discursos de sempre. Os moradores de rua da cidade “limpa” de São Paulo. Mulheres tristes, de roupas rasgadas, crianças que não sabem o que é um pedaço de chocolate da Páscoa, que imploram um pedaço de pão para passar o dia, o resto dos restaurantes. E aquelas palavrinhas de sempre dos que mandam nos destinos, insuportáveis. Eu pergunto outra vez: Será que a presidente Dilma Roussef sabe dessas coisas? Sabe sim, mas já apreendeu a lição. Ser o que foi no passado é uma coisa, ser governo é outra. Hoje a presidente diz que chega de fantasia, ao se referir aos ambientalistas, aos que defendem a vida, o meio ambiente. “Chega de fantasia!”. Isso saiu da boca da presidente Dilma, a presidente que fala em números todos os dias querendo provar ninguém sabe o quê. Eu chego à conclusão que nós vivemos num verdadeiro paraíso. Os miseráveis não existem mais. Crianças comendo lixo não passam de uma ficção, uma mentira. Isso não existe no Brasil. Será que a presidente Dilma acredita mesmo nisso? Mais para frente isso tudo vai explodir. Ou ela não sabe ou finge não saber. Ou então também já aprendeu a trair sua própria vida. Nesse item ela tem um professor imbatível, uma decepção que guardarei para sempre em minha alma, enquanto eu viver. Tem o Brasil oficial e o Brasil da realidade. O Brasil oficial, dos números oficiais, esse não me interessa. Esse não me pertence. O meu país é o da realidade, governado por gente que não pode ser chamada de gente. Um país corrupto em tudo que faz. Quando a presidente Dilma assumiu eu cheguei a sonhar que alguma coisa mudaria, nem que fosse só um pouco, pelo menos no que diz respeito ao comportamento. Mas não. Não mudou. Não mudará. A dor, infelizmente, começa a doer muito mais.

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EM TEMPO: PRESIDENTE DILMA, CHEGA DE FANTASIA!

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  • Vogaluz

    ESQUEZIDOS

    No cume do lixo farto
    Vi um menino pelado
    Imundo… desencantado…
    Sem dor… amor… sem olfato
    Infância com cheiro de alho
    De gosto podre estragado
    Triste estupro ignorado
    Da mãe de corpo marcado

    O povo sobe aos telhados
    Atrás da vida de fato
    De casas com cadeados
    Sonhos de um mundo isolado
    Ali nenhum candidato
    Presidente ou deputado
    Sente o gosto salgado
    Vidas deixadas de lado

    Marcam o passo apressado
    Os pés que sujos de barro
    E chinelos remendados
    Desprovidos de sapatos
    Voltam-se para o passado
    Janela e muro quadrados
    Pintura em quadro mofado
    Destino sempre roubado

    Corre… menino assustado
    Quem sabe a cor do pecado?
    Falta feijão no teu prato
    Que é sempre quem paga o pato
    Qual homem civilizado
    Aguenta o peso do fardo
    Cume do lixo lançado
    Nas vidas postas de lado?

    Álvaro, suas palavras denunciam um país que os governantes pretendem esconder, parabéns pela coragem. Abraços. Vôgaluz.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Obrigado por esse poema, Vogaluz. Vem bem a calhar.

  • Genésio Marcos

    Caro poeta, cumprimento-o pela coragem de denunciar coisas assim. São poucos os jornalistas que fazem isso, até porque no jornalismo quem manda é o PT. Ouvi muitos trechos do programa da Jovem Pan e também ouvi essas denúncias. Isso não sai nos jornais nem vai sair. O Governo está blindado. Além do poeta que é, que conheço desde há muito, também admiro esse jornalista que sempre se pautou especialmente pela denúncia e pela justiça.

  • Paulo Marcondes

    Nada a dizer,caro poeta, sernão cumprimentá-lo com muita emoção.

  • Maria Alice

    É verdade, poeta, quem é que poderia imaginar que um dia a presidente Dilma Roussef, com o passado que tem, se dirigesse aos que defendem o meio embiente dizendo que chega de fantasia.? Eu pelo menos nunca imaginaria algo assim. Acho que sou ingênua demais.

  • Gregório

    Poeta e jornalista Álvaro Alves de Faria, parabéns por sua coragem!!!!!

  • Medeiros

    Parabéns poeta, pela coragem de dizer!

  • Demétrius T.

    Causa muita revolta. A presidentre Dilma, infelizmente, parece que esqueceu tudo, a exemplo de seu antecessor, que prefiro nem dizer o nome.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Caro Demétrius: a presidente esqueceu tudo mesmo. Mais uma que vai apagar seu passado e sua própria biografia.

  • Damara-Maceió

    Não é só revolta, mas muita dor também. E a arrogância continua. Eles são os salvadores não aprenas do Brasil, mas do mundo. Como você diz, poeta, mas à frente isso vai explodir. É só esperar…

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Damara, vai explodir sim, tem de explodir.

  • Maria de Lourdes-SC

    Poeta, o que a gente ouve, lê e vê na TV é o “bem” que Belo Monte fará ao Brasil. Mas quase nada sobre o que está ocorrendo em toda aquela região. Isso fico para a imaginação das pessoas. Ninguém pode duvidar da palavra do arcebispo do Xingu. Por que ele não estaria dizendo a verdade? Agora, a presidente dizer aos embientalistas que “chega de fantasia” é uma afonta dos que desejam salvar a vida, a floresta, os indígenas.

  • zuleika

    O HORROR. Poeta, não consigo dizer mais.

  • José Antônio Nascimento

    O que é mais triste em O Brasil que o Governo esconde é que temos um Poder Judiciário omisso,assiste a tôdas essas bandalheiras,apura,apura e não pune ninguem,ou é por conveniência,porque está metido também nas falcatruas.
    Até quando vamos ter de ouvir as despulpas esfarrapadas desses políticos,eles DUVIDAM que temos uma inteligência.
    Entretanto nós POVO temos a nossa parcela de culpa,reclamamos,reclamamos mas não agimos.
    O BRASIL SÓ SERÁ UMA GRANDE NAÇÃO O DIA QUE NÓS QUISERMOS
    .José Antônio Nascimento

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Caro José Antonio Nascimento: você tem razão. Quem manda é o povo e o povo tem de resolver. No entanto, mais uma vez esse povo foi enganado, especialmente enganado por gente em que se tinha confiança absoluta. A começar pelo chefe de todos que ainda manda e que exerce uma espécie de Governo paralelo.

  • Petra

    .
    O adolescente infrator do sexo masculino representa 94% e o do sexo feminino 4% da pesquisa realizada. O índice baixo da participação feminina no contexto infracional deve-se ter por origem os aspectos culturais do nosso povo. A mulher é mais bem protegida quer no âmbito familiar, como na sociedade. A luta da mulher pelo seu espaço de trabalho e de desenvolvimento educacional faz com que ela tenha habilidades emocionais mais depuradas e expectativa de vida com segurança. Constatamos uma incidência maior concentrada de atos infracionais entre as idades de 15 e 17 anos representando 50% das infrações cometidas. Para que esses índices sejam extirpados de forma cirúrgica, há necessidade de procedimentos socioeducativos e familiar na faixa etária de 12 a 15 anos, com o fito de que sirva de amortecedores para as demais idades. Ato infracional caracterizado pelo roubo/furto representa 50% das infrações. O quadro revela que a renda, o trabalho ocupacional acompanhado e aconselhado de educação de berço e sustentada na família tornam-se imprescindíveis nas fases e etapas da vida do adolescente, porquanto a formação do perfil psicossocial decorre da expectativa do bem-estar. Num total de 96% dos adolescentes infratores encontram-se à mercê de manipulações sociais degradantes com níveis elevados de miséria e violência. Está aqui o “rosto crônico do Brasil”: A EDUCAÇÃO. Por este quadro verifica-se quanto é preocupante o desestímulo e o desprezo na falta de condições básicas sociais para o adolescente frequentar com qualidade técnico-pedagógica o banco escolar. O quadro reproduz com toda clareza onde o problema do adolescente infrator está centrado: Exatamente na ocupação e formação tanto educacional, quanto na capacitação profissional emergente. Constata-se, igualmente, uma grande incidência na faixa de renda familiar entre 1(um) a 2(dois) salários mínimos. A falta de controle e de acompanhamento estatístico principalmente em alguns Estados torna-se a amostragem a desejar. Na hipótese verdadeira do quantitativo encontrado no contexto nacional, o aumento da renda familiar implicará em queda ou decréscimo do número de casos de adolescentes privados de liberdade no Brasil. Este quadro mostra-nos a necessidade de concentração de estudos e pesquisas de alta complexidade de mercado de trabalho considerando a faixa etária proibitiva. À adoção de iniciação profissional, estágio educacional laborativa, respeitando as características e o perfil de cada adolescente para melhor aproveitá-lo diante dos recursos disponibilizados. A medida de internação de internação com nos menos de 1 (um) ano representa 63 (sessenta e três) por cento das medidas aplicáveis, incluindo a internação provisória. O fato se deve principalmente por atos infracionais provenientes de furtos e roubos. Na análise efetuada concluiu-se que quanto mais tempo isolado o adolescente infrator, mais alienado se torna socialmente e a sua readaptabilidade torna-se complexa e difícil. Por isso, a medida de internação deve ser substituída por medidas de acompanhamento e aconselhamento psicossocial e de educação sustentável com ênfase na família de domínio e tarefa. As habilidades “inteligenciais” e as sintomatologias devem ser perquiridas, passo a passo, para diagnosticar os traços da personalidade do adolescente infrator a fim de buscar a sua melhor condição de readaptação. Em cada dois adolescentes infratores, um usa droga. A sociedade brasileira deve-se estruturar-se e unificar esforços das entidades que lidam diretamente com adolescente, usuário de droga, potencialmente infrator, criando condições preventivas para despertar as suas habilidades inteligentes com programas socioeducativos e aprimoramento laborativa. O maior obstáculo ao amparo e à restruturação do adolescente infrator é a fossilização das mentes das elites que não encontram caminhos de solidariedade na busca de novas oportunidades sociais. Devemos plasmar o novo “rosto” do adolescente, que saiba melhor produzir a força impulsiva de nova direção.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Petra, obrigado mais uma vez por sua participaçãó.

      • Petra

        A nossa deferência se prende ao contentamento e orgulho por ser um partícipe de seu conceituado blog. A sua equipe torno por ela respeito diante de sua competência ímpar.

  • Lucas Light

    Álvaro,o país real é esse que voce menciona no texto.
    O outro é o país deles,o da fantasia,o dos “messias”,
    o dos cara de pau,o de alguns que se locupletam com o nosso suor.
    Sábias suas palavras.Enquanto houver pessoas,jornalistas ou não,que
    não possam ser comprados,que não se conformarem com o malfeito,
    que não dependerem das benesses do governo para sobreviver,que tenham
    vergonha na cara,ainda há de haver esperança.
    Álvaro,não podemos nos conformar,não podemos entregar os pontos,pois
    o país só será forte se o povo fazer valer a sua vontade.
    Obrigado por ser uma das nossas vozes na imprensa.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Querida Bel Campos, entregar os pontos jamais. Eles são decepcionantes.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Caro Lucas Light, ele vivem mesmo num outro país que nós ainda não conhecemos.

  • Missaci

    O Brasil faliu . . . a Esperança não venceu o medo como haviam nos dito.
    Nós choramos sangue, Caro Poeta.

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Massaci: choramos sangue sim e a alma também, diante desse massacre diário. Esse é Governo e esses são osdonos do poder. Fazem o que bem entendem. Como disse aquela ministra do presidente Collor, que cabe bem agora, porque é tudo igual: “O povo é só um detalhe!”

  • bel campos

    Enquanto rios de dinheiro vão para o Hospital do Senado (onde servidores e parlamentares não utilizam porque preferem ir a clínicas particulares e depois pedir reembolso pelas despesas) muitos esperam horas e horas na fila do SUS para serem atendidos.
    Vemos uns absurdos tão grandes que é impossível não tremer de indignação.
    A construção dessa Usina de Belo Monte é um verdadeiro crime, um projeto obscuro e questionável, 30 bilhões dos cofres públicos para a destruição de um santuário, onde pessoas, bichos e natureza serão irreversivelmente prejudicados em nome do “desenvolvimento”. A prioridade não é mesmo o ser humano nem a preservação do meio , exatamente como falou o Arcebispo: o homem não significa nada , a vida não significa nada.
    Para a presidente será que é mais fácil fingir que não vê o Brasil da realidade ?

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      Bel Campos, um verdadeiro crime, sim. Nunca pensei que a presidente Dilma fosse defendê-lo com tanta veemência.

  • Klaus Pimenta

    Tenho 34 anos. Coordenei o Conselho Tutelar de São José dos Campos por 3 anos e atualmente trabalho pro Governo Federal, na Amazônia. Sou novo para os mais velhos, sou velho para as minhas filhas… e em cada Rio que percorro aqui na Amazônia, em cada rua que ando aqui em Manaus ou em cada favela que entrava em São José dos Campos – SP… fico pensando: Não sei se acredito mais… se ainda sou ingênuo o suficiente para pensar que os bons podem (ainda) fazer alguma diferença. É com dor (talvez como a sua) que penso isso. Os bons são cada vez mais vistos como otários e os espertalhões são aqueles que estão fazendo “o que todos fariam”, se lá estivessem.
    Enquanto uma tragédia não mudar as coisas, mas tragédia das grandes mesmo… nada vai mudar !!!
    O F… é ainda passar para as minhas filhas, entre outras coisas, que o bem faz bem e que respeitar os outros e a natureza, é um diferencial, um diferencial humano. E faço isso mesmo sabendo que elas sofrerão lá na frente… quando sentir-se-ão ridículas, otárias e indignadas!

    • ÁLVARO ALVES DE FARIA

      caro Klaus Pimenta: agradeço sua participação. Você espelha bem esse outro lado que não convém ao Governo que seja conhecido dos brasileiros. Eu também não sei se acredito mais….

  • Lacerda

    É revoltante. Realmente, dessa barbárie o governo não, especialmente a presidente Dilma que deveria respeitar seu próprio passado.

  • Helena

    “Nas sociedades modernas, que a si mesmas se chamam democráticas, o grau de manipulação das consciências chegou a um ponto intolerável. Isto gera um sistema que é democrático apenas na forma”.

    “Tal como a religião não pode viver sem a morte, o capitalismo não só vive da pobreza como a multiplica”.

    José Saramago

  • Gilmar Mendes10

    Poeta tudo que escreveu é revoltante , repugnante mesmo do nosso governo… Aprendi na escola quando criança e depois na Pós MBA que o poder emana do povo e por ele deve ser exercido, não é que está escrito na nossa Constituição ? Inaceitável…Sobre o Programa da Pan Sermão da Paixão é interessante sempre ouvi desde criança por ter sido educado em família e em escola católica de padres …porém o Programa embora seja democrático é meio alienado e nunca me responderam no passado perguntas que fiz sobre a Inquisição , o Ouro no Vaticano e a Igreja como maior latifundiário do mundo entre outras questões …Alguém já viu a Igreja abrigar mendigos de ruas ? eu nasci e morei na infância no bairro do Sumaré quase do lado da Igrreja N.Sra de Fátima nunca vi um padre católico ajudar ou sequer conversar com um mendingo ao contrário o vi empurrar prá fora da igreja quando o delatei quase fui expulso do colégio …e o que vc disse sobre o batismo é no mínimo uma tremenda contradição …
    Que planeta que vivemos !

    Um abraço …parabéns por ser um dos poucos jornalista e escritor atuante não alienado que toca nas verdades e absurdos deste país !

  • Jose anito

    Realmente Poeta, a Igreja sempre foi uma das bases de quem agora está no poder.

  • Helena

    Poeta, peço licença a você para fazer das palavras do Gilmar Mendes 10 as minhas também!
    Concordo plenamente com seu texto.
    Parabéns ao poeta pelo seu depoimento sobre esta triste realidade!
    Parabéns aos comentários de Gilmar e Petra que é também minha visão diante desta situação pela qual passa nosso pais.
    Obrigada.

    • Gilmar Mendes10

      Helena obrigado pelo apoio !

  • André Graziano

    Poeta, ouvi isso do padre Júlio Lancellotti na Jovem Pan:

    Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus e do povo de Deus, dizia que a estola, ao contrário do que pensam, não é sinônimo de poder. É na verdade toalhinha que serve para enxugar as lágrimas dos que sofrem. Que bom seria se toda a Igreja, que é a sua Igreja e a minha Igreja, tivesse aprendido isso, não é mesmo? Um abraço!

  • Luiz Alberto

    Poeta, sem entrar em nenhum, ou quase nenhum aspecto religioso, acredito que a grande mudança em toda essa sujeira, vai partir “lá de cima”. Espíritos rebeldes, contumazes na prática do mal, já estão sendo paulatinamente afastados da Terra. Não voltarão tão cedo! ” Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”. E é essa sanha de poder, dinheiro e dominação que vemos ultimamente, um indício fortíssimo de que o processo já teve início. Os ratos já estão percebendo que o navio está afundando… Mas, o tempo de Deus é outro. “Deus tem urgência mas não tem pressa”. O mal, querido Poeta, já não pode mais ser dominado pelo bem. Precisamos da ajuda divina. Um grande abraço e a minha total concordância com o teu desencanto.

  • Cartusi

    A pobreza e a miséria são ótimos para garantir estatísticas e mão de obra barata para os donos do poder.
    Infelismente essa situação só mudara quando aprendermos a votar.