Arquivos para agosto, 2009

Suplicy fazendo escola

quinta-feira - 27/agosto/2009

cartao-vermelhoO gesto do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) de empunhar um cartão vermelho contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teve repercussão bem humorada nesta quarta-feira entre os parlamentares. Enquanto o petista provou do próprio veneno numa reunião de comissão da Casa, o presidente do Senado afirmou no plenário que seu cartão é branco “é o cartão da paz”.

Mantega: “É balela dizer que não estamos fiscalizando contribuintes”

quinta-feira - 27/agosto/2009

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mudou o tom irônico ao se referir à crise e à onda de demissões na Receita Federal - anteontem, ele se fizera de desentendido sobre o assunto. Ontem, ele acusou o grupo de funcionários que estão entregando seus cargos de chefia de ineficiente. Para ele, é “balela” a alegação dos rebelados de que houve mudança no foco do Fisco em relação aos grandes contribuintes. Ele afirmou que as unidades da Receita estão funcionando dentro da normalidade e que quem fala em confusão está criando ideia falsa. - É balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes. Há mais de dez anos existe um programa de fiscalização de grandes contribuintes que foi reforçado, sob $meu comando, pela gestão anterior (da ex-secretária Lina Vieira). Falei para reforçar a equipe de fiscalização do sistema financeiro que estava carente. O programa continua. Portanto, dizer que houve substituição é uma desculpa para encobrir ineficiências. Mantega afirmou que esses funcionários - a maioria indicada por Lina com o aval do ministério - já seriam substituídos porque esse é um processo normal, segundo ele, quando há mudança no comando do órgão, dirigido hoje por Otacílio Cartaxo. Ele afirmou ainda que os superintendentes das principais regiões fiscais estão trabalhando.(O Globo)

Manchetes dos jornais - 5ª feira - 27 de agosto

quinta-feira - 27/agosto/2009

O Globo: Onda de demissões expõe guerra de grupos na Receita

Folha de São Paulo: Para Mantega, acusação contra Receita é ‘balela’

O Estado de São Paulo: Pressão do PMDB faz Lula ceder a Estados no pré-sal

Jornal do Brasil: Brasil é o maior do mundo. Na gripe

Correio Braziliense: Até empresas de ônibus fazem pirataria no DF

Valor Econômico: União pode pôr até R$ 100 bi na capitalização da Petrobras

Pensamentos políticos

quarta-feira - 26/agosto/2009

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.

George Orwell


Suplicy e o efeito retardado

quarta-feira - 26/agosto/2009

suplicy31Apesar de absolvido de 11 acusações na semana passada, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), enfrentou ontem mais um dia negativo. A oposição o boicotou e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a saída do peemedebista em discurso no plenário no qual exibiu um cartão vermelho. O clima ficou pesado no Senado no início da tarde, quando a oposição se recusou a participar de uma reunião com Sarney. O encontro seria para discutir a pauta da Casa. Os senadores oposicionistas também renunciaram às vagas a que tinham direito no Conselho de Ética. Foi uma forma de protestar contra a permanência do presidente do Senado na cadeira. Tucanos renunciaram às três vagas a que têm direito no colegiado- duas de titulares e uma de suplente. O DEM renunciou às seis vagas -três de titulares e três de suplentes. No início da noite as coisas pioraram. Eduardo Suplicy subiu à tribuna e, de maneira teatral, pediu a renúncia de Sarney. Levantou com a mão direita um cartão vermelho, numa alusão à expulsão de um jogador indisciplinado durante uma partida de futebol. Em seu discurso, anunciado desde o início da tarde, Suplicy pretendeu marcar posição diferenciada em relação ao PT. O partido foi enquadrado pelo Planalto e ajudou na absolvição de Sarney. O petista foi apoiado por Cristovam Buarque (PDT-DF), que sugeriu que os brasileiros usassem um cartão vermelho no bolso em protestos. Foi um ato de marketing calculado de Suplicy: avisado por sua assessoria que a cena não tinha sido registrada por alguns fotógrafos, o petista levantou mais algumas vezes o pequeno pedaço de cartolina vermelha. A seguir compareceu ao plenário o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Ele questionou a sinceridade de Suplicy, dizendo que ele apenas dava satisfação pública porque o governo obrigou o PT a salvar Sarney. Suplicy ficou alterado. Com a face vermelha, batendo a mão no apoio à sua frente, começou a responder aos gritos. Disse estar sendo sincero ao pedir a renúncia de Sarney. Foi quando Heráclito o apertou: perguntou se o cartão vermelho também seria dado ao presidente Lula, que comandou a operação na qual o PT ajudou a engavetar as acusações contra Sarney. Desconcertado, Suplicy não respondeu a Heráclito. Disse seguir orientações de Lula. “Ele [Lula] mencionou que a ética para o PT é importante, a minha crítica leva em consideração a sua recomendação feita”, disse o petista, que recebeu um copo de suco de maracujá. De petistas, estavam presentes Flávio Arns (PR), que já anunciou a intenção de deixar o partido, e João Pedro (AM). O líder Aloizio Mercadante (SP) passou o dia em São Paulo e também não assistiu a Suplicy pedir a renúncia de Sarney. O episódio do cartão vermelho foi a conclusão de um dia ruim para Sarney -que não estava no plenário quando Suplicy o atacou. A renúncia coletiva de nove senadores de oposição no Conselho de Ética teve um efeito mais político do que prático, mas dominou as discussões e impediu o Senado de voltar ao trabalho normal. O gesto da oposição também colocou em pauta a discussão sobre mudanças no conselho. Até governistas apoiam essa alteração. O próprio Sarney já defendeu, em artigo publicado na Folha, a extinção do órgão. Nesse caso, passaria a ser atribuição do STF julgar os senadores. A tendência é que o órgão continue existindo, mas com outro formato. (Folha de São Paulo)

Manchetes dos jornais - 4ª feira - 26 de agosto

quarta-feira - 26/agosto/2009

O Globo: Pré-sal: Cabral e Hartung recusam convite de Lula

Folha de São Paulo: Mais demissões pioram crise na Receita

O Estado de São Paulo: PMDB cobra ainda mais do governo e paralisa Câmara

Jornal do Brasil: Voltam as obras na Cidade da Música

Correio Braziliense: Senado em crise amplia regalias

Valor Econômico: Grandes empresas firmam compromissos ambientais

Aposentadoria poderá ter aumento pelo PIB

terça-feira - 25/agosto/2009

O governo sinalizou ontem que poderá atrelar o aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo a uma parcela da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Segundo relatos de sindicalistas envolvidos na negociação, a tendência é que o ganho real seja equivalente a 50% do crescimento do PIB, e a regra, que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional, seja aplicada em 2010 e em 2011. Um acordo entre governo, centrais sindicais e aposentados deverá ser fechado hoje. Se a proposta se confirmar, além de corrigir os benefícios pela variação da inflação, o governo garantirá aumento real de 2,55% às aposentadorias em 2010. Como haverá ainda a reposição da inflação, o reajuste total ficaria próximo de 6%. A regra de reajuste é similar à já aplicada hoje ao salário mínimo. A diferença é que, no caso do piso salarial, a variação do PIB de dois anos antes é aplicada integralmente, ou seja, além da inflação, o mínimo tem aumento de 100% do PIB. Ontem, governo e sindicalistas não chegaram a um consenso, mesmo depois de quase seis horas de negociação. Representantes dos trabalhadores e dos aposentados trouxeram novas propostas, e o governo pediu mais tempo. Os sindicalistas informaram aos ministros que comandam as negociações -José Pimentel (Previdência) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência)- que não aceitam a imposição do governo para que sejam retirados quatro projetos de interesse dos aposentados em discussão no Congresso. Na semana passada, o governo avisou que só chegaria a um acordo se, de antemão, os sindicalistas abrissem mão dos projetos. Com a negativa das centrais sindicais, o governo voltou atrás e aceitou manter uma das propostas no Legislativo: o projeto que vincula o benefício previdenciário ao número de salários mínimos na época da concessão.(FSP)

Manchetes dos jornais - 3ª feira - 25 de agosto

terça-feira - 25/agosto/2009

O Globo: Dirigentes se rebelam contra ingerência política na Receita

Folha de São Paulo: Crise na Receita provoca saída coletiva de chefes

O Estado de São Paulo: Saída de Lina provoca rebelião na Receita

Jornal do Brasil: Planos de saúde antigos terão reajuste de 6,76%

Correio Braziliense: Governo unifica regras e põe ordem nos concursos

Valor Econômico: Teles vendem computadores para incentivar banda larga

Mercadante não explica e se complica

segunda-feira - 24/agosto/2009

Depois de recuar em sua decisão de deixar a liderança do PT no Senado,o senador Aloizio Mercadante voltou ao Twitter para dizer que errou ao dizer que anunciaria uma renúncia de forma irrevogável. Ele pediu ainda  aos internautas que busquem entender as suas razões. Essa é a vantagem do Twitter, que só admite frases curtas, sem muitas explicações…

Defesa de Sarney divide candidatos à apresidência do PT

segunda-feira - 24/agosto/2009

Entre os candidatos à presidência do PT, apenas os ligados às alas mais à esquerda do partido admitem que a defesa de José Sarney (PMDB-AP) provocou uma crise institucional na legenda. Já a ala mais alinhada com o Planalto, preocupada com os resultados deste desgaste na eleição de 2010, prefere restringir os problemas à bancada no Senado. Nos últimos dois dias, a Folha ouviu cinco dos seis postulantes à vaga hoje ocupada pelo deputado Ricardo Berzoini (PT-SP). As respostas refletem as divisões que tradicionalmente aparecem no partido. Candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Eduardo Dutra é o mais alinhado à atual administração. Para ele, o PT vive problemas isolados em meio a uma fase onde há praticamente consenso em torno do nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para disputar o Planalto em 2010, da política de alianças e dos rumos do governo Lula. Em linha completamente oposta está o candidato da Esquerda Marxista, Serge Goulart. Para ele, é um “erro grave” de Lula e do PT sustentar Sarney. “Toda a crise no partido é resultado da política de alianças. E é uma crise centrifugadora”, disse. “O PT está sendo liquidado por uma política que não leva a nada”, acrescentou. De todos, ele foi o mais crítico à postura do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que, na sexta-feira, após sucessivas promessas em contrário, anunciou que permaneceria na liderança do partido no Senado, apesar de discordar da postura da direção do PT e do governo em relação a Sarney. “Na medida em que ele é líder do partido, deveria conversar esta questão da liderança com o partido, e não com Lula. Ele não é líder do governo”. Markus Sokol, da corrente O Trabalho, classificou a postura do PT no Senado de “lamentável”. “[A crise] é um pedágio que estamos pagando por esta aliança descabida com o Sarney”, disse. “O grave é o Planalto expor o partido a uma postura contrária a da bancada”. Sokol propôs a Berzoini antecipar a reunião do diretório nacional do partido marcada para 17 de setembro para discutir estas questões, mas até sexta-feira não havia recebido resposta. O deputado Geraldo Magela (PT-DF), do Movimento PT, também foi crítico à postura do partido. “O PT vai pagar um preço altíssimo por uma crise que é do PMDB. O que aconteceu atinge todo o partido”, afirmou. Iriny Lopes (PT-ES), candidata da Articulação de Esquerda, se mostrou solidária à postura defendida por Berzoini e pelo Planalto e disse que Mercadante foi “coerente”. “Ele sai fortalecido porque não negociou a liderança. Ele não abriu mão do discurso dele para ficar com o cargo”, afirmou. Ela defendeu que o PT precisa ter independência em relação a quem tenha cargo eletivo, mas negou qualquer crise neste sentido. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), candidato pela Mensagem ao Partido, não respondeu às ligações. (Folha de São Paulo)