Lula: palanques só em São Paulo e São Bernardo do Campo
sexta-feira - 10/outubro/2008
O presidente Lula deve ficar longe dos palanques do segundo turno em Belo Horizonte, Salvador e Manaus. Tudo para evitar crise com o PMDB. Nessas três capitais, candidatos do PT ou apoiados pelo partido enfrentam peemedebistas. Diante do quadro, Lula resolveu subir no palanque apenas em São Bernardo do Campo e São Paulo, para tentar alavancar as campanhas de Luiz marinho, que lidera as pesquisas e Marta Suplicy, que está 17 pontos atrás de Gilberto Kassab na capital paulista, segundo o Datafolha.


Pesquisa Datafolha: Marta Suplicy cai, mas se mantém na frente e Gilberto Kassab se isola em segundo lugar. A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de setembro. Marta continua em primeiro com 35% das intenções de voto, Gilberto Kassab aparece com 27%, Geraldo Alckmin com 19%, Paulo Maluf com 7% e Soninha com 4%. Se a pesquisa estiver certa, Marta e Kassab vão se enfrentar no segundo turno. O instituto também simulou três situações para o segundo turno. Na primeira, envolvendo Marta e Kassab, vantagem do democrata 49% a 44%; na segunda, entre Marta e Alckmin, vitória do tucano pela mesma diferença 49% a 44%; na terceira, e mais improvável emparelhamento, entre Kassab e Alckmin, nova vitória do democrata: 46% a 41%.
Pesquisa Datafolha mantém Marta Suplicy em primeiro lugar e, pela primeira vez, Gilberto Kassab ultrapassa Geraldo Alckmin na briga por uma vaga no segundo turno nas eleições em São Paulo. Segundo o instituto, a candidata do PT Marta Suplicy tem 37% das intenções de voto, Gilberto Kassab 24%, Geraldo Alckmin 20%, Paulo Maluf 6% e Soninha 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. O Datafolha também simulou duas situações para o segundo turno. Na primeira, entre Marta e Kassab, vitória do democrata 47% a 46%. Na segunda, entre Marta e Alckmin, vitória do tucano 48% a 45%.
Final de semana será de divulgação de pesquisas para as próximas eleições: Ibope e Datafolha vão trazer os seus números. Hoje, quem acompanha o dia a dia da política já sabe o que acontece: notas e mais notas plantadas nos jornais dizendo que esse candidato cresceu, que aquele se descolou e vai firme rumo a vitória. Tudo fruto das coordenações políticas dos candidatos, muito mais torcida do que propriamente certeza dos resultados que as pesquisas vão trazer. Enfim, na política é assim mesmo: todos dizem que vão ganhar, até acreditam na própria mentira, mas no fim só um leva.
A menos de um mês para as eleições, a disputa em São Paulo vai deixando claras duas situações muito diferentes quando levamos em conta as pesquisas no primeiro e segundo turnos. Até o momento, sempre preso aos números das pesquisas, Marta Suplicy leva vantagem acentuada e aguarda seu adversário para o segundo turno entre Geraldo Alckmin e o atual prefeito Gilberto Kassab, que vem crescendo nas últimas pesquisas. A vantagem da petista nos levantamentos de opinião é grande e isso tem dado folga para o PT pensar na estratégia que usará no segundo turno, que promete ser muito mais disputado. Todos os intitutos de pesquisa apontam uma disputa acirrada, seja entre Marta e Alckmin ou, com um pouco menos de intensidade, entre Marta e Kassab, na segunda etapa das eleições. Na verdade, a estratégia do PT para o segundo turno passa muito mais pelo crescimento de Marta Suplicy ainda no primeiro turno. O jornalista André Graziano, utilizando a pesquisa Datafolha, chegou a uma interessante conclusão: Marta tem neste último levantamento de opinião 44% do que chamamos de “votos válidos”, ou seja, estaria a 6 pontos percentuais de ficar com a prefeitura de São Paulo. Diante dessa análise, se voltarmos para os números totais, a petista que na pesquisa tem 40%, caso chegue a 42% até o dia 5 de outubro, precisaria de muito pouco para vencer a eleição no segundo turno. É claro que aqui levamos em conta apenas os números “frios” divulgados pelas pesquisas, que em diversas ocasiões não registram com fidelidade os movimentos muito mais pulsantes dos eleitores. Em outras palavras, entre as pesquisas eleitorais e os votos dos eleitores pode haver uma grande distância a ser percorrida.