Arquivos para a categoria ‘Ponto Final’

CPI da Petrobras

quarta-feira - 27/maio/2009

Terminou à meia-noite de terça-feira o prazo para que os líderes partidários escolhessem os representantes da CPI da Petrobras. A lista ficou assim:

1 - Ideli Salvatti (PT)

2 - João Pedro (PT)

3 - Ignácio Arruda (PCdoB)

4 - Fernando Collor de Mello (PTB)

5 - Jefferson Praia (PDT)

6 - Paulo Duque (PMDB)

7 - Leomar Quintanilha (PMDB)

8 - Romero Jucá (PMDB)

9 - Álvaro Dias (PSDB)

10 - Sérgio Guerra (PSDB)

11 - ACM Júnior (DEM)

De acordo com essa composição, a Comissão está muita mais para abafar do que para apurar os fatos ocorridos dentro da Petrobras. Dos 11 senadores, 8 fazem parte da bancada governista e apenas 3 da oposição. Outro detalhe relevante: o PT mais uma vez perdeu espaço para o PMDB dentro do Palácio da Alvorada. Depois do encontro dos peemedebistas com o presidente Lula, o senador petista Aloisio Mercadante foi descartado da CPI, uma das exigências do PMDB, comandado por Renan Calheiros. Com essa composição o governo dá sinais claros que vai atropelar a oposição e ficar com a presidência e a relatoria da Comissão.  A presidência deve ficar com o PMDB, muito provavelmente com o senador Romero Jucá, e a relatoria com o PT, com favoritismo para o senador João Pedro. A volta com força total de Renan Calheiros fica clara com as indicações dos peemedebistas Quintanilha e Duque, ambos da tropa de choque do senador alagoano. Apesar dessa leitura acima, vale lembrar que agradar Renan Calheiros não é tarefa fácil para o governo, e não está descartada totalmente a sua mudança de lado com o passar dos dias. Nesse caso a oposição passaria a ter 5 votos e ficaria a um voto da maioria na CPI. É aí que entra o ex-presidente Fernando Color de Mello, que é governista, porém não muito. Enfim, a CPI da Petrobras será um verdadeiro jogo de xadrez para o governo, e qualquer movimento errado pode acabar deixando o rei desprotegido…

Amigos e inimigos nas eleições

segunda-feira - 4/agosto/2008

eleicoes.jpgAs eleições servem para ganhar inimigos, nunca amigos. Essa máxima é conhecida por praticamente todos os políticos. Afinal, quanto mais se aproxima o dia do pleito as disputas ficam mais acirradas e aí é cada um por si. Partidos historicamente aliados, como o PSDB e o DEM, ou então o PT e o PCdoB, podem se distanciar bastando para isso que tenham candidatos disputando os mesmos eleitores. Nesses casos as trocas de farpa começam nos debates, seguem durante todo o horário eleitoral e só terminam quando as urnas são fechadas e os resultados conhecidos. A partir daí os partidos buscam uma reaproximação que vai durar sempre até a próxima eleição.    

Prefeitura de São Paulo: Marta e Alckmin polarizam início da disputa

segunda-feira - 7/julho/2008

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Com a definição dos candidatos à prefeitura de São Paulo as pesquisas eleitorais ganham peso nos caminhos políticos que serão definidos daqui em diante. O Datafolha divulgou o resultado da primeira pesquisa realizada após a escolha dos candidatos, e Marta Suplicy aparece na frente com 38% das intenções de voto. Em seguida aparece Geraldo Alckmin com 31%. Em terceiro, bem atrás aparece o prefeito Gilberto Kassab com 13% e Paulo Maluf com 8%. Em outras palavas, a corrida eleitoral começa com a polarização entre PT e PSDB. A pesquisa também demonstra os pontos fortes e os fracos dos candidatos. Entre quem tem renda familiar menssal até dois salários mínimos, Marta tem seu melhor desempenho com 44%, contra 27% de Alckmin e 11% de Kassab. Já entre quem tem renda entre 2 e 5 ou mais de 10 salários mínimos, Alckmin aparece na frente com 34%, seguido de Kassab com 24% e Marta com 23%. Enfim, os resultados apontam o que já era esperado: a candidata do PT liderando na periferia e o tucano nos bairros de classe média. Agora é com os estrategistas políticos.     

Falta de estrutura compromete atuação da CET

terça-feira - 1/julho/2008

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A prefeitura de São Paulo está revelando os números do primeiro dia da restrição de caminhões na região central da cidade: a média da queda no trânsito das 07h30 às 15h00, numa comparação com três segundas-feiras de julho de 2007, foi de 40%. Olhando os números, no calor das restrições, os resultados parecem ser muitos positivos, mas é preciso aprofundar essa análise. Num primeiro momento, a tendência é que o respeito seja maior com a alta adesão em razão do receio das multas. Depois, naturalmente esse respeito cai e aí entra a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa, com muitos homens na rua para fazer a lei “pegar prá valer”, e a CET não tem efetivo para isso. Nos últimos anos a Companhia de Engenharia de Tráfego tem sido muito usada do ponto de vista político e esquecida quando o assunto é investimento em equipamentos e contratações. Os carros utilizados pelos amarelinhos são antigos, os equipamentos de comunicação inoperantes, sobrando apenas a boa qualificação técnica dos engenheiros, que fazem o possível para deixar o trânsito da cidade menos caótico. Os políticos, independentemente dos partidos a que são filiados, têm idéias muitas vezes “mirabolantes” para o trânsito de São Paulo que acabam caindo no “colo” da CET.

Brasil lidera ranking de milionários na América Latina

terça-feira - 24/junho/2008

memorial.jpgA América Latina é a terceira região do mundo onde houve o maior aumento no número de milionários em 2007, com o Brasil na liderança, segundo um estudo do banco americano Merrill Lynch e da consultoria de informática Capgemini. Atualmente, o mundo tem mais de 10 milhões de milionários, um aumento de 6% em relação a 2006.  Ocupando o terceiro lugar, o Brasil, atrás da Índia e da China, é o país onde mais cresceu a quantidade de grandes fortunas. A entrada de capitais privados na América Latina foi considerada fundamental para o crescimento destas fortunas. Nesse contexto, a Bolsa de Valores São Paulo ficou em quarto lugar mundial pela importância de suas ações e lucros. O estudo levou em conta 71 países que representam 98% do Produto Interno Bruto mundial e 99% da capitalização nas Bolsas do mundo. 

Trânsito e taxas na disputa pela prefeitura de São Paulo

sexta-feira - 13/junho/2008

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A disputa pela prefeitura de São Paulo terá como temas principais a questão dos cada vez mais caóticos trânsito e transporte da capital paulista e as taxa criadas na gestão petista. Marta Suplicy, em pouco mais de uma semana de campanha já deu o tom que seguirá, esperando ônibus por mais de vinte minutos em um ponto do centro da cidade , reclamando do trânsito e da demora para o trabalhador chegar a seu emprego, enfim vai   lembrar sempre que possível o eleitor de uma de suas criações de mais sucesso: o bilhete único. Por sua vez, Kassab percebeu que o trânsito da cidade irrita o seu eleitorado de classe média e resolveu mostrar ação proibindo a circulação de caminhões e agora, ainda insatisfeito, decidiu trocar o presidente da CET, Roberto Salvador Scaringela. Quanto a Geraldo Alckmin, atrasado na campanha preocupado em resolver os problemas internos que enfrenta no PSDB, vai mesmo é falar das taxas criadas por Marta, mostrando como cartão de visitas as contas de sua gestão no governo de São Paulo. A campanha promete já que esses assuntos mexem com duas coisa muitos importantes para a população: a paciência e o bolso.        

Marta Suplicy anuncia candidatura à prefeitura de São Paulo amanhã

quarta-feira - 4/junho/2008

marta7.jpgInformação em primeira mão do blog: Marta Suplicy lança sua candidatura à prefeitura de São Paulo amanhã no início da tarde, após receber apoio de empresários e políticos do Partido dos Trabalhadores. A agora ex-ministra do Turismo tem liderado as pesquisas eleitorais em São Paulo, sempre acompanhada de perto pelo ex-governador Geraldo Alckmin.      

Alckmin recebe apoio de deputados federais

segunda-feira - 26/maio/2008

alckmintres.jpgAcabo de receber a informação que depois de fechar acordo com o PTB, Geraldo Alckmin resolveu definitivamente colocar a sua pré-candidatura nas ruas. Daqui a pouco, por voltas das cinco da tarde, recebe no diretório do PSDB, em São Paulo, apoio de pelo menos 20 deputados federais da legenda. A intenção é mostrar força para o grupo que defende uma aliança com Gilberto Kassab em detrimento da candidatura própria. Do ponto de vista político, esse apoio não é nenhuma novidade, até porque no âmbito federal Alckmin já tinha a simpatia dos deputados, o problema continua sendo local, onde 10 dos 11 vereadores do partido defendem a aliança com Kassab. 

Renan Calheiros: Um ano das denúncias que não deram em nada

segunda-feira - 26/maio/2008

renan.jpgO escândalo envolvendo o nome de Renan Calheiros está completando um ano. Mesmo sabendo que praticamente  nada aconteceu, que tudo terminou numa enorme e imensa pizza assada pelos parlamentares, é hora de ao menos fazer uma lembrança. O mais incrível é que passado apenas um ano o caso já tenha sido esquecido, com incrível tranquilidade. Foram seis representações contra o então presidente do Senado. Duas derrotadas com muita festa no plenário do Senado. Três mortas e enterradas ainda dentro do Conselho de Ética, com atuação da tropa de choque de Renan e tudo mais que marcam o dia a dia do Congresso. Uma caiu no fundo da gaveta da Mesa Diretora da Casa e até agora ninguém a encontrou. Renan Calheiros renunciou “indignado” a presidência do Senado, situação que fez muitos parlamentares se sentirem de “alma lavada”. Porém, apenas a alma foi lavada, pois a lama do caso Renan continua nos corredores do Congresso, sem que ninguém resolva retirá-la de lá, basta aos parlamentares desviarem do lamaçal para não sujarem os sapatos italianos, se equilibrando para evitar maiores escorregões. Vale lembrar algumas das acusações contra Renan Calheiros: Compra de bois se nota em Alagoas, o lobista da Mendes Júnior, os laranjas que compraram rádios, o irmão e sua relação com uma cervejaria e por aí vai. Para os eleitores resta o voto, uma arma de pouco uso, mas que não há dúvida que é letal quando bem utilizada.  

A relação tempestuosa de Alckimin e os vereadores tucanos

quarta-feira - 21/maio/2008

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Muita gente tem me perguntado como ficará a bancada do PSDB na Câmara Municipal caso Geraldo Alckmin se torne mesmo o candidato dos tucanos à prefeitura de São Paulo. Isso porque, durante todo esse processo de escolha entre a candidatura própria ou o apoio a Gilberto Kassab, 10 dos 11 vereadores do PSDB ficaram com a opção Kassab.  Sem dúvida nenhuma, na muito possível candidatura de Alckmin, um acordo terá que ser fechado dentro do PSDB. Os vereadores, na grande maioria buscando a reeleição, sabem que precisam ”colar” no candidato em busca de votos,  por outro lado também o candidato tem consciência que necessita do apoio dos vereadores em seus redutos eleitorais para vencer a eleição majoritária. É claro que expondo a situação dessa forma parece que o processo será tranquilo, mas podem acreditar que não será. Rusgas e desgastes sempre ficam pelo caminho e além disso novos candidatos à Câmara Municipal aproveitam o momento para se aproximar do candidato cavando um espaço antes ocupado por um vereador. Em outras palavras, os movimentos político serão intenso, como aliás tem sido dentro do PSDB nas últimas eleições, alguns resultando em vitórias e outros ajudando em derrotas.