O campeão voltou

21/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

O Guarani, de Campinas, confirmou hoje a sua volta à Primeira Divisão do futebol brasileiro.

Perdeu para o Bahia, no estádio Pituaçu, 2 x 0,  mas com 66 pontos já está matematicamente na Série A-2010.

Foi um trabalho árduo do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, e da atual diretoria.

O Guarani é mais um campeão brasileiro que volta para a divisão maior. O Vasco como campeão da Série B já tinha confirmado isso há algumas rodadas.

O Guarani sempre foi um time revelador de jogadores importantes, mas perdeu o foco nas últimas temporadas.

Chegou a cair também no Paulista, mas também voltou.

O maior feito da história do Guarani foi ter sido campeão brasileiro em 78 com um time de novas caras como Renato, Careca, Zenon sob o comando do então jovem Carlos Alberto Silva.

Vadão, o treinador atual, é trabalhador e honesto. Gosta de montar times e o Guarani deve mante-lo para o ano que vem se quiser continuar o seu bom trabalho.

O Ceará venceu hoje a Ponte Preta, 2 x 1, e também está de volta à Série A 16 anos após a sua última participação. A capital Fortaleza volta a receber os principais times do Brasil no próximo ano.

O Atlético Goianense volta depois de 23 anos e vai se juntar ao Goiás como mais uma equipe do Brasil Central na Série A do Brasileiro-2010.

Marco Aurélio Cunha diz que Palmeiras vive um turbilhão de emoções e sofre por por Muricy

20/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

Marco Aurélio Cunha é amigo pessoal de Muricy Ramalho.

Teve uma profícua convivência de três anos e pouco e ganhou o tricampeonato brasileiro com o atual técnico do Palmeiras.

Hoje no CT da Barra Funda, Cunha dizia que o Campeonato agora está mesmo polarizado entre São Paulo e Flamengo.

Reconhece que o rubro-negro está jogando bonito, mais bonito até que o tricolor, e que ambos merecem o título.

Disse que entende a torcida de muita gente contra o São Paulo para que uma mesma equipe não ganhe 4 títulos sucessivamente, mas pode acontecer pela força da equipe, pelo acerto da contratação de Ricardo Gomes e estrutura do clube.

Marco lamentou o momento de Muricy Ramalho, no Palmeiras: “Sofro com o amigo. Não vou torcer pelo Palmeiras, mas torço pelo Muricy. Gosto dele e não merecia passar por tantas dificuldades. Mas faz parte. São coisas que acontecem na vida do treinador e de tantas pessoas. Eu sinto por ele”

Cunha também acrescentou que o problema da crise palmeirense é pelo longo tempo sem título: “Eu me lembro aqui como era na época que os títulos não chegavam. As pessoas se enervavam mais facilmente. Vejo o Marcos que é um cárater maravilhoso, uma pessoa fantástica, às vezes fica nervoso e dá declarações fortes justamente por isso. Ele quer ganhar, quer encerrar sua ótima carreira com mais um título importante. Acontecia aqui também quando o Rogério não tinha títulos de peso e ele se desconcertava mais. Agora não, agora é mais fácil. A obrigação de ganhar não é tanta”

“O Palmeiras vive um turbilhão de emoções. Tem uma diretoria competente, tem grandes jogadores, fez um ótimo trabalho no Campeonato, tem um grande treinador, uma grande Comissão Técnica, mas falta o título de peso para acalmar o clube”, concluiu Marco Aurélio Cunha.

Ricardo Gomes, Andrade, Roth, Silas e Adílson: Os campeões dos pontos corridos

20/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

A regularidade é o segredo dos pontos corridos. O time que conseguir se equilibrar entre o primeiro e o segundo turno muito provavelmente chegará na zona da Libertadores e brigará pelo título.

O Fluminense, por exemplo, fez um ótimo segundo turno, mas não foi o suficiente para alça-lo na classificação. Ainda agora briga para fugir do rebaixamento. A pésima campanha do turno o puxa para baixo.

O Palmeiras fez um ótimo primeiro turno e um sofrível segundo. Hoje está em terceiro e briga por Libertadores. O título é um sonho distante.

O Flamengo que é o segundo colocado com 60 pontos, terminou o primeiro turno com 29 pontos na oitava colocação. Ganhou 31 pontos no returno.

Andrade é um dos campeões dos pontos corridos. Ganhou 12 jogos, empatou 5 e perdeu 5. Pegou o time com 19 pontos e ganhou mais 41 se colocando como um candidato na luta direta com o São Paulo.

Quando Andrade assumiu, o Flamengo tinha feito 17 gols e sofrido 19. Tinha uma defesa pífia e um ataque sem sintonia.

Com Andrade, o Flamengo fez 37 gols e sofreu 24. A média de gols tomados ainda é alta, mas leva-se em consideração a formação vencedora do treinador que gosta de jogar no ataque e pretende sempre vencer.

É uma característica que deve ser respeitada. Andrade jogou no maior Flamengo de todos os tempos e não se esquece disto, mesmo quando o tempo é outro.

Outros campeões dos pontos corridos são Celso Roth, do Atlético Mineiro e Adílson Batista, do Cruzeiro. Coincidentemente os times de Minas não mudaram de técnico no Brasileiro.

Roth ganhou 56 pontos ganhos no Campeonato e Adílson vem logo a seguir com 55. Apesar das críticas e de muitos resultados bobos, ambos ainda estão na briga por Libertadores justamente por causa desse bom número conquistado ao longo da disputa.

No ranking dos que mais ganharam pontos até aqui, Roth fica em primeiro; Adílson, em segundo e Ricardo Gomes, do São Paulo, é o terceiro ao lado do técnico do Cruzeiro, com 55 pontos ganhos desde que chegou no Morumbi.

Como lidera o Campeonato vamos usar esse ítem como desempate e então ele seria o segundo e Adílson o terceiro.

Ricardo Gomes conquistou 16 vitórias, 7 empates e teve 5 derrotas no São Paulo.

São números impressionantes para um quase desconhecido criticado pelo torcedor e parte da imprensa quando contratado para o lugar do top Muricy Ramalho, que foi para o Palmeiras.

Há outros nomes que devem ser lembrados pela campanha na temporada.

Tite, ex-técnico do Inter, em 27 rodadas conquistou 44 pontos, mas não está mais na disputa .

Silas do Avaí fez 53 pontos até agora no Campeonato. Vindo logo atrás Hélio dos Anjos, do Goiás, com 50 e Mano Menezes, no Corinthians, com 49 pontos.

O São Paulo e Flamengo trocaram seus respectivos treinadores com o Campeonato em andamento e se deram bem.

Eles desmentiram a tese de que não se pode trocar de treinador depois de iniciada a competição.

Ambos, Ricardo Gomes e Andrade, foram ótimos jogadores e são do tempo que se jogava muita bola no Rio de Janeiro.

São dois cariocas. Ricardo, nascido no Rio e o ex-volante do Flamengo é na verdade nascido em Juiz de Fora, mas é carioca há muito, muito tempo.

É um Fla-Flu chegando também na decisão das últimas rodadas do Brasileiro.

Ricardo fez história nas Laranjeiras e Andrade na Gávea. Agora eles brigam pelo primeiro título importante como treinadores.

São caras novas no futebol brasileiro. Só um vai ganhar, mas ambos merecem muito o nosso respeito. Fizeram a sua parte. Agora só falta um pouquinho.

Muricy não é mais o Rei dos pontos corridos

19/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

O Palmeiras teve rendimento de time rebaixado ou na zona do rebaixamento no segundo turno.

Para ele faltam apenas dois jogos para o ano acabar e precisa vencer desesperadamente para não perder de vez a temporada.

Muricy Ramalho é o que menos pontos ganhou no Brasileiro entre os disputantes do título e do G-4.

Tinha ganho 7 no São Paulo com 1 vitória, 4 empates e 2 derrotas e assumiu o Palmeiras na décima quarta rodada com o Palmeiras na vice-liderança com 28 pontos ganhos.

Estreou na décima quinta, venceu o Fluminense por 1 x 0 e assumiu a liderança que só viria a perder para o Internacional na décima nona e vigésima rodadas, ainda assim com jogos atrasados do time do Sul.

De lá para cá conquistou 8 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, perfazendo 31 pontos e somando com mais 28 que herdou de Luxemburgo e Jorginho, totaliza os 59 que ostenta hoje.

Quando Muricy assumiu o Palmeiras tinha feito 26 gols e tomado apenas 14. Com ele a equipe fez 28 gols e tomou outros 28, por isso o saldo continua igual daquela época: 12.

No primeiro turno, o Palmeiras ganhou 37 pontos ganhos e terminou como vice atrás do Inter, de Porto Alegre que somou os mesmos pontos, mas ganhou no número de vitórias (11 x 10) um título simbólico.

A campanha do Palmeiras no segundo turno explica muita coisa. Foi uma campanha para cair mesmo.

A equipe ganhou apenas 22 pontos. Menos que o Fluminense que ganhou 24 e quase igual o Sport que já caiu e amealhou 18 pontos no returno.

Isso explica bem o que aconteceu com o Palmeiras. O time simplesmente parou.

Os números não mentem e expõe a péssima campanha do alvi-verde no returno do Brasileiro.

Mostra também que o técnico tricampeão do Brasileiro já não é mais o Rei dos pontos corridos.

Antes parecia administrar muito bem a situação e ia fazendo um belo estoque de pontos pelo caminho. Quando precisava eles estavam lá.

Não foi o que aconteceu no Palmeiras. O que faltou para Muricy? Faltou pegar o trabalho no começo? Ou faltou a estrutura do outro lado do muro, que pelo jeito continua fazendo a conta certa na hora de coletar os pontos?

Em tempo: No próximo post vou contar a vocês quem são os verdadeiros campeões dos pontos corridos.

As decepções palmeirenses

19/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

Nas últimas 24 horas estive ao lado do Palmeiras para o jogo em Porto Alegre que decidiu o fim do sonho da temporada 2009.

Palmeiras tem chances matemáticas de ser campeão, mas sabe que não vai ser.

Sabe que São Paulo e Flamengo disputam o título e ele terá que correr atrás de uma vaga da Libertadores da América nos jogos contra Atlético Mineiro e Botafogo.

Se vencer o Atlético, precisará de no mínimo mais um ponto contra o Botafogo.

Se não vencer o Galo, correrá mais risco ainda mesmo que vença o Botafogo, pois o time mineiro é concorrente direto à vaga.

A diretoria do Palmeiras segurou jogadores que poderia negociar, pagou em dia o tempo todo, deu retaguarda ao elenco e à Comissão Técnica e está tentando entender o que deu errado.

A campanha do segundo turno é digna de rebaixamento. Foi muito parecida com a do Fluminense no primeiro turno.

Não há explicação plausível para uma equipe que em 9 jogos só consegue ganhar 6 pontos.

A contusão de Cleiton Xavier é um complicador a ser analisado, mas outros jogadores caíram demais de rendimento.

Até o rendimento físico tem que ser questionado. Não é a primeira temporada que o Palmeiras chega no bagaço no fim do ano.

O destempero verbal do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo colocado como motivador do desentendimento entre Obina e Maurício Santos, foi um caso pontual de duas rodadas atrás e o time vem mal há mais tempo que isto.

Há algumas atuações que estão sendo analisadas no Palestra Itália. Alguns deram conta do recado.

Marcos; Figueroa, que deve ser contratado em definitivo; Danilo, idem; Pierre, sempre a velha garra e teve problema de contusão grave num momento importante; Cleiton Xavier, que deu o tom enquanto estava inteiro e mais quem?

O zagueiro Maurício Ramos também fez a sua parte enquanto esteve em campo. Está contundido há um bom tempo.

Diego Souza nem sempre foi o jogador desequilibrante, principalmente nesta reta final de Campeonato. Ontem no Olímpico até que jogou bem, mas foi numa noite terrível para o time todo.

Vágner Love chegou e não foi o mesmo jogador de antes. Acusado de baladeiro, nunca foi o atacante que o Palmeiras precisou para resolver.

Nos primeiros jogos se movimentava, fez gols e quando não jogava bem a justificativa era a readaptação, mas essa época já passou e ele caiu junto com o time.

Chegou ao ponto de ser reserva de Obina e Ortigoza nesse jogo contra o Grêmio.

Muricy Ramalho também acaba ficando em situação difícil. Pegou o barco navegando em águas calmas e terminou num tsunami. Teria escolhido a rota errada?

Faltou comando? Faltou apoio? Faltou atitude? O que faltou? Isso é o que a diretoria palmeirense quer saber, pois ela também está sendo cobrada pela torcida.

Hoje enquanto esperava para voltar para casa com vários voos atrasados no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, Gilberto Cipullo dizia que a diretoria fez tudo o que foi pedido e o que pôde para que o time andasse em campo.

Não havia nem problema de relacionamento no grupo, segundo ele. Os dois jogadores que brigaram e foram afastados eram amigos e nunca tiveram problema disciplinar.

De repente tudo desandou e o Palmeiras quer se entender. Parece mesmo que ainda não sabe o que aconteceu.

O maior trabalho nos próximos dias é lembrar que a temporada ainda não está totalmente perdida e que há dois jogos em pauta que podem levar o time para a Libertadores.

Se Muricy e sua turma se lembrarem disso, o Palmeiras pode terminar o ano respirando um pouco melhor, apesar de tudo.

Vexame no Olímpico. Palmeiras perde o controle e fica longe do título

19/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

O Palmeiras não fazia um mau primeiro tempo.  Tinha criado uma chance numa boa jogada de Diego Souza, que depois de várias partidas no ostracismo mostrava um bom futebol, e poderia virar o primeiro tempo pelo menos com o empate.

Eis que já no apagar das luzes toma o gol de Rafael Marques numa bobeada do zagueiro Maurício Santos.

Obina cobra forte o companheiro, é empurrado e revida com violência. Resultado: Ambos são expulsos na volta para o segundo tempo.

Obina nem voltou. Malandramente Muricy Ramalho tentou substitui-lo por Vágner Love, mas a alteração não foi permitida pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

A não ser que Love entrasse na vaga de outro. Do expulso Obina, não.

Maurício voltou para campo só para receber o cartão vermelho.

Para contornar, Muricy teve que tirar Ortigoza e colocar o terrível Marcão para arrumar a zaga.

O Palmeiras tomou mais um gol no segundo tempo. Max Lopes aproveitou-se da falha de Marcão e Armero e completou paras as redes.

Placar final: 2 x 0, para o Grêmio, que ainda teve dó do Palmeiras, pois jogou todo o segundo tempo contra 9 e não forçou muito. Se segurou, respeitou o combalido Palmeiras.

Foi um vexame para a história do clube. A diretoria agiu rápido e assim que a partida terminou, o vice-presidente Gilberto Cipullo informou no microfone Jovem Pan: “Maurício Santos e Obina não vestem mais a camisa do Palmeiras. O que eles fizeram jamais poderia ter ocorrido. É um desrespeito a entidade e aos companheiros. Estão fora e é irrevogável”.

Muricy Ramalho, claramente contrariado e chateado com a situação, admitiu que quando chegou nos vestiários após o jogo a decisão já tinha sido tomada pela diretoria e ele só pôde acata-la.

Deixou no ar que se dependesse dele, talvez tomasse uma decisão hoje com a cabeça mais fria analisando a situação dos dois.

“O Obina tem uma carreira consolidade e volta para o Flamengo. Vai tocar sua vida, mas o Maurício é um garoto que subiu este ano, é da base e não sei como vai ser”, completou um decepcionado Muricy.

A diretoria do Palmeiras e o técnico Muricy Ramalho fazem questão de dizer que o elenco tem boa convivência e que nunca esperavam essa atitude dos dois jogadores. Mas ao mesmo tempo especula-se que os últimos resultados transformaram o ambiente num barril de pólvora.

A cobrança é por melhores resultados e ontem ela passou do ponto de forma muito extremada.

Alguns, como o Flávio Prado e o Nílson César, acharam que a diretoria agiu de forma irracional, no calor do momento.

Eu já acho que a diretoria tomou a decisão certa e resolveu logo a questão. Os jogadores cometeram uma falta grave e foram afastados. Acabou esse problema. Agora tem que resolver os outros.

Os outros são buscar a explicação porque um time que teve toda a retaguarda praticamente entregou o Campeonato na reta de chegada e dos últimos 27 pontos disputados só consequiu 6.

Por que esse time sente tanto a hora da decisão? Por que jogadores importantes como Diego Souza caíram de produção? Por que Vágner Love não conseguiu jogar o que dele se esperava? Essas e muitas outras perguntas tem que ser respondidas.

O goleiro Marcos disse que não vai enganar a torcida e avisa que o título não faz mais parte do sonho: “Eu não vou ficar aqui enganando ninguém. O título já era. Agora temos que lutar por vaga na Libertadores”, disse o capitão na saída do gramado.

Muricy Ramalho não o desmentiu e também admite que agora a briga é por vaga na Libertadores embora haja chance matemática de título, mas as dificuldades são imensas.

O Palmeiras terá 10 dias até o próximo jogo contra o Atlético Mineiro, dia 29, no Palestra Itália. Nesses dias, Muricy terá que lamber as feridas, colocar a cabeça no lugar e convencer o elenco que o ano ainda não está totalmente perdido.

Mas haverá a pressão da torcida, da imprensa, de dentro do Palmeiras e dos adversários já neste fim de semana.

Se São Paulo e Flamengo vencerem seus respectivos jogos contra Botafogo e Goiás, ambos no Rio de Janeiro, o Palmeiras ficará a 6 pontos do tricolor e a 4 do rubro-negro na classificação. É muita coisa para tirar somente nas rodadas que faltam para o fim do Campeonato.

Não bastasse isso, em Belo Horizonte tem o jogo Atlético Mineiro e Internacional e se houver um vencedor, o Palmeiras cairá para a quarta posição, pois será ultrapassado pelo vitorioso no número de vitórias, 17 a 16 já que empatarão com 59 pontos ganhos.

A vida do Palmeiras será difícil nas últimas rodadas. O fim de ano não é o esperado pela sua torcida.

Prendam Belluzzo. O inimigo público número 1

18/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

O STJD deu 270 dias de suspensão para o presidente Luiz Gonzaga Belluzo por ofensas e “ameaças” ao árbitro Carlos Eugênio Simon após a derrota do Palmeiras para o Fluminense, no Maracanã.

Foi uma derrota doida com erro do árbitro contra o Palmeiras.

Belluzzo perdeu a compustura e foi punido.

Só voltará ao comando do Palmeiras no dia 6 de agosto de 2010.

Tem direito a recurso ou tentar trocar a pena por cestas básicas, como se diz por aí, depois de cumprir pelo menos metade do prazo.

O Departamento Jurídico do Palmeiras buscará a comutação via recurso, o que é seu direito.

Não discuto o tamanho e nem rigor da pena. O que discuto aqui é transformar Belluzzo em vilão de uma hora para outra.

Ele cometeu um erro, fugiu até da liturgia do cargo e tinha que ser punido mesmo.

O que não pode agora é o Ministério Público querer processa-lo, enquadra-lo como se fosse um bandido de rua.

Belluzzo extrapolou. Falou como torcedor fervoroso, desgostoso com os erros contra seu time e passou do límite, foi direto para a arquibancada.

Mas o límite para por aí. É uma figura pública reconhecida que nunca matou ninguém, não robou ninguém e nem bateu, embora tenha prometido se o encontrasse, em Carlos Eugênio Simon.

Várias vezes já disse que vai responder pelo seu erro. Não fugiu das repercussões do seu ato, ao contrário confirmou tudo e não jogou nas costas da imprensa como muitos fazem.

As frases “Não foi isso que eu disse” ou “Eles me entenderam mal” não apareceram em nenhum momento. Ele não gosta de Simon, tem suas razões e são respeitáveis.

O resto fará parte do processo envolvendo Simon como ofendido e Belluzzo como réu. É para isso que existe justiça.

Na esfera esportiva ele já tem a sua pena. O outro processo demorará mais e é até passível de acordo, de pedido de desculpas ou coisa que o valha.

Portanto, não transformem Belluzzo em inimigo público número 1. Ele não é.

Há outros muitos mais perniciosos e perigosos que infestam este mundo e que não valem uma manchete e nem a perseguição eterna dos nossos poderes.

Tem muito Procurador querendo aparecer em cima dos fatos ligados ao futebol. É manchete certa. Aqui não vai ser.

Para Belluzzo já basta a pena do STJD, basta o processo de Simon. Tenho certeza que ele também já se culpou bastante e vai se culpar ainda por muito tempo.

Assim fazem aqueles que sabem que erraram, mas que não recuam nem desmentem por pressão do politicamente correto. Apenas respondem pelos seus erros. Não deixa de ser um exemplo para a hipocrisia reinante.

Jornalistas agredidos em Omã. Dunga deve ter adorado

17/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

Terminado o jogo se instalou a confusão na área que deveria ser restrita para a imprensa em Omã.

Muita confusão. Parecia estádio brasileiro. Torcedores misturados com a imprensa e salve-se quem puder.

Lembrou a zona mista, e bona zona nisto, que a Federação Paulista tentou impor no Paulista deste ano e não deu certo por falta de espaço na maioria dos estádios.

Os repórteres brasileiros que queriam falar com os jogadores na chamada zona mista da Seleção foram barrados por policiais que não estão acostumados com esse tipo de evento e desconhecem o que é uma credencial.

Alguns apanharam e foram empurrados violentamente. Reclamar com quem? A CBF se eximiu dizendo que o organizador local era o responsável pelo acontecimento.

Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, pelo menos admitiu que a Seleção ficou exposta nesta situação. A imprensa também ficou e ainda apanhou.

A Seleção Brasileira é hoje em dia um time vendido para exibição nos mais variados locais. Se houver um trocado alguns dos principais jogadores do Mundo estarão à disposição do parceiro da CBF.

Hoje foi contratada para jogar na festa de aniversário do Sultão, o manda chuva de Omã, um país pequeno, mas cujo dono tem muita grana.

Só faltava esta. A Seleção virou animadora de aniversário. Só faltou sair de dentro do bolo com os jogadores levando velinhas acesas para festejar o natalício do ilustre Sultão.

Neste caso não havia mesmo muito espaço para a imprensa. Uma convidada não bem-vinda, quase uma intrusa. Ela só atrapalharia.

Quem deve estar feliz da vida é o técnico Dunga. Ele acha que toda a imprensa é inimiga dele. Não esquece da frase cunhada na Copa de 90 chamando o fracasso de “Era Dunga”.

Muitos daqueles que trabalhavam diretamente com a Seleção na época estão em outras funções, outros não estão mais na ativa, mas ele continua despejando seu ranço contra a imprensa em geral.

Eu estava atuando na época e não usava muito essa frase. Preferia chamar de “Era Lazaroni”, que é no que Dunga vai se transformar se não fizer um bom Mundial no ano que vem. Ou se ele preferir pode ser “Era Dunga II”.

Estão vendo porque ele bate na  imprensa e deve gostar quando apanhamos. É porque a gente também não esquece dele.

Mas nunca deixamos de reconhecer o seu trabalho e o trabalho de Dunga é bom, muito melhor do que esperávamos. Muito melhor do que muito técnico que passou por lá com mais nome que ele.

Boa sorte, Dunga. Boa Copa para você.

Em tempo: O Brasil ganhou de Omã, uma Seleção do sexto escalão do futebol mundial por 2 x 0. Nilmar marcou de novo e garante vaga na Copa. Não dá para falar mais sobre esse treininho para aniversário do Sultão. Me poupem, por favor.

Desta vez o STJD só cumpriu o seu dever

17/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

Os jogadores Marcos e Danilo estarão em campo amanhã contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Foram julgados no STJD e absolvidos. Dessa vez os juizes não quiseram ser árbitros e nem tomar o lugar destes.

Marcos foi expulso por ter cometido um pênalti em Jorge Henrique numa falta normal de jogo. Tinha que ser absolvido mesmo.

Danilo não foi expulso por entrada no mesmo Jorge Henrique logo após a expulsão do goleiro. Recebeu apenas amarelo.

Através das imagens da TV a procuradoria o indiciou num artigo pesado entendendo que a falta era para vermelho.

Só que o árbitro Heber Roberto Lopes não entendeu assim e não expulsou o zagueiro.

Se não expulsou e levou só o amarelo, vale a decisão do árbitro. Ele também naquele átimo se transforma num julgador e sua decisão tem que ser respeitada.

Ainda bem que o STJD entendeu assim e absolveu Danilo e não estou entrando no mérito se ele merecia ou não ter sido expulso. Só estou dizendo que a decisão do árbitro é soberana dentro do jogo.

Hoje, por exemplo, será julgado Alan, atacante do Fluminense, que agrediu Armero, do Palmeiras.

O árbitro Carlos Eugênio Simon não viu e o bandeira que estava olhando para o lance fez vistas grossas.

Alan foi indiciado pelas imagens também. A agressão não aparece na súmula e nem foi punida pelo árbitro.

Quando é um lance isolado de agressão que só a TV pega, talvez o STJD tenha direito de intervir, mas só nesse caso e ainda assim acho discutível.

Sábado no entrevero envolvendo André Dias e Hugo, que podem ser indiciados pelas imagens, ambos receberam cartão amarelo do árbitro Leandro Pedro Vuaden e acabou.

Vuaden assistiu a tudo tranquilamente e quando todos acharam que ia deixar passar em branco foi lá e deu amarelo para os dois. Ele entendeu que isso bastava.

Acho que os dois mereciam vermelho, mas eu não era e não sou o árbitro. Vuaden analisou a situação a sua maneira e julgou que um amarelo estava bem.

O STJD não tem que corrigir a arbitragem punindo o jogador. Deveria corrigir a arbitragem punindo o árbitro que deixou de aplicar a regra ou que foi mediador quando não poderia ser.

Mas eles também teriam chance de defesa para se explicar porque decidiram desta ou daquela forma.

Se Danilo fosse suspenso ontem e se os jogadores do São Paulo vierem a ser suspensos futuramente, os árbitros Heber Roberto Lopes e Leandro Pedro Vuaden também teriam que ser julgados e reciclados pela Comissão de Arbitragem da CBF.

O STJD tem que se ater a súmula e não querer apitar jogos que já foram apitados.

Quanto menos o Tribunal mexer no Campeonato melhor para todos. Não pode deixar no ar que está beneficiando ou prejudicando este ou aquele clube.

O STJD não tem que extrapolar das suas funções. E arbitragem não é uma delas. Só isso.

Título devia valer a Taça das Bolinhas

16/novembro/2009 por Luís Carlos Quartarollo

São Paulo e Flamengo polarizam a luta pelo título brasileiro da temporada.

O Palmeiras agora corre por fora e vai depender muito do que fará em Porto Alegre, na quarta-feira, contra o Grêmio.

A CBF devia aproveitar a chance e resolver de vez o caso da Taça das Bolinhas que deveria ser entregue ao clube que ganhasse por cinco vezes o Brasileiro.

O Flamengo garante que tem cinco títulos, mas nem a CBF reconhece.

O Campeonato de 87 foi ganho pelo Sport Recife que derrotou na final o Guarani, de Campinas, e ambos representaram o Brasil na Libertadores de 88.

Havia uma outra competição chamada Copa União com os principais clubes do país, que o Flamengo conquistou, mas não foi considerado o Campeonato Nacional.

Houve uma virada de mesa com o surgimento do Clube dos 13 que numa canetada só afastou da primeira divisão o Guarani, vice-brasileiro de 86, o América, que foi o terceiro colocado e outros clubes que considerava de segundo escalão.

O Clube dos 13 era para ser a Liga do futebol brasileiro e se desvirtuou com o tempo. Hoje é praticamente um braço da CBF para negociar contrato de televisão e os clubes passaram a ter dois patrões. A CBF e o Clube dos 13.

Para se fazer a Copa União o critério foi apenas financeiro. Os Clubes com maiores torcidas disputavam e acabou.

O Flamengo reivindica a Taça das Bolinhas desde que venceu o Brasileiro de 1992, a sua última grande conquista.

Esse título se uniu aos de 80, 82 e 83, anos de ouro da equipe comandada por Zico, o maior jogador da história rubro-negra.

O São Paulo já conquistou seis Brasileiros e jamais viu a Taça das Bolinhas, só por foto.

Já ultrapassou as cinco conquistas faz tempo e a CBF não teve coragem de mandar a Taça para o Morumbi. Não quer desagradar o Flamengo, mas também não reconhece o título da Copa União.

Então vamos fazer o seguinte:

Aquele que ganhar o título neste ano finalmente recebe a Taça das Bolinhas.

Vamos acabar com essa história que já deu nos nervos de muita gente.

É a única Taça que tem dois donos e não é de ninguém. É só da CBF, que a guarda a sete chaves até hoje.

E se o Palmeiras correr por fora e consequir o título, manda a Taça das Bolinhas para o Palestra Itália.

Afinal seria a sua quinta conquista já que ganhou em 72, 73, 93 e 94, podendo incluir ainda o Nacional da Série B em 2003. Que tal?

Para não deixar Flamengo e São Paulo tristes é só mandar a réplica da Troféu para colocarem nos seus respectivos museus com os seguintes dizeres: a Taça das Bolinhas já foi nossa também.