Arquivos para a categoria ‘Olímpiadas’

Até Tu, Daiane

sexta-feira - 30/outubro/2009

O país da Olimpíada não consegue ser país olímpico, mas está virando especialista em caso de doping

Outro dia foi o atletismo. Um vexame internacional.

Agora até a “princesinha” Daiane dos Santos, ginasta das mais conceituadas em todo o planeta, também entra na lista dos dopados.

As explicações já começaram e não sei se são plausíveis ou não, o que sei é que a notícia foi decepcionante.

A ginasta teria usado substância chamada furosemida, que é um diurético que aparece nos medicamentos para perda de peso.

Alguém aí já viu de perto Daiane dos Santos?

Ela é mignon, como quase todas as ginastas, e tem peso quase zero.

Se perder peso, ela some.

Você acredita neles?

terça-feira - 6/outubro/2009

Informações para você pensar em casa.

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o chefe do comitê criado pelo governo federal para a candidatura do Rio às Olimpíadas, Ricardo Leyser Gonçalves, a devolver R$ 18,4 milhões aos cofres públicos.

Ele é acusado, e agora condenado, por irregularidades no superfaturamento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de 2016, Carlos Arthur Nuzman, se irrita ao ser questionado sobre um possível estouro do orçamento da Olimpíada que hoje gira em torno de 30 bilhões de reais.

O Pan que tinha orçamento inicial de 400 milhões e custou 5 bilhões, é usado como exemplo perdulário para o questionamento.

Nuzman, o eterno presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, não aceita a pergunta e se justifica assim:

“Se alguém no Brasil não está satisfeito com isso, ficou triste ou torceu contra, vai ter que chorar por sete anos como testemunha do maior sucesso da vida pública esportiva do País. Vai ter de se amargurar pela eternidade”, acrescenta o dono do Cob, que garantiu: “O Pan foi feito numa transparência absoluta”

Nuzman diz que o Pan alavancou a indicação do Rio para a Olimpíada-2016.

Não duvido. Os votantes são iguais a ele.

Aliás, Nuzman quer se eternizar no COB, onde já está há muito tempo.

Tenta mudar a regra do jogo para continuar como dono da entidade pelo menos até 2016.

Ele e Ricardo Teixeira, que estendeu seu mandato até a Copa de 2014, dão uma inveja danada em Lula, que terá que sair em 2010 de qualquer jeito.

Juca, um brasileiro

quinta-feira - 1/outubro/2009

A coluna do Juca Kfouri na Folha de hoje merece destaque.

Concordo com ele em tudo, só não saberia expressar com tanta clareza meu pensamento.

Juca torce pelo Brasil, torce por um país melhor, sem falcatruas, sem subterfúgios políticos e esportivos.

Juca é apenas um brasileiro que gosta do seu país.

Vai ser criticado por isto, mas já deve estar acostumado.

É mais fácil recolher os remos e deixar o barco ser levado pela correnteza da ignorância, dos malandros que vivem da publicidade fácil, vendendo sonhos, ilusões, roubando o futuro repetindo o que já fizeram no passado.

Esse é um país que confunde disputar sede de Jogos Olímpicos com ser um país olímpico.

Mas não tenha dúvida, meu caro Juca.

Se eles perderam essa já estarão em campanha no fim de semana para a Olimpíada-2020.

Esse é o problema. Eles não param nunca.

Você também não pode parar.

Leia:

Nem Rio, nem Brasil


Mas é triste chegar quase aos 40 anos de profissão e não querer ver uma Olimpíada no país em que nasci


NEM RIO-2016, nem São Paulo- -2020, nem Brasília-2024.
Quem sabe, e tomara, Rio- -2028. Tomara mesmo.
Mesmo que, tomara outra vez, não esteja aqui para ver. Ou, então, se estiver, desde que apto a cobrir, jovem aos 78 anos.

Porque um país que não dá a menor pelota para o esporte como fator de saúde pública ou de inclusão social não tem por que pleitear ser sede de uma Olimpíada.

E não acho graça nenhuma em dizer isso, prestes a completar 40 anos de jornalismo.
Primeiro, porque quero muito ver o Rio voltar a ser o que um dia foi nas décadas de 50 e 60, quando o conheci, admirado.

Em segundo lugar, porque, por mais que meus conterrâneos paulistas não me perdoem por isso, acho que esse tipo de evento é sim muito mais vocação do Rio, cartão de visita do Brasil.

Quem sabe se o país não tomará juízo com mais uma decepção e começará a fazer a lição de casa com vistas a pensar em ter o Rio como sede olímpica daqui a 20 anos?

Porque terei das maiores surpresas de minha vida se o Rio for escolhido amanhã, por mais que saibamos o que rola por trás desse tipo de escolha e da capacidade de convencimento que nossa cartolagem tem, ainda mais depois dos fracassos das campanhas Brasília-2000, Rio- -2004 e Rio-2012.

Tanto que, convenhamos, desta vez o marketing está tão benfeito que tem gente bem informada que jura que dará Rio na cabeça.

A surpresa será ainda maior depois que a Casa Branca confirmou a presença de Barack Obama em Copenhague, de onde certamente não cogita voltar de mãos abanando.

Sim, é injusto que pela quinta vez os Estados Unidos sediem a Olimpíada, enquanto a América do Sul continue a chupar os dedos.

Mas a América do Sul é um continente sem tradição esportiva e, portanto, sem tradição olímpica. E nem pode mesmo, porque não tem política esportiva, não tem que correr atrás de medalhas se nem garante educação física nas escolas, coisa obrigatória.

A Espanha, por exemplo, quando resolveu fazer Barcelona-92, trouxe junto uma política cujos frutos rendem até hoje e renderão provavelmente para sempre, como rende a dos Estados Unidos desde há muito tempo e passou a render a da China.

E há ainda, contra nós, a corrupção, a sangria dos cofres públicos.

Respeito o argumento dos que dizem que, se deixarmos de fazer as coisas por causa de corrupção, não faremos mais nada no Brasil.

Até porque o fenômeno não é monopólio nacional, embora a impunidade quase seja -basta dizer que os mesmos que pleitearam Brasília- -2000 estão aí pleiteando a Rio-2016, porque só de candidaturas gerações inteiras enchem o papo, algo em torno de, calcula-se, R$ 180 milhões, boa parte sem prestação de contas até hoje.

Aliás, outro bom motivo para torcer contra a vitória nacional está em que, ao que tudo indica, a derrota significará o fim do reinado de Carlos Arthur Nuzman, o déspota perfumado, que viveria sua derradeira oportunidade. Tomara, tomara.

O Pan-2007 já foi o que foi. Nem tem mais quem o defenda. Chega!

Bolt tem razão. O Brasil é o país do futebol

domingo - 23/agosto/2009

Usain Bolt, o super-campeão do atletismo, um dos maiores de todos os tempos, gozou a equipe brasileira no revezamento 4 x 100m, antes da prova, em Berlim.

Deu a lógica. A equipe do jamaicano levou o ouro com sobras.

Qualquer equipe que contasse com Bolt seria favorita.

O Brasil ficou num longínquo sétimo lugar e não viu nem a chegada.

Mas Bolt provou que conhece o Brasil melhor que muito ministro, muito dirigente do COB e muita gente que diz que este é um país olímpico.

“Esses caras deviam ter ido jogar futebol” , brincou Bolt com a equipe brasileira.

Ele está certo. Este é o país do futebol.

Avisa os homens, Bolt.

O Brasil é primeiro mundo do futebol, é igual a Bolt no atletismo.

O resto é Jamaica.

Droga no esporte

terça-feira - 4/agosto/2009

Comunicado da Conferação Brasileira de Atletismo confirma doping em cinco atletas brasileiros que iriam disputar o Mundial da  modalidade, na Alemanha.

Simplesmente lamentável.

Eis o comunicado da CBTa:

Levando em consideração o fato de os atletas abaixo referidos terem desistido da confidencialidade nessa fase inicial de apuração de uso de substâncias proibidas pelas normas nacionais e internacionais do desporto, tornamos público o seguinte:

a) Em 03 de agosto corrente, a CBAt recebeu comunicado enviado na noite de 31 de julho próximo passado, por fax, pelo laboratório credenciado pela IAAF em Montreal, Canadá, de que a análise das amostras “A” dos atletas Bruno Lins Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre apresentaram resultados adversos para uso de substâncias proibidas em teste surpresa, fora de competição, realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo, por sua Agência Anti-Doping, na cidade de Presidente Prudente, em 15 de junho do ano em curso.

Os atletas estão retornando ao Brasil e CBTa determina inquérito para apurar os fatos.

A grande mentira

quinta-feira - 30/abril/2009

O Comitê Olímpico Brasileiro e o Ministério do Esporte do Brasil estão recebendo representantes do Comitê Olímpico Internacional, que estão no Rio de Janeiro para fazer uma visita para uma última avaliação para a escolha da cidade sede para a Olimpíada-2016.

Os integrantes do COI visitarão vários locais da cidade amanhã, feriado do dia do Trabalhio quando há menos aglomeração e a impressão é melhor do que no dia a dia. Também a segurança será mais efetiva amanhã.

As autoridades brasileiras que acreditam piamente que o Rio de Janeiro será indicado como cidade sede para 2016 prepararam um vídeo mostrando uma cidade sem favelas. O vídeo mostra um Rio dos sonhos de todos os brasileiros.

Quando perguntados porque as favelas desapareceram, disseram que este era o Rio de 2016, o Rio do futuro e era assim que tinha que ser mostrado. Agora mentimos no presente e também no futuro.

Um dia o jornal ”ABC Color”, de Assunção, do Paraguai, deu uma manchete muito sugestiva sobre uma reunião do ministro da economia com o FMI, que dizia o seguinte: ”O governo se prepara para mentir de novo para o FMI”. Estamos imitando os paraguaios. E depois eles é que fabricam coisas falsas.

Torço contra o Rio, torço pelo Brasil

sexta-feira - 13/fevereiro/2009

Se o Rio de Janeiro for escolhido para ser sede dos Jogos Olimpícos de 2016, os gastos podem atingir até 11 bilhões e 200 milhões de reais a serem pagos pelo Governo Federal, Estadual e Municipal. Você leu corretamente, é isso aí mesmo. 11 BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS de dinheiro público. Não precisa falar mais alto, não é? O que vai ter de gente se enriquecendo com esse dinheiro é uma maraviha.

Não sou economista, longe disso, mas gostaria de saber o que dá para se fazer com todo esse dinheiro em benefício do povo. Sem querer ser populista, sensacionalista ou demagogo, mas dá prá usar essa verba de forma a melhorar a vida de muita gente. E depois já temos a experiência dos Jogos Pan-Americanos com suas obras superfatudas, medalhas enganosas e muita coisa que não funciona. Os gastos estão aí e o Ministério Público não tem coragem de mexer neles. Tem muita gente grande envolvida.

Por isso vou torcer pelo Brasil, vou torcer contra o Rio de Janeiro na escolha da sede para a Olimpíada ou contra aquilo que eles chamam de Rio-2016 e para o qual já estão gastando o nosso dinheiro por conta.

Mas acho que não vou me decepcionar. O Rio de Janeiro, antiga Cidade Maravilhosa, concorrerá com Madrid, Tóquio e Chicago.

Aliás, é bom lembrar que o Rio de Janeiro não estava entre as quatro candidatas. A quarta colocada era Doha, que saiu do páreo porque queria a Olimpíada no mês de outubro por causa do clima seco na região nos meses de julho e agosto, mas o COI não aceitou

Mais do que isso. No dia 8 de agosto de 2008 eu postei uma nota com o título ”Vendedor de Ilusões”, me referindo ao presidente Lula que tornou-se garoto propaganda da Rio-2016, naquela época. Na nota eu contava a história de que como foi avaliação de cada cidade para concorrer a sede da Olimpíada.

Leia o trecho, abaixo:

As cidades candidatas eram: Baku (Azerbaijão); Chicago (Estados Unidos); Doha (Catar); Madri (Espanha); Praga (República Tcheca); Tóquio (Japão) e o Rio de Janeiro.

As notas do relatório do Coi sobre as cidades foram as seguintes, do primeiro ao sétimo lugar. Tóquio, 8,3 pontos; Madri, 8,1 pontos; Chicaco, 7 pontos; Doha, 6,8 pontos; Rio, 6,4 pontos; Praga, 5,3 pontos e Baku, 4,3 pontos.

Fatores que pesaram nestas notas: Apoio governamental; Infra-estrutura; instalações esportivas; vila olímpica; acomodações e rede hoteleira; impacto ambiental; transporte; segurança; experiência em eventos esportivos; economia; visão geral e legados.

O Rio de Janeiro não será sede da Olimpíada 2016. É pior avaliado que Madri, Chicago e Tóquio. Mas vende-se a ilusão de que terá chances. O Comitê de Gestão da Candidatura da cidade já está aberto e vai atuar até a data da indicação da cidade sede dos Jogos Olímpicos. É dinheiro gasto a toa e dinheiro ganho por muitas pessoas que se dizem abnegadas do esporte brasileiro.

O Rio de Janeiro só pode ganhar se a competição for de tiro ao alvo, das maiores favelas do mundo, da insegurança e corrupção endêmicas, dos pontos turísticos mais violentos do planeta, mas não será indicado como sede da Olimpíada. Graças a Deus. Seria muito dinheiro para nada. Com o mesmo dinheiro o governo deveria investir num projeto olímpico verdadeiro, formando a base, a infra-estrutura que nós nunca tivemos e que alguns tentam vender de quatro em quatro anos.

Tentar vender a idéia de que o Rio será outro daqui há oito anos e estará em condições de receber a Olimpíada, é coisa de vendedor de ilusões ou de gente alienada. Mas não se preocupem. Duvido que o Brasil, no caso o Rio, seja o indicado com concorrentes tão fortes.

Em tempo: Parece que a coisa não mudou muito de agosto do ano passado para cá. Só a conta é que aumentou e vai aumentar ainda mais se o Rio for o indicado. Torço contra mesmo, torço pelo Brasil.

Brasil pode dar adeus à medalha de ouro

quinta-feira - 2/outubro/2008

A Fifa vai propor ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a substituição do futebol masculino pelo futsal nos Jogos Olímpicos, já a partir de Londres-2012. Caso não seja aceita a proposta, as Seleções jogarão apenas com os times sub-17 para evitar os confrontos deste ano, em Pequim, com os grandes clubes que lutaram para não liberar os seus atletas.

Se a proposta for aceita, o Brasil também dá adeus a medalha de ouro no futebol. Será esquecida para sempre, uma vez que não haverá mais disputa e o ouro olímpico é o único título inter-seleções que o nosso país não tem.

Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é o homem do futsal na Fifa e apoia a idéia. O futsal ainda não é esporte olímpico e ganharia um espaço maior com essa mudança. Tem o meu apoio.

O futebol profissional nada tem a ver com a Olimpíada. É uma competição que começa, inclusive, antes dos Jogos Olímpicos, não vivencia a Olimpíada e nem faz parte do movimento olímpico. Deem chance ao futsal de Falcão & Cia, que é muito melhor.

Carta para um campeão

quarta-feira - 1/outubro/2008

           A hipocrisia invadiu o mundo inteiro. É mais fácil hoje viver contando mentiras do que enfrentar a verdade. Por isso, alguns pilares da sociedade devem ser defendidos até a morte, pois representam a esperança de uma sobrevida mais longa para a espécie humana no planeta.

           O triste episódio da mudança de categoria de nosso supercampeão das piscinas Clodoaldo Silva às vésperas das Paraolimpíadas é só mais um triste exemplo de como a hipocrisia se manifesta também no mundo do esporte. Nosso herói foi simplesmente estrangulado. Depois de treinar quatro anos entre paratletas da categoria S4, eis que os classificadores transformaram-no da noite para o dia em S5.

           Acontece que Clodoaldo não apresenta doença progressiva e sim problemas que o acompanham desde o momento do seu nascimento. Como pode, então, um determinado classificador mudá-lo de categoria. Se não tivesse tamanho desempenho, certamente viveria para sempre como S4. Mas o grande herói brasileiro agora é S5. Por ser genial e brasileiro ele incomoda?

            Gostaria que Clodoaldo soubesse que, como eu, existem milhares de pessoas que sabem que jamais medíocres classificadores, que trabalham para negociantes do esporte, poderão manchar sua honra e seu brio. Para o nosso herói, a vida nunca será um simples negócio. Obrigado por você existir. Enquanto a natureza criar homens assim, sempre haverá uma esperança para a espécie humana.

 

Benny Schmidt – chefe do Laboratório de Patologia Muscular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Abaixo as explicações oficiais sobre o caso Clodoaldo Silva.

Os esportes paraolímpicos têm diversas separações de graus de deficiência que ajudam a nivelar os competidores. Representantes de um país não divulgado apresentaram um protesto, junto ao IPC, em junho, para que o atleta brasileiro fosse reavaliado quanto à sua classificação esportiva-funcional.A classe funcional do atleta já foi mudada antes, quando foi acatado o protesto da equipe espanhola, em dezembro de 2006. Entretanto, com um recurso dos brasileiros, o IPC voltou atrás na decisão em abril de 2007. A reavaliação do dia 4 está marcada para as 10h, no horário de Pequim, 11 horas a mais em relação ao horário de BrasíliaNa chegada ao Brasil após a disputa dos Jogos de Pequim, o nadador Clodoaldo Silva disse que ainda pretendia processar o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), após ser reclassificado da categoria S4 para a S5 às vésperas do início da Paraolimpíada.

Ele alega que sofreu perdas psicológicas, materiais e pessoais, que o levaram a encerrar participação na competição com uma medalha de prata e outra de bronze. Em 2004, em Atenas, Clodoaldo esteve em sete pódios numa clara demonstração de que nos resultados houve mesmo um prejuízo.

Cielo vai levar sua medalha para os Estados Unidos

terça-feira - 23/setembro/2008

cielo1408.jpgCésar Cielo, medalha de ouro e bronze na Olimpíada, de Pequim, voltará a treinar nos Estados Unidos, em 2009. Os últimos dias no Brasil só tem levado o nadador a tomar essa decisão. Lá ele ficará livre da pressão, da tietagem e conseguirá treinar com tranquilidade e sob um esquema bastante rígido, que foi também o responsável pelas suas conquistas.

Vocês se lembram da bombástica entrevista de Cielo à Jovem Pan garantindo que ficou muito chateado com algumas interferências da Confederação Brasileira de Natação e a forma como foi tratado antes das medalhas. Ele também não se esqueceu e embora tenha dado uma trégua durante o torneio José Finkel, parece manter os mesmos pensamentos em relação aos dirigentes brasileiros. Por isso, a volta aos Estados Unidos é inevitável. Lá por incrível que pareça tem mais apoio técnico e até financeiro que aqui.

E Depois o Cob, o ministro do esporte e a CBDA, fazem festa com as medalhas ganhas por Cielo, como se tivessem responsabilidade nisso. A medalha é mesmo mais americana que brasileira, infelizmente. Assim são tratados os medalhistas brasileiros em tempos sem olimpíada.

Mas em Londres, em 2012, eles gastarão novamente muito dinheiro em troca de nada e nenhum promotor, nem a receita federal, nem a polícia federal, ninguém pensa em auditoria, ninguém pergunta o porquê de tudo isso. A não ser uma parte da chata imprensa brasileira, a qual nós pertencemos.