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Jogo do título

quarta-feira - 4/novembro/2009

Encontrei alguns sãopaulinos hoje aqui na redação da Jovem Pan discutindo com os corintianos sobre os rumos do Brasileiro.

Parecia um Esporte em Discussão antecipado. Acho que o Wanderley Nogueira deveria convida-los para o programa. Seria um debate acalorado.

Os tricolores chamam o encontro com o Grêmio de hoje à noite, no Olímpico, de “O jogo do título”.

Tem certeza absoluta que se o São Paulo vencer será tetracampeão brasileiro.

Não haverá mais chances para Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo, Internacional ou outros menos votados, segundo eles.

Os corintianos e componentes de outras torcidas não concordam, é claro.

Esse Campeonato ainda mostrará muita coisa.

O Palmeiras é lider desde a rodada número 15.  Só perdeu a condição por duas rodadas para o Internacional.

Das trinta e três rodadas do Campeonato, o Palmeiras liderou 17.

É um número expressivo, que no entanto não lhe garante nenhum troféu.

O Internacional liderou o Campeonato por 7 rodadas e o Atlético Mineiro ficou 8 vezes na frente.

O Vitória, da Bahia, pode dizer que liderou o Campeonato pelo menos uma vez. Foi na primeira rodada quando todos tem praticamente a mesma pontuação.

Esses números importantes de Palmeiras, Atlético e Inter podem ser enterrados na reta de chegada pelo bicho papão dos últimos três anos, o São Paulo F.C.

O tricolor, em caso de vitória ou empate hoje, assumirá outra vez de forma provisória a liderança do Brasileiro.

Para permanecer lá em cima dependerá dos jogos do fim de semana.

Em caso de vitória torcerá por tropeço do Palmeiras.

Se empatar, além de torcer contra o Palmeiras, terá que esperar uma derrapada do Atlético Mineiro contra o Flamengo, no Mineirão.

No ano passado, o São Paulo assumiu a liderança na trigésima terceira rodada e acabou com o título, em Brasília, contra o Goiás.

O Grêmio, a exemplo do Palmeiras agora, liderou o Campeonato por 17 rodadas e não foi campeão.

(Obs: Se Celso Roth juntasse as 17 rodadas que liderou em 2008 com as 8 que já liderou este ano, conseguiria ser campeão fácil, fácil. O problema é que a campanha de um ano não se acumula com outro).

Os números, portanto, são bem parecidos com o que aconteceu no ano passado entre o campeão e o líder da maioria das rodadas.

Os  números não costumam mentir. O Palmeiras vai ter que desmenti-los no campo para ser campeão brasileiro depois de 15 anos de jejum.

Muricy, que estava do outro lado em 2008, deve saber bem do que estou falando.

Se olhar para os números do ano passado, o jogo de hoje pode ser mesmo o da arrancada para o título.

Mas as dificuldades contra o Grêmio, no estádio Olímpico, serão muitas.

É uma chance para o tricolor gaúcho tentar se aproximar do pelotão da frente e dar uma resposta a sua torcida, que anda inconformada com a campanha da temporada.

Esperava-se mais do time e mais do técnico Paulo Autuori, que veio ganhando um alto salário e não conseguiu chegar pelo menos no G-4.

Ele declarou que o trabalho terá que visar o ano que vem. O gremista acha pouco e  pensa que ainda dá para fazer coisa melhor nesse ano mesmo.

O time não perde no Olímpico desde o ano passado e mesmo assim a torcida está desconfiada.

Esse é mais um tabu que o São Paulo terá que quebrar hoje para provar que tem direito de ser campeão novamente. Bater num time que ainda não perdeu em casa no Brasileiro.

Palmeiras perde a chance no Parque

sexta-feira - 7/agosto/2009

O empate de 1 x 1 com o Grêmio não pode ser considerado um resultado péssimo para o Palmeiras, mas a verdade é que todos esperavam uma vitória.

Eu disse no Esporte em Discussão que o Palmeiras venceria pelo menos por dois gols de diferença. Errei.

O time saiu na frente com gol de Cleiton Xavier depois de bom cruzamento de Wendel, mas cedeu o empate logo a seguir através do argentino Máxi López.

O Palmeiras reclama que houve uma falta no meio-campo e o Grêmio bateu com bola rolando, mas a defesa também dormiu no ponto.

Foi o primeiro tropeço da era Muricy Ramalho.

Palmeiras apesar do empate em casa continua liderando o Brasileiro com 35 pontos ganhos e só volta a jogar na quarta-feira da próxima semana contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte.

Será o chamado jogo de 6 pontos já que o Galo também briga na ponta da tabela.

O Grêmio, que conseguiu um bom resultado fora de casa, teve duas baixas importantes.

A fratura no pé do lateral Fábio Santos e a concussão na cabeça do zagueiro Rever deixam Paulo Autuori sem dois importantes titulares para os próximos jogos.

O Grêmio continua na capital paulista e joga domingo contra o Barueri, em Barueri.

Autuori não quer Grêmio pegador. Vai dar certo?

quarta-feira - 5/agosto/2009

O Grêmio sempre teve característica de marcar forte, fazer muitas faltas e quebrar o jogo do adversário.

Agora Paulo Autuori quer mudar essa história.

Disse que prefere um bom posicionamento a uma série infindável de faltas para tentar ganhar o jogo num lance de sorte ou de bola parada.

Autuori está contrariando a história gremista desde os tempos idos.

Lá no Sul o time que joga com a bola no chão é o Internacional, o Grêmio sempre foi mais marcador, mais pegador.

Por enquanto o Grêmio ainda vive altos e baixos com o novo treinador, que indiscutivelmente tem muita qualidade, mas será difícil convencer a todos no Olímpico que as coisas mudaram.

Wagner Mancini teve problemas quando passou por lá.

Não perdeu um jogo sequer e foi demitido.

Justificaram que o time jogava muito bonito e não fazia faltas para parar o adversário.

Um Grêmio sem pegada não é o Grêmio que a gente conhece.

Há certas equipes que tem por tradição um jeito de jogar.

Será que vai dar certo?

Luxemburgo caiu na real do futebol brasileiro

sábado - 18/julho/2009

Informações de dentro do Santos dizem que os salários de Vanderlei Luxemburgo serão a metade do que pediu Muricy Ramalho para trabalhar no clube.

Enquanto o ex-técnico sãopaulino fez a mesma pedida que fez o Palmeiras, cerca de 700 mil reais, Luxemburgo aceitou trabalhar pela metade disso, cerca de 350 mil reais.

A novidade seria uma bonificação por objetivos alcançados, tipo título brasileiro, classificação para a Libertadores ou Sul-Americana.

Ainda é um salário alto para o padrão brasileiro, mas já começou a cair a ficha.

Nem Luxemburgo, nem Muricy voltarão a ganhar os altos salários de antes a não ser que um presidente irresponsável queira endividar ainda mais o clube.

Luxemburgo vai receber um ótimo salário no Santos, mas abaixo do que recebia no Palmeiras-Traffic.

Se Muricy não baixar suas pretensões ficará difícil trabalhar de novo no futebol brasileiro.

Quantos clubes teriam condições de pagar isto?

Palmeiras já não paga mais; o São Paulo, de onde ele saiu, idem; O Santos também; O Corinthians vai na mesma linha.

No Rio de Janeiro os salários levam 90 dias para serem pagos.

Pode até ser mais do que isso, mas é duro de receber.

Em Belo Horizonte, o Cruzeiro e o Atlético não tem feito loucuras.

No Sul, Grêmio e Internacional não fazem esse tipo de investimento em treinador.

Embora o Grêmio tenha se desesperado e paga, segundo informações, 350 mil para Paulo Autuori, mas normalmente pega um técnico que fez sucesso em time pequeno e lhe dá uma chance.

Foi assim que revelou Felipão, Tite e Mano Menezes para o Brasil.

É a nova realidade do futebol brasileiro.

Até porque a diferença entre eles não é tão grande assim.

Corinthians não foi ao Sul

domingo - 12/julho/2009

Corinthians levou uma pancada e tanto hoje à tarde, em Porto Alegre.

Placar elevado e anormal para a atual fase do Corinthians.

Há muito tempo que o alvi-negro não perdia por 3 x 0 e mostrou pouca reação no segundo tempo.

O Grêmio fez todo o placar no primeiro tempo.

Corinthians teve o zagueiro Jean expulso, mas segundo Rogério Assis e Cláudio Carsughi, que acompanharam o jogo para a Jovem Pan, isso não é justificativa para a derrota.

Ronaldo não viu a cor da bola e ainda foi apupado pela torcida gremista.

Mano Menezes, ex-técnico do Grêmio, foi aplaudido pela torcida antes do jogo.

Com esta vitória o Grêmio prova que está vivo e Paulo Autuori ganha fôlego no Olímpico, enquanto que o Corinthians precisa se explicar melhor no Campeonato.

Já está na Libertadores do ano que vem, mas no meio de semana contra o Fluminense parecia estar com mais fome.

O time nem parece que esteve no sul do país.

Foi apenas uma cópia mal acabada do campeão da Copa do Brasil.

Vai tirar o pé, Corinthians?

Grêmio e Internacional superaram as frustrações de meio de semana

domingo - 5/julho/2009

Depois das frustrações do meio de semana, os times gaúchos reagiram bem na rodada do Brasileiro.

O Internacional voltou à liderança do Campeonato ao derrotar o Náutico, no Recife, 2 x 0, dois gols de Nilmar.

Não foi brilhante, mas fez o que devia fazer.

A melhor maneira de esquecer uma derrota importante é conseguir novas vitórias.

Com a vitória de hoje no estádio dos Aflitos, que parecem não afligir mais ninguém, o Inter é de novo o líder do Campeonato com 20 pontos ganhos.

Se aproveitou bem da bobeada do Atlético Mineiro que empatou em casa, em pleno Mineirão, contra o vice-lanterna Botafogo em 1 x 1.

O Galo Mineiro caiu do poleiro, mas continua no G-4 com 18 pontos ganhos.

O Grêmio aproveitou-se do Olímpico e goleou o frágil Atlético Paranaense, companheiro do Botafogo na Zona de Rebaixamento, e meteu logo 4 x 1.

Recuperou-se da eliminação da Libertadores e ficou a quatro pontos do G-4.

Foi a primeira vitória satisfatória de Paulo Autuori no comando do time.

As vaias eram as suas principais companheiras nos últimos jogos em Porto Alegre.

Hoje ganhou uma trégua para iniciar realmente o seu trabalho no Olímpico.

Isso quer dizer que o Internacional manterá Tite no comando e Autuori ganha fôlego no Grêmio.

O que ainda ameaça Tite é a Recopa Sul-Americana e o jogo de volta em Quito contra a LDU.

Com a derrota de 1 x 0, no Beira Rio, é preciso vencer no Equador.

A dura missão de Autuori

segunda-feira - 18/maio/2009

Quando assumiu o São Paulo, Paulo Autuori deslanchou na Libertadores, foi campeão e sagrou-se campeão do Mundo naquele mesmo ano no Japão.

Pegou um trabalho iniciado e bem preservado pela diretoria sãopaulina à época. Foi só tocar em frente sem muita discussão.

Agora chega no Grêmio pretendendo a mesma coisa.

Pega um time que faz ótima campanha na Libertadores, que tem tudo para ultrapassar o Caracas, o próximo adversário e é um dos favoritos para chegar à final.

O problema é que o Grêmio desde a saída de Celso Roth vem se dando muito bem com o interino Rospide, que se revelou um bom arrumador de time e companheiro dos jogadores nas horas difíceis.

Autuori tem que fazer o Grêmio melhorar o que já está bom e espera-se dele o título sul-americano e depois mais uma decisão em Tóquio.

Está certo que ele já fez isso com brilho no São Paulo e a missão de agora é tão dura quanto a do Morumbi.

Sem querer, Rospide deixa uma obrigação para Paulo Autuori. O caminho já está aberto, como estava no São Paulo, agora é preciso só vencer.

Será que Autuori conseguirá de novo?

Autuori é o cara

terça-feira - 21/abril/2009

O Grêmio mantém Marcelo Rospide como técnico interino até a segunda rodada do Brasileiro. Depois deve assumir Paulo Autuori que estaria se desligando do Al-Rayyan, do Catar para se apresentar ao time gaúcho na metade do próximo mês.

Autuori é um técnico vitorioso e que conhece futebol como poucos. Foi feliz no Botafogo (campeão brasileiro de 95); São Paulo (campeão da libertadores e mundial), só para citar os mais importantes e fez sucesso em Portugal, nas Árabias e também esteve na Seleção Peruana. Tem bom currículo e é bom de vestiário e campo.

Além de tudo isso, é o cara que apareceu como o primeiro da lista para substituir Carlos Alberto Parreira assim que o fiasco da Copa de 2006 terminou, na Alemanha. Chegou a sondar seus ex-companheiros de São Paulo como Luiz Caros Neves, Milton Cruz, Rosan e outros para formar a nova Comissão Técnica da Seleção Brasileira.

Com a volta ao futebol brasileiro fica mais perto da CBF novamente, embora Dunga goze hoje de um prestígio muito maior que no ano passado por ser um técnico barato e além disso vem conquistando resultado no campo. Mas Paulo Autuori não foi um nome esquecido na direção da entidade. Nem ele, nem Muricy Ramalho. São muito bem avaliados por Teixeira & Cia.

Aloisio: O passe do gol do mundial deixa o São Paulo

sábado - 30/agosto/2008

Aos 33 anos de idade e já no ocaso da carreira, o atacante Aloisio deixa o São Paulo e vai para o Al Rayyan, do Catar, time dirigido por Paulo Autuori, com o qual foi campeão mundial pelo tricolor do Morumbi. Aloisio vinha esperando essa chance já há algum tempo e o São Paulo prometeu que faria negócio se fosse bom para os dois lados. E desta vez foi. Aloisio fez um belo contrato por 11 meses e o clube receberá cerca de um milhão de dólares pela negociação.

Aloisio não é nenhum gênio, longe disso. Teve fases até melhores em outras equipes, mas no São Paulo caiu como uma luva. Centro-avante avesso à artilharia, muitas vezes preferiu dar o passe do que fazer ele mesmo o gol. Com sua boa estatura funcionava muito bem como pivô e ajudou muito o técnico Muricy Ramalho e antes dele o próprio Autuori.

Aloisio deixa saudades e faz parte da história do São Paulo tri-campeão mundial. No jogo final contra o Liverpool, no mundial de 2005, no Japão, o atacante teve participação primordial na conquista. Ele deu um passe mágico para Mineiro fazer o gol da vitória, o gol da consagração. Estava em casa vendo o jogo e a primeira impressão era que o passe tinha sido de Amoroso, tal a qualidade da jogada.

A bola estava na altura dos joelhos, difícil para o domínio e Aloisio se entortou todo e sem perder a plástica enfiou uma bola maravilhosa para Mineiro, que valorizou demais a jogada ao receber e bater com categoria contra o goleiro do time inglês. Eu sempre brinco quando tem jogo no Morumbi e as tvs da Sala de Imprensa repetem incansavelmente esta jogada. Digo que é uma jogada errada. Aloisio como mestre de um passe genial e Mineiro na conclusão. Mas foi a simplicidade dos dois jogadores que tornou o lance ainda mais bonito e escreveu um dos mais importantes capítulos da história do futebol brasileiro.

Boa viagem, Aloisio. A quem eu chamava de vez em quando de homem de vidro, tal era a repetição das suas contusões. Mas é preciso reconhecer seu valor com a camisa 14 do São Paulo. Vai deixar saudades como jogador e como pessoa. Era um brincalhão que agradava todo o elenco.

O Brasil invade o Catar

sexta-feira - 18/julho/2008

O Campeonato Nacional do Catar, um pais de apenas 2 milhões e meio de habitantes, vai falar português nesta temporada. Treinadores e jogadores brasileiros estarão por lá ganhando um bom dinheiro e melhorando a qualidade técnica dos jogos.

O meia Ricardinho, ex-Corinthians, Santos, São Paulo e que esteve nas Copas de 2002 (campeão do Mundo), e 2006 com a Seleção Brasileira, está indo para o time de Paulo Autuori, no Catar. Falei com ele aqui na Jovem Pan.

Ouça a entrevista na íntegra:

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Boa sorte, Ricardinho.  Para você para e os outros brasileiros do Catar.